| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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14.10.06
INTENDÊNCIA
Actualizadas as notas O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: MAIS CENSURA e POR QUE RAZÃO A DEMOCRACIA TEM MEDO DE SALAZAR? Versão 2.0. (url) NUNCA É TARDE PARA APRENDER: OS MALEFÍCIOS DA LEITURA — Se o rapaz souber ler — argumentava triunfantemente o idiota — assim que chegar a idade, às duas por três, fazem-no jurado, regedor, camarista, juiz ordinário, juiz de paz, juiz eleito. São favas contadas. Depois, enquanto ele vai à audiência ou à Câmara, a Cabeçais, daqui uma légua, os criados e os jornaleiros ferram-se a dormir a sesta de cangalhas à sombra dos carvalhos, e o arado fica também a dormir no rego. E ademais, isto de saber ler é meio caminho andado para asno e vadio. E citava exemplos, personalizando meia dúzia de brejeiros que sabiam ler e eram mais asnos e vadios que os analfabetos. (Camilo Castelo Branco, Vulcões de Lama) (url) RETRATOS DO TRABALHO EM TÓQUIO, JAPÃO
Vidente Japonês que lê a sina (em Inglês ou Japonês) com a ajuda de fato, gravata e computador. Aos Domingos no parque de Ueno, Tóquio. (Antonio Rebordão) (url) PARA SE COMPREENDER O PORTUGAL DE SALAZAR E O PORTUGAL QUE FEZ SALAZAR 2 Do boletim confidencial dactilografado da Direcção Geral dos Serviços de Censura à Imprensa - Boletim Diário de Registo e Justificação dos Cortes , secção "Questões de ordem moral", 10 de Junho de 1935: ![]() (url) EARLY MORNING BLOGS ![]() 885 - Home I didn't know I was grateful for such late-autumn bent-up cornfields yellow in the after-harvest sun before the cold plow turns it all over into never. I didn't know I would enter this music that translates the world back into dirt fields that have always called to me as if I were a thing come from the dirt, like a tuber, or like a needful boy. End Lonely days, I believe. End the exiled and unraveling strangeness. (Bruce Weigl) * Bom dia! (url) 13.10.06
RETRATOS DO TRABALHO EM LISBOA, PORTUGAL Trabalho " invisível " nos areoportos, a limpeza dos aviões, feita por trabalhadoras contratadas a empresas "especializadas ". Uma breve pausa antes da limpeza do avião. (Joaquim Antunes) Etiquetas: trabalho - retratos (url) COISAS SIMPLES
![]() (Giorgio Morandi) (url) O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: O ENGRAÇADISMO CHEGOU AO GOOGLE
Novos conceitos de entretenimento, no Google, Portugal, hoje. (Gil Coelho) (url) O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: MAIS CENSURA ![]() Não tem nada a ver com Salazar, mas já que no Abrupto se fala de censura, gostaria de relembrar aqui uma lei que a Assembleia Nacional francesa aprovou ontem: a partir de hoje, e caso a dita lei siga o seu percurso até à aprovação final, qualquer cidadão francês que negue a existência do genocídio arménio, cometido pelos otomanos, poderá ser pesadamente multado ou até preso. Numa altura em que mais do que nunca é necessário que a Europa demonstre o orgulho que tem, ou deveria ter, na aquisição que se deseja definitiva de uma total liberdade de expressão, a Assembleia francesa resolveu dar este presente a quem a ela não está habituado e nem deseja estar. Estou certo de que o presente será devidamente apreciado. É mais uma vitória do "políticamente correcto" (neste caso também eleitoralmente conveniente) em direcção a uma censura que se acha virtuosa por supostamente defender causas humanistas. E sem sequer perceber (ou não querendo) que fazer esta lei para o genocídio arménio e não fazer para todos os outros que se passaram e passam pelo nosso planeta, é de uma incoerência total; e que, se se quiser ser coerente a lei terá de ser contra o negacionismo de todo e qualquer genocídio; e, se for esse o caso, em quantos anos prescreve o crime? é que ainda há muita gente viva que negou durante muito tempo os crimes de Estaline. A não ser que não sejam genocídio... (João Tinoco) * Não resisto a comentar a questão do reconhecimento do genocídio arménio: (url) PARA SE COMPREENDER O PORTUGAL DE SALAZAR E O PORTUGAL QUE FEZ SALAZAR 1 Já que se está a discutir a questão de Salazar como "grande português", o que ele fez e o que ele deixou de herança, vale a pena combater a falta de memória (e de saber...) que domina o nosso espaço público, publicando alguns documentos originais e inéditos sobre o principal mecanismo de conformidade do Estado Novo, a censura. A censura definia como se podia pensar e quais os limites ao que se podia dizer. E a PIDE assegurava que uma atmosfera de medo estava presente nesses limites. A combinação foi particularmente eficaz e teve longo tempo para se consolidar e "formatar" tudo. Não tem comparação com nenhum país europeu do século XX quer na forma, quer no conteúdo e talvez apenas na continuidade possa ser comparada à URSS. Os exemplos que publicarei no Abrupto terão origem no boletim confidencial dactilografado da Direcção Geral dos Serviços