O Abrupto teve hoje alguns pequenos trabalhos de manutenção. Passou a ter uma entrada de "procura", que não é a ideal mas ajuda e não altera muito o aspecto minimalista da página activa. Comecei a actualizar "etiquetas", incluindo os poetas dos "early morning". Cerca de 300 notas foram "etiquetadas" e o trabalho continuará sempre que possível. Também não desisti de ir, pouco a pouco, recuperando as imagens perdidas por incompetência do Blogger.
Graças aos seus leitores o Abrupto continua de excelente saúde, isto para usar a fórmula com que a NASA começa os comunicados sobre a sonda Cassini. Continua no topo de todas as medições e de todos os rankings, situação que mantém quase ininterruptamente há quatro anos, caminha para os sete milhões de visitas e para os oito milhões de page views, e tem um Page Rank no Google de 5. Centenas de leitores, centenas mesmo, colaboraram com textos e fotografias, enviados de todo o mundo. O Abrupto tem leitores fiéis na Europa, no Brasil e nos EUA, e em mais de 100 países vem cá gente com alguma regularidade, embora eu não me iluda muito com as estatísticas dos leitores de Madagáscar. Esta nota já muito desactualizada dá uma ideia do que o Abrupto deve aos seus leitores.
Tudo isto sem comentários abertos, um dos meios mais fáceis para obter "audiências", nem os truques técnicos que abundam hoje, usados por conselheiros especializados de como se sobe nas listas, como se falsificam rankings, listas e lugares no Google . Esta situação do Abrupto incomoda muita gente, que utiliza todos os truques do ofício para arranjar listagens com critérios "subjectivos" que forneçam rankings diferentes, que misturam blogues genuínos com falsos blogues pornográficos, na maioria dos casos com o evidente objectivo de evitar que o Abrupto apareça sempre nos primeiros lugares. Quando os instrumentos de medida que permitem comparar blogues, como o Page Rank, o Google Analytics ou o Technorati, teimam em colocar o Abrupto à frente, atacam os mensageiros, que "como todos sabem, não prestam". A prática deliberada de muitos blogues de fazerem ligações a tudo menos ao Abrupto assim como de citar sem "ligar", tem as suas consequências: o Abrupto é muito mais citado do que "ligado", como se verifica quando se faz uma procura pelo nome do blogue ou do seu autor. Porém, como os milhares de leitores quotidianos do Abrupto estão fora destes pequenos círculos interiores da blogosfera, o blogue continua de boa saúde e recomenda-se. No entanto, não precisam de se afadigar tanto, a lei das coisas é que tudo o que sobe tem que descer e é só esperarem sentados.
Há, no entanto, várias coisas que estão mal. Umas dependem muito da minha disponibilidade, do tempo, outras resultam de não conseguir fazer melhor. O Abrupto é um blogue de uma pessoa só e isso faz com que haja dias vazios e dias de recurso. Depois há outras coisas que estão mal e precisam de ser melhoradas quer do ponto de vista gráfico, quer do conteúdo, quer técnico, das funcionalidades do blogue. À medida que puder tentarei fazer corresponder o Abrupto à dedicação e interesse dos seus leitores.
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: MOMENTOS EM TEMPO REAL EM AGOSTO
QUANDO
Fim da tarde, por volta das 20 horas, ao anoitecer, hoje à tarde, ao anoitecer, ao amanhecer, hoje, hoje, hoje, agora, hoje, hoje, hoje, à noite, esta manhã, hoje, hoje de tarde, fim da tarde, hoje, manhã de hoje, hoje, ao pôr do Sol, ao fim da tarde, agora, ontem à noite, ao fim da tarde, hoje à tarde, há minutos, pela manhã, esta tarde, durante o contra-relógio, ao anoitecer no Funchal, hoje à tarde, hoje, pelo fim da tarde, à noite, hoje, nascer do Sol, pôr de sol, manhã, final de tarde, ao anoitecer, de noite, agora, depois de uma trovoada, fim de tarde, hoje à tarde, à noite, há uma hora, ao anoitecer, hoje à noite, hoje, ao meio-dia, hoje, ao anoitecer, agora.
