| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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21.8.04
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: LOSPALOS
"Há tempos consultei o relatório sobre a missão a Timor do PE e verifiquei que aparece erradamente designada a capital do distrito(anteriormente ocupação conselho/circunscrição administrativa) de Lautem, ou seja a localidade de Lospalos, que surge na redacção do PE ( eventualmente por importação terminologica do departamento de assuntos políticos da UNTAET, que deve ter assessorado a visita), como Los Palos. Não sei se a etimologia das designações toponímicas segue as linguas de origem- Los Angeles, é o hispânico de Os Anjos, La Guardia é a Guarda, Buenos Aires os Bons Ares. Mas parece-me que Lautem está muito para lá de qualquer lado de Tordesilhas. A língua local é o fataluko, da família melanésia e Lospalos, local pacífico e ermo, foi durante muito tempo, da administração colonial e na ocupação designado pelo mesmo termo. Quando as Nações Unidas chegaram( e antes ainda no período do referendo alguns jornalistas portugueses, ajudaram à propagação do erro) muitos funcionários internacionais, habituados à hispanização do mundo, colocaram os Palos, onde nunca os houve, como se pode confirmar na designação administrativa estabelecida na Constituição aprovada com a independência, onde são aliás confirmada outras designações tradicionais e do período de administração portuguesa( Cova Lima, para o distrito cuja capital é Suai e Oecusse-Ambeno para o enclave em Timor Ocidental)." (Jorge Lobo Mesquita) (url) (url) 20.8.04
OS NOVOS DESCOBRIMENTOS: HOLLYWOOD AJUDA A APANHAR UM BOCADO DO SOL
Não é brincadeira. É mesmo: daqui a uns dias, helicópteros, pilotados por gente habituada a fazer as acrobacias e os efeitos especiais dos filmes de Hollywood, vão apanhar, a meio da queda, uma cápsula que contem um bocado de Sol transportado pela sonda Génesis. Os saberes mais imprevistos tendem a juntar-se sempre, um dia. Há uma nova página no JPL para acompanhar a missão. (url)
EARLY MORNING BLOGS 288
Photo of Home From Home I used to leave this granite house after everyone else was asleep, and, walking down the hill, come to the woods just behind you snapped this photo, old friend, who think I can bear to look at it. The full moon loomed so close I'd think I could reach out and gather it into folds, until I noticed one star fallen out of the side, blinking to know where it was, dead probably, by then, or now. One night when I was seven I stood in the dining room, staring at the decanter on the drinks cart shining like fool's gold, its liquor smelling of honey and rosin, belly flat as mother's breast as she lay back to sleep beside me. Later, I caught the moon, through the dormer window nearest the spot this photo was taken, a crescent chunk of old ice. (Richard Deutch) * Bom dia! (url) 19.8.04
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: DIREITO DE EXPLICAÇÃO
"Leitor habitual de José Pacheco Pereira, por quem tenho enorme respeito intelectual, não posso deixar de esclarecer algumas informações feitas no Abrupto de 08-08-04, sobretudo quando refere que “os dois autarcas disseram-nos (...) que têm imensos espaços vazios que, pelos vistos, foram construídos sem objectivo definido, porque senão estavam cheios”. Não é o caso da Câmara Municipal de Santarém. Efectivamente a Câmara Municipal de Santarém não tem espaços vazios, mas antes falta deles para poder instalar condignamente trabalhadores e serviços. O Presidente da Câmara limitou-se a indicar ao Governo e à comunicação social instalações pertença de privados (CNEMA - cujos accionistas são, entre outros, o próprio Ministério da Agricultura e a Câmara Municipal), ou edifícios públicos (Governo Civil, Estação Zootécnica Nacional, CAE) que, disponibilidades de espaço e que em simultâneo têm dignidade para acolher organismos governamentais. Compete ao Governo quando anuncia com pompa e alarde medidas de descentralização de serviços, averiguar previamente se as mesmas são exequíveis e em que prazo. Não foi o que o Governo fez. Para mais esclarecimentos, queira consultar a Carta Aberta ao Primeiro-Ministro, publicada no Jornal “Público” de 15 de Agosto e também no Jornal Regional “O Ribatejo” de 19 do corrente." (Rui Pedro de Sousa Barreiro, Presidente da CM Santarém) (url)
