ABRUPTO |
![]() semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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6.11.07
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13:49
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO ÁTOMOS E BITS de 6 de Novembro de 2007 ![]() Distraídos com a coreografia do debate desta tarde, excelente pasto comunicacional pelo seu aspecto de duelo ao sol, esquecemo-nos de que os problemas políticos estão longe de se reduzirem ao espectáculo teatral da Assembleia. O que Menezes disse na conferência de imprensa de ontem é muito mais importante e explica o Prós e Contras e os múltiplos silêncios do PSD dos dias de hoje. Ele anunciou a vontade de "entendimentos alargados" com o PS, numa série de sectores fundamentais da vida pública, indo mais longe do que Marques Mendes alguma vez foi com o seu modesto Pacto de Justiça. Pode ser um exercício comunicacional proposto pela sua agência para "lavar" a imagem populista e dar ar de responsável? Duvido que resulte, porque Menezes anunciou uma dupla política: por um lado, colaboração com o PS em todas as áreas fundamentais da vida pública; por outro. oposição casuística tipificada na "Educação, os episódios de criminalidade no grande Porto, a crise no Hospital de Faro". Esta redução da oposição à casuística comunicacional (uma das coisas que criticava em Mendes) reduz o PSD a um papel tribunício, e minimiza-o como partido de alternativa de governo. Repito: pode ser um exercício comunicacional proposto pela sua agência para "lavar" a imagem populista e dar ar de responsável? Pode, tudo é possível. Mas há razões para se tomar a sério a sua proposta porque ela acrescenta um "entendimento alargado" sobre as Obras Públicas e isto percebe-se que é a valer. Ora esta é a única proposta que o PSD não pode de todo fazer num país como Portugal, onde esse é o terreno do verdadeiro "bloco central de interesses" que mina o estado, corrompe os partidos e a política, e que exige o maior escrutínio de uma oposição que se toma a sério. Esta é a mais preocupante proposta do PSD, numa área em que nada justifica "consensos", por muito que estes sejam pedidos pelos empreiteiros por razões que se percebem muito bem. As grandes obras públicas são política pura, nenhum partido que tenha um projecto para Portugal alternativo ao dos socialistas pode achar que esta é uma zona de "consenso", nem deixar de perceber a perigosidade da proposta. * As palavras "realistas" de Silva Lopes foram o momento mais interessante do Prós e Contras e um verdadeiro retrato do que não é dito na política socialista, mas está lá. Silva Lopes disse, preto no branco, duas coisas: uma, que os orçamentos do PS não diminuem as disparidades sociais que se agravam em Portugal; outra, que é a classe média que deve pagar a crise, são os seus rendimentos que devem ser diminuídos para garantir maior equilíbrio social. Ou seja, traduzido em não-socialistês, o estado deve agravar a política de agressividade fiscal sobre a "classe média", os "remediados", para redistribuir aos "verdadeiramente pobres". Nesta equação, que corresponde ao modo como o PS pretende salvar o "modelo social", embora dito com mais crueza, não há qualquer consideração para o papel que a "classe média" possa ter na criação de riqueza, ou dito de outro modo, qualquer papel para o crescimento económico que, com uma "classe média" a caminhar para o remediamento mais absoluto, será impossível. É um programa de empobrecimento colectivo, lento mas seguro.Etiquetas: Luis Filipe Menezes, PSD (url) ![]()
11:24
(JPP)
SOBRE OS OBJECTOS EM EXTINÇÃO: CDs Sobre esta nota do Abrupto. ![]() Quanto ao DVD me parece inevitável a extinção, apesar do formato de alta definição. A qualidade do arquivo tipo iTunes vai melhorar e não muda nada na indústria. É só esperar pela integração plena do computador com a TV digital, o que não deve demorar muito para acontecer em grande escala. (Vitor Salvador Picão Gonçalves) * Apenas um comentário relativamente ao que diz dos CD’s. Tenho um enorme fascínio por livros e por CD’s. Bastante menos por DVD’s. Tal como a si, aconteceu-me nos últimos anos deixar de comprar CD’s em decorrência directa da obtenção de um iPod, tendo começado a comprar música na Internet, nomeadamente através do iTunes (tanto álbuns inteiros como músicas avulso, que, de resto, constitui uma das grandes vantagens deste tipo de compra). Não é, no entanto, sem algum desgosto que me vejo nesta situação, empurrado que fui (como tantos e tantos milhões de pessoas) por uma indústria musical que na