ABRUPTO

31.1.12


PERGUNTAS QUE NÃO LEVAM A PARTE NENHUMA


 

 

 

 

 

  

 

3. POR QUE RAZÃO FALHARAM AS ÚLTIMAS MANIFESTAÇÕES DOS "INDIGNADOS"?

A comunicação social tem estado relativamente silenciosa sobre o estrondoso falhanço das últimas manifestações "indignadas", como se não houvesse nada a perguntar, nem nada a analisar. O mesmo se diga da patética manifestação contra Cavaco Silva, que nem sequer 200 pessoas reuniu, apesar de ter sido abundantemente anunciada na comunicação social, incluindo a televisiva. Ora tenho para mim que qualquer manifestação hoje que mereça a simpatia benevolente da comunicação social (como aconteceu com os exemplos referidos) que tenha menos de alguns milhares de pessoas obriga a analisar não apenas os factores de atracção em que se baseia o apelo, mas também os factores de repulsão que afastam as pessoas.

A primeira manifestação da chamada "geração à rasca" (a designação de "indignados" era ainda muito minoritária) foi um grande sucesso. Mas é o caso típico de uma manifestação unanimista, que desde a JSD à extrema-direita, de grupos de "artistas" à extrema-esquerda, do PSD ao BE ao PCP, teve todo o mundo e ninguém a apoiar e uma comunicação social activa e ultra-simpática a divulgá-la. Só quem não era patriota é que não saía à rua. Ah! E havia um pequeno pormenor - era contra José Sócrates no clímax da sua impopularidade. Tinha que ser um sucesso e foi, mas gerou a ilusão de que poderia dar origem a um novo tipo de movimentos, o que também entusiasmou muitas redacções sempre prontas a encontrar "novos" movimentos sociais e depreciar os "antigos".

Mas o sucesso da segunda manifestação só existiu enquanto se esteve longe do folclore das "assembleias populares" em frente ao Parlamento e deveu-se ao mais antigo dos movimentos sociais, a CGTP, mais o PCP. Foi isso que encheu as avenidas e foi isso que se rarefez, quando as tropas disciplinadas dos sindicatos e do PCP se recusaram a participar nas cenas excitadas de grupos que acham que o povo são eles e que podem fazer um soviete a brincar nas escadas da Assembleia. Já aqui se percebeu que estavam em jogo factores de rejeição e que essa rejeição foi do vanguardismo mimético da cena entre o hippie e o leninista, no meio de tendas de campismo e lixo, que se pretendeu montar sob o arrogante nome de "assembleia popular".

Por isso, a terceira manifestação foi um falhanço completo. Sem a CGTP, ficou apenas o folclore, alguns genuínos indignados e uma extrema-direita que usa a mesma linguagem dos radicais indignados e por isso estava lá por direito próprio. O mesmo se pode dizer da micro-manifestação da "moedinha para o Cavaco", um ainda maior falhanço, apesar da publicidade na comunicação social, em que a todos os outros factores de rejeição se acrescenta o facto de os jornalistas gostarem muito do engraçadismo, mas a maioria das pessoas, mesmo irritadas com Cavaco Silva, não acharem bem o gozo com a figura do Presidente.

Como é que isto vai continuar? Um pequeno número de proto-leninistas e anarquistas vão tentar provocar incidentes, como se esses incidentes revelassem qualquer "luta de classes", os "artistas" vão continuar a fazer cenas de rua, e tudo isto só ultrapassará a paisagem do Camões e da Rua do Carmo, se a CGTP e o PCP quiserem. Até agora não quiseram.
  


 


(url)


EARLY MORNING BLOGS  
2153 - Book Lover


I keep collecting books I know
I'll never, never read;
My wife and daughter tell me so,
And yet I never head.
"Please make me," says some wistful tome,
"A wee bit of yourself."
And so I take my treasure home,
And tuck it in a shelf.

And now my very shelves complain;
They jam and over-spill.
They say: "Why don't you ease our strain?"
"some day," I say, "I will."
So book by book they plead and sigh;
I pick and dip and scan;
Then put them back, distrest that I
Am such a busy man.

Now, there's my Boswell and my Sterne,
my Gibbon and Defoe;
To savour Swift I'll never learn,
Montaigne I may not know.
On Bacon I will never sup,
For Shakespeare I've no time;
Because I'm busy making up
These jingly bits of rhyme.

Chekov is caviare to me,
While Stendhal makes me snore;
Poor Proust is not my cup of tea,
And Balzac is a bore.
I have their books, I love their names,
And yet alas! they head,
With Lawrence, Joyce and Henry James,
My Roster of Unread.

I think it would be very well
If I commit a crime,
And get put in a prison cell
And not allowed to rhyme;
Yet given all these worthy books
According to my need,
I now caress with loving looks,
But never, never read. 


(Robert Service)

(url)


PERGUNTAS QUE NÃO LEVAM A PARTE NENHUMA

2. POR QUE RAZÃO NINGUÉM FALA EM PRIVATIZAR AS RÁDIOS PÚBLICAS?

A televisão é o grande instrumento de poder na comunicação social e por isso é normal que a atenção política se centre na privatização anunciada de parte da RTP e no desenho futuro ainda por conhecer da empresa estatal. Mas surpreende-me o silêncio e ausência de discussão sobre o facto de, no universo da comunicação social pública, haver um importante sector de rádio: vários canais de rádio tradicionais, e vários na Internet. Ora todos os problemas que se colocam com os canais televisivos da RTP colocam-se com ainda mais agudeza na rádio, onde a oferta privada é mais sólida e importante e não custa nada aos contribuintes. Temos a Rádio Renascença, ou a TSF, só para ir a dois exemplos influentes de um universo de rádios privadas numeroso e activo, cobrindo todas as formas de música, clássica, ligeira, portuguesa, fado, rock, e um jornalismo de qualidade, agressivo e competitivo. 
 
O que é que justifica existir um pesado sector comunicacional de rádios públicas? A resposta é certamente a mesma que é dada para os canais televisivos da RTP: à esquerda, ideologia da superioridade do público sobre o privado; à direita, poder manter um braço armado na comunicação social que depende de escolhas políticas.