POEIRA DE 19 DE AGOSTO: FACE IT KID
Hoje há cinquenta e dois anos, Sylvia Plath dava-se a si própria um empurrão para cima: “Face it kid, you've had a hell of a lot of good breaks. No Elizabeth Taylor, maybe. No child Hemingway, but god, you are growing up. In other words, you've come a long way from the ugly introvert you were only five years ago. Pats on the back in order? O.K., tan, tall, blondish, not half bad. And brains, `intuitiveness' in one direction at least. You get along with a great many different kinds of people. Under the same roof, close living, even.You have no real worries about snobbishness, pride, or a swelled head. You are willing to work. Hard, too. You have willpower and are getting to be practical about living - and also you are getting published. So you got a good right to write all you want. Four acceptances in three months - $500 Milk, $25, Sin Seventeen, $4.50 Christian Science Monitor (from caviar to peanuts, I like it all the way).” Não durou muito, porque tudo o que sobe tem que cair. Terá? Einstein, numa experiência do pensamento, mostrou que … (url) (url)
EARLY MORNING BLOGS 287
Chorus Sacerdotum from "Mustapha" Oh, wearisome condition of humanity, Born under one law, to another bound; Vainly begot, and yet forbidden vanity, Created sick, commanded to be sound. What meaneth nature by these diverse laws? Passion and reason self-division cause. It is the mark or majesty of power To make offences that it may forgive; Nature herself doth her own self deflower, To hate those errors she herself doth give. For how should man think that he may not do, If nature did not fail and punish too? Tyrant to others, to herself unjust, Only commands things difficult and hard, Forbids us all things which it knows is lust, Makes easy pains, unpossible reward. If nature did not take delight in blood, She would have made more easy ways to good. We that are bound by vows and by promotion, With pomp of holy sacrifice and rites, To teach belief in good and still devotion, To preach of heaven's wonders and delights: Yet when each of us in his own heart looks He finds the God there far unlike his books. (Fulke Greville, Baron Brooke) * Bom dia! (url) 18.8.04
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OS NOVOS DESCOBRIMENTOS: OLHANDO DE CIMA
Marte, "Espírito" olhando para a planície atravessada. (url)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: O POVO
"Um Sábado há uns meses atrás, no concurso "Um contra Todos" na RTP, tive oportunidade de assistir a um momento raro de televisão. Verdadeiro serviço público. À concorrente, a "Um", trinta e poucos anos, não sei como se chamava, é feita a pergunta "Segundo a Constituição a quem pertence o poder político?" e dadas três hipóteses de resposta, "O Presidente da República, o Primeiro Ministro ou o Povo". Os receios de quem lá em casa assistia ao programa confirmaram-se. A resposta tardou porque a concorrente hesitava entre o Sr. Presidente e o Sr. Primeiro Ministro. Em momento algum deu mostras de sequer lhe passar pela cabeça que o poder político, segundo a Constituíção, pertence ao Povo. Uma mulher com trinta e poucos anos, que viveu a quase totalidade da sua vida em Democracia. A história vai ainda a meio. Os "Todos" com ela se defrontava responderam à mesma pergunta. Estariam ainda em jogo à volta de 30 concorrentes. Nenhum acertou. Nenhum." (Mário Almeida) * "Também assisti ao programa da RTP, hoje citado pelo Mário Almeida, o concurso "Um contra todos". Confirmo e acrescento, que me recordo da própria concorrente, nas suas hesitações entre o primeiro ministro e o presidente, ter dito peremptóriamente - ao Povo é que não é! O que ainda deu um tom irónico à coisa... " (Carlos Santos) * "Perante o cenário político que se nos apresenta em Portugal, não acho que a concorrente tenha propriamente falhado a resposta… Existe constituição em Portugal? Existe, mas parece que não é só o “povo” dos concursos que a desconhece… aliás, parece que quem mais a cita é quem menos a aplica…O que será pior? E o que é mais grave: falhar num concurso de TV ou num mandato político? Para bom entendedor…" (Filipa Guimarães) * "Não sei o que é mais aflitivo (surpreendente, trágico?), se a suposta ignorância da concorrente - que como a maioria dos portugueses nunca leram a Constituição - se o abismo que separa as nossas leis da realidade, a começar pela lei fundamental. " (Amora da Silva) (url)
