ABRUPTO

25.6.05


PÁGINAS ESQUECIDAS DO NOSSO PROTECCIONISMO



do Avante! clandestino de 1956.

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INTENDÊNCIA

Actualizados os ESTUDOS SOBRE O COMUNISMO, com o texto publicado na Sábado da semana passada, uma introdução a um inédito de Cunhal (Carta aos juízes, 19 de Junho de 1950).

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COISAS SIMPLES


Berenice Abbott

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EARLY MORNING BLOGS 526

A Supermarket in California


What thoughts I have of you tonight, Walt Whitman, for
I walked down the sidestreets under the trees with a headache
self-conscious looking at the full moon.
In my hungry fatigue, and shopping for images, I went
into the neon fruit supermarket, dreaming of your enumerations!
What peaches and what penumbras! Whole families
shopping at night! Aisles full of husbands! Wives in the
avocados, babies in the tomatoes!--and you, Garcia Lorca, what
were you doing down by the watermelons?

I saw you, Walt Whitman, childless, lonely old grubber,
poking among the meats in the refrigerator and eyeing the grocery
boys.
I heard you asking questions of each: Who killed the
pork chops? What price bananas? Are you my Angel?
I wandered in and out of the brilliant stacks of cans
following you, and followed in my imagination by the store
detective.
We strode down the open corridors together in our
solitary fancy tasting artichokes, possessing every frozen
delicacy, and never passing the cashier.

Where are we going, Walt Whitman? The doors close in
an hour. Which way does your beard point tonight?
(I touch your book and dream of our odyssey in the
supermarket and feel absurd.)
Will we walk all night through solitary streets? The
trees add shade to shade, lights out in the houses, we'll both be
lonely.

Will we stroll dreaming of the lost America of love
past blue automobiles in driveways, home to our silent cottage?
Ah, dear father, graybeard, lonely old courage-teacher,
what America did you have when Charon quit poling his ferry and
you got out on a smoking bank and stood watching the boat
disappear on the black waters of Lethe?


(Allen Ginsberg)

*

Bom dia!

ª

Por gentileza do Nuno Guerreiro da Rua da Judiaria que lá publicou esta tradução:

Um Supermercado na Califórnia (1955)

Que pensamentos teus tenho esta noite, Walt Whitman, porque
caminhei pelas ruas sob as árvores com uma dor de cabeça
auto-consciente olhando para a lua cheia.
Na minha faminta fadiga, e procurando imagens, entrei
no supermercado de frutos de néon, sonhando com as tuas enumerações!
Que pêssegos e que penumbras! Famílias inteiras
fazem compras à noite! Corredores cheios de maridos! Mulheres nos
abacates, bebés nos tomates – e tu, Garcia Lorca, que
fazias tu junto às melancias?

Eu vi-te, Walt Whitman, sem filhos, velho cavador solitário,
apalpando as carnes no frigorífico e olhando os rapazes
do supermercado.
Ouvi-te fazer perguntas a cada um: Quem matou as
costeletas de porco? A como são as bananas? És tu o meu anjo?
Vagueei dentro e fora da brilhante pilha de latas
seguindo-te, e seguido na minha imaginação pelo segurança
da loja.
Caminhámos juntos pelos corredores abertos na nossa
solidão ilustre provando as alcachofras, possuindo todas as delícias
congeladas, sem nunca passar pela caixa.

Onde vamos nós, Walt Whitman? As portas fecham daqui
a uma hora. Em que direcção aponta a tua barba esta noite?
(toco o teu livro e sonho com a nossa odisseia no
supermercado e sinto-me absurdo.)
Caminharemos toda a noite por ruas solitárias? As
árvores juntam sombra a sombras, luzes apagadas nas casas, estaremos ambos
solitários.

Caminharemos sonhando com a América perdida do amor
passando por automóveis azuis à entrada das garagens, em direcção à nossa cabana tranquila?
Ah, querido pai, barba grisalha, velho solitário professor-coragem,
que América tinhas tu quando Caronte deixou de puxar a sua balsa
e tu desceste numa margem fumegante e ficaste a olhar o barco
desaparecendo nas águas negras do Rio do Esquecimento?


(Allen Ginsberg (1926 – 1997), poeta, judeu americano.)


