ABRUPTO

20.9.08


COISAS DA SÁBADO: O PRESIDENTE E A COOPERAÇÃO ESTRATÉGICA
















O Presidente Cavaco Silva não se afastará um átomo do seu programa de cooperação institucional, a que chamou de “cooperação estratégica”, até ao seu último dia de mandato, seja qual for o clima das suas relações com o governo. Disso, eu tenho a certeza. Tanta certeza como a de que não permitirá que lhe retirem um só poder (como no Estatuto dos Açores), que o pressionem no exercício da função (acusando-o de demorar legislação por exercer o seu direito de veto), que lhe deturpem as posições (como o governo faz na lei do divórcio). Se há crise na “cooperação estratégica” ela vem do outro lado da “cooperação”, do lado do governo (menos) e do PS (mais).

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LIVROS DE QUATRO GERAÇÕES (38)


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Prediche dette nel palazzo appostolico / fra Bonaventura Barberini da Ferrara, generale di tutto l'ordine de' cappuccini ed arcivescovo nella sua patria, In Venezia : Sebastiano Coleti, MDCCLII.

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LIVROS DE QUATRO GERAÇÕES (37)


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Vincent (William), Voyage de Néarque, des Bouches de l'Indus jusqu'à l'Euphrate, ou journal de l'expédition de la flotte d'Alexandre, rédigé sur le journal original de Néarque conservé par Arrien, à l'aide des éclaircissemens puisés dans les écrits et relations des Auteurs, géographes ou voyageurs, tant anciens que modernes; et contenant l'Histoire de la première navigation que des Européens aient tentée dans le mer des Indes, A Paris, chez Maradan, (1800)

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LIVROS DE QUATRO GERAÇÕES (36)


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INTERIORES / EXTERIORES: CORES DESTES DIAS

Clicando na fotografia fica na boa dimensão. Para se ver



Casa de Aristides de Sousa Mendes. (Sandra Bernardo)




Hoje à tarde na Serra de Leomil. Pedra vendida ao desbarato com destino principal em Espanha. ( H.V.)





Dia a dia na Bretanha. (Fernando Marques)

OUTONO



No Caramulo. (Sandra Bernardo)



Na Ribeira de Barcarena. (ana)



Nas Desertas. (Carlos Oliveira)



(António Cabral)



Praia de Lavadores. (Helder Barros)

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EARLY MORNING BLOGS


1393 - The Journey Of A Poem Compared To All The Sad Variety Of Travel

A poem moves forward,
Like the passages and percussions of trains in progress
A pattern of recurrence, a hammer of repetetive occurrence

a slow less and less heard
low thunder under all passengers

Steel sounds tripping and tripled and
Grinding, revolving, gripping, turning, and returning
as the flung carpet of the wide countryside spreads out on
each side in billows

And in isolation, rolled out, white house, red barn, squat silo,
Pasture, hill, meadow and woodland pasture
And the striped poles step fast past the train windows
Second after second takes snapshots, clicking,
Into the dangled boxes of glinting windows
Snapshots and selections, rejections, at angles, of shadows
A small town: a shop's sign - GARAGE, and then white gates
Where waiting cars wait with the unrest of trembling
Breathing hard and idling, until the slow~descent
Of the red cones of sunset: a dead march: a slow tread and heavy

Of the slowed horses of Apollo
- Until the slowed horses of Apollo go over the horizon
And all things are parked, slowly or willingly,
into the customary or at random places.

(Delmore Schwartz)

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19.9.08


LIVROS DE QUATRO GERAÇÕES (35)


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VÍRUS

A nosssa "haka" e a "haka" deles.
(dedicado a dois pequenos jogadores de rugby MM e JM)
Lincoln em Gettysburg.

