| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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21.2.09
ÍNDICE DO SITUACIONISMO (53): O PEDIDO DE DESCULPAS DO EMPREGADO AO PATRÃO ![]() A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração. E, nalguns casos, de respiração assistida. Poucas atitudes dizem mais da governamentalização da RTP do que este pedido de desculpas ao Ministro Santos Silva, o ministro que manda na casa. É que é tão pouco comum um órgão de informação pedir desculpas por este tipo de coisas, (desconheço aliás qualquer outro caso semelhante), como, se se considera que isto foi um erro, a RTP tem muitos mais pedidos de desculpas a fazer a muita gente. Por exemplo, a quem coloca a imagem e as declarações no ecrã e uma frase crítica que as contraria no rodapé. Fosse outro o interlocutor e outras as circunstâncias, o queixoso levava com uma sarabanda a dizer que os jornalistas não tem que dar explicações dos seus critérios editoriais e que a distinção entre aquilo que diz Santos Silva como Ministro e o que diz como dirigente do PS não pode ser aceite por um órgão de comunicação como ele desejaria que acontecesse. Porque é suposto que o Ministro dos Assuntos Parlamentares não fale aquela linguagem nem num sítio nem no outro, e porque, tanto quanto se saiba, ele não padece da disfunção do Dr. Jekyll e do Senhor Hyde. Uma coisa sabemos ao certo, é que quem foi entrevistado pela RTP foi o patrão da RTP. ..SITUACIONISMO +5 (url) (url) EARLY MORNING BLOGS 1492 - Georgia Beach
In winter the beach is empty but south, so there is no snow. Empty can mean either peaceful or desolate. Two kinds of people walk here: those who think they have love and those who think they are without it. I am neither one nor the other. I pick up the vacant shells, for which open means killed, saving only the most perfect, not knowing who they are for. Near the water there are skinless trees, fluid, grayed by weather, in shapes of agony, or you could say grace or passion as easily. In any case twisted. By the wind, which keeps going. The empty space, which is not empty space, moves through me. I come back past the marsh, dull yellow and rust-colored, which whispers to itself, which is sad only to us. (Margaret Atwood) (url) 20.2.09
(url) ÍNDICE DO SITUACIONISMO (52): A QUESTÃO FREEPORT NA COMUNICAÇÃO SOCIAL (22) ![]() A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração. E, nalguns casos, de respiração assistida. Agora que há um claro upgrade no processo Freeport, com arguidos por "corrupção activa", a RTP volta a colocar o caso num alinhamento secundário do telejornal das 13 horas. A SIC e a TVI abriram com o caso Freeport, a RTP não. Gostava de saber que critério jornalístico explica a razão pela qual a RTP desvaloriza sistematicamente este caso e se recusa a ter uma atitude de investigação activa, ignorando o que já todos os outros órgãos noticiam sobre os arguidos do processo, andando sempre várias notícias atrasadas, quando as dá, o que nem sempre acontece. * No Mar Salgado: No Cachimbo de Magritte: (url) (url) A corrupção, o enriquecimento ilícito, o tráfico de influências e qualquer dos crimes associados ao exercício de cargos públicos, ganha uma especial acuidade na consciência popular nos momentos em que muitos portugueses estão a sofrer uma drástica quebra da sua qualidade de vida. O mesmo acontece quando, mesmo sem haver condenação judicial de crimes, o comportamento de responsáveis políticos não é claramente explicado, sem vitimizações nem conspirações, face a factos que levantam legítimas suspeitas. Vivemos hoje um ambiente desse tipo, e todos os dias as notícias alimentam uma perigosa sensação de impunidade dos poderosos e de ineficácia, quando não de complacência, da justiça. Os magistrados queixam-se que o “sistema é garantista” em demasia e de que é quase impossível levar um corrupto a tribunal e condená-lo. Outros dizem que existe uma geral incompetência na justiça, quando não a sua “captura” (a palavra é interessante no seu eufemismo) dessa mesma justiça pelos interesses, principalmente a nível local e a nível nacional quando se trata das mais altas esferas do estado. Seja como for não estamos bem. Estamos mesmo muito mal. Nos últimos dias a colheita de notícias sobre malfeitorias na banca, com relevo para o BPN, envolvendo figuras do PSD, e no caso Freeport envolvendo o Primeiro-ministro, soma-se agora o que o Correio da Manhã tem publicado sobre Mesquita Machado e a sua família em Braga. A base dos trabalhos do jornal é uma investigação da PJ que foi arquivada por falta