 *
A garantia de uma oferta mínima de um certo tipo de programação audiovisual dita "erudita", uso o termo por facilidade, é uma opção política. Poderemos achar que essa garantia deve existir ou não existir, mas que a escolha tem que ser feita, isso tem. Pelo menos enquanto em Portugal vigorar um sistema de mecenato do qual as pequenas iniciativas raramente beneficiam, não poderemos pensar em vir a ter a já referida oferta garantida por privados como acontece na rádio e televisão pública dos Estados Unidos da América. Pessoalmente acho que sim, que deve ser garantida essa oferta, pela mesma razão que deve apoiar, por exemplo, a ópera. É uma questão de ter ou não ter. Por mais fé que tenhamos na livre iniciativa quanto à oferta cultural, são já vários os exemplos de ofertas que, por não serem de grandes massas acabam por morrer. 
É portanto uma questão de opção política e é legítimo que defendamos uma ou outra solução. O que me parece estranho, no caso deste seu artigo, é a afirmação de que "Temos a Rádio Renascença, ou a TSF, só para ir a dois exemplos influentes de um universo de rádios privadas numeroso e activo, cobrindo todas as formas de música, clássica, ligeira, portuguesa, fado, rock, e um jornalismo de qualidade, agressivo e competitivo." Como é evidente, na lista de géneros que refere há um que não é de massas e não faria sobreviver nenhuma rádio não apoiada pelo estado. Dizer que a Renascença ou a TSF cobrem o universo da música clássica parece-me, no mínimo, um enorme exagero. É apenas um pormenor no seu texto, mas parece-me ser um pormenor muito importante na elaboração da sua argumentação.
(João Tinoco)

(url)

30.1.12


ÍNDICE DO SITUACIONISMO (144):  
GUERRAS
A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração.
E, nalguns casos, de respiração assistida.

Nas guerras da informação e da contra-informação, a regra básica é fazer parecer aquilo que não é. Há muitos especialistas nesta arte por aí empregados para a exercerem.

A notícia do Público sobre os "cavaquistas" é um típico exemplo. Primeiro, discordo em absoluto que os jornais publiquem meras opiniões políticas com base no anonimato das fontes. O anonimato só se justifica por outro tipo de razões, muito mais sérias, e não por covardia do opinador. Claro que tais comportamentos só existem porque o nosso jornalismo político os consente.  Segundo, gostaria que esses "cavaquistas", se existem,  dessem a cara para eu saber se é um ou são muitos, se merecem a designação de "cavaquistas" ou é apenas uma classificação de conveniência destinada a dar um envelope sensacionalista à notícia. Terceiro, para defesa do jornal, a classificação de "cavaquistas" é jornalisticamente inaceitável a não ser que saibamos a resposta à pergunta anterior: é um, são muitos, podem falar em nome de Cavaco, são seus próximos, etc. Quarto, a notícia seguiu com um isco, a de que se trataria de uma manobra destinada a desviar as atenções da gaffe presidencial, e houve quem mordesse o isco com todo o esplendor. Notícias com isco interpretativo, ainda por cima tão rudimentar, são para desconfiar.  

Mas é como isto está. Nas mãos de especialistas que seguem o moto salazarista de que o que parece é. Com sucesso.

(url)


PERGUNTAS QUE NÃO LEVAM A PARTE NENHUMA


 

 

 

 

 

  1. POR QUE RAZÃO É QUE CONTINUAMOS SEM SABER SE HOUVE "DESVIO COLOSSAL" OU NÃO?

Com o início deste Governo deu-se algo de muito parecido com o início do Governo Sócrates de 2005 e muito parecido com o Governo Barroso de 2003: na retórica política encontrou-se um "facto-pretexto" destinado a justificar uma inflexão de medidas prometidas em campanha eleitoral. Barroso descreveu um país de "tanga" deixado por Guterres em que o "choque fiscal" seria impossível, embora fosse uma promessa central da campanha eleitoral. Sócrates encontrou no défice virtual convenientemente calculado pelo Banco de Portugal o modo eficaz de esquecer as suas promessas eleitorais de baixar os impostos. Passos Coelho encontrou no "défice colossal" o argumento para cortar metade do subsídio de Natal, que explicitamente jurara não fazer durante a campanha.

Compreende-se como estes argumentos são centrais nos mecanismos de legitimização política. Sem um forte motivo, não haveria maneira de manter a face perante os eleitores ainda bem lembrados por uma memória demasiado viva dos debates eleitorais. Mas eu referi tratar-se de "factos-pretexto", ou seja, tem que ter alguma factualidade. O relatório Constâncio sobre o défice veio a revelar-se muito pouco credível nos seus critérios, mas cumpriu a função legitimadora. O "desvio colossal" exerceu o mesmo papel, mas parece agora contestado por entidades independentes como "facto". Ou seja, a UTAO, muito gabada pela desmontagem que fez dos números orçamentais de Sócrates, agora vem pôr em causa a tese governamental PSD-PP. Ficamos assim sem saber ao certo o que se passou e não é de todo irrelevante tirarmos uma conclusão mais segura. O PS vai desejá-lo, porque isso o iliba, o PSD opor-se-á, porque isso o compromete. Eis uma pergunta que não terá pernas para andar, até porque muitos economistas com um papel central no discurso pró-governamental já se comprometeram com a justificação do abandono das promessas em nome do "desvio colossal".

(Versão do Público de 28 de Janeiro de 2012.)