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LIVROS DE QUATRO GERAÇÕES (34)


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COISAS DA SÁBADO: CASOS DO DIA – O SR. NOGUEIRA

O sr. José Nogueira, dono de um mini-mercado em Gondomar, foi a um programa de Teresa Guilherme acompanhado da família toda, mãe, mulher, e filhos, de 19 e 21anos. Nesse programa, onde é suposto dizerem-se verdades sob controlo electrónico (programa que nunca vi, mas hei-de ver) disse umas verdades que motivaram uma notícia do Correio da Manhã, parece que espantado pela franqueza do homem.

Perguntado se batia na mulher, parece ter sido impedido de ter que dizer que sim, admitiu que “já tentou conquistar a mulher de um amigo” e que "há mulheres que vão ao mini-mercado" só para o seduzirem”. Disse que gosta de "andar com muito dinheiro no bolso", para mostrar que está bem na vida”. O muito dinheiro são 500 ou 600 euros, em maços de notas. Também me parece prática comum, há quem traga isso nos dedos entesourando em anéis, embora o senhor Nogueira deva ter em conta que os tempos estão fáceis para o crime e vai ter que olhar duas vezes à volta quando fechar ou abrir o mini-mercado, aquilo que antes se chamava uma mercearia. E disse que escapou à tropa fazendo-se passar por epiléptico: "Fui treinado por uma pessoa que sabia. Sujei-me de lama, fiz-me de tolinho e levaram-me para o hospital. Deram-me uma droga para fingir o ataque”.

Mas o que realmente parece ter surpreendido o povo, o Correio da Manhã, esse jornal de barba dura, e “uma incrédula Teresa Guilherme”, que deve andar distraída, é que o sr. José Nogueira disse (“confessa” escreve o jornal), “que por 250 mil euros não se importava de ter relações homossexuais: "Por esse dinheiro até aviava dois". Mas qual é a surpresa? Só a Demi Moore é que pode aceitar “propostas indecentes” do Robert Redford por um milhão de dólares, num mundo limpinho, belo e asséptico? Em que é que o senhor Nogueira é diferente do povo que habita as revistas do jet set? Só se for por ser um pouco mais caro.

O que parece chocar no sr. Nogueira é que ele é... como muita gente, a seu modo, no seu mundo, não vejo a espantação. A única coisa que ele vendeu no programa da Teresa Guilherme foi a hipocrisia, verdade seja um importante elemento da vida em sociedade. Mas fora disso, essa é a vida real lá fora e não é com pessoas como o senhor Nogueira que se deve ser moralista. É com os que são como o senhor Nogueira e estão sempre a dizer-nos que não o são.

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EARLY MORNING BLOGS


1392 - Journey Into The Interior

In the long journey out of the self,
There are many detours, washed-out interrupted raw places
Where the shale slides dangerously
And the back wheels hang almost over the edge
At the sudden veering, the moment of turning.
Better to hug close, wary of rubble and falling stones.
The arroyo cracking the road, the wind-bitten buttes, the canyons,
Creeks swollen in midsummer from the flash-flood roaring into the narrow valley.
Reeds beaten flat by wind and rain,
Grey from the long winter, burnt at the base in late summer.
-- Or the path narrowing,
Winding upward toward the stream with its sharp stones,
The upland of alder and birchtrees,
Through the swamp alive with quicksand,
The way blocked at last by a fallen fir-tree,
The thickets darkening,
The ravines ugly.

(Theodore Roethke)

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18.9.08


NUM BLOGUE PERTO DE SI, NUMA GALÁXIA MUITO LONGE



NESTES DIAS, COISAS RARAS E VARIADAS

Comentários novos em LIVROS DE QUATRO GERAÇÕES (29).