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24.6.05


COISAS SIMPLES


Maurice de Vlaminck

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EARLY MORNING BLOGS 525

EPITAFFIO PER BICE DONETTI

con gli occhi alla pioggia e agli elfi della notte,
è là, nel campo quindici a Musocco,
la donna emiliana da me amata
nel tempo triste della giovinezza.
Da poco fu giocata dalla morte
mentre guardava quieta il vento dell'autunno
scrollare i rami dei platani e le foglie
dalla grigia casa di periferia.
Il suo volto è ancora vivo di sorpresa,
come fu certo nell'infanzia, fulminato
per il mangiatore di fuoco alto sul carro.
O tu che passi, spinto da altri morti,
davanti alla fossa undici sessanta,
fermati un minuto a salutare
quella che non si dolse mai dell'uomo
che qui rimane, odiato, coi suoi versi,
uno come tanti, operaio di sogni.

(S. Quasimodo)

*

Bom dia!

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23.6.05


A LER

este estudo sobre o orçamento comunitário, com conclusões e permissas contestáveis, mas mesmo assim muito útil para conhecer o que se passa.

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LEMBRANÇA A TEMPO POR CAUSA DO TEMPO

Uma pequena lembrança aos liberais: faz parte da força de uma sociedade livre e activa, como a que os liberais desejam construir, ter... greves. O conflito social não é um fim em si, mas um instrumento legítimo de defesa de interesses, por mais corporativos e egoístas que eles sejam, sem o qual as sociedades deixam de ser democráticas.

Segunda nota: não há greves eficazes sem dor, sem prejuízo, sem vítimas. Faz parte mesmo da possibilidade de eficácia de uma greve, que é o que uma greve pretende. A ideia que as greves só podem existir quando são apenas simbólicas, coloca efectivamente em causa o direito à greve. É natural por isso que os sindicatos as tentem realizar quando atingem ou mais pessoas, ou interesses de grupos, que possam levar governos ou empresas a recuar. O prejuízo social de uma greve – aos “utentes” dos transportes, aos alunos que vão fazer exames, etc – pode e deve ser discutido e utilizado no debate público contra os grevistas, mas não pode ser argumento contra a erosão do direito à greve. A distinção é importante. (*)

A sociedade protege o interesse geral estipulando os “serviços mínimos” que são vitais para o seu funcionamento regular. Mas “mínimos” significa sempre “mínimos”, e o terreno desse mínimo é o que atribuo às funções mínimas do estado: segurança dos cidadãos, defesa nacional, funcionamento regular dos corpos de emergência nos hospitais, bombeiros, etc. Fora disso, os “mínimos” já são máximos. Não tem sentido ser liberal quanto ao Estado e depois entender os “serviços mínimos”, que este tem que garantir numa greve, com uma latitude de obrigações típica de um Estado socialista, ou seja, tudo.

Lembrá-lo não significa estar de acordo nem com os objectivos das greves, nem com a actuação dos sindicatos, muito menos com os dos professores, dos primeiros responsáveis pela situação da nossa educação. Mas isso é outra coisa diferente. Nem sequer significa desacordo com a posição do governo quanto aos objectivos do seu programa que suscitaram a greve.

Só me preocupa que se deite fora o menino com a água do banho e, desde há muito, que a experiência dos socialistas mostra que mudam de políticas 180º, quando lhes convém, passando do maior laxismo para um autoritarismo (**) favorecido pela complacência da oposição (e o acordo silencioso em muitos casos) e pela falta de debate público substituído por modas – e a moda agora é deslegitimar os conflitos sociais.
__________________

(*) Uma nota suplementar: é nestas alturas que se percebe como funcionam as lealdades políticas dos responsáveis pelas Direcções Regionais, constituídas tradicionalmente pelos “boys” dos aparelhos partidários locais e que nestes momentos tendem a ser mais papistas que o papa.

(**) Recordam-se da legislação ultra-permissiva sobre escutas telefónicas do ministro António Costa, atacada depois pelo PS quando do “caso” Casa Pia? Convinha lembrar.

*

A propósito do seu post de 23-06-2005 intitulado "Lembrança a tempo por causa do tempo", faria apenas o seguinte reparo: quando reconhece legitimidade, por exemplo, aos professores para fazerem greve no momento em que ela mais se nota, ou seja, durante a realização de exames, está apenas a esquecer-se de que, ao contrário de outros casos, esta greve produz efeitos que podem prolongar-se excessivamente no tempo. Quando há uma greve de transportes (que afecta sempre muita gente) as pessoas, quer utilizem nesse dia o carro particular, ou os transportes alternativos, ou usem até um dia de férias no emprego, etc., sabem que a greve começa a uma certa hora e termina a uma certa hora e que os efeitos se limitam a esse espaço de tempo. No caso dos exames, não é assim: a nova marcação de todos os exames levaria seguramente a que uma boa parte deles entrasse por Agosto dentro, destruindo por completo as férias de dezenas de milhar de famílias. Não me parece justo que os professores, com um só dia de greve, consigam produzir efeitos na sociedade durante mais de dois meses.