EARLY MORNING BLOGS 286
Os paraísos artificiais Na minha terra, não há terra, há ruas; mesmo as colinas são de prédios altos com renda muito mais alta. Na minha terra, não há árvores nem flores. As flores, tão escassas, dos jardins mudam ao mês, e a Câmara tem máquinas especialíssimas para desenraizar as árvores. O cântico das aves — não há cânticos, mas só canários de 3º andar e papagaios de 5º. E a música do vento é frio nos pardieiros. Na minha terra, porém, não há pardieiros, que são todos na Pérsia ou na China, ou em países inefáveis. A minha terra não é inefável. A vida na minha terra é que é inefável. Inefável é o que não pode ser dito. (Jorge de Sena) * Bom dia, na minha terra! (url) 17.8.04
OBRIGADINHA - 2
Os advogados da defesa, os jornalistas a mando, os conspiradores, os cabalistas, as partes interessadas no processo, as partes desinteressadas no processo (mas interessadas na sua venda comunicacional), todos podem falar, que, numa democracia que funcione, não afectam a justiça. Podem cometer um crime falando, podem criar dificuldades à justiça, podem desenvolver “estratégias”, mas, se tudo o resto funcionar bem, não podem impedir a justiça. Só uma parte não o pode fazer, por razões que estão muito para lá da lei, e que tem a ver com o funcionamento da democracia e a ética social: a PGR, os magistrados, os juízes e os polícias, que detêm sobre o processo (e um processo são pessoas: vítimas, inocentes e culpados) poderes com origem nas prerrogativas do seu estatuto profissional. Podem prendê-los, podem interrogá-los, podem escutar-lhes o telefone, podem copiar-lhes o disco duro dos computadores, fazer-lhes buscas a casa. Não podem é falar. Nem demais, nem de menos, não podem falar. A sua “fala” própria é a condução do processo de modo a dar satisfação às vítimas e punição aos culpados. A enorme perturbação que atravessa a sociedade portuguesa, a que se interessa por estas coisas e é dedicada à causa pública, os melhores de nós todos, que exactamente por isso se sentem mais ofendidos, é a constatação inequívoca, insisto, inequívoca, de que esta regra básica não foi cumprida, sem consequências de maior. * "Estamos tão só a assistir à materialização da crise da Justiça na sua verdadeira essência. Não é nada de novo pois já tivemos Camarate, já tivemos o microfone no gabinete de Cunha Rodrigues. Invariavelmente os protagonistas são os mesmos, apenas mudará um ou outro rosto. Neste aspecto a mediatização até que acaba por ter um efeito positivo, na medida em que algo ainda vai soando junto da opinião pública. Um misto de mensagem e de ruído, que obriga a decifrar a realidade. Chegamos ao cúmulo de se aproveitar a violação de princípios legais e éticos, para que alguma verdade escondida se revele. Sem uma publicação das cassetes, parcial ou não, fidedigna ou não, não seria possível aceder a uma parcela da verdade. É claro que tudo de advém de gravações feitas sem consentimento, de declarações feitas ao arrepio de deveres éticos e deontológicos, de publicações abusivas e ilícitas. A serpente do mal parece enroscada em si mesma, mordendo-se, envenenando-se, como se a sua presa não a saciasse mais." (Carlos Bote) (url)
OS NOVOS DESCOBRIMENTOS: CRÓNICA DA BELEZA IMPURA
Parece uma fotografia que não vale nada, mas dentro daquele quadradinho está um novo parente da família solar: S/2004 S1. S/2004 S1 e S/2004 S2 são os dois novos satélites de Saturno descobertos pela Cassini. A fotografia está "impura", restos de raios cósmicos, "ruído" está lá tudo. E uma pequena pedra, com cerca de 3 quilómetros, no meio de forças gigantescas, passeando solta (presa) às voltas, batendo contra tudo. Oh guarda, che / bella gioventù. (url)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: WHAT IF?