ONDE
Largo de S. Gonçalo Amarante, Sines, Penoita (Vouzela), Cala de Binibeca, Ilha de Menorca, Espanha, Lisboa, Funchal, Amarante , Vila do Conde, Caxinas, Lisboa, Vale Boi, Sagres, Amarante, Largo do Rossio, Cem Soldos, Tomar, Ilha do Pico vista de avião, Ilha das Flores, Ilha do Corvo vista do Mar, Marginal de Maputo, Departamento de cirurgia cardíaca, Brigham's and Womens Hospital, Boston, MA, USA, São João da Ribeira, Rio Maior, Rio Olo, linha do Vouga em Vouzela, Aldeia da Pena (S. Pedro do Sul), janela de café, Porto Serra de S. Macário do Rio Douro, em frente à aldeia de Covelinhas, Setúbal, Amarante, estrada entre Ribeira e Galamares, nos estaleiros Samuel e filhos em Vila do Conde, Termas de S. Pedro do Sul, Porto - Parque da Cidade, Porto- Pavilhão da água, num banco do jardim de S. Amaro, Tejo visto do Lux, praia das Caxinas, Vila do Conde, Motrinos, Monsaraz, Alentejo, Pena vista do Atlântico, áreas menos conhecidas da aldeia de Monsanto, Allgarve, Cabanas de Tavira, Caxinas, Vila do Conde, Armação de Pêra, Algarve, Marvão, Porto Santo, Viseu e Guarda, Castro Daire, Satão, Sabugal, Santa Maria da Feira, Outão visto de barco, Torreira – Murtosa, Praia das Maçãs, Praia do Guincho, Freguesia de Telões, Amarante, Matosinhos, Gulbenkian, Alcochete, Ria de Aveiro, Lisboa, Amarante, Lisboa, Alcochete, Cabrela, Rampa Alta, Amarante, Oeiras, Sabugal, Faro, Praia da Aguda, Estrada Nacional 1, Evoramonte, Alentejo, Caldas da Rainha, Ceuta, Malta, Portalegre, no Portugal profundo, Alcochete, Moledo do Minho, Figueira da Foz, Denver CO, USA, Portugal a 40°51'40.22"N 8° 7'2.13"W , Drave, perto da Serra de S. Macário, a Barra (Ilhavo) vista do navio museu Santo André em Aveiro, Almada, Tatton Park, Cheshire, Inglaterra, Lisboa, Oeiras, Funchal, Viseu, Funchal, Lisboa, Vouzela, Régua, aeroporto de Mavalane (Maputo), Monsanto, Vila Nova da Cerveira, Monsanto, Murtosa, Gralha, Zoo de Lisboa, Vila Nova de Cerveira, Amarante, Tulln (Áustria), pequena cidade na margem do Danúbio, a 34Km de Viena, junto ao Tejo, em Alcochete, Resende, Casa de Mateus, junto ao Rio Erges (Segura – Idanha-a-Nova), Alto Minho, Interlaken, na Suiça, Belmonte, Caracas e o Ávila vistos à distância, Alexanderplatz, Berlim, Fregim, Amarante, Marão e Aboboreira, Oceanário, Vila Nova de Cerveira, foz do rio Minho, Amarante vista ao longe, de Fregim, no Sado, Caxias, S. Martinho do Bispo, S. Gonçalo, Amarante, na árvore, Lisboa, Trafaria, Setúbal, Lisboa vista das Belas-Artes, Bencanta, sobre o Sado, na baía do Funchal, Rio, Fregim, Amarante, sobre o Rio Douro, Cabo Verde (Santiago).