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COISAS DA SÁBADO:
OS HOMENS QUE BRAMAM CONTRA OS IANQUES DE MERDA


Homens como Chávez na Venezuela e Morales na Bolívia são perigos públicos em qualquer parte do mundo. Estes homens em nome das ideias mais simples, abstractas e redentoras, uma mistura de comunismo e nacionalismo, mais altermundialismo, anti-capitalismo e anti-americanismo, temperados num populismo caudilhista, uma mistura explosiva, vão espatifar os seus respectivos países. Mas, como é habitual a esquerda recebe-os com complacência e com secreta admiração e a direita acha-os uns palhaços locais colocados no poder por índios analfabetos, a que não se deve ligar muita importância desde que não se viva na América Latina. É verdade que foram legitimamente eleitos, mas convém lembrar que a democracia para existir não se basta no acto eleitoral, implica respeito pela lei, que eles violam todos os dias, e pluralismo político, que eles esmagam pela prepotência do estado e se for preciso, das massas arregimentadas nas ruas. Infelizmente tudo isto é clássico na América Latina. Já se sabem as consequências.

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Clicando na fotografia fica na boa dimensão. Para se ver.

(Fotografia pinhole de António Leal)

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LIVROS DE QUATRO GERAÇÕES (33)



Este pequeno livro de Louis Huart, a Physiologie du flâneur, de que esta é a primeira edição, foi na época aquilo que se chamaria hoje um livro de culto, mais um que estabeleceu um dos tipos parisienses cuja caracterização continua até aos nossos dias, o flâneur. Victor Hugo dizia "Errer est humain, flâner est parisien." Walter Benjamin veio dar-lhe consistência cultural na sua análise de Baudelaire e do fim da cidade e do mundo em que a flânerie era possível, deixando para os grandes armazéns (hoje para os centros comerciais), o último terreno do flâneur, agora condenado ao consumo. Os desenhos de Daumier no livro são magníficos.

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EARLY MORNING BLOGS


1391 - The Last Laugh

I made hay while the sun shone.
My work sold.
Now, if the harvest is over
And the world cold,
Give me the bonus of laughter
As I lose hold.

(John Betjeman)

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17.9.08




(António Leal)

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LIVROS DE QUATRO GERAÇÕES (32)


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EARLY MORNING BLOGS


1390 - The Room

Through that window—all else being extinct
Except itself and me—I saw the struggle
Of darkness against darkness. Within the room
It turned and turned, dived downward. Then I saw
How order might—if chaos wished—become:
And saw the darkness crush upon itself,
Contracting powerfully; it was as if
It killed itself, slowly: and with much pain.
Pain. The scene was pain, and nothing but pain.
What else, when chaos draws all forces inward
To shape a single leaf? . . .
For the leaf came
Alone and shining in the empty room;
After a while the twig shot downward from it;
And from the twig a bough; and then the trunk,
Massive and coarse; and last the one black root.
The black root cracked the walls. Boughs burst
the window:
The great tree took possession.
Tree of trees!
Remember (when time comes) how chaos died
To shape the shining leaf. Then turn, have courage,
Wrap arms and roots together, be convulsed
With grief, and bring back chaos out of shape.
I will be watching then as I watch now.

(Conrad Aiken)

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16.9.08


LIVROS DE QUATRO GERAÇÕES (31)



Outro livro com sinais dentro. Desta vez é outro best-seller oitocentista hoje esquecido, a obra de Henry Murger, Scènes de la Vie de Bohème, que esteve na origem das operas de Puccini e de Leoncavallo. Este livro definiu o protótipo do que era a "vida boémia", uma marca parisiense que dura até ao existencialismo. O que é interessante é que o livro pertenceu ao poeta simbolista Eugénio de Castro (tanto quanto pude verificar a identificação parece segura, mas não consultei nenhum autógrafo para ver a letra, por isso há sempre a possibilidade de erro), que o comprou quando vivia em Coimbra em 1889, e que lhe colocou o seu ex-libris.

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VÍRUS

O poder do silêncio.

*
Uma das coisas de que nós, os africanos, temos saudades, é das cores e dos sons africanos. Muitos anos depois de me ter vindo embora, em 2006 fui de férias a Moçambique e passei uns dias em Vilanculos, antiga estância balnear hoje em ruínas.

