AJUDA – FAQ – PÁGINA EM CONSTRUÇÃO (Texto experimental, em construção, com pedido, aos amigos e leitores do EPHEMERA, de correcções, sugestões e indicação de outras perguntas para esta FAQ.)
O lento declínio do Parlamento enquanto sede de poderes próprios conheceu nos últimos tempos uma aceleração. E, no caso do Parlamento, qualquer declínio só é, só pode ser, por culpa própria. São os próprios deputados que dão o voto à sua menorização como representantes do povo, e que diminuem os poderes da instituição de que fazem parte. Esse declínio vai ser ainda mais em plano inclinado quando o Parlamento prescinde, sem nenhuma comoção nacional, nem da oposição, de poderes de fiscalização na área nobre das suas funções: o controlo do orçamento, o controlo das finanças públicas, para uma comissão de composição governamental. Outro caso evidente é o abandono sequer do simulacro de que o Parlamento controlava os serviços de informação da República.
Existe hoje um processo muito perigoso que funde duas realidades: uma, é a desagregação dos nossos serviços de informação, rasgados pela mudança de poder dos últimos meses e pelas cumplicidades com grupos empresariais; outra, é a sua recombinação num sistema único mais facilmente controlável por quem não o deve fazer: políticos e partidos no poder.
Comecemos pela ideia de fundir os dois serviços existentes, SIS e SIED num único, com o argumento que assim se pode poupar algum dinheiro. Tal solução é péssima, quer do ponto de vista institucional, – não é por acaso que em quase todos os países onde há serviços de informação de qualidade eles estão subdivididos essencialmente numa área “externa” e “interna” –, quer por facilitar o controlo político-partidário.
Que haja partilha de informações e coordenação é uma coisa, outra é uma fusão que é funcionalmente má e perigosa para as liberdades dos cidadãos. Sem controlo parlamentar, esse serviço único ficará dependente apenas do Primeiro-ministro e de alguns, ou de algum, dos seus mentores. Temo o pior, porque, sabendo-se quem são esses mentores, que sempre se habituaram a “cultivar”, em estilo de “bloco central”, os serviços de informação e a colocar lá homens de mão, sabe-se também que papel efectivo tiveram na crise actual. O pano de fundo desta crise, foi a transumância prometida de pessoas de sua “confiança”de uns lugares para outros.
É por isso que a crise actual dos serviços de informação não é apenas fruto de práticas inadmissíveis de passagem de informações e espionagem ilegal, é também um elo num processo de controlo político-partidário dos serviços de informação, que, insisto, qualquer cidadão minimamente sabedor destas coisas pode bem temer.
TUDO TÃO PREVÍSIVEL, TUDO TÃO EVIDENTE, TUDO JÁ COZINHADO.
E A COMISSÃO?
A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração.
E, nalguns casos, de respiração assistida.
Publicados na Sábado no início deste mês e reproduzido no Abrupto a 13 de Agosto estes "Sinais":
Se o caminho for vender um canal e manter uma RTP com um canal de informações público (o que interessa ao poder político) em sinal aberto, um dos sinais vai ser uma qualquer “reestruturação” que implique que, em vésperas da “privatização”, o governo injectará mais dinheiro na RTP. Não se compreende que, se há assim tanto interesse privado no canal a vender, os custos da operação de compra sejam minimizados pelo escasso dinheiro dos nossos impostos.
No Público de hoje :O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, declarou hoje que o Estado irá pagar em antecipação cerca de 225 milhões de euros da dívida da RTP em 2012.
Segundo Miguel Relvas, ouvido esta manhã na Comissão de Ética, Cidadania e Comunicação, o pagamento antecipado da dívida da RTP resulta de renegociações de empréstimos e sucede depois de, já neste ano, as finanças públicas terem adquirido o arquivo da empresa por 150 milhões. “Devemos, ou não, ter a responsabilidade de iniciar a reestruturação da empresa? Eu não tenho dúvidas nenhumas”, declarou, frisando que não se deve estar “agarrado a visões do passado”.
Esta manhã, o ministro apresentou algumas das medidas com que pretende reestruturar a empresa. Entre elas está a reestruturação dos canais regionais que, segundo o ministro, custam demasiado – 24,7 milhões de euros – e que deverão começar a emitir apenas quatro horas diárias, entre as 19h00 e as 23h00.
Segundo Miguel Relvas, são gastos 11,7 milhões de euros por ano na RTP Madeira e 13 milhões de euros na televisão açoriana, valor que não se justifica até porque os habitantes locais têm acesso às outras antenas da RTP “como os portugueses do continente”.
A grande aposta da empresa para o futuro mais imediato passará a ser, segundo o ministro, a RTP Internacional. “Queremos que a RTP Internacional seja a TV Portugal”, disse o governante. Actualmente decorrem estudos para criar uma nova assinatura e imagem para o canal, que, sustentou Miguel Relvas, deve contar com o “envolvimento dos operadores privados” para mostrar um “Portugal afirmativo” ao estrangeiro.
E já que estamos em "sinais", aposto dobrado contra singelo que a "grande aposta da empresa para o futuro mais imediato passará a ser, segundo o ministro, a RTP Internacional", é mais uma cortina de fumo. Para além do contra-senso desta "grande aposta", eu olharia com mais atenção os canais de informação.
E já agora, ninguém se demite da Comissão que é suposto estar a estudar estas coisas para "aconselhar" o governo?
Texto experimental, em construção, com pedido, aos amigos e leitores do EPHEMERA, de correcções, sugestões e indicação de outras perguntas para esta FAQ.