de provas, mas o manancial de factos referidos merece reflexão porque mostram a existência de bens, rendimentos, fortuna longe de estarem explicados. E, do ponto de vista do debate público numa democracia, isto deve ser discutido e não tenho dúvidas que em Braga se discute e muito. Braga está no centro de uma das zonas mais deprimidas pela crise, com inúmeras famílias atingidas pelo desemprego e o autarca em causa é um dos mais conhecidos do PS. O caso não é local é nacional e sabe-se há muito que o ambiente de autoritarismo e perseguição, assim como o controlo da comunicação social, são a regra em Braga, atingindo a esquerda e a direita da cidade que se queixam perante a indiferença nacional. O que se passa hoje é que nos encontramos cada vez mais com factos e cada menos com “provas”. Eu sei que o caminho entre uma coisa e outra é fundamental para haver estado de direito e para a presunção de inocência, um valor fundamental. Sei também que os políticos não são cidadãos menores nos seus direitos e que são alvos de muitas injustiças e vinganças, que destroem reputações e vidas sem qualquer outra razão do que suspeitas mais ou menos manipuladas. Mas sei também esta verdade simples e que repito: não se pode enriquecer na vida pública. Repito: não se pode enriquecer na vida pública com os salários, mesmo com as regalias, mesmo com uma gestão cuidadosa de salários que são mesmo assim acima dos de muitos portugueses, mas não são salários milionários. Dão para viver bem, mas não dão para enriquecer. Por isso, não havendo fortuna pessoal ou fonte conhecida de rendimentos e bens, a aquisição de verdadeiras fortunas durante o exercício de cargos públicos é matéria de escândalo público e devia ser matéria de justiça. (url) ÍNDICE DO SITUACIONISMO (51): A "CAMPANHA NEGRA" NO CARNAVAL DE TORRES VEDRAS DE 2006 ![]() A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração. E, nalguns casos, de respiração assistida. ![]() Para ser vista pelos editorialistas indignados com a "campanha negra" do cartaz da JSD. Imagem aqui num conjunto de fotografias do Carnaval de Torres Vedras de 2006... Será que este ano pode ser proibida?
(Em complemento de outros exemplos de "campanhas negras".) (url) ÍNDICE DO SITUACIONISMO (50): QUEM SE METE COM OS JORNAIS LEVA ![]() A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração. E, nalguns casos, de respiração assistida. Não é só quem se mete com o PS que "leva", na interessante frase de Jorge Coelho. É também quem se mete com os jornais que "leva" igualmente. O problema é que quem lê os jornais (ouve rádio, vê televisão) muitas vezes não consegue distinguir as notícias normais dos momentos em que o jornal "dá" nos que se metem com eles. O nível de vingança disfarçada e de pequenos ajustes de contas nos jornais é elevado e escapa à percepção pública. Umas vezes é em secções tipo "Gente", outras na maneira como sistematicamente o reporting sobre uma determinada personagem ou organização é negativo, depreciativo ou mesmo hostil. ![]() As capas entusiasmadas com Elisa Ferreira do Público e do Jornal de Notícias e as outras capas do mesmo dia. O Público e o Jornal de Notícias têm conflitos antigos com Rui Rio. Em nenhum destes jornais o reporting sobre o Porto (feito pela redacção do Porto do Público e pela redacção do Jornal de Notícias) deixou de o combater de mil e uma maneiras. Agora rejubilam com a candidatura de Elisa Ferreira, dando-lhe um tratamento entre o muito simpático e o apologético. Basta comparar as capas e o interior dos jornais, desde as setas para cima, até às múltiplas afirmações de apoio à candidata, a sua valorização em termos de suporte eleitoral (mundo da "cultura", futebol, Pinto da Costa, etc.) e de cuidado tratamento gráfico. Muito bem, aqui está um caso em que se justificava, pelo respeito aos seus leitores, um apoio editorial que nos esclarecesse que o jornal tinha tomado uma posição favorável a Elisa Ferreira e ao PS e hostil a Rio e ao PSD. Os leitores merecem isso, em vez de apoios disfarçados de notícias. Sempre terei muita curiosidade em ver a que candidatos autárquicos o Público e o Jornal de Notícias vão dar o mesmo tratamento de favor. (url) EARLY MORNING BLOGS 1491 - A Sort Of A Song Let the snake wait under his weed and the writing be of words, slow and quick, sharp to strike, quiet to wait, sleepless. —through metaphor to reconcile the people and the stones. Compose. (No ideas but in things) Invent! Saxifrage is my flower that splits the rocks. (William Carlos Williams) (url) 19.2.09