Pois adorei reviver os sons africanos. E que é mais característico nesses sons da África profunda? O silêncio, precisamente! Dei-me conta, de súbito, que aqui no Ocidente há sempre algum motor ou máquina ligados algures! E ali, nada!...

E como não há ruído algum ouve-se, como você bem nota… tudo! As vozes das crianças na aldeia longínqua, um rádio ligado num musseque afastado e, se for dia, claro… imensos pássaros! É isto, o som da África de que falam os saudosos! Ou seja, o silêncio!

(José Luís Pinto de Sá)

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LIVROS DE QUATRO GERAÇÕES (30)


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Émile Gaboriau é mais um dos escritores que conheceram no seu tempo um imenso sucesso e hoje estão praticamente esquecidos. É citado quase sempre como um percursor da literatura policial e uma sua personagem influenciou Conan Doyle na criação de Sherlock Holmes. Numa biblioteca muito centrada no século XIX francês, há quase todo Gaboriau que repousa pacificamente sem ser lido pelo menos há mais de oitenta anos, se é que alguma vez foi lido. Esta Clique Dorée não é dos seus mais famosos livros, mas, quatro anos depois de publicado, já ia na oitava edição.

Mas os livros têm vida dentro e este que pertenceu a alguém que usava o ex-libris com o brasão dos O'Neill, estava na estante VI, prateleira 4, número 74, em 1876, não sei de que casa, um ano depois de ser publicado. Ou este O'Neill ou outro proprietário do livro, fez numa folha interior o ingénuo desenho de uma rapariga a cheirar uma rosa à frente de um vaso azul. Todo o tempo está lá. É para isso que servem os livros.

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LIVROS DE QUATRO GERAÇÕES (29)


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(Chapman), Traité de la Construction des Vaisseaux, avec des Eclaircissemens & Démonstrations touchant l'Ouvrage intitulee: Architectura Navalis mercatoria, &c. ..., Brest, Chez R. Mallassis, Impremeur ordinaire du Roi & de la Marine. A Paris, Chez Durand, nevey, Libraire, rue Galande. Jombert, heune, Libraire, rue Dauphine, 1781.


*
Interessantíssimo livro, para quem se interessa seriamente pela História Naval dos séculos XVII e XIX, no período imediatamente anterior aos vasos de guerra movidos a vapor.

Este período cobre, com singular e decisivo efeito nos destinos da Europa e do Mundo Ocidental, as guerras entre a França, a Espanha e a Inglaterra (com mudanças de alianças da Espanha, ora com os Franceses, ora com os britânicos) e com especial relevo para as campanhas de Napoleão, frustradas pela sua incapacidade de invadir as ilhas britânicas pela superioridade naval dos ingleses; finalmente sangrados quase até à morte pelo Inverno russo e destruidas em Waterloo por uma força expedicionária vinda do lado ocidental da Mancha.

… e ainda dizem que a História não se repete (embora com personagens algo diferentes!).

Mas… divago: o ponto é que a marinha britânica, sistematicamente vencedoras das batalhas, era notoriamente inferir, em qualidade de navios, à marinha francesa.

Fragata por fragata, navio de linha por navio de linha (third rates, second rates e first rates - ou: duas cobertas e 64 canhões + ou -; ou 2 cobertas e 74 a 80 canhões e finalmente, 3 cobertas e 98 até 120, canhões) os navios franceses eram mais rápidos, mais equilibrados, mais manobráveis!

Os ingleses ganhavam apenas na qualidade, disciplina e prática constante das suas tripulações e dos seus oficiais (No tempo de Napoleão, entre outros, Lorde St. Vincent, Cornwallis, Cochrane, Edward Pellew, Saumarez, Hardy e – last but not the least – Horatio Nelson).Todos eram unânimes em afirmar a superioridade técnica dos navios franceses; só a sua constante permanência no mar, enquanto os franceses estavam maioritariamente nos seus portos-fortalezas e quando saiam, as ripulações pouco ou nenhum treino de mar possuiam; a sangria dos seus melhores almirantes, mortos na guilhotina no “terror”, resultavam em esquadras que foram regulamente batidas, mesmo em vantagem numérica. Os ingleses estavam treinados para “disparar pelo menos três bordadas por cada duas francesas e até, frequentemente, duas por uma” e o “peso de metal disparado” era superior, assim, a equivalentes franceses de muito maior porte.