verdade nunca compreendeu que vender CD’s a € 20,00 em média é atentatório da inteligência dos consumidores, especialmente quando os mesmos podem canalizar as suas preferências da forma que se vê. Por isso – e perante a incapacidade dessa indústria musical em adaptar-se (a agonia na venda de CD’s é evidente) – considero, apesar de tudo, que existirão nichos de mercado em relação aos quais não haverá perdas. É o caso da música clássica, jazz, alguma étnica, e pouco mais. Quanto ao resto, ao mainstream mais ou menos comercial, estou de acordo consigo: acabará em devido tempo. Mas é pena. Até porque o iPod e outras formas de “mp3” não estão ainda, em termos de qualidade sonora, ao nível do digital mais perfeito, o que coloca questões muitas vezes complicadas a quem gosta de ouvir música e vai – hélas! – seguindo as tendências (veja-se a este propósito que o iTunes comercializa música com qualidade superior mais cara que os habituais € 0,99 a peça). Mas mais: ninguém nem iTunes nenhum vão conseguir destruir o prazer que a materialidade dos CD’s tem, um pouco, de resto, à semelhança do que sucede nos livros. (Rui Esperança) * O seu texto sobre o CD como objecto em extinção levanta uma questão que, não sendo nova, é talvez mais pertinente nos dias de hoje, em que o valor da tecnologia se exprime tão facilmente em números: até que ponto se dispõem os utilizadores a trocar qualidade por conveniência de utilização? A resposta parece-me ser, "sem hesitar". É engraçado notar como o típico utilizador transporta música no seu leitor portátil em formato MP3 com qualidade de 128Mbps, sobretudo por isso permitir armazenar cada álbum inteiro nuns meros 50MB de memória permanente (este valor naturalmente muito aproximado, como outros adiante). Porém, por exemplo num iPod, é perfeitamente possível utilizar um formato comprimido sem perdas, que permite em média armazenar cada álbum nuns 300MB com toda a qualidade do CD. Ou seja, o típico utilizador prefere a conveniência de ter 6 vezes mais música disponível no seu leitor (mesmo que com uma qualidade pouco superior à duma emissão de rádio) à possibilidade de usufruir da qualidade sonora com que a música foi efectivamente editada. Esta preferência é confirmada pelo modo como se vende música por descarga através da Internet: a maioria dos sítios de venda disponibiliza apenas o formato de 128Kbps, dado ser esse o que satisfaz a grande maioria da procura. Dir-se-á que esta questão é um preciosismo, mas um teste com uma dúzia de faixas bem editadas e um bom par de auscultadores rapidamente evidencia a diferença em termos de prazer de audição entre os ubíquos 128Mbps e uma reprodução cristalina, sem perdas. Torna-se então interessante notar como um álbum adquirido por descarga na Internet custa tipicamente uma fracção muito significativa (metade ou mais) do preço do CD equivalente (que normalmente inclui ainda algum material impresso). Presumo que a preferência dos utilizadores só mudará quando a capacidade de armazenamento dos leitores e a velocidade de descarga forem tais que se torne irrelevante o tamanho dos ficheiros envolvidos. Até lá, seria bom que o CD em vias de extinção permanecesse uma espécie protegida... (Pedro Gomes) Etiquetas: tecnologias (url) ![]()
11:19
(JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: OPOSIÇÕES VÁRIAS ![]() (Paulo Loureiro) * ![]() Desta feita parece ter deixado de se preocupar se o aluno que falta vai "para o café, para o tabaco ou pior". Então em que ficamos?! (António José Ferreira) (url) ![]()
08:55
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS 1150 - Romance de Fernán d'Arias
Por aquel postigo viejo que nunca fuera cerrado, vi venir pendón bermejo con trescientos de caballo; en medio de los trescientos viene un monumento armado, y dentro del monumento viene un ataúd de palo, y dentro del ataúd venía un cuerpo finado. Fernán d'Arias ha por nombre, hijo de Arias Gonzalo. Llorábanle cien doncellas, todas ciento hijasdalgo; todas eran sus parientas en tercero y cuarto grado; las unas le dicen primo, otras lo llaman hermano, las otras decían tío, otras lo llaman cuñado. Sobre todas lo lloraba aquesa Urraca Hernando, ¡y cuán bien que la consuela ese viejo Arias Gonzalo! -¿Por qué lloráis, mis doncellas? ¿por qué hacéis tan grande llanto? No lloréis así, señoras, que no es para llorarlo, que si un hijo me han muerto, ahí me quedaban cuatro. No murió por las tabernas, ni a las tablas jugando, mas murió sobre Zamora, vuestra honra resguardando; murió como un caballero con sus armas peleando. (Anónimo) * Bom dia! (url) 5.11.07