ÍNDICE DO SITUACIONISMO (49): PRECISAMOS DE FALAR, TEMOS SEMPRE A PORTA ABERTA, NO TEMPO QUE QUEREMOS, NO PALCO QUE QUEREMOS ![]() A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração. E, nalguns casos, de respiração assistida. Entre ontem e hoje, o Ministro Santos Silva, cujo papel no governo é o do ataque e da resposta agressiva à oposição, deu duas longas entrevistas, à RTP e à TSF. Pelo menos, que eu saiba. Nem a TSF no Forum, nem a RTP deu nem dará à oposição qualquer coisa que se assemelhe ao mesmo tempo que o governo tem para conduzir uma pura actividade política em ano eleitoral. Uns minutos dispersos e contraditórios são uma fraca alternativa frente a longas entrevistas que o governo tem quando quer e quando precisa. Tem-nas no tempo certo, quase sempre com a última palavra e com uma desproporção de meios total. E tem-nas com a colaboração de muitos órgãos da comunicação social, que são subservientes ao poder. Se somarmos a isto, as sucessivas declarações políticas diárias do Primeiro-ministro que se desloca onde for preciso para ter um cenário para fazer declarações contra a oposição, em particular na televisão, que equilíbrio pode ter a vida política com esta hegemonia do "melhor" espaço público para o governo e o PS? (url) (url) ÍNDICE DO SITUACIONISMO (48): COMO SE FAZEM AS COISAS ENTRE A DESINFORMAÇÃO E O PACK JOURNALISM ![]() A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração. E, nalguns casos, de respiração assistida. A coisa é tão visível que se se parasse para pensar percebia-se logo. Quando Manuela Ferreira Leite faz alguma coisa que corre mal, a culpa é dela; quando faz alguma que corre bem, o mérito é de outros. Por exemplo, se não apresenta propostas, é porque não sabe o que há-de dizer; se apresenta, as propostas são de Marques Mendes... É uma clássica manobra de desinformação, a que se soma depois a preguiça do pack journalism. Sim, de facto o plano para combater a crise tem alguns pontos comuns com propostas de Marques Mendes, como as propostas de Marques Mendes tinham pontos comuns com as de Barroso, e as de Barroso com as de Marcelo, e as de Marcelo com as de Nogueira e as de Nogueira com as de Cavaco, etc., etc. O que é que se esperava? Então no que diz respeito às PMEs, existe uma longa tradição de atenção do PSD a essa realidade empresarial e aos seus problemas, mas qualquer observador honesto que se preocupe em ler o que se diz (quer por Marques Mendes, quer por Manuela Ferreira Leite) percebe as mais que naturais diferenças no contexto da crise actual .O problema é outro, é uma sistemática desvalorização da oposição que uns fazem com má fé e intenção política e outros fazem por preguiça. Esta notícia do Diário de Notícias de hoje é um bom exemplo: o título (e aqui convém lembrar que o título não é de responsabilidade do jornalista) é irónico e depreciativo, - "Líder do PSD resolve crise com 1% do PIB" - , a que se seguem frases nalguns casos incompreensíveis nas suas conexões, e a inevitável alusão a outrem, que não tem paralelo no outro noticiário político. Não se diz que Sócrates "retomou" medidas de outrem, nem que Portas (sobre o qual há outra notícia) fez o mesmo. Aliás Portas e Sócrates têm direito a uma coluna própria expondo as suas medidas, enquanto Manuela Ferreira Leite tem direito a ... Marques Mendes. Toda esta dupla página é uma exibição da opulência do poder e do que serve ao poder e uma menorização da oposição que pode ser alternativa. É assim que as coisas se fazem. (url) ÍNDICE DO SITUACIONISMO (47): A FALTA QUE AS ASPAS FAZEM ![]() A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração. E, nalguns casos, de respiração assistida. ![]() Não é nada mau para uma candidata ver-se assim classificada pela Público de hoje. É só virtudes: ser "conciliadora" para os integrados, ser de "grandes rupturas" para os apocalípticos. E quem o diz é o jornal numa parte tão importante da notícia como é o título, muitas vezes a única parte que é lida. Só que fazem muita falta as aspas, porque quem assim se auto classifica é a própria Elisa Ferreira: "Elisa Ferreira assume-se como uma "conciliadora", mas capaz, também, de "grandes rupturas". (url) ÍNDICE DO SITUACIONISMO (46): POUCO A POUCO VAI-SE PERCEBENDO ![]() A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração. E, nalguns casos, de respiração assistida. Transcrito do Sol: O Conselho de Redacção (CR) da Lusa não poupa críticas à Direcção de Informação da agência. Em comunicado, a que o SOL teve acesso, os jornalistas daquele órgão mostram-se preocupados com a «degradação da qualidade do serviço» da agência noticiosa e criticam a cobertura dada ao Caso Freeport. (url) (url) 18.2.09