Quanto aos navios franceses tomados em combate, eram desde que minimamente possível, reparados e regressavam à linha sob o “union jack”. E eram disputados pelos mais influentes comandantes ingleses, exactamente pela sua superioridade de construção e manobra.

Alturas houve em que metade de esquadrões ingleses eram formados por navios ex-franceses: Em Trafalgar (e cito de memória) pelo menos o Témeraire, Achille, Belerophon, Revenge, Defiance, Ajax, (e outros) faziam parte da linha de batalha de Nelson.

E voltamos ao livro:

O segredo estava em que os franceses construíam a partir de planos desenhados e estudados por engenheiros navais; e os ingleses, em arsenais chefiados por carpinteiros de marinha, que faziam “maquettes”, mais ou menos reflectindo opiniões de oficiais com experiência, mas seguindo o desenho tradicional que vinha, basicamente de segunda metade dos anos 1600. Uma vez a maquete aprovada, o navio era construído à escala real.

O ângulo do casco com a linha de água (o “tumblehome”), era muito maior nos navios franceses ou seja, o convés era muito mais estreito que as cobertas inferiores; o navio era mais afilado na parte submersa, dado-lhe uma hidrodinâmica muito superior. Resultado: mais velocidade, mais estabilidade como plataforma de tiro, mais capacidade de afrontar o mau tempo!

Um navio de guerra foi sempre um compromisso entre as necessidades dos que o comandam e tem de combater, com os requisitos da construção naval; esse compromisso era muito mais eficiente nas naves francesas. Nelson afirmou um dia, a Hardy, que o navio de guerra ideal deveria ser construído em França, com carvalho americano, ter um velame holandês, canhões espanhois e uma tripulação inglesa…



(Luis Manuel Rodrigues)

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LENDO
VENDO
OUVINDO

ÁTOMOS E BITS

de 16 de Setembro de 2008

Interessante artigo aqui (que me foi indicado por Ricardo Peres):

More than 50 percent of Britons believe that polygamy is legal in the United States; in fact, it is illegal in all 50 states. Almost one-third of Britons believe that Americans who have not paid their hospital fees or insurance premiums are not entitled to emergency medical care; in fact, such treatment must be provided by law.

Seventy percent of Britons think the United States has done a worse job than the European Union in reducing carbon emissions since 2000; in fact, America’s rate of growth of carbon emissions has decreased by almost ten percent since 2000, while that of the EU has increased by 2.3 percent.

Eighty percent of Britons believe that “from 1973 to 1990, the United States sold Saddam Hussein more than a quarter of his weapons.” In fact, the United States sold just 0.46 percent of Saddam’s arsenal to him; Russia, France, and China supplied 57 percent, 13 percent, and 12 percent, respectively.

The majority of Britons believe that since the Second World War, the United States has more often sided with non-Muslims than with Muslims. In fact, in 11 out of 12 major conflicts between Muslims and non-Muslims, Muslims and secular forces, or Arabs and non-Arabs, the United States has sided with Muslims and/or Arabs.

Indeed, a new opinion poll finds that British attitudes towards the United States are governed by ignorance of the facts on key issues such as crime, health care, and foreign policy.
*
Considerei o texto que publica muito desinteressante. Crenças há para todos os gostos e o que o site Pajamas Media publica é um chorrilho de irrelevâncias estatísticas.
Baseado na mesma sondagem, eu próprio poderia escrever um texto sobre a Grã-Bretanha ser o país da Europa que mais tem apoiado os EUA (uma crença minha). Chamar-lhe-ia "Americanismo britânico é suportado pelo conhecimento", pela seguinte razão: Na verdade a maior parte dos inquiridos acertou maioritariamente na resposta correcta a 11 questões de um total de 20 e bastaria que eu escolhesse criativamente algumas das que me interessam.

