ABRUPTO

19.2.09


ÍNDICE DO SITUACIONISMO (46):
POUCO A POUCO VAI-SE PERCEBENDO



A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração.
E, nalguns casos, de respiração assistida.

Transcrito do Sol:
O Conselho de Redacção (CR) da Lusa não poupa críticas à Direcção de Informação da agência. Em comunicado, a que o SOL teve acesso, os jornalistas daquele órgão mostram-se preocupados com a «degradação da qualidade do serviço» da agência noticiosa e criticam a cobertura dada ao Caso Freeport.

Para os membros do CR, é questionável a forma como foi tratado o caso que lança suspeitas contra José Sócrates.

«O CR discorda que não se tenha feito notícia das declarações do tio de José Sócrates ao jornal SOL», lê-se no documento, que refere que a entrevista de Júlio Monteiro ao semanário apenas foi reproduzida pela Lusa «como background numa notícia com as declarações do primeiro-ministro no final do dia».

Os membros do Conselho de Redacção também criticam «a diferente cobertura jornalística dada às buscas efectuadas ao escritório de advogados de Vasco Vieira de Almeida e às efectuadas ao escritório e casa do tio do primeiro-ministro».

«Enquanto as buscas realizadas aos escritórios de Vasco Vieira de Almeida foram objecto de várias notícias autónomas, os procedimentos policiais realizados ao escritório e casa do tio de José Sócrates não foram objecto de qualquer notícia autónoma», dizem no comunicado.

Em tom muito crítico, os jornalistas descrevem a «instabilidade e mal-estar que se vive na redacção». E chamam a atenção para «a degradação da qualidade do serviço da Lusa», denunciando o facto de serem produzidas «notícias sem fonte e notícias sem rigor quer na forma, quer no conteúdo».(...)

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© José Pacheco Pereira
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