(url)


ESPÍRITO DO TEMPO: ONTEM E HOJE

Passagem do tempo por um banco do jardim de S. Amaro. (RM) 


Pôr do Sol na barra do Douro.(José Carlos Santos)

(url)


SÓ PARA LEMBRAR O QUE ESCREVI HÁ VÁRIAS SEMANAS NA SÁBADO E QUE ENTRETANTO TEM VINDO A SER CONFIRMADO EM VÁRIAS NOTÍCIAS SUCESSIVAS E IGUALMENTE CONFIRMADO PELOS SEUS DESMENTIDOS QUANDO LIDOS COMO DEVEM SER


NÃO DEVIA SER SURPRESA PARA NINGUÉM, ESTÁ CÁ TUDO, MENOS AS CONSEQUÊNCIAS
*
REPRODUZIDO  "PINTADO" COM DESTAQUES E SUBLINHADOS

A explicação de que se trata de um conflito de lojas contra lojas e maçonarias contra maçonarias oculta o pano de fundo político de toda esta questão. E esse pano de fundo remete para o projecto de fusão dos dois serviços de informação, para os seus mentores “discretos”, e para o plano até agora gorado, mas que está em curso, de criar uma chefia comum do serviço unificado ligada ao actual poder político. 
O jornal i relatou em Agosto em linhas gerais o que se conhece do plano:
Jorge Silva Carvalho, o ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) que está no centro do furacão que atinge as secretas portuguesas, aproximou-se do PSD no Verão do ano passado quando rebentou o escândalo das escutas a Belém.(…) Jorge Silva Carvalho chegou a estar muito próximo do PS. (…) Em Novembro de 2010 Silva Carvalho bate com a porta, nas vésperas da importante cimeira da NATO em Lisboa. O gesto foi tudo menos inocente. Em trânsito na Ongoing de Nuno Vasconcellos, Jorge Silva Carvalho tinha a esperança de regressar aos serviços de informações pela porta grande. Defensor da fusão do SIED com o Serviço de Informações de Segurança (SIS), pensava que seria o eleito pelo governo de Passos Coelho para pai dessa reforma importante e ao mesmo tempo transformar-se no grande patrão das secretas portuguesas. 
O que aconteceu nos últimos dois anos ainda está longe de ser esclarecido, desde a história do e-mail roubado ao Público e que comprometeu o Presidente, o modo como a questão foi gerida com grande prejuízo para a campanha de Manuela Ferreira Leite, o aproveitamento que José Sócrates fez dos serviços e algumas iniciativas que tomou no limiar da legalidade, a actuação de personagens ligadas ao poder económico muito dependentes nos seus negócios das informações, nacionais e internacionais e, por fim, o modo como a previsível mudança de poder político começou a mover peças em serviços muito fragilizados quer pelos cortes orçamentais, quer pela ligação dos seus dirigentes ao poder político. 
Tudo isto está longe de ser esclarecido e não é matéria póstuma, está bem viva e em curso. Um efeito perverso de ter feito gorar o plano original, de que Jorge da Silva Carvalho era a peça principal, com as fugas de informação que o comprometeram, foi permitir o saneamento de todos os que se lhe opunham nos serviços, moldando assim ainda mais o terreno para um takover político. O resultado de tudo isto é a progressiva destruição dos nossos nascentes e ainda frágeis serviços de informação, ou seja, os portugueses ficam ainda mais inseguros. 
Ah! E ainda há outra coisa, mas que em Portugal ninguém liga e que não tem consequências: muitas destas coisas são pura e simplesmente ilegais.

(url)

29.1.12


O MUNDO DOS LIVROS



(url)


ESTA MANIPULAÇÃO JÁ TEM HISTÓRIA

O que os Anonymous fazem hoje presta-se a tudo por detrás de uma ideologia cheia dos slogans que passam hoje por ser uma forma de pensamento político. Não são verdadeiros ludditas, nem anarquistas, nem “indignados”, e o seu comportamento anti-social para nos gadgets e na tecnologia. Vivem da mitificação dos hackers, de imagens de filmes menores, e de um mundo demasiado presumido e arrogante para ser criativo, entre a extrema-esquerda e a extrema-direita. Mas vivem sobretudo da ausência de valores críticos que desmitifiquem esse mundo de fancaria tecnológica e da velha complacência com a moda da comunicação social que faz com que basta colocar a máscara do Guy Fawkes, para tudo começar a salivar de excitação revolucionária. Não há, de facto, pachorra.

(url)


EARLY MORNING BLOGS  
2152

Pro captu lectoris libelli habent sua fata.

(Terenciano)

(url)

28.1.12


ESPÍRITO DO TEMPO: HOJE
Passagem do tempo por um banco do jardim de S. Amaro. (RM)

(url)


OS “DIREITOS DA INTERNET” 
Os Anonymous falam em nome de uma coisa a que eles chamam “Internet Rights”, “direitos da Internet”, que estariam ameaçados por iniciativas legislativas como o SOPA (Stop Online Piracy Act) e o PIPA (Protect IP Act), destinadas a combater a pirataria generalizada na Rede. Quer num, quer noutro caso, a legislação proposta têm muitas inadequações, mas o problema que pretende defrontar é um problema real: a protecção dos direitos de autor, o combate á contrafacção, e de um modo geral a assunção de que o que é crime “cá fora” da Rede, é crime “lá dentro” da Rede. É esta correlação entre o que é considerado crime cá fora (o plágio, o roubo de identidade, a contrafacção, o roubo dos direitos de autor, de marcas e patentes, a calúnia, o insulto, a sabotagem, etc., etc.) e o que pode e deve passar a ser crime lá dentro que os Anonymous no meio desta retórica contra a censura querem combater. Uma coisa são os direitos, liberdades e garantias, seja no papel, seja no ecrã, seja no computador e na Rede, que devem permanecer intocados, outra são estes “Internet rights”.

Para os Anonymous e os seus seguidores “deitar abaixo” o Facebook, ou um sítio do FBI, ou de partidos como o PS, PSD e outros, ou entrar em áreas confidenciais onde estão os nossos dados médicos, ou o nome de polícias, é normal. Se nós pensássemos que a “velha” maneira do fazer era trepar a um muro ou abrir uma caixa de esgoto e cortar com alicate os fios, ou deitar ácido nas ligações, ou mandar uma paulada num guarda e partir com uma marreta um computador, aí já a turba dos flashmobs que gosta dos Anonymous pensava duas vezes sobre o que está a fazer. E talvez aí fosse mais longe do que o micro-pensamento sobre a censura e os “direitos da Internet”. E, caso produzissem alguma coisa que tivesse mercado, uma canção, um livro, uma imagem icónica, não estariam também a queixar-se numa entrevista “popular” que, apesar de terem existido milhares de cópias, não tinham recebido nada pelo seu talento, pelo seu trabalho? Nessas alturas a ideologia grosseira do comunismo primitivo que é a dos “direitos da Internet” onde tudo é gratuito e jorra para todos como o maná divino, já não lhes apela tanto como antes, quando nada valiam a não ser como consumidores. Vejam lá se o cozinheiro do Imaginário aos tombos, a quem o medo “não assiste”, não faz anúncios pagos? E já agora que contrafacção mais lucrativa existe do que fazer notas de dólar ou de euro? Não é uma censura inominável impedirem-me de reproduzir aqueles belos rendilhados das notas de euro, ou o santo “In God We Trust” do dólar?