Veja-se o exemplo das emissões de CO2 (assunto que não pode falhar nenhum exercício deste estilo). A pergunta não se refere à Europa, mas sim à maior parte dos países europeus como tendo maior sucesso em reduzir as emissões do que os EUA (induz a resposta). Como se não bastasse, ainda falam num difuso "rate of growth" (quando a pergunta refere um objectivo "reducing") e se suportam num artigo do Wall Street Journal datado de 2006, aparentemente da responsabilidade dos editores (notoriamente conservadores, logo com um bias um bocadinho proeminente para serem citados como factos).
E os factos do WSJ são poucos. O CO2 aparece apenas lateralmente, para dar uma lição de moral à Europa, rebaixar Al Gore, elogiar subsídios de Bush a novas centrais de carvão e obviamente, exaltar as qualidades do mercado.
Para não me basear apenas na crendice, fui à procura de números de fontes oficiais americanas. In fact, no site da Energy Information Administration, podemos ver um gráfico muito interessante (http://www.eia.doe.gov/environment.html) com a tendência de 2006 a 2030. Facilmente se pode comprovar que o decréscimo da taxa de crescimento em 10% não tem a importância que os autores lhe querem atribuir, pelo contrário. As emissões totais dos EUA em 1990 eram 5.017,5 milhões de toneladas; em 2006 totalizaram 5.934,4 milhões de toneladas. Falar nisto como um progresso, já nem é honesto nem desonesto, para mim já é outro planeta, Zorg ou coisa que o valha.
In fact, no site da EPA há um PDF (http://www.epa.gov/climatechange/emissions/downloads/08_Trends.pdf) onde se pode ler claramente logo no primeiro parágrafo: "Overall, total U.S. emissions have risen by 14.7 percent from 1990 to 2006".
Gostaria muito de ler estas mesmas perguntas adaptadas à Europa e respondidas por americanos. E nem era preciso ir para aqueles estados onde pensam que a América Central é o Kansas. Isso sim seria interessante, mas só no sentido piadético do termo.

(José Rui Fernandes)

*

O artigo que citou, além de interessante, mostra até que ponto a educação europeia caiu e a ignorância, não só sobre os USA, dos cidadãos europeusaumentou. Seria interessante um estudo sobre até que ponto estes são presas fáceis da demagogia e propaganda.

Como suplemento, um artigo do Times, onde é reportado apoio de alguns orgãos da Royal Society, uma das mais antigas e prestigiadas associações científicas da Europa, ao ensino do Creacionismo e da verdade literal da cosmogonia religiosa a par da Teoria da Evolução por Selecção Natural. Nem tudo é mau: houve imediatamente respostas indignadas de bons cientistas, mas aqui está a primeira machada no "superior" secularismo europeu relativamente à "barbárie" americana que, na visão dos europeus, permite que o programa das escolas seja ditado por extremistas religiosos.

(João Soares )

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INTERIORES / EXTERIORES: CORES DESTES DIAS

Clicando na fotografia fica na boa dimensão. Para se ver





Cabanas de Viriato. (Sandra Bernardo)





Aveiro. (Jorge Delfim)





Amarante. (José Manuel de Figueiredo)



Milho na Quinta da Cidreira, Fregim, Amarante. (Helder Barros)



Pinheiro em cima de uma casa. (Fernando Torres)





Lisboa ao domingo. (Orlando Nascimento)



Restaurante à beira-mar com a bandeira a desfazer-se.



Cartaz em Armação de Pera. (Luis Campos Braga)



Festival Colombo, Porto Santo. (João Almeida)

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© José Pacheco Pereira
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