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10:01
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO ÁTOMOS E BITS de 5 de Novembro de 2007 Se ler alguns destes romances de sucesso, aplicar-lhes-ei as oito regras de Kurt Vonnegut que me parecem adequadas a este tipo de ficção: "1. Use the time of a total stranger in such a way that he or she will not feel the time was wasted.A regra em que serei mais intransigente é a quarta. Etiquetas: Kurt Vonnegut, literatura (url) ![]()
08:41
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS 1149 - Anything Goes In olden days a glimpse of stocking Was looked on as something shocking Now heaven knows, anything goes Good authors too who once knew better words Now only use four letter words writing prose Anything goes The world has gone mad today And good’s bad today And black’s white today And day’s night today When most guys today that women prize today Are just silly gigolos So though I’m not a great romancer I know that you’re bound to answer When I propose, anything goes (Letra e música de Cole Porte cantada, entre outros, por Frank Sinatra) * Bom dia! Etiquetas: Cole Porter (url) 4.11.07
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20:54
(JPP)
NUM BLOGUE PERTO DE SI, NUMA GALÁXIA MUITO LONGE NESTES DIAS
A PRIVACIDADE E O USO DOS SENTIMENTOS NA PROPAGANDA POLÍTICA O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: WIKIPEDIAS+ comentários COISAS DA SÁBADO: CARACTERES OU ESTEREÓTIPOS? ICONOGRAFIA ESQUERDISTA PORTUGUESA 1 e 2+ comentários (url) ![]()
20:36
(JPP)
MOMENTOS EM TEMPO REAL: INTERIORES Hoje. Usando o Abrupto como janela. Nemesio na televisão. (RM) Computador com fotografia. (Ochoa) MOMENTOS EM TEMPO REAL: EXTERIORES (url) ![]()
17:06
(JPP)
A PRIVACIDADE E O USO DOS SENTIMENTOS NA PROPAGANDA POLÍTICA A rápida erosão da privacidade é uma das consequências mais evidentes do ascenso da demagogia, da massificação das sociedades contemporâneas no consumo de bens culturais, da utilização perversa de novas tecnologias para disseminar boatos e calúnias, controlar, espiar e "revelar", culminando tudo isto numa vida pública dominada pelo espectáculo e pelo sentimento, corroendo a democracia por dentro. ![]() Não é fácil, pelo modo como as coisas caminham em Portugal, seguindo, aliás, as passadas de outros países, a que se soma a habitual mediocridade do nosso meio. Hoje temos uma vida pública que se alimenta a si própria com uma "comida" sentimental e emotiva banalizada, com um discurso superficial sobre tudo, com um ataque à razão a favor da pieguice televisiva, excitada em telejornais de crimes, doenças, acidentes e "casos", caso da "pequena Maddie", caso Esmeralda, caso Casa Pia, casos de pedofilia, importantes e irrelevantes, misturados num mesmo tipo de narrativa excitada nos directos. Neste mundo, o mais pequeno pretexto serve para deixar de haver esfera íntima e privada, seja para um antigo inspector da PJ vir falar da vida sexual dos McCann, seja para uma multidão dos novos interpretadores dos sentimentos, psiquiatras, psicólogos, pedopsiquiatras e pedopsicólogos, a nova fauna comunicacional, nos explicarem as almas perdidas nos seus estados perturbados, seja do "pai do coração" versus o "pai biológico", seja na mãe matadora de um qualquer "bebé", arrastada para gaúdio de outras mulheres ululantes a gritar "assassina!", nuns pobres jeans coçados e numas algemas, seja na súbita aparição pública do novo fantasma do susto colectivo, o pedófilo que, vindo da Rede negra e obscura dos chats ou da escola e da sacristia, se prepara para assaltar o único símbolo que resta da inocência do mundo, as crianças. Este caminho é cada vez mais trilhado, está-se a tornar normal este assalto à intimidade e à privacidade. Já disse isto várias vezes, repito-me certamente, convicto de que é um protesto ineficaz nos seus resultados. E o pior ainda está para vir, porque, no plano mais vasto da educação cívica, estamos a gerar uma juventude que cada vez menos preza a privacidade e a intimidade. Os milhares de jovens que se expõem na Rede, nos blogues, nos sítios "sociais", que usam o telemóvel como instrumento de controlo, que aceitam com absoluta normalidade que este tenha uma câmara de vídeo, ou um localizador de GPS que permita a outrem saber sempre onde se está, crescem sem prezar o seu espaço íntimo e privado. O mundo em que vão viver é povoado por câmaras de vigilância, escutas, controlos electrónicos de identidade, redes de informação que vão do cartão de crédito à Via Verde, e isso parece-lhes