ABRUPTO |
![]() semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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30.12.06
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EARLY MORNING BLOGS ![]() 937 - Bien qu'il y ait plusieurs épithètes pour l'esprit ... Un esprit fin et un esprit de finesse sont très différents. Le premier plaît toujours; il est délié, il pense des choses délicates et voit les plus imperceptibles. Un esprit de finesse ne va jamais droit, il cherche des biais et des détours pour faire réussir ses desseins; cette conduite est bientôt découverte, elle se fait toujours craindre et ne mène presque jamais aux grandes choses. Il y a quelque différence entre un esprit de feu et un esprit brillant. Un esprit de feu va plus loin et avec plus de rapidité; un esprit brillant a de la vivacité, de l'agrément et de la justesse. La douceur de l'esprit, c'est un air facile et accommodant, qui plaît toujours quand il n'est point fade. Un esprit de détail s'applique avec de l'ordre et de la règle à toutes les particularités des sujets qu'on lui présente. Cette application le renferme d'ordinaire à de petites choses; elle n'est pas néanmoins toujours incompatible avec de grandes vues, et quand ces deux qualités se trouvent ensemble dans un même esprit, elles l'élèvent infiniment au-dessus des autres. On a abusé du terme de bel esprit, et bien que tout ce qu'on vient de dire des différentes qualités de l'esprit puisse convenir à un bel esprit, néanmoins, comme ce titre a été donné à un nombre infini de mauvais poètes et d'auteurs ennuyeux, on s'en sert plus souvent pour tourner les gens en ridicule que pour les louer. Bien qu'il y ait plusieurs épithètes pour l'esprit qui paraissent une même chose, le ton et la manière de les prononcer y mettent de la différence; mais comme les tons et les manières ne se peuvent écrire, je n'entrerai point dans un détail qu'il serait impossible de bien expliquer. (La Rochefoucauld) * Bom dia! (url) 29.12.06
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20:04
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RETRATOS DO TRABALHO NA GUARDA, PORTUGAL ![]() (Alexandrina Pinto) Etiquetas: trabalho - retratos (url) ![]()
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COISAS DA SÁBADO: OS MITOS SOBRE O YOU TUBE ![]() O You Tube ajudou-nos a “nós” a ficar na imagem do espelho da “pessoa do ano” na revista Time. Os milhões de visionamentos de vídeos do You Tube suscitaram de novo as glórias utópicas da Rede, feita por todos para todos, gratuita e desinteressadamente. Mas o You Tube é um sinal de outras coisas: de uma Rede que cada vez mais vai deixar de ser “escrita” e “lida”, para passar a ser “vista”. É natural que assim seja, é a vista, o sentido da visão que mais em nós manda, quanto mais nós somos “nós”. Já foi assim cá fora com a televisão, será assim lá dentro: a imagem será mais importante que a palavra, quanto maior for o número de pessoas que constitua o “nós” da Rede. No fundo, o You Tube é só um sinal percursor. (url) ![]() (url) ![]()
10:50
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UM INTELECTUAL ORGÂNICO EUROPEU: JOSEPH RATZINGER (BENTO XVI) Olhando para 2006 com os olhos do fim do ano, pequena convenção do tempo, há uma figura intelectual que emerge da Europa, onde hoje elas não abundam: Joseph Ratzinger, o actual Papa Bento XVI. Não é tanto o Papa que me interessa em primeiro lugar, nem são motivos religiosos que me levam a destacar Ratzinger, mas sim o seu papel como intelectual na feitura da Europa como nós a conhecemos e do "Ocidente" como nós já não o conhecemos. Este tipo de aproximação a Ratzinger é provavelmente uma das que mais lhe desagradará, após uma vida a combater uma visão que considerará relativista e positivista e que acaba inevitavelmente por minimizar, na sua análise, o homem de fé que o padre, bispo, cardeal e agora Papa é sem dúvida. Ele próprio resumiu algumas das suas recusas em tomar determinadas posições com a afirmação definitiva: "Se o fizesse, não seria capaz de afirmar o Credo." Neste sítio, onde eu paro, começa Ratzinger. Como