Sou um leitor que acompanho regularmente os artigos que partilha no seu blogue 'Abrupto'. Os textos que escreve são normalmente bem fundamentados e ponderados, pelo que foi com alguma surpresa e
desagrado que li o artigo "Os 'Direitos da Internet'". Concordo quando argumenta que as acções ilícitas de grupos de hackers na rede são graves e que os seus autores devem ser castigados. No entanto, a minha
discordância encontra-se centrada na defesa que faz sobre uma maior protecção dos 'direitos de autor' e da associação de violação de um 'direito de autor' a um crime.

Considerações teóricas e empíricas demonstram que a actual legislação  que regula os direitos de propriedade intelectual é, no mínimo, criticável. Tendo em conta o ganho económico social envolvido (ou
seja, analisando custos e perdas para produtores, consumidores e estado), a única política coerente seria a redução ou eliminação da regulação legal da propriedade intelectual; sejam 'direitos de autor' ou patentes. Contudo a corrente doutrinação (conveniente para alguns) sobre a importância da propriedade intelectual exige uma argumentação cogente que não é passível de ser transmitida através de um email.
Argumentos que, no entanto, existem, tendo sido exteriorizados por diversos economistas no passado. É por esta razão que, respeitosamente, indico a V. Exa. uma referência que condensa grande
parte dos argumentos utilizados por economistas que refutam a propriedade intelectual: o livro "Against Intelectual Monopoly", por Michele Boldrin e Kevin Levine. Note que os autores não são economistas radicais do tipo clássico, Marxista ou Keynesiano, mas respeitados professores de economia, membros (fellows) da Sociedade Econométrica e cujo livro foi revisto em revistas de literatura tão importantes como o the Jornal of Economic Literature" e apoiado por economistas politicamente distantes como Maskin, North ou Prescott (referindo apenas prémios Nobel). Julgo que este livro poderá servir para, pelo menos, expor a V. Exa. uma defesa da eliminação da propriedade intelectual diferente da propalada pelos 'Anonymous'.

Convém notar que os argumentos e propostas utilizados no livro não são  puramente académicos. Num exemplo recente, o governo suíço anunciou que o descarregamento de músicas, filmes e livros da internet deixou de ser ilegal naquele país, independentemente da origem dos ficheiros. Esta medida foi em parte consubstanciada por um estudo realizado a pedido das autoridades que indica que a despesa agregada em bens culturais manteve-se constante num período alargado e que inclui a introdução e utilização geral de redes de partilha de ficheiros.

Refiro também que a relativa indiferença ou mesmo apoio do público em  geral face às actividades de hackers quando estes atacam sites governamentais pode ser explicada por uma crescente noção pública de
abusos perpetrados por autoridades em nome dos direitos de autor. Talvez seja essa mesma noção, hoje em dia quase impossível de não ser notada, que esteja a empurrar a emergência dos partidos pirata em
alguns países da Europa.

P.S.
O livro que indico no corpo desta mensagem pode ser consultado lido na íntegra na página pessoal de um dos autores através desta ligação (o site contém muitos outros interessantes):

O anúncio do governo da Suíça referido no texto.

Uma lista com algumas acções de combate à pirataria efectuadas pelas
autoridades em 2011 (indicativo; pode ser pouco fiável).

 (Tiago Tavares)


(url)


COISAS DA SÁBADO: 
CRIME COM O ENVELOPE TECNOLÓGICO DA MODA PARECE QUE NÃO É CRIME 
O vídeo dos Anonymous apelando a um ataque ao Facebook, embrulhado num palavreado típico do mambo jambo ideológico contra os EUA, é colocado como se fosse a coisa mais pacífica deste mundo por tudo quanto é sítio. Os nossos jornais de referência lá o têm, mais os links e as instruções destinadas a abater o inimigo capitalista. OK, dirão os micro-pensantes que pululam pela Internet, não o colocar é censura. Balelas, tretas! Experimentem colocar em linha num sítio sério, por exemplo, e de novo, num jornal de referência português, uma receita para envenenar saladas com e.coli nos restaurantes que têm self services, algo de fácil e também “anónimo”. Juntem-lhe um apelo ideológico qualquer à vossa escolha: contra os McDonalds, os alimentos geneticamente modificados, as alfaces recolhidas por trabalhadores não sindicalizados, os produtos químicos usados pela agricultura não-biológica, ou o imperialismo americano, que é tudo a mesma coisa, Escolham um nome pomposo em inglês do género “Animal response”, “Bacteria Legion”, “Salad anonymous fighters”, SAF, e façam um vídeo no YouTube a explicar o método. Vejam o clamor e muito provavelmente a polícia que vão ter á porta. 

O que acontece com os Anonymous é que a actividade criminosa aparece associada a um glamour tecnológico que nos deixa babados de reverência perante a modernidade dos instigadores do crime e incapazes de ultrapassar o mesmo nível de micro-pensamento (já uma complacência de minha parte porque devia ser nano ou pico-pensamento…) que leva muita gente a considerar que há aqui uma qualquer “luta” com significado social. Não há, nem luta, nem protesto, mas arrogância (o vídeo dos Anonymous é um exercício insuportável de arrogância vanguardista, aliás com laivos proto-fascistas), mais instigação ao crime.

(url)


EARLY MORNING BLOGS  
2151 - Continuity

I've pressed so
far away from
my desire that

if you asked
me what I
want I would,

accepting the harmonious
completion of the
drift, say annihilation,

probably.