(João Ferreira)

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INTENDÊNCIA

Para servir de comparação com a "revisão" que hoje faço no Público dos "trabalhos" do Presidente da Comissão, um ano depois, coloquei na VERITAS FILIA TEMPORIS o artigo original de Julho de 2004. Ali se fala claramente da "mais que provável reprovação da Constituição num ou mais referendos" e suas consequências.

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NATUREZA MORTA MATINAL


De um lado, dois cartazes antigos, um, o maior, dos primeiros anos do Estado Novo promete casas “arejadas

aos trabalhadores que se filiem nos Sindicatos Nacionais; por cima, outro da campanha de Norton de Matos diz Garanti o futuro / contra um sistema / em que todos pagam muito e poucos / recebem pouco.” Ao centro, um prato de damascos, apanhados no cimo da árvore, e outro de flor de tília. Cadeiras. Um vago candeeiro, fios. A manhã.

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COISAS COMPLICADAS



Joseph Kosuth

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POBRE PAÍS,

o nosso.

É difícil encontrar melhor exemplo de um processo puramente casuístico, atrapalhado, incompetente, cúmplice nas fraquezas, revelador de puro taticismo, onde políticos dos partidos da governação, PS, PSD, PP, mostram que não se respeitam nem a si próprios, nem aos portugueses que os representam, do que tudo o que se passou com esta “revisão constitucional” para referendar a Constituição europeia. Que tudo isto tenha sido possível como se fosse o mais normal dos processos, onde ninguém se envergonha, ninguém se revolta nos respectivos partidos, é um sinal claro, insisto claro, do grau de degradação a que chegou a actividade política e parlamentar em Portugal.

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EARLY MORNING BLOGS 524

THANATOS ATHANATOS

Edovremo dunque negarti, Dio
dei tumori, Dio del fiore vivo,
e cominciare con un no all'oscura
pietra «io sono», e consentire alla morte
e su ogni tomba scrivere la sola
nostra certezza: «thànatos athànatos»?
Senza un nome che ricordi i sogni
le lacrime i furori di quest'uomo
sconfitto da domande ancora aperte?
Il nostro dialogo muta; diventa
ora possibile l'assurdo. Là
oltre il fumo di nebbia, dentro gli alberi
vigila la potenza delle foglie,
vero è il fiume che preme sulle rive.
La vita non è sogno. Vero l'uomo
e il suo pianto geloso del silenzio.
Dio del silenzio, apri la solitudine.

(S. Quasimodo)

*

Bom dia!

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22.6.05


INTENDÊNCIA / CORREIO

Actualizados os ESTUDOS SOBRE O COMUNISMO.

O correio continua irremediavelmente atrasado. As minhas desculpas a todos.

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A LER

a seguir, a colaborar no // lisbonlab // v.2.

A VER

o jacarandá do Largo do Viriato aqui.

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O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: OS LIVROS QUE NÃO HÁ

A propósito de livros que não podem continuar esgotados e inacessíveis (em português), a lista é seguramente longa. Mas há alguns que procuro em alfarrabistas há muito tempo e não consigo encontrar. São livros que facilmente poderiam ser reeditados e certamente o mereceriam. Falo das Crónicas de Fernão Lopes (na excelente edição da Imprensa Nacional - Casa da Moeda) e do célebre Arquipélago do Goulag, de Aleksandr Solzhenitsyn. O problema poderá estar também nas nossas livrarias? É que procurei há algumas semanas obras de Dickens traduzidas para português e, tirando o Conto de Natal, pouca coisa encontrei.

(Paulo Agostinho)

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NO MESMO SÍTIO, NA MESMA TREPADEIRA

este ano há dois ninhos. No ano passado, havia também dois ninhos, mas ambos de “verdinhogo” (deve ser verdilhão no falar local). Este ano há dois diferentes: um de “verdinhogo”, no mesmo local exacto onde havia outro no ano passado, e um de pardal. O vento bate com força mas os ninhos nem se mexem: um, do “verdinhogo”, feito de fios vegetais, ervas, muito finos, entrelaçados, com uma pequena cama de algodão no meio; o outro, de pardal, feito com palha e ramos mais grossos, sólido, parece betão. Casas alheias, recatadas, escondidas, habitadas.