absolutamente normal. Juntam-se assim ao povo que espreita a saída dos presos nos tribunais e que acha que só se preocupa com a privacidade quem tem coisas para esconder. ![]() Cada vez mais essas revistas, alguns programas televisivos e locais na Rede começam a receber uma atenção já mais profissionalizada, que usa o voyeurismo público e a erosão da privacidade para intervir no mercado demagógico dos sentimentos, com objectivos quer de manipulação da opinião pública, quer de promoção social e política de personalidades, de contenção de danos, ou, menos visivelmente, para conduzir campanhas hostis contra adversários. Uma das características deste novo espaço demagógico e sentimental é a sua fácil utilização e manipulação por profissionais que o conhecem bem, com as suas regras e tendências, como é o caso da nova geração de agências de comunicação. Onde antes havia uma "assunção" pública forçada ou meio forçada pelos paparazzi que habitam o aeroporto de Lisboa ou o espaço entre o Camões e a Rua do Carmo, ou alguns locais mais in da cidade, agora existe uma "assunção" desejada, estimulada e controlada por agências de comunicação. O caso mais recente é a utilização da vida privada por Luís Filipe Menezes, de que resultou capas em todas as revistas do "coração", entrevistas, declarações e fotos, não só consentidas como encenadas, com a curiosidade de se perceber a mão da agência de comunicação, aliás admitida publicamente, na similitude da encenação e das "mensagens" do produto final. Já não é a exposição pública desejada e consentida por quem gosta de viver no mundo cor-de-rosa da Caras, da Nova Gente, da Flash, etc., etc., e a quem essa exposição é agradável e socialmente desejada, mas de quem hoje utiliza a vida privada como instrumento de acção política, como mecanismo de envio de mensagens e imagens que se destinam a obter dividendos políticos no crucial mercado do sentimento demagógico. É sempre um caminho arriscado a prazo, como Santana Lopes ou Manuel Maria Carrilho perceberam à sua custa, porque costuma dar para o torto, pela própria natureza da exposição pública e da sua procura de transgressão como valorizador da notícia. Mas, entretanto, vai dando frutos. Existe outro problema, que transcende a vontade de cada um jogar este jogo arriscado, e que é que, por cada político ou "figura pública" que se expõe, diminui o espaço de privacidade dos que não o desejam fazer, abrindo-se caminho para a impunidade voyeurista cor-de-rosa. A erosão da esfera íntima que deveria ser intocável mesmo nas chamadas "figuras públicas", e da esfera privada, mesmo com alguma perda de "espaço" nas "figuras públicas", é um mau caminho para uma sociedade que preze liberdades e direitos. (No Público de 3 de Novembro de 2007) *
Etiquetas: privacidade (url) ![]()
15:21
(JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: WIKIPEDIAS Faz hoje um ano que publicou no Abrupto o texto «O PROBLEMA DA WIKIPEDIA: OS ERROS DO ARTIGO “PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS”». Passado um ano, aquele artigo está na mesma. Nenhuma daquelas passagens a que fez referência foi alterada, nem mesmo o erro objectivo, grosseiro e facílimo de corrigir relativo ao local onde decorreu o quinto congresso. Visto que quando ataca a Wikipedia eu tenho por hábito defendê-la, pode parecer estranho que eu faça notar isto. Mas faço-o por constatar (e lastimar) uma cada vez maior diferença de qualidade entre a Wikipedia em inglês e a Wikipedia em português. Pode-se facilmente ver em quase qualquer artigo para o qual haja uma versão em ambas que a qualidade deste em inglês é claramente superior à sua qualidade em português e isto não só vendo a qualidade do texto em si mas também a qualidade e a quantidade das referências bibliográficas e links externos. Há uma diferença cultural entre os utilizadores das duas versões que é bastante patente.![]() (José Carlos Santos) * Agora que penso nisso, julgo que 100% dos links que coloquei para a Wikipedia no Sargaçal, e foram bastantes, foi para o inglês. Nem sequer foi em consciência, mas está em linha com o que diz o leitor José Carlos Santos. Por coincidência, ontem procurava informações sobre o Liquidambar (estive a plantar dois) e na Wikipedia em português, há o título, o chamado Etiquetas: Wikipedia (url) ![]() (url) ![]()
08:02
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS 1148 - Poem 42 n OthI n g can s urPas s the m y SteR y of s tilLnes s (e. e. cummings) * Bom dia! Etiquetas: e. e. cummings (url) 3.11.07
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18:49