(A. R. Ammons)

(url)

25.1.12


ESPÍRITO DO TEMPO: HOJE
Passagem do tempo por um banco do jardim de S. Amaro. (RM)

NESTES DIAS
(MJ)

(url)


A CONSTRUÇÃO DA MÁFIA PORTUGUESA (2)


A pergunta certa é quase sempre a mesma: por que razão foi escolhida esta pessoa e não outra. Ou seja, se considerarmos que um negócio é um negócio e exige determinado tipo de perfil, conhecimentos, experiência, por que razão as escolhas para lugares de topo, bem remunerados, são feitas de pessoas que não correspondem nem de perto nem de longe ao perfil que seria "natural"? Qual é a natureza da perturbação que justifica o desvio da escolha "natural"? Por que razão encontramos no centro desta "área de negócios politizados" sempre as mesmas pessoas, sempre os mesmos curricula , sempre os mesmos perfis de carreira, sempre as mesmas redes de influência e sempre um "serviço" político ou o seu pagamento? Por que razão vemos o dinheiro, os negócios, mais do que o empreendedorismo, entrar nessas áreas onde o poder de Estado e o poder político são centrais, e onde o controlo da informação e da decisão política é a chave do sucesso no negócio?

Se se quiser fazer negócio na área dos resíduos, se se quiser instalar parques eólicos, se se quiser vender mobiliário urbano, se se quiser instalar um atelier de arquitectura, se se for um urbanizador, se se quiser aceder a fundos comunitários, se se trabalhar na área do marketing e das agências da comunicação, na advocacia de negócios, ou mesmo se se quiser abrir um restaurante da moda, só há dois caminhos de sucesso garantido: conhecer os políticos certos e depois conhecer os jornalistas certos. E o mercado sabe muito bem quem são os "políticos certos" e os "jornalistas certos".

Deixando os jornalistas por agora, voltemos à "área de negócios politizados". Precisa-se aí de ter conhecimentos directos com os aparelhos partidários que controlam o acesso ao poder político executivo, a nível central ou local, ou ter um "facilitador" influente. Quando nos perguntamos por que razão nessas empresas, que actuam nesta "área de negócios politizados", se escolhem para lugares de administração, bem remunerados, pessoas que ou são políticos no activo ou têm uma relação de "facilitação" e influência com o poder político, a resposta é evidente. O processo Face Oculta é todo sobre isso, mas também o é o Portucale , e muitos outros.

Outra característica desta "área de negócios politizados" é a de estar cada vez mais ligada a capitais com origem em países onde a corrupção é uma forma de poder e os sistemas políticos são autoritários, como é o caso típico dos capitais angolanos que aí abundam. Esses capitais têm todos um pequeno problema, que pelos vistos não interessa a ninguém, que é o de serem milhares de milhões com origem em pessoas que legalmente ganham apenas umas centenas de dólares no seu cargo político. Aproveitem para ler isto hoje no PÚBLICO, porque a continuar o takeover angolano sobre os órgãos de informação portugueses, em breve isto não poderá ser dito em quase lado nenhum.

Vejamos um caso hipotético e compósito de um político tornado gestor. Começou por baixo, por um aparelho partidário local cujo controlo assegurou, primeiro pessoalmente, depois através de homens de sua confiança pessoal. Durante toda a sua vida política nunca deixará de manter um controlo rigoroso sobre a sua zona de influência original, colocando lá homens de mão, que mais tarde emprega, distribuindo benesses e lugares sempre em primeira mão para o aparelho onde se iniciou e cresceu. Perder o controlo dessa base original é um grande risco, porque é aí que as pessoas melhor o conhecem, numa altura em que os seus primeiros passos de carreira ainda eram crus e pouco sofisticados e deixaram rastro.

Iniciou-se a receber "avenças" dos empresários locais que conheceu no processo de obter financiamentos para a actividade partidária. Começa a entrar ou a fazer uma rede de "amigos", a que garante "facilidades" junto do poder central e local, primeiro em coisas simples e baratas e depois vai fazendo o upgrade para negócios mais sérios. Quase toda a sua economia pessoal é feita à margem do fisco e da lei, mas isso há uns anos atrás não era problema nenhum, porque o controlo fiscal dos rendimentos era uma ficção e hoje também não é por que há offshores . Se havia algum escândalo público, a explicação clássica era de que "ganhou na bolsa", e se esse escândalo implicasse problemas com a justiça, o que era raríssimo, pagavam-se de imediato os impostos em falta e esperava-se que a máquina emperrasse nas prescrições ou numa tecnicalidade, como quase sempre acontecia.

Nesta altura, o nosso político hipotético já dá uma grande atenção à comunicação social e através de fugas de informações, que favorecem uma carreira jornalística, ou através de favores, presentes, ou mesmo falsas avenças ou empregos para familiares dos jornalistas no novo universo empresarial em construção, já tem um círculo de jornalistas no seu bolso. Nenhum, insisto, nenhum dos que fazem esta carreira hipotética o consegue fazer sem relações privilegiadas com a comunicação social, umas vezes pessoais, dominantes no passado, hoje através de agências de comunicação pagas a peso de ouro. Esse ouro é pago por nós através de encomendas de serviços "de comunicação" por uma autarquia ou um ministério "amigo", assegurados, como tudo, pelo acesso ao poder político. Não existe hoje nenhuma destas microrredes de poder que não esteja ligada à comunicação social e que não dê importância decisiva a esse factor. No fundo, são políticos modernos, antes sabiam bem do poder do telefone e dos almoços de negócios, antes de ter medo das escutas, hoje exploram a fundo o spin e as redes sociais.