"Acabei de ler aquele que é talvez o trabalho "definitivo" sobre a campanha Napoleónica na Rússia ("1812 . Napoleon's Fatal March on Moscow" de Adam Zamovski), que recomendo vivamente. Há uma curiosidade que vem do "Guerra e Paz" sobre o pré e pós-Borodino (pronuncia-se bárádinô), a que mesmo quem não seja um adepto de historiografia militar não consegue ficar alheio. A batalha crucial (foi preciso esperar pelo primeiro dia da ofensiva no Somme em 1916 para morrerem mais homens num só dia ) e a retirada em pleno Inverno fazem parte das referências psicológicas colectivas de muito boa gente dos povos envolvidos. Há no livro até referências à Legião Portuguesa e ao Marquês d'Alorna bem como à forma heróica como um batalhão comandado por um tal Castro actuou no trabalho de protecção da retaguarda da Grande Armée envolvida no trajecto trágico do regresso. Mas estou a deambular para fora daquilo ao que vinha. A saber: muito perto do final do livro fala-se da inúmera literatura que resultou daquela campanha. Das memórias, todas mais ou menos indulgentes para com os respectivos memorialistas, sabemos bem, mas houve também um pequeno livro (escrevo de memória, deixei o "1812" em casa) que imagina o que seria se Napoleão tivesse marchado para São Petersburgo e imposto a paz a Alexandre. Na prática redundaria num Império global com Paris como nova Roma. Mas o pormenor que achei uma delícia foi o destino dos Ingleses. Napoleão atravessa a Mancha, conquista Londres, proclama nos Comuns a dissolução do Reino, permite ao Monarca que se mude para Glasgow com o título de Rei da Escócia e da Irlanda, e a Inglaterra própriamente dita é dividida numa mão cheia de Départements e incorporada no território França! Como "wishful thinking" dum francês com a Pérfida Albion atravessada é difícil fazer melhor!"
(JTP) * "Lembro que no Reino Unido existe uma grande tradição para visitar campos de batalha desenvolvendo um tipo de turismo cultural, praticamente desconhecido entre nós. Repare, no que é proposto neste sítio (este é apenas um dos muitos que encontrei). Repare que à Batalha do Porto, uma das mais surpreendentes e rápidas vitórias de Wellesley em Portugal é dedicada um dia! Quem em Portugal sabe o que se passou com pormenor e se dedica a divulgar essa interessante história? O uso de 2 ou 3 barcos rabelos para transportar tropas inglesas para o "Seminário" sem que as sentinelas francesas dessem conta, as baterias inglesas no Monte da Virgem "varrendo" as colunas francesas e a fuga precipitada de Soult abandonando a sua refeição no Palácio das Carrancas. Tudo "histórias" que nos dizem respeito e ignoradas! Recordo também que a bibliografia anglo-saxónica sobre as Invasões Francesas é imensa, como se comprova introduzindo "Peninsular War" na Amazon. No campo da ficção destaco as novelas de "Sharpe" de Bernard Cornwell que começaram agora a ser traduzidas para Português. O último livro deste autor (Sharpe's Escape)cobre o período da Batalha do Buçaco, Saque de Coimbra e as Linhas de Torres Vedras." (Jose Paulo Andrade) (url)
EARLY MORNING BLOGS 285
Ballade des proverbes Tant gratte chèvre que mal gît, Tant va le pot à l'eau qu'il brise, Tant chauffe-on le fer qu'il rougit, Tant le maille-on qu'il se débrise, Tant vaut l'homme comme on le prise, Tant s'élogne-il qu'il n'en souvient, Tant mauvais est qu'on le déprise, Tant crie-l'on Noël qu'il vient. Tant parle-on qu'on se contredit, Tant vaut bon bruit que grâce acquise, Tant promet-on qu'on s'en dédit, Tant prie-on que chose est acquise, Tant plus est chère et plus est quise, Tant la quiert-on qu'on y parvient, Tant plus commune et moins requise, Tant crie-l'on Noël qu'il vient. Tant aime-on chien qu'on le nourrit, Tant court chanson qu'elle est apprise, Tant garde-on fruit qu'il se pourrit, Tant bat-on place qu'elle est prise, Tant tarde-on que faut l'entreprise, Tant se hâte-on que mal advient, Tant embrasse-on que chet la prise, Tant crie-l'on Noël qu'il vient. Tant raille-on que plus on n'en rit, Tant dépent-on qu'on n'a chemise, Tant est-on franc que tout y frit, Tant vaut "Tiens !" que chose promise, Tant aime-on Dieu qu'on fuit l'Eglise, Tant donne-on qu'emprunter convient, Tant tourne vent qu'il chet en bise, Tant crie-l'on Noël qu'il vient. Prince, tant vit fol qu'il s'avise, Tant va-il qu'après il revient, Tant le mate-on qu'il se ravise, Tant crie-l'on Noël qu'il vient. (François Villon) * Bom dia! (url) 16.8.04