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COISAS COMPLICADAS



Gerhard Richter

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EARLY MORNING BLOGS 523

Lucinda Matlock


I went to the dances at Chandlerville,
And played snap-out at Winchester.
One time we changed partners,
Driving home in the moonlight of middle June,
And then I found Davis.
We were married and lived together for seventy years,
Enjoying, working, raising the twelve children,
Eight of whom we lost
Ere I had reached the age of sixty.
I spun, I wove, I kept the house, I nursed the sick,
I made the garden, and for holiday
Rambled over the fields where sang the larks,
And by Spoon River gathering many a shell,
And many a flower and medicinal weed--
Shouting to the wooded hills, singing to the green valleys.
At ninety-six I had lived enough, that is all,
And passed to a sweet repose.
What is this I hear of sorrow and weariness,
Anger, discontent and drooping hopes?
Degenerate sons and daughters,
Life is too strong for you--
It takes life to love Life.


(Edgar Lee Masters)

*

Bom dia!

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21.6.05


EARLY MORNING BLOGS 522

Le roi Alphonse


Certain roi qui régnait sur les rives du Tage,
Et que l'on surnomma le sage ,
Non parcequ'il était prudent,
Mais parcequ'il était savant,
Alphonse, fut surtout un habile astronome.
Il connaissait le ciel bien mieux que son royaume,
Et quittait souvent son conseil
Pour la lune ou pour le soleil.
Un soir qu'il retournait à son observatoire,
Entouré de ses courtisans,
Mes amis, disait-il, enfin j'ai lieu de croire
Qu'avec mes nouveaux instruments
Je verrai cette nuit des hommes dans la lune.
Votre majesté les verra,
Répondait-on ; la chose est même trop commune,
Elle doit voir mieux que cela.
Pendant tous ces discours, un pauvre, dans la rue,
S'approche, en demandant humblement, chapeau bas,
Quelques maravédis : le roi ne l'entend pas,
Et, sans le regarder, son chemin continue.
Le pauvre suit le roi, toujours tendant la main,
Toujours renouvelant sa prière importune ;
Mais, les yeux vers le ciel, le roi, pour tout refrain,
Répétait : je verrai des hommes dans la lune.
Enfin le pauvre le saisit
Par son manteau royal, et gravement lui dit :
Ce n'est pas de là haut, c'est des lieux où nous sommes
Que Dieu vous a fait souverain.
Regardez à vos pieds ; là vous verrez des hommes,
Et des hommes manquant de pain.


(Florian)

*

Bom dia!

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20.6.05


O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: TEORIA DA RELATIVIDADE

Há muitos anos atrás eu era apenas um ano mais velha do que a Alexandra Lencastre. Não me lembro como o soube, mas tenho a certeza de que o soube. Hoje ao folhear as revista que folheio no cabeleireiro percebi que já era 5 anos mais velha do que ela.

Sem o mesmo rigor, mas com igual convicção, lembro-me de que a Elsa Raposo, dantes, não era muito mais nova do que eu. Hoje, e fazendo fé às revista que leio no cabeleireiro, está com uma diferença de seis anos de mim.

Poderia continuar a dar exemplos, o que tornaria certamente o texto enfadonho. O padrão é sempre o mesmo: eu envelheço mais depressa do que as “celebridades” das revistas que leio no cabeleireiro. Contra esta forma de discriminação nunca ouvi vozes levantarem-se. Nem o BE, nem os Juízes, nem os funcionários públicos, nem o governo. Nem sequer o Professor Marcelo que esta semana fez um pungente desabafo em relação à crónica amoralidade que se vive no país.

Será que tenho de me conformar?

(J.)

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COISAS COMPLICADAS 2

Depois de ter a página como está em baixo, é difícil acrescentar alguma coisa sem se perder o equilíbrio.

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COISAS COMPLICADAS


Gerhard Richter

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EARLY MORNING BLOGS 521

One Art


The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.

Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.

Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.

I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.

--Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.


(Elizabeth Bishop)

*

Bom dia!

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19.6.05


OS NOVOS DESCOBRIMENTOS: A CAIXA QUE NÃO SE DEVE ABRIR


Pandora e a sua caixa fazem estremecer os anéis de Saturno.

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INTENDÊNCIA

Actualizados os ESTUDOS SOBRE O COMUNISMO.

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APAGÃO

A meia dúzia de quilómetros de Lisboa, a electricidade falha com regularidade. Hoje, foram várias horas, porque tudo demora sempre várias horas a arranjar, principalmente aos domingos. A nossa enorme dependência da electricidade aparece nestas alturas, O “apagão” faz disparar os alarmes, arrasta computadores para a miséria, descongela frigoríficos, atrasa o trabalho e semeia o caos. Explicações, desculpas, indemnizações, faltam sempre aos monopólios do estado. Para quê? A culpa é sempre de uma cegonha. Não há competição, não posso desligar a EDP e ligar-me a qualquer outra fonte de “luz”.

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© José Pacheco Pereira
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