Se for esperto, e muitos são mesmo muito espertos, sai a tempo da política e dedica-se "exclusivamente" aos negócios. Os seus negócios têm uma característica comum - fazem-se todos na "área de negócios politizados", todos dependem do acesso ao poder político e da decisão política, seja através de informação privilegiada, seja através de facilidades e escolhas de favor. Mas também por isso fica sempre com um pé, e um grande pé, dentro da política. Emprega nas suas empresas os seus companheiros de partido, e a sua família, cria laços sólidos no Estado e nas autarquias, recomendou e obteve a colocação de muitas pessoas que lhe são fiéis, ajuda a obter créditos e tratar de problemas com o fisco, ameaça quando é preciso e aparece quando é preciso. Nalguns casos institucionaliza a sua microrrede ou em associações e lobbies , ou, sempre deste retrato hipotético e compósito, entra numa maçonaria e usa-a para novas relações e novos recrutamentos em áreas sensíveis de decisão. Nos exemplos mais modernos recruta mesmo nos blogues alguns jovens lobos sedentos de notoriedade, poder e influência e que precisam de patrocinato, e a quem "enreda" para que não lhe venham a criar problemas no futuro. O que vemos hoje in the making é uma nova geração, preparada e escolhida pela anterior, de políticos deste tipo, uns na primeira divisão, mas a maioria na segunda divisão, onde também se ganha muito dinheiro com muito mais discrição.

Há outro nome para esta realidade - poder mafioso. Ele existe, reforça-se e reproduz-se. Cada vez menos conhece qualquer oposição, seja da Justiça, seja da opinião pública, seja de quem for. Com a crise, só pode piorar.

(Versão do Público, 21 de Janeiro de 2012.)

(url)




EARLY MORNING BLOGS  
2150

(...)
Laß den Anfang mit dem Ende
Sich in eins zusammenzieh'n!
Schneller als die Gegenstände
Selber dich vorüberflieh'n.
Danke, daß die Gunst der Musen
Unvergängliches verheißt:
Den Gehalt in deinem Busen
Und die Form in deinem Geist.

(Goethe, Dauer im Wechsel)

(url)