BIBLIOFILIA
Duncan Brack / Iain Dale, Prime Minister Portillo and Other Things That Never Happened, Londres, Politico's, 2003 John Baxter, A Pound of Paper. Confessions of a Book Addict, Londres, Doubleday, 2002 Dois livros-tipo de escritas que não se fazem por cá: a ficção histórica do género "o que é que aconteceria se...", e livros sobre o amor aos livros, obsessivo, doentio, total. (Em breve.) (url)
EARLY MORNING BLOGS 284
"INDIGNATION" JONES You would not believe, would you, That I came from good Welch stock? That I was purer blooded than the white trash here? And of more direct lineage than the New Englanders And Virginians of Spoon River? You would not believe that I had been to school And read some books. You saw me only as a run-down man, With matted hair and beard And ragged clothes. Sometimes a man's life turns int a cancer From being bruised and continually bruised, And swells into a purplish mass, Like growths on stocks of corn. Here was I, a carpenter, mired in a bog of life Into which I walked, thinking it was a meadow, With a slattern for a wife, and poor Minerva, my daughter Whom you tormented and drove to death. So I crept, crept, like a snail through the days Of my life. No more do you hear my footsteps in the morning, Resounding on the hollow sidewalk, Going to the grocery store for a little corn meal And a nickel's worth of bacon. (Edgar Lee Masters) * Bom dia, na nossa Spoon River! (url) 15.8.04
POEIRA DE 15 DE AGOSTO 2
Hoje, há quarenta e três anos, ergueu-se o Muro que Conrad Schuman saltou em nome da liberdade contra o "socialismo real". (url) (url) (url)
POEIRA DE 15 DE AGOSTO
(Cortesia de João Costa que lembrou esta “poeira”) Hoje, há oitenta e seis anos, Churchill foi a Paris como Ministro do Armamento e daí escreve à sua mulher Clementine : “Paris, 15 August, 1918 My Darling One: I never saw anything like the tropical brilliancy of the weather here. Each day is more perfect than the other. It was provoking to be cooped up in a conference hour after hour...It is quite an impressive gathering - the 4 great nations assembled along the tables with their ministers & generals etc. We arranged that each gt power represent one of the little powers (so as to restrict members). France took Greece, Italy was given Serbia, the U.S. Belgium, & we took the Portuguese; so we were like four kangaroos each with an infant in the pouch. Ours is rather a dirty brat I am afraid... Always yr devoted W.” Pois é. (url)
EARLY MORNING BLOGS 283
Baif, qui, comme moi, prouves l'adversité Baif, qui, comme moi, prouves l'adversité, Il n'est pas toujours bon de combattre l'orage, Il faut caler la voile, et de peur du naufrage Céder à la fureur de Neptune irrité. Mais il ne faut aussi par crainte et vilité S'abandonner en proie : il faut prendre courage, Il faut feindre souvent l'espoir par le visage, Et faut faire vertu de la nécessité. Donques sans nous ronger le coeur d'un trop grand soin, Mais de notre vertu nous aidant au besoin, Combattons le malheur. Quant à moi, je proteste Que je veux désormais fortune dépiter, Et que si elle entreprend le me faire quitter, Je le tiendrai, Baïf, et fût-ce de ma reste. (Joachim du Bellay) * Bom dia! (url)
© José Pacheco Pereira
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