intelectual, Ratzinger tem um percurso que pode ser comparado com outros intelectuais europeus do seu tempo e há nele, descontada a vertente mais estritamente teológica, uma comunidade de temas muito próxima, por exemplo, da de George Steiner. O facto de Ratzinger ter desenvolvido a sua actuação essencialmente dentro de um nicho ecológico muito particular, a Igreja católica, obscureceu o seu papel de intelectual propriamente dito, sem por isso deixar de ter na história recente uma importância pouco comparável, porque maior, com a de muitos outros intelectuais com uma "cobertura" mais laica, mais mediática, logo mais próxima do "século". A razão pela qual Ratzinger se tornou mais importante nos dias de hoje, embora a sua influência tenha sido já muita nas últimas duas décadas, tem a ver com um efeito de procura de identidade, que o actual conflito cultural e civilizacional reforçou na Europa. Os textos de Ratzinger, os seus temas e o seu posicionamento, tornaram-se mais centrais nas preocupações culturais, intelectuais e políticas dos dias de hoje, concorde-se ou não com eles. O discurso proferido em Ratisbona foi distinguido com o prémio "Discurso do ano" pelo Departamento de Retórica da Universidade de Tubingen, um dos mais prestigiados da Alemanha. (Informação de Miguel Alves.)Bento XVI não é um Papa como os outros, não chegou ao lugar de Pedro apenas pela sua actuação pastoral, nem sequer pela ascensão dentro da Cúria romana, mas através do seu papel como teólogo, autor de múltiplos livros e artigos académicos na sua área de especialidade, discursos, entrevistas e debates. No mundo cultural do centro da Europa e nos EUA os seus trabalhos são muito conhecidos, partilhando com outros teólogos como Urs von Balthasar, Kung e Barth o lugar cimeiro de uma disciplina não só religiosa, quando o é, mas também académica, ligada em particular à filosofia. Para além disso, Ratzinger exerceu durante um período crucial da história recente da Igreja uma outra função típica de um intelectual, a de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, a instituição sucessora na Igreja católica, do Santo Ofício, da Inquisição. Como defensor da ortodoxia, o que significa também construtor da ortodoxia, Ratzinger oferece um exemplo de uma tradição puramente intelectual, mais próxima do intelectual "orgânico" gramsciano do que do intelectual ao modelo do Zola do J'Accuse, mais conforme com a nossa tradição afrancesada. A formulação da ortodoxia doutrinária é uma tarefa que contém elementos punitivos, mesmos nos nossos dias, a começar pela retirada da autorização a um teólogo da missio canonica que o impede de ensinar nas cátedras universitárias que dependem da aprovação da Igreja, como acontece com muitas universidades alemãs onde os departamentos de Teologia católica exigem essa autorização. Hans Kung foi uma das vítimas desta situação. O mesmo aconteceu com outras formas de punição, como a obrigação de silêncio, a retratação pública, a retirada do imprimatur a livros publicados e outras. Ratzinger foi o inquisidor, mas não foi o grande inquisidor com que muitos hoje o classificam. Na verdade, a maioria das posições doutrinais que teve que defender eram há 50 anos consideradas tão fundamentais para a fé católica que ninguém pensaria contestá-las e permanecer católico. Neste duplo sentido da sua acção intelectual, Ratzinger acompanha muito proximamente os tempos, mesmo que a partir de uma dada altura o faça em contraciclo, contra as tendências do "século". É exactamente este contraciclo que o torna interessante na procura de identidade europeia que começou com a crise do comunismo e depois da União Europeia e se acentuou face ao crescente número de conflitos com o islão fundamentalista e a aparição de uma Europa na qual religiões não cristãs e uma alteridade cultural mais agressiva começam a assumir um peso significativo. A Igreja católica foi uma das construtoras da Europa e do "Ocidente", e, mesmo com todas as ambiguidades da sua história e sem pôr em causa as sociedades "descrentes" dos nossos dias, é natural que aquilo que era um pensamento fora