24.1.12


  DE NOVO 

  • EUA – EQUAL RIGHTS AMENDMENT
  • FRANÇA – SOCIALISME PAR EN BAS
  • FRANÇA – CERCLE DE DISCUSSION DE PARIS
  • FRANÇA – SAUVONS LA MATERNITÉ “LES BLUETS” (PARIS, 24 DE JANEIRO DE 2012)
  • FRANÇA – BIBLIOTHÈQUE ANARCHISTE LIBERTAD
  • FRANÇA – STOP AU PÉTROLE ET GAZ DE SCHISTE
  • GRÉCIA – ORGANIZAÇÃO PARA A RECONSTRUÇÃO DO KKE (Κίνησης για Ανασύνταξη του ΚΚΕ)
  • O SÉCULO – NÚMEROS ESPECIAIS DURANTE O ESTADO NOVO // O Século – Special Editions durng the “New State”
  • FRANÇA – RADIO LIBERTAIRE
  • FRANÇA – FÉDÉRATION ANARCHISTE
  • LIVROS USADOS PARA ESTUDAR, ORGANIZAR (E PRESERVAR) OS MATERIAIS DO EPHEMERA (62) :DOCUMENTOS DOS ARQUIVOS DO PCF // Books to Study, Organize and Preserve the Materials of EPHEMERA: French Communist Party Archives
  • LIVROS USADOS PARA ESTUDAR, ORGANIZAR (E PRESERVAR) OS MATERIAIS DO EPHEMERA (61) : IMPRENSA ALTERNATIVA DOS ANOS 70 // Books to Study, Organize and Preserve the Materials of EPHEMERA: Alternative Press in the Seventies
  • LIVROS USADOS PARA ESTUDAR, ORGANIZAR (E PRESERVAR) OS MATERIAIS DO EPHEMERA (60) : AUTOCOLANTES POLÍTICOS // Books to Study, Organize and Preserve the Materials of EPHEMERA: Political Stickers
  • LIVROS USADOS PARA ESTUDAR, ORGANIZAR (E PRESERVAR) OS MATERIAIS DO EPHEMERA (59) : MATERIAIS GRÁFICOS FRANCESES DOS ANOS DE GISCARD (1974-1981) // Books to Study, Organize and Preserve the Materials of EPHEMERA: French Political Graphics from the Giscard Years (1974-1981)
  • LIVROS USADOS PARA ESTUDAR, ORGANIZAR (E PRESERVAR) OS MATERIAIS DO EPHEMERA (58) : EXTREMA-DIREITA // Books to Study, Organize and Preserve the Materials of EPHEMERA: On the Extreme Right
  • ENTRADAS: MATERIAIS FRANCESES E NÃO SÓ // New materials on French Political and Social Movements
  • CENSURA RELATÓRIO Nº 6987 (4 DE JANEIRO DE 1962) / RELATIVO A “O BORDEL” DE GUY DE MAUPASSANT // Censorship Report Nº 6987 (January 4, 1962) on O Bordel” of Guy de Maupassant
  • ESPANHA – FUERZA NUEVA
  • EUA – UNITED FARM WORKERS
  • BOLETIM INFORMATIVO DOS TRABALHADORES DE ARMAZÉM
  • O ESTALEIRO
  • PS – V CONGRESSO (LISBOA, 30 DE SETEMBRO – 1 DE OUTUBRO DE 1983) // 5th Socialist Party Congress (September 30 – December 1, 1983)
  • PS – I CONGRESSO (DEZEMBRO DE 1974) // 1st. Socialist Party Congress (December, 1974)
  • PS – VII CONGRESSO (LISBOA, 19-21 DE FEVEREIRO DE 1988) // 7th. Socialist Party Congress (Lisbon, February 19-21, 1988)
  • PS – VI CONGRESSO (Lisboa, 1986) // 6th Socialist Party Congress (Lisbon, 1986)
  • PS – IV CONGRESSO (8-9-10 DE MAIO DE 1981) // 4th Socialist Party Congress (May 8-10, 1981)
  • PS – X CONGRESSO (FEVEREIRO DE 1992) // 10th. Socialist Party Congree (February, 1992)
  • POSTAL EM APOIO À LUTA DOS PRISIONEIROS DO IRA // Postcard in Support of IRA’s Prisoners
  • EUA – FLORIDA – GAY DAY 98
  • EUA – FLORIDA – PRIDEFEST’98
  • ADRIANO VAZ VELHO – COMO SE VIVE NA URSS? (1975)
  • MINISTÉRIO DO INTERIOR – COMANDO GERAL DA PSP – RELATÓRIO DE CARÁCTER POLÍTICO SOCIAL DO CONTINENTE (LISBOA, 1 DE SETEMBRO DE 1938) // Ministry of Interior – General Command fo the Public Security Police – Report on the Social and Political Status of the Continent (Lisbon, September 1, 1938))
  • PARTITURAS – HOMENAGENS A CAVALEIROS HÍPICOS // Sheet music – In Tribute to Sports Horsemen
  • CONTRA O DESEMPREGO! PELO DIREITO AO TRABALHO!
  • FOURTH INTERNATIONAL
  • DINAMARCA – DET RADIKALE VENSTRE
  • MODERNITÉ RADICALE
  • CENSURA – RELATÓRIO Nº 9028 (17 DE MAIO DE 1971) / RELATIVO A “FOTOS-GRAFIAS” DE ARY DOS SANTOS / NUNO CALVET
  • CENSURA – RELATÓRIO Nº 8826 (2 DE JULHO DE 1970) / RELATIVO A “O CASAMENTO DOS PADRES” DE MANUEL PINTO // Censorship Report nº 8826 (July 2, 1970) on “O Casamento dos Padres” of Manuel Pinto
  • CENSURA – RELATÓRIO S.N. (2 DE FEVEREIRO DE 1939) / RELATIVO A “DITADURA MILITAR” DE RAÚL PROENÇA // Censorship Report (February 2, 1939) on “Ditatura Militar” of Raúl Proença
  • EUA – IRISH NORTHERN AID
  • CGTP – 13º ANIVERSÁRIO (1983) // 13th Anniversary (1983)
  • CGTP – 8º ANIVERSÁRIO (1978) // 8th Anniversary (1978)
  • CGTP – 7º ANIVERSÁRIO (1977) // 7th Anniversary (1977)
  • FEDERAÇÃO DOS SINDICATOS DA METALURGIA, METALOMECÂNICA E MINAS DE PORTUGAL – (I) CONGRESSO (SEIXAL, 8-9-10 DE DEZEMBRO DE 1978) // Portuguese Federation of Metallurgy and Mines Trade Unions – Congress (December 8-10, 1978)
  • CGTP – COMUNICADOS E PANFLETOS (1974) // Pamphlets (1974)
  • FEDERAÇÃO DOS SINDICATOS DA METALURGIA, METALOMECÂNICA E MINAS DE PORTUGAL – II CONGRESSO (SEIXAL, 5-6-7 DE DEZEMBRO DE 1981) // Portuguese Federation of Metallurgy and Mines Trade Unions – 2d Congress (December 2-7, 1981)
  • FEDERAÇÃO DOS SINDICATOS DA METALURGIA, METALOMECÂNICA E MINAS DE PORTUGAL – III CONGRESSO (25-26-27 DE MAIO DE 1984) // Portuguese Federation of Metallurgy and Mines Trade Unions – 3d Congress (May 25-27, 1984)
  • NOVO ÍNDICE ESPECÍFICO PARA OS MATERIAIS DA CGTP
  • IRISH COMMUNIST ORGANISATION
  • CGTP – 1º CONFERÊNCIA NACIONAL DE ORGANIZAÇÃO SINDICAL (17-18 DE FEVEREIRO DE 1979)
  • CGTP – ENCONTRO NACIONAL DAS MULHERES TRABALHADORAS (LISBOA, 24 DE JULHO DE 1976) // National Meting of Working Women (Lisbon, July 24, 1976)
  • CGTP – CONFERÊNCIA SINDICAL NACIONAL SOBRE OS PROBLEMAS DA MULHER TRABALHADORA (LISBOA, 4-5- NOVEMBRO DE 1978) // National Conference on Problems of Working Women (Lisbon, November 4-5 1978)
  • AGAINST PABLO REVISIONISM BULLETIN
  • REINO UNIDO – INTERNATIONAL MARXIST GROUP (IMG)
  • EUA – REVOLUTIONARY WORKERS LEAGUE
  • DINAMARCA – SOCIALISTISK FOLKEPARTI (SF)
  • ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 1949 – CANDIDATURA DE NORTON DE MATOS – ICONOGRAFIA – PANFLETOS // Presidential Elections of 1949 – Norton de Matos – Iconography
  • ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 1949 – CANDIDATURA DE NORTON DE MATOS – TARJETAS // Presidential Elections of 1949 – Norton de Matos – Leaflets
  • ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 1949 – CANDIDATURA DE NORTON DE MATOS – COMISSÕES FEMININAS DE APOIO // Presidential Elections of 1949 – Norton de Matos – Women’s Support Committees
  • ENTRADAS: MATERIAIS DE E SOBRE O COMUNISMO PORTUGUÊS // Materials on Portuguese Communism
  • COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL DE 2009 // Celebrations of the 25th of April Revolution (2009)
  • ORDEM DOS ENFERMEIROS – ELEIÇÕES (12 DE DEZEMBRO DE 2011) // Order of Nurses – Elections (December 12, 2011)
  • POLÉMICA SOBRE O PINGO DOCE
  • ENTRADAS: LIVROS MOÇAMBICANOS OU SOBRE MOÇAMBIQUE
  • RELATÓRIO Nº 6247 (30 DE DEZEMBRO DE 1958) / RELATIVO A “AVENTURAS DE UM COMUNISTA” DE JOHN DOS PASSOS // Censorship Report Nº 6247 (December 30, 1958) on “Aventuras de um Comunista” of John dos Passos
  • CENSURA – RELATÓRIO S.N. (12 DE NOVEMBRO DE 1936) / RELATIVO A “GÉNESE DO CAPITAL” DE KARL MARX // Censorship Report (November 12, 1936) on “Génese do capital” of Karl Marx
  • DINAMARCA – DANSK FOLKEPARTI (DF)
  • DINAMARCA – ENHEDSLISTEN (VENSTRESOCIALISTERNE+ DANMARKS KOMMUNISTISKE PARTI +SOCIALISTISK ARBEJDERPARTI+KOMMUNISTISK ARBEJDERPARTI)
  • ESPANHA – PAÍS BASCO – ELEIÇÕES GERAIS (20 DE NOVEMBRO DE 2011) – LISTA PARA O SENADO // Spain – Basque Country – General Elections (20 November 2011) – List for Senate
  • EUA – CONTRA A OBRIGATORIEDADE DO USO DE CAPACETES (1980) // USA – Against Mandatory Helmets (1980)
  • MANIFESTAÇÃO EM DEFESA DO PASSE ESCOLAR (14 DE DEZEMBRO DE 2011)
  • PLATAFORMA 15 DE OUTUBRO – MARCHA DA INDIGNAÇÃO (LISBOA, 21 DE JANEIRO DE 2012) // Platform 15 Ocotber – March of Indignation (Lisbon, 21 January 2012
  • BOICOTE AO PAGAMENTO DOS TRANSPORTES PÚBLICOS (PORTO, JANEIRO DE 2012) // Boycott the Payment of Public Transports (Porto, January, 2012)
  • EUA – “BRING THE TROOPS HOME NOW!”
  • EUA – “PEACE IS PATRIOTIC”
  • J. POSADAS – O PROCESSO MUNDIAL DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA, O EXÉRCITO, AS MASSAS, E A DERRUBADA DO FASCISMO EM PORTUGAL (28 DE ABRIL DE 1974) // The World Process of the Socialist Revolution, the Army, the Masses and the Overthrow of Fascism in Portugal (28 April 1974)
  • SALAZAR SEM MÁSCARA (1952) // Salazar without Mask (1952)
  • GRUPO DE SOLIDARIEDADE COM JORGE SANTOS / GEORGE WRIGHT // Group of Solidarity with Jorge Santos / George Wright
  • CENSURA – RELATÓRIO MANUSCRITO E DOCUMENTOS (S.D.) / RELATIVOS A “PENSAMENTO DO TRABALHADOR” DE HERLANDER RIBEIRO // Censorship – Manuscript Report and Documents / On “Pensamento do Trabalhador” of Herlander Ribeiro
  • CENSURA – PROCESSO Nº 122 – RELATÓRIO Nº 4548 (24 DE FEVEREIRO DE 1951) E DOCUMENTOS ENVIADOS PELA PIDE À CENSURA / RELATIVOS A “ALMA CHINESA” DE HERLANDER RIBEIRO // Censorship Case Nº 122, Report Nº 4548 (24 February 1951) and other Documents sent by the PIDE / On “Alma Chinesa” of Herlander Ribeiro
  • ENTRADAS: LIVROS E BROCHURAS PACIFISTAS // Pacifist Books and Leaflets
  • PCP (SPIC) – O PARTIDO COMUNISTA PERANTE A OPINIÃO PÚBLICA (MAIO 1931) // The Communist Party and Public Opinion (May 1931)
  • FEDERAÇÃO DAS JUVENTUDES COMUNISTAS PORTUGUESAS – PROTECÇÃO ÀS CRIANÇAS MISERÁVEIS! (NOVEMBRO 1936) // Federation of Portuguese Communist Youth – Protection to Poor Children! (November 1936)
  • ENTRADAS: BROCHURAS SOBRE A GUERRA DO VIETNAM, LAOS E CAMBODJA // Brochures on the War of Vietnam, Laos and Cambodia
  • CENSURA – RELATÓRIO Nº 4075 (17 DE JUNHO DE 1949) / RELATIVO A “DEMOCRACIA” DE ANTÓNIO SÉRGIO // Censorship Report nº 4075 ( 17 June 1949) / On “Democracia” of António Sérgio
  • CENSURA – RELATÓRIO Nº 3028 (S.D.) / RELATIVO A “ALOCUÇÃO AOS SOCIALISTAS” DE ANTÓNIO SÉRGIO // Censorship Report nº 3028 / On “Alocução aos Socialistas” of António Sérgio
  • ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 1993 – ALPIARÇA – CDU // Local Elections of 1993 – Alpiarça – United Democratic Coalition
  • ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2005 – PORTO – FREGUESIA DE ALDOAR – PS // Local Elections of 2005 – Porto- Aldoar – Socialist Party
  • O APRENDIZ
  • UNIVERSITY FORWARD
  • EUA – NATIONAL COALITION TO FREE THE ANGOLA 3
  • EU – AMERICAN UNION AGAINST MILITARISM
  • MAÇONARIA – GRANDE LOJA LEGAL DE PORTUGAL / GRANDE LOJA REGULAR DE PORTUGAL – LOJA ALENGARBE 24 //Freemasonry – Legal Grand Lodge of Portugal / Regular Grand Lodge of Portugal – Lodge Alengarbe, 24
  • IMAGEM
  • CADERNOS SINDEQ
  • CUNHA E COSTA – DESENHOS CONTRA O 25 DE ABRIL (1984) // Drawings against the Revolution of April 1974 (1984)
  • MAÇONARIA – GRANDE LOJA LEGAL DE PORTUGAL / GRANDE LOJA REGULAR DE PORTUGAL – LOJA PROF. EGAS MONIZ //Freemasonry – Legal Grand Lodge of Portugal / Regular Grand Lodge of Portugal – Lodge Prof. Egas Moniz
  • MAÇONARIA – GRANDE LOJA LEGAL DE PORTUGAL / GRANDE LOJA REGULAR DE PORTUGAL – LOJA MARQUÊS DE POMBAL //Freemasonry – Legal Grand Lodge of Portugal / Regular Grand Lodge of Portugal – Lodge Marquês de Pombal

  • (url)


    ÍNDICE DO SITUACIONISMO (143):  
    SOBREVIVÊNCIAS DO MÉTODO SOCRÁTICO DE LER ESTATÍSTICAS
    A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração.
    E, nalguns casos, de respiração assistida.

    RTP, Telejornal  da hora do almoço: o barómetro da Cotec mostra  que Portugal desceu em termos de inovação. Esta notícia é sublinhada como negativa por todos os entrevistados. Mas a RTP coloca em oráculo a seguinte frase: porém "Portugal é o melhor do Sul da Europa"...Sócrates fez escola.

    (url)

    © José Pacheco Pereira
    Site Meter [Powered by Blogger]