Fall, falling, fallen. That's the way the season Changes its tense in the long-haired maples That dot the road; the veiny hand-shaped leaves Redden on their branches (in a fiery competition With the final remaining cardinals) and then Begin to sidle and float through the air, at last Settling into colorful layers carpeting the ground. At twilight the light, too, is layered in the trees In a season of odd, dusky congruences—a scarlet tanager And the odor of burning leaves, a golden retriever Loping down the center of a wide street and the sun Setting behind smoke-filled trees in the distance, A gap opening up in the treetops and a bruised cloud Blamelessly filling the space with purples. Everything Changes and moves in the split second between summer's Sprawling past and winter's hard revision, one moment Pulling out of the station according to schedule, Another moment arriving on the next platform. It Happens almost like clockwork: the leaves drift away From their branches and gather slowly at our feet, Sliding over our ankles, and the season begins moving Around us even as its colorful weather moves us, Even as it pulls us into its dusty, twilit pockets. And every year there is a brief, startling moment When we pause in the middle of a long walk home and Suddenly feel something invisible and weightless Touching our shoulders, sweeping down from the air: It is the autumn wind pressing against our bodies; It is the changing light of fall falling on us.
How you loved to read in the snow and when your face turned to water from the internal heat combined with the heavy crystals or maybe it was reversus you went half-blind and your eyelashes turned to ice the time you walked through swirls with dirty tears not far from the rat-filled river or really a mile away—or two—in what you came to call the Aristotle room in a small hole outside the Carnegie library.
Nas nossas televisões pensa-se que a pobreza, é representada pelas famílias da pequena burguesia que, de chinelos e calções, ao sol algarvio, dizem que antes iam mais ao restaurante e hoje vão menos, antes ficavam quinze dias de férias, hoje só dez. Essas famílias estão a perder muito do seu status social, e, num certo sentido, a empobrecer, na presunção de que o que dizem é verdade porque o “politicamente correcto” diante de uma câmara de televisão é fortíssimo. Mas são tudo menos pobres: têm férias, o que significa que tem trabalho; podem deslocar-se de automóvel trezentos quilómetros pelo menos, o que significa que tem automóvel e dinheiro para gasolina; estão num hotel, apartamento, andar, casa alugados, o que significa que tem dinheiro para o pagar. E pelos vistos, não tinham e ainda não tem o hábito de cozinhar em casa, porque isso “não é férias”, em particular para a mulher do casal. Podem começar a ter dificuldades, mas não são pobres.
Os pobres são “porcos, feios e maus”, velhos, mal tratados, e habitam em pseudo-casas onde um alguidar está ao lado do fogão, e há sempre roupa suja numa pilha. Não são bonitos nem televisivos nem estão no Algarve, na grande transumância nacional de Agosto. E as senhoras jornalistas, que o sexismo das estações atira para as reportagens “sociais”, não acham muito agradável ir ao bairro, ou ao prédio degradado, ou a Setúbal, ou ao Cerco do Porto, a não ser que haja qualquer cena de pancadaria com a polícia para relatar.
Not you, lean quarterlies and swarthy periodicals with your studious incursions toward the pomposity of ants, nor you, experimental theatre in which Emotive Fruition is wedding Poetic Insight perpetually, nor you, promenading Grand Opera, obvious as an ear (though you are close to my heart), but you, Motion Picture Industry, it's you I love!
In times of crisis, we must all decide again and again whom we love. And give credit where it's due: not to my starched nurse, who taught me how to be bad and not bad rather than good (and has lately availed herself of this information), not to the Catholic Church which is at best an oversolemn introduction to cosmic entertainment, not to the American Legion, which hates everybody, but to you, glorious Silver Screen, tragic Technicolor, amorous Cinemascope, stretching Vistavision and startling Stereophonic Sound, with all your heavenly dimensions and reverberations and iconoclasms! To Richard Barthelmess as the "tol'able" boy barefoot and in pants, Jeanette MacDonald of the flaming hair and lips and long, long neck, Sue Carroll as she sits for eternity on the damaged fender of a car and smiles, Ginger Rogers with her pageboy bob like a sausage on her shuffling shoulders, peach-melba-voiced Fred Astaire of the feet, Eric von Stroheim, the seducer of mountain-climbers' gasping spouses, the Tarzans, each and every one of you (I cannot bring myself to prefer Johnny Weissmuller to Lex Barker, I cannot!), Mae West in a furry sled, her bordello radiance and bland remarks, Rudolph Valentino of the moon, its crushing passions, and moonlike, too, the gentle Norma Shearer, Miriam Hopkins dropping her champagne glass off Joel McCrea's yacht, and crying into the dappled sea, Clark Gable rescuing Gene Tierney from Russia and Allan Jones rescuing Kitty Carlisle from Harpo Marx, Cornel Wilde coughing blood on the piano keys while Merle Oberon berates, Marilyn Monroe in her little spike heels reeling through Niagara Falls, Joseph Cotten puzzling and Orson Welles puzzled and Dolores del Rio eating orchids for lunch and breaking mirrors, Gloria Swanson reclining, and Jean Harlow reclining and wiggling, and Alice Faye reclining and wiggling and singing, Myrna Loy being calm and wise, William Powell in his stunning urbanity, Elizabeth Taylor blossoming, yes, to you and to all you others, the great, the near-great, the featured, the extras who pass quickly and return in dreams saying your one or two lines, my love!
Long may you illumine space with your marvellous appearances, delays and enunciations, and may the money of the world glitteringly cover you as you rest after a long day under the kleig lights with your faces in packs for our edification, the way the clouds come often at night but the heavens operate on the star system. It is a divine precedent you perpetuate! Roll on, reels of celluloid, as the great earth rolls on!