do mainstream europeu começasse a migrar de novo para um centro onde sempre esteve. O interesse por Ratzinger vem daí, mesmo pelo Ratzinger inquisidor. Uma anedota corrente sobre Ratzinger, o "Cardeal Panzer", como lhe chamam alguns dos seus críticos, envolve os três teólogos: Ratzinger, Hans Kung e Karl Barth. Viajavam no mesmo avião para a o Vaticano. O avião caiu e todos apareceram diante de S. Pedro (há uma versão com Cristo no lugar de S. Pedro). S. Pedro sai do seu gabinete e chama Karl Barth; "vem aqui...". Durante uma hora, ouvem-se gritos e barulho e depois Barth sai a chorar dizendo: "Ó, como é que eu pude cometer tal erro de doutrina!". A seguir vai Kung e durante cinco horas ouvem-se gritos e coisas a partirem-se, até que sai dizendo: "Ó, como é que eu pude ser tão tonto!". Chega a vez de Ratzinger. Oito horas de reunião, silêncio. Então a porta abre-se e sai S. Pedro a chorar como um bebé, dizendo: "Como é que eu pude ter sido tão enganado!"No início da sua carreira, como peritus dos cardeais alemães no Vaticano II, Ratzinger distinguiu-se como um progressista que apoiou muitas das medidas inovadoras do Concílio. Nos seus comentários aos documentos do Concílio, alguns dos quais ajudou a escrever nos bastidores, foi claro na defesa de uma renovação da Igreja, mas rapidamente foi aumentando as reservas sobre os efeitos que as inovações conciliares traziam ao catolicismo e passou de reformador a conservador. Os eventos de Maio de 1968, que viveu directamente na universidade alemã, assim como o crescimento da "teologia da libertação" na América Latina, levaram-no para um caminho de muito maior prudência e acabaram por o tornar no principal opositor dentro da Igreja à multiplicidade de inovações teológicas, litúrgicas e eclesiais que pulularam a partir da década de 70. Aumentando a sua influência no pontificado de João Paulo II, de que era o alter ego doutrinário, Ratzinger acabou por ser a voz da ortodoxia em todas as questões "fracturantes" da Igreja: papel da mulher no sacerdócio, moral sexual, "democracia" ao modelo oriental dos sínodos versus autoridade da Cúria Romana, infalibilidade papal, diálogo inter-religioso, relações com as sociedades laicas do Ocidente. Ao pensar sobre todas estas matérias, Ratzinger deixou escritos sobre questões morais, religiosas, teológicas, filosóficas, culturais, que, independentemente da crença religiosa de cada um, suscitam problemas muito actuais da acção política, ancoradas em velhas tradições intelectuais europeias. Por exemplo, na sua condenação da "teologia da libertação", nos seus textos contra Leonardo Boff e outros teólogos sul-americanos, Ratzinger travou a dissolução de um acervo doutrinal mais vasto do que a instituição da Igreja em si, que na realidade punha em causa a dignidade da pessoa humana, e a correlativa responsabilidade individual, substituindo-a por uma culpabilidade social baseada numa versão abastardada do marxismo e na apologia da violência. Ratzinger, que achava que os teólogos da libertação tinham "lido teologia alemã a mais", referindo-se a colegas e discípulos seus cujas posições tinham influenciado os latino-americanos, atacou doutrinariamente com veemência os seus defensores não só em pontos de política, como de filosofia e teologia. Ao se lerem esses textos hoje, à luz do fim do comunismo e do que se sabe das experiências latino-americanas, percebe-se a razão de Ratzinger e a solidez do seu corpo doutrinário. O Público a 24 de Dezembro publicou uma entrevsita de António Marujo a Johann Baptist Metz, um dos teólogos alemães que influenciaram a "teologia da libertação" que refere o papel da sua experiência da guerra e do Holocausto como fonte para a sua teologia política:(Continua.) (No Público de 28 de dezembro de 2006) Etiquetas: Bento XVI, Igreja, Joseph Ratzinger (url) ![]()
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EARLY MORNING BLOGS ![]() 936 - ... a very proud Farmer at Rye-gate... Said a very proud Farmer at Rye-gate, (Anecdotes and Adventures of Fifteen Gentlemen, atribuído a Richard Scrafton Sharpe, e os desenhos a Robert Cruikshank.)