EARLY MORNING BLOGS 1490 - La forêt
Forêt silencieuse, aimable solitude, Que j'aime à parcourir votre ombrage ignoré ! Dans vos sombres détours, en rêvant égaré, J'éprouve un sentiment libre d'inquiétude ! Prestiges de mon coeur ! je crois voir s'exhaler Des arbres, des gazons une douce tristesse : Cette onde que j'entends murmure avec mollesse, Et dans le fond des bois semble encor m'appeler. Oh ! que ne puis-je, heureux, passer ma vie entière Ici, loin des humains !... Au bruit de ces ruisseaux, Sur un tapis de fleurs, sur l'herbe printanière, Qu'ignoré je sommeille à l'ombre des ormeaux ! Tout parle, tout me plaît sous ces voûtes tranquilles ; Ces genêts, ornements d'un sauvage réduit, Ce chèvrefeuille atteint d'un vent léger qui fuit, Balancent tour à tour leurs guirlandes mobiles. Forêts, dans vos abris gardez mes voeux offerts ! A quel amant jamais serez-vous aussi chères ? D'autres vous rediront des amours étrangères ; Moi de vos charmes seuls j'entretiens les déserts. (François-René de Chateaubriand) (url) (url) 17.2.09
ÍNDICE DO SITUACIONISMO (45): SOBRE UMA CAMPANHA "NEGRA" AFINAL MUITO BRANCA ![]() A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração. E, nalguns casos, de respiração assistida. Para além do ridículo de considerar campanha "negra" uma campanha feita na praça pública, assinada e identificada, se a comunicação social fizesse o seu trabalho de casa em vez de tomar por boas as insinuações governamentais (via Santos Silva e Sócrates), chegaria facilmente à conclusão de que o cartaz da JSD já teria que estar preparado muito antes de se saber que havia um "Pinocchio" no caso Freeport , pelo que a única sugestão que podia ser considerada "negra" era muito pouco plausível (*). O artigo do Sol que refere o "Pinocchio" é de 31 de Janeiro (e só chega a título a 7), o cartaz foi anunciado no Expresso a 30, ou seja um dia antes. Para haver causa e efeito, entre um e outro "Pinocchio", haveria que esquecer o Expresso e admitir que tudo fora feito depois de 31 até 3 de Fevereiro, data da afixação do cartaz, ou seja, de sexta a terça-feira, teve que se desenhar e imprimir um cartaz de grandes dimensões, alugar e colocar um outdoor, o que é pura e simplesmente impossível. A não ser que se considere que a JSD já sabia do "Pinocchio" com muita antecedência, o que é puramente especulativo. Aliás a notícia do Expresso não faz qualquer correlação entre o cartaz e o "Pinocchio" do caso Freeport, apenas ao problema da "credibilidade" de Sócrates. Bastava pensar e verificar para se ver que não há aqui "negritude" nenhuma.Podem considerar o cartaz de mau gosto, mas mais nada. E original é que ele não é. Bastava ir à Internet para verificar que a representação de Sócrates como Pinóquio é muito anterior ao caso Freeport e muito mais comum do que se imagina. Sócrates como Pinóquio apareceu em Carnavais em carros alegóricos, manifestações da CGTP e dos professores, blogues e jornais como caricatura, e ...na Assembleia Regional da Madeira. Pelos vistos a "campanha negra" já data de há muito. Alguns exemplos portugueses (e há mais) : um do Bloco de Esquerda com outra personagem e vários de uso mais do que comum do mesmo tipo de caricatura em tudo o que é país e democracia:* Há vários exemplos de "indignações" na comunicação social com o cartaz, algumas já aqui referidas. Uma delas é um editorial de Manuel Carvalho no Público: Há um cartaz espalhado pelo país que se transformou num espinho cravado no debate político e ameaça a estratégia do PSD. Ao colocar nas ruas a imagem de José Sócrates retratado com o nariz comprido de Pinóquio, a JSD exibiu "irreverência" (adjectivo de Manuela Ferreira Leite), qualidade que, com complacência, se tolera nos actos das juventudes partidárias. Mas a mensagem subliminar do cartaz vai muito além da intenção de dizer com a graça dos mais novos que o primeiro-ministro é um crónico incumpridor de promessas ou um reincidente promotor de palavras falsas. Depois de as notícias dos jornais transcreverem a carta rogatória da polícia inglesa sobre o caso Freeport, na qual um tal "Pinóquio" é citado como estando no cerne de putativos pagamentos ilegais, o cartaz da JSD deixou de ser apenas uma denúncia sobre a falta de realização de promessas políticas: tornou-se também uma peça que promove em público a associação directa entre José Sócrates e as suspeitas do Freeport.A melhor resposta veio no mesmo dia no mesmo jornal dada por Eduardo Cintra Torres: (url)
© José Pacheco Pereira
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