O QUÊ
Banco de pedra, com painel de azulejo, fios, actividade do aeroporto, lua vista de uma varanda, praia, num jardim, vinha de vinho verde, Ilha do Pico vista de avião, lagoa, Ilha do Corvo vista do mar, mural "Ode a Samora Machel", com 700 metros, que o pintor moçambicano Naguib está a executar, rebanho abrigando-se da canícula, noite lisboeta, antiga ponte do comboio da linha do Vouga, aviso ao caçador numa janela de café, margem esquerda do Rio Douro, reparando a traineira "Direito à Vida", estátua de Pascoaes, doces fálicos de S. Gonçalo Amarante, diz a tradição que donzela que os coma, tem a fertilidade garantida, réplica da nau quinhentista única no País, passagem do tempo por um banco do jardim de S. Amaro, navios, praia das Caxinas, igreja, Pena, montra de confeitaria, procissão, Feiras, Feira Medieval, um enxame de abelhas selvagens, piscina de mar, “O vento a dar-lhe forte no verão, estrada municipal, fim do concerto, barcos, primeira luz da manhã, monumento evocativo da grande cheia do Tâmega, Trompe l'oeil, não é uma casa mas um barco, portas e janelas, rua ornamentada para a Festa, carro vassoura da volta a Portugal em Bicicleta 2007 a fechar o pelotão de ciclistas, obras no Largo 10 de Outubro, cavalo, a antiga e muitas vezes degradada Nacional 1, paredes, Estação Marítima, teatro, azulejos, uma festa, pequenos grandes leitores, no início das festas populares, largada do toiro, Forte da Ínsua, nos Jardins Botânicos, a Barra, Cristo-Rei, jardim japonês, monumento, chuva, estátua de David Mourão-Ferreira, jardim Monte Palace, ciclista "às voltas" durante o contra-relógio..., sol nas Desertas, o início de uma procissão, aviso, “Cabeçudos” anunciando a festa popular, mais um camião de tomate pelo fim da tarde, praia deserta, praia, o elefante já não toca o sino no Zoo, feira do livro, Bienal Internacional das Artes, bar/ discoteca (Mythos), barcos, barcos, venda de cebolas, uvas, placa, amoras, peixes, crenças na Feira Medieval do Artesão, o 1º prémio da Bienal das Artes de Vila Nova de Cerveira, o céu, a lua, guindastes, casa, um raro sinal, partindo, terminada a pesca é preciso guardar o motor, arco-íris, lua na baía, flores de Agosto, pássaros de verão, chove, finalmente.
Actualizadas as notas LENDO / VENDO / OUVINDO ÁTOMOS E BITS de 13 e 15 de Março de 2007 .
Um número elevado de contribuições para a série ESPAÇOS ONDE SE PODE RESPIRAR , vindas de muitos leitores em Portugal e do estrangeiro, explica a lentidão da publicação das fotos escolhidas .
Foram feitos pequenos arranjos no Abrupto, resultado ainda da migração para o novo Blogger. Os arquivos foram recolocados em linha, com a colaboração de alguns leitores (saliento a ajuda de Daniel Marques, entre outros), e foi corrigido um erro na datação de uma nota para 1990 (erro do Blogger). Subsiste a falta de muitas imagens no arquivo, resultado do modo como o Blogger tentou erradicar o falso Abrupto o ano passado, mas pouco a pouco serão repostas.
A chegar aos seis milhões de pageviews e aos quatro milhões e meio de visitas, o Abrupto continua de boa saúde e recomenda-se. Aos seus leitores o deve.
Que não é intendência: muito obrigado pelas muitas e muitas mensagens enviadas na noite do referendo e que não puderam ser publicadas. Apesar da rapidez da noite do referendo, o Abrupto atingiu cerca de sete mil visitas e dez mil pageviews, pelo contador mais conservador.
O correio continua com o problema crónico de não ser respondido a tempo e, nalguns casos, nunca ser respondido, o que é uma má educação da minha parte que só tem desculpa por ser muito, algumas mensagens exigindo uma resposta detalhada. Seja como for é todo lido e tido em consideração, sem excepção.
Algum correio vai sem razão alguma para a junk mail do Outlook onde o recupero muitas vezes só uma semana depois. O Outlook do Office 2007 continua a ser o programa com maiores problemas na migraçaõ para a última versão, embora tenha observado alguma ligeira corrupção de dados no Access (deslocação do conteúdo de entradas de umas para as outras numa tabela), o que é muito mais preocupante e nunca aconteceu nas versões anteriores.
A maioria das últimas notas publicadas foram actualizadas com contribuições dos leitores do Abrupto, pelo que não vale a pena estar a nomeá-las uma a uma.
O Abrupto tem um mês . Teve nas últimas três semanas trinta mil “pageviews” ( os contadores divergem um pouco para mais ou para menos , alguém me pode dizer qual lhe parece o mais fiável ? ) , foi saudado , referido , comentado e atacado em dezenas de outros blogs , e , na bolsa virtual dos blogs , as “acções” subiram de 0.25 cêntimos , para 20.86 dólares . É certamente o efeito da novidade , e passará , mas quem escreve ou dá a sua opinião , gosta de ser lido . O resto é hipocrisia .
A modo de agradecimento a todos , o Abrupto , fá-lo com mais um poema de Sá de Miranda , sob cuja égide começou :
Comigo me desavim,
Vejo-me em grande perigo;
Não posso viver comigo,
Não posso fugir de mim.
Antes que este mal tivesse,
Da outra gente fugia.
Agora já fugiria
De mim se de mim pudesse.
Que cabo espero ou que fim,
Deste cuidado que sigo,
Pois trago a mim comigo,
Tamanho imigo de mim.