* Bom dia! (url) 28.12.06
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Actualizadas as notas LENDO, VENDO, OUVINDO , ÁTOMOS E BITS de 26 de Dezembro de 2006 e PERGUNTAS ENTRE O ESPAÇO E O CIBERESPAÇO 8 (url) ![]() (url) ![]()
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RETRATOS DO TRABALHO NA PRAIA DE SANTA CRUZ - TORRES VEDRAS, PORTUGAL ![]() (Frederico Fonseca) Etiquetas: trabalho - retratos (url) ![]()
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EARLY MORNING BLOGS
![]() 935 - Romance del Prisionero Que por mayo era por mayo, cuando hace la calor, cuando los trigos encañan y están los campos en flor, cuando canta la calandria y responde el ruiseñor, cuando los enamorados van a servir al amor; sino yo, triste, cuitado, que vivo en esta prisión; que ni sé cuando es de día ni cuando las noches son, sino por una avecilla que me cantaba al albor. Matómela un ballestero; déle Dios mal galardón. * Bom dia! (url) 27.12.06
![]() (url) 26.12.06
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16:05
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PERGUNTAS ENTRE O ESPAÇO E O CIBERESPAÇO 8 Texto em movimento, V. 1(Actualizadas) 8. A pergunta do Coelho Branco na Alice no País das Maravilhas (Continuação) Marcadores do tempo no espaço / ciberespaço. O tempo no ciberespaço é "biológico" e catastrófico. O quadro em baixo é o do número de blogues seguidos pelo Technorati e a ponta da linha ainda não descansou em qualquer planalto. O mesmo acontece com o gráfico do crescimento da Internet. Gráficos assim retratam normalmente actividade biológica, infecções, epidemias, momentos que precedem catástrofes, a queda de um avião, o colapso de uma ponte, a ruptura de uma estrutura. O ciclo de desenvolvimento do ciberespaço é muito parecido com o da infestação do escaravelho do pinheiro (Dendroctonus ponderosae), um exemplo, entre muitos, de um ciclo biológico rápido. ![]() Haverá também nesta aceleração um momento de colapso? Certamente. A nossa percepção da "rapidez" vem do cada vez maior confronto entre o tempo biológico e o modo como o "lemos" psicologicamente face ao tempo do mundo. Quanto mais rápido é o tempo, menos o controlamos e de mais máquinas precisamos para o controlar (mais à frente voltamos a este ponto). Haverá um momento de ruptura quando o tempo do mundo (do espaço e do ciberespaço) for impossível de acompanhar pelos sentidos. Já não o acompanhamos pela Razão - não há tempo para pensar, não se pára para pensar num mundo afectivamente envolvente e apressado - mas ainda o fazemos pelo Pathos. Até breve. Até já. Já.De há duzentos anos para cá, vivemos assim no mundo ocidental, o que traz os relógios mais acelerados. De há uns dez anos para cá, vivemos ainda mais depressa dentro da Rede, onde tudo muda muito rapidamente. Quando se está no meio da curva ascendente o tempo é sempre rápido, tudo se transforma à nossa volta, a memória encurta-se, falta-nos tempo como ao Coelho Branco da Alice no País das Maravilhas. Para se parar o tempo, é preciso uma grande violência e só se consegue por breves momentos, antes de ele começar a correr como o Coelho, fugindo-nos. Lembramo-nos? Quase nada. Arquivamos, mais do que recordamos, e depois não vamos aos arquivos. Tudo é rápido: a Moda. No espaço, e ainda mais depressa no ciberespaço, as imagens retratam a velocidade da mudança. Para vermos a rapidez do tempo nos nossos dias, a Moda pode servir de marcador. Identificamos um filme no tempo, por década, com facilidade, pelo modo como se vestem as personagens, pelos toucados das senhoras, pelo cabelo dos homens, pelas cores dominantes, pela quantidade de pele à vista. A Moda também existia no passado, mas era muito lenta, arrastava-se por centenas de anos sem grandes novidades. Trinta anos separam este vestido de Schiaparelli das roupas de Mary Quant, mas nós somos capazes de perceber que o primeiro entra, usando a classificação do correio do GMail, no "Mais Antigas" e o segundo no "Antigas". Ambas são imagens do século passado. ![]() ![]() ![]() São as mulheres portadoras de um tempo da Moda mais rápido do que o dos homens? Tudo indica que sim, pelo menos nos últimos cinquenta anos. A roupa das mulheres envelhece mais depressa, precisa de mudar mais vezes, marca com os seus sinais um tempo mais curto. É um dado cultural que pode vir, ou estar a, mudar, mas que para já é um facto. * Os gráficos que apresentou o que têm em comum é a mesma função matemática, neste caso uma exponencial crescente. A função exponencial é a que descreve o tipo de fenómenos em que a taxa de crescimento de uma quantidade, num dado momento, é proporcional à própria quantidade já existente nesse momento. Matematicamente isso representa-se por uma (assim chamada) “equação diferencial de 1ª ordem”. ANEXOS E COMENTÁRIOS 6. A pergunta de Clausewitz Ver ![]() C.E. Wood, Mud. A Military History sobre o "General Lama", uma variante do "General Inverno". 