(JPP)
MOMENTOS EM TEMPO REAL: EXTERIORES Entre a noite de ontem e o dia de hoje, em Portugal, Rússia, Austria e Brasil.. Usando o Abrupto como janela. ![]() MacDonalds em S. Petersburgo. (João Tiago Samtos) São Francisco do Sul, Estado de Santa Catarina, Brasil Os sinais dos Açores. (Ovídio Linhas)
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09:05
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS 1147 - Leaves Compared With Flowers A tree's leaves may be ever so good, So may its bar, so may its wood; But unless you put the right thing to its root It never will show much flower or fruit. But I may be one who does not care Ever to have tree bloom or bear. Leaves for smooth and bark for rough, Leaves and bark may be tree enough. Some giant trees have bloom so small They might as well have none at all. Late in life I have come on fern. Now lichens are due to have their turn. I bade men tell me which in brief, Which is fairer, flower or leaf. They did not have the wit to say, Leaves by night and flowers by day. Leaves and bar, leaves and bark, To lean against and hear in the dark. Petals I may have once pursued. Leaves are all my darker mood. (Robert Frost) * Bom dia! Etiquetas: Robert Frost (url) 2.11.07
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16:23
(JPP)
COISAS DA SÁBADO: CARACTERES OU ESTEREÓTIPOS? ![]() Confrontando-se directamente com os originais qualquer versão dos Caracteres tem dois problemas: um, manter a ligeireza da forma, concisa, saltando do geral para o particular, exemplar e irónica; outro, construir “caracteres” efectivos, observáveis e reais, na sua “física” e no seu comportamento, que “actualize” o que é de sempre. Resumindo, o mundo está sempre a dar-nos variações dos mesmos tipos de Teofrasto, mas a frescura da descrição é cada vez mais difícil. E este livro não consegue cumprir o desafio. Nenhum “carácter” tem humor, nem sequer representa bem um “tipo”. É demasiado estereotipado, previsível e superficial. Os tipos são quase todos urbanos e socialmente limitados entre a classe média baixa que vive em Telheiras e a classe média alta que vive na Linha. Até os cães, que tem direito a “carácter”, fazem parte da mesma estirpe social, não são rafeiros. Antes de lermos cada “carácter” já sabemos como é que eles vão ser: o “padre de esquerda”, a “directora de museu”, “o romancista consensual”, os vários poetas, os vários monárquicos e o “marquês de Lovelhe”, são estereótipos, não são “caracteres”. Os tipos que não fazem parte desta roda são ainda mais rudimentares: o “burgesso” e o “latifundiário alentejano”, por exemplo, são tão desinteressantes que se percebe de imediato que o autor não os frequenta, muito menos os conhece. Duvido que o “latifundiário alentejano” seja “um português heterossexual que no seu íntimo não vê grande diferença entre uma mulher e uma galinha”, porque me parece que em todos os sentidos, as galinhas não são para aqui chamadas. Porcos, bezerros, cabras e ovelhas, vá que não vá, mas a centralidade das capoeiras nos montes está longe de ser provada. Depois os tipos misturam-se, o que é normal na vida, mas anormal nos Caracteres, onde isso “descaracteriza”. O “médico filósofo” trata a mulher como “filha”, o mesmo que arrepia Lourenço no “burgesso”, e temos que convir que deve haver umas diferenças nestas “filhas”. Aliás o retrato do “burgesso” é um dos mais rudimentares, iria dizer “burgesso”, do livro. Para analisar “caracteres”, os nosso bons humoristas como Herman (o Esteves, o engenheiro do Norte) e os Gatos Fedorentos (aqueles jovens representados pelo RAP que falam horas sem dizer nada) são mais certeiros e, qualquer versão moderna de Teofrasto, é com este tipo de “tipos” que se mede. A de Lourenço mede e perde. No ofício de fixar “caracteres” com perspicácia eles fazem melhor dentro do genuíno espírito de Teofrates, como faziam os Monthy Python ou, em Portugal, alguns textos da antiga revista Almanaque e da menos antiga “Mosca” do Diário de Lisboa, com a vantagem de não terem a pretensão de originarem no modelo clássico. Etiquetas: Frederico Lourenço (url) ![]()
16:09
(JPP)
MOMENTOS EM TEMPO REAL: EXTERIORES Recuperação de um antigo forte militar em Lajes do Pico: Forte de S.ta Catarina. Do existente pouco havia, apenas uma ruína em muito mau estado. Sem falsas máscaras históricas (re)fez-se o antigo conjunto de ameias, que eram 7, utilizando antigas travessas dos caminhos de ferro. Pinho nacional. E é Nacional; E é bom... (Rui Pinto) (url)
© José Pacheco Pereira
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