7. A pergunta do Coelho Branco na Alice no País das Maravilhas Conversar s/ o tempo em tempo de Natal, não deixa de ser curioso, até porque as iconografia de Natal é se calhar também um bom marcador da aceleração do tempo. E pessoalmente dou-me mal com a “orgia” em que o Natal se tornou. Já não há tempo p/ o gozar. Quando o seu leitor diz que estamos mais libertos do relógio (e de facto há gente que já não usa relógio de pulso, ou seja já não usa um aparelho cuja exclusiva utilidade é medir o tempo) está a esquecer o factor “acelerador” que a dita liberdade traz. E por consequência uma nova forma de dependência. Já não há horas. As noticias são cada vez mais instantâneas, não só no sentido temporal como no sentido mousses Alsa. Basta ver alguns erros de Português nas noticias on-line ou de rodapé televisivo p/ perceber que o instantâneo ganhou ao produzido. Deixamos de ser escravos do relógio mas, qual atleta de uma qualquer corrida, mas passámos a ser escravos do cronometro. Antigamente éramos escravos das horas dos telejornais e das edições do jornais, hoje somos escravos permanentes dos cronómetros dos alertas de noticias on-line. Isto se quisermos estar a par do mundo. E no mundo do trabalho em geral esta “liberdade” está a destruir as fronteiras do tempo pessoal e do tempo profissional. E é este ultimo que está claramente a ganhar terreno. Claro que também existem vantagens ao nível pessoal, mas o resultado global não está a ser favorável à vida pessoal. Pegando no exemplo do seu leitor, “quando terá o professor tempo p/ a sua vida pessoal?”. Etiquetas: blogosfera, ciberespaço, Margarida Rebelo Pinto, moda (url) ![]()
11:08
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![]() VENDO OUVINDO ÁTOMOS E BITS de 26 de Dezembro de 2006 Dois "You" mais parecidos do que se pensa. Voltarei aqui. ![]() ![]() * O outro lado das livrarias no Natal nesta nota do Indústrias Culturais: "Na semana passada, quando apresentava o livro Televisão: das audiências aos públicos aos meus alunos, descobri que o livro ainda não estava nas livrarias. Manifestei o meu espanto, pois o livro tivera apresentação pública a 14 de Novembro. Inquiri editora e distribuidora. E conclui o seguinte: em Novembro e Dezembro as livrarias não querem livros deste tipo. Ou seja: a cadeia de valor do livro fica emperrada no final do ciclo, junto aos leitores. É que as livrarias reservam o seu espaço para livros-álbum ou romances de "sucesso", à espera das vendas de Natal. O que contrai ainda mais o ciclo de um livro de ciências sociais. Janeiro, Julho, Agosto, Novembro e Dezembro são meses para esquecer. Por o público não afluir às livrarias por férias (Julho e Agosto), ou esgotamento dos plafonds para a cultura (Janeiro) ou, ainda, por má vontade dos livreiros. " * Mais "You": (url) ![]() (url) ![]()
09:55
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 934 - Discurso ao Príncipe de Epaminondas, mancebo de grande futuro Despe-te de verdades das grandes primeiro que das pequenas das tuas antes que de quaisquer outras abre uma cova e enterra-as a teu lado primeiro as que te impuseram eras ainda imbele e não possuías mácula senão a de um nome estranho depois as que crescendo penosamente vestiste a verdade do pão a verdade das lágrimas pois não és flor nem luto nem acalanto nem estrela depois as que ganhaste com o teu sémen onde a manhã ergue um espelho vazio e uma criança chora entre nuvens e abismos depois as que hão-de pôr em cima do teu retrato quando lhes forneceres a grande recordação que todos esperam tanto porque a esperam de ti Nada depois, só tu e o teu silêncio e veias de coral rasgando-nos os pulsos Então, meu senhor, poderemos passar pela planície nua o teu corpo com nuvens pelos ombros as minhas mãos cheias de barbas brancas Aí não haverá demora nem abrigo nem chegada mas um quadrado de fogo sobre as nossas cabeças e uma estrada de pedra até ao fim das luzes e um silêncio de morte à nossa passagem (Mário Cesariny) * Bom dia! (url) 25.12.06
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11:00
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EARLY MORNING BLOGS ![]() 933 - De la confiance Bien que la sincérité et la confiance aient du rapport, elles sont néanmoins différentes en plusieurs choses: la sincérité est une ouverture de coeur, qui nous montre tels que nous sommes; c'est un amour de la vérité, une répugnance à se déguiser, un désir de se dédommager de ses défauts, et de les diminuer même par le mérite de les avouer. La confiance ne nous laisse pas tant de liberté, ses règles sont plus étroites, elle demande plus de prudence et de retenue, et nous ne sommes pas toujours libres d'en disposer: il ne s'agit pas de nous uniquement, et nos intérêts sont mêlés d'ordinaire avec les intérêts des autres. Elle a besoin d'une grande justesse pour ne livrer pas nos amis en nous livrant nous-mêmes, et pour ne faire pas des présents de leur bien dans la vue d'augmenter le prix de ce que nous donnons. La confiance plaît toujours à celui qui la reçoit: c'est un tribut que nous payons à son mérite; c'est un dépôt que l'on commet à sa foi; ce sont des gages qui lui donnent un droit sur nous, et une sorte de dépendance où nous nous assujettissons volontairement. Je ne prétends pas détruire par ce que je dis la confiance, si nécessaire entre les hommes puisqu'elle est le lien de la société et de l'amitié; je prétends seulement y mettre des bornes, et la rendre honnête et fidèle. Je veux qu'elle soit toujours vraie et toujours prudente, et qu'elle n'ait ni faiblesse ni intérêt; je sais bien qu'il est malaisé de donner de justes limites à la manière de recevoir toute sorte de confiance de nos amis, et de leur faire part de la nôtre. (La Rochefoucault) * Bom dia! (url) ![]() (url) 24.12.06
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12:26
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O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: VIOLÊNCIA É VIOLÊNCIA É VIOLÊNCIA ![]() Entendo que se divulgue mais a violência doméstica, normalmente abafada e sofrida em silêncio, e se incentive as/os agredidos a sairem do seu sofrimento. Mas quanto à Lei, ela é clara: a violência é crime, e deve ser punida sem excepções! (Vieira Pinto) (url) ![]() (url) ![]()
09:48
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EARLY MORNING BLOGS ![]() 932 - Les passions ont une injustice et un propre intérêt... La durée de nos passions ne dépend pas plus de nous que la durée de notre vie. La passion fait souvent un fou du plus habile homme, et rend souvent les plus sots habiles. Ces grandes et éclatantes actions qui éblouissent les yeux sont représentées par les politiques comme les effets des grands desseins, au lieu que ce sont d'ordinaire les effets de l'humeur et des passions. Ainsi la guerre d'Auguste et d'Antoine, qu'on rapporte à l'ambition qu'ils avaient de se rendre maîtres du monde, n'était peut-être qu'un effet de jalousie. Les passions sont les seuls orateurs qui persuadent toujours. Elles sont comme un art de la nature dont les règles sont infaillibles; et l'homme le plus simple qui a de la passion persuade mieux que le plus éloquent qui n'en a point. Les passions ont une injustice et un propre intérêt qui fait qu'il est dangereux de les suivre, et qu'on s'en doit défier lors même qu'elles paraissent les plus raisonnables. Il y a dans le coeur humain une génération perpétuelle de passions, en sorte que la ruine de l'une est presque toujours l'établissement d'une autre. Les passions en engendrent souvent qui leur sont contraires. L'avarice produit quelquefois la prodigalité, et la prodigalité l'avarice; on est souvent ferme par faiblesse, et audacieux par timidité. Quelque soin que l'on prenne de couvrir ses passions par des apparences de piété et d'honneur, elles paraissent toujours au travers de ces voiles. Notre amour-propre souffre plus impatiemment la condamnation de nos goûts que de nos opinions. (La Rochefoucault) * Bom dia! (url)
© José Pacheco Pereira
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