de Censura à Imprensa - Boletim Diário de Registo e Justificação dos Cortes e serão por regra apenas da secção "Questões de ordem moral". O exemplo de hoje é de 31 de Agosto de 1935: ![]() (url) POR QUE RAZÃO A DEMOCRACIA TEM MEDO DE SALAZAR? Versão2.0 A RTP vai realizar uma espécie de concurso reality show intitulado Os Grandes Portugueses, que inclui como prato principal a escolha pelo voto dos "portugueses" da personalidade preferida de toda a nossa história. Coloquei entre aspas os "portugueses", porque do que aqui se trata é dessa interessante figura televisiva, criada por Teresa Guilherme no programa Big Brother para designar aqueles portugueses que estavam dispostos a telefonar, numa chamada, naturalmente com valor acrescentado, a escolher a personagem da "casa" que iriam pôr fora. Os "portugueses" telefonistas ou internetianos são o subgrupo activo das "audiências" e funcionam nesta espécie de teatro mediático do real que são os reality shows como a personificação simbólica do povo. Para ajudar os "portugueses" na sua escolha a RTP preparou uma "lista de sugestões" que incluía nomes que só com absoluta surpresa e estupor poderiam passar por personalidades centrais da nossa história milenária: Adriano Correia de Oliveira, Ana de Castro Osório, Catarina Eufémia, Durão Barroso, Gageiro, Fernando Nobre, Joaquim de Almeida, para além do lote na moda de futebolistas e treinadores. Não sei bem o que passa pela cabeça de alguém que possa achar que o português mais importante de sempre seja o actor Joaquim de Almeida, suspeito aliás que nem sequer o próprio Joaquim de Almeida o achará. Mas a lista de sugestões é muito interessante também nas suas omissões, sendo uma gritante de significado. Na versão original da lista não vem António de Oliveira Salazar, o que imediatamente suscitou protestos nessa parte muito viva e atenta da comunicação, que são os blogues. A lista foi entretanto corrigida, com a inclusão de Salazar, mas a ausência inicial só pode ter sido de natureza censória e não um lapso. Alguém achou que colocar lá o nome de Salazar ou podia gerar polémica, ou podia levar a uma votação incómoda na personagem, o que se entendeu que colocaria o programa em apuros. Quer num caso quer noutro, os malefícios do politicamente correcto são evidentes, porque uma lista deste tipo sem Salazar não tem pés nem cabeça. A "biografia" de Salazar que foi posta em linha na lista das personalidades para corrigir a omissão inicial só confirma e reforça a interpretação das razões que levaram à censura. Mal feita e opinativa, só tem como objectivo evidente induzir ao não voto em Salazar com adjectivos e frases fortes: É interessante de ver que, mais de 30 anos após o fim do regime ditatorial do Estado Novo, a democracia ainda lida mal com a figura de Salazar, uma espécie de questão não resolvida. Para quase todos os "democratas" de antes de 25 de Abril, a maioria dos quais não eram democratas mas comunistas, não há nenhuma ambiguidade com Salazar, mas para os democratas de depois do 25 de Abril subsiste uma lembrança, uma nostalgia, uma memória, com a qual lidam mal, ou não lidam à vontade. Para os primeiros, o salazarismo, o regime e o seu mentor, foi uma experiência de "vida", eles "viveram" Salazar e sabem o que isso significava: polícia política, violência, censura, ausência de liberdades públicas, atraso e miséria do país e, por último, guerra. Sabem também sem ambiguidades que, protegidas pelas instituições do regime como a censura, existia corrupção, nepotismo, muita pobreza, ignorância e isolamento arrogante, e por isso não são sensíveis a qualquer forma de saudades de Salazar. Mas a verdade é que não conseguiram com eficácia transmitir esse sentimento, tornando-o num adquirido que facilmente se normalizasse com o tempo.Houve três razões para isso acontecer: a primeira, o facto de o número de portugueses que fizeram oposição activa ao regime serem poucos; a segunda é o facto de o envolvimento dos sectores mais prestigiados e combativos da oposição no PREC lhes retirar a legitimidade política; a terceira, o facto de o peso de muitas instituições salazaristas continuar intacto e a reproduzir-se em muitos "costumes" democráticos. O primeiro dos factores é evidente para todos os que conhecem a oposição; sabem que esta só teve um ou dois momentos de real convergência com a nação, no fim da Segunda Guerra e na campanha de Delgado. Ambos eram resultado de factores externos, num caso a vitória militar dos Aliados, noutro a personalidade populista de Delgado, que se impôs tanto à oposição que não o desejava, como ao regime que acabou por matá-lo. Este primeiro factor, a escassez de pessoas activamente oposicionistas, não pode no entanto ser levado muito longe, ao contrário do que algumas vezes os defensores do salazarismo pensam - tal não significa que houvesse um consenso ou uma maioria pelo regime. Os dias seguintes ao 25 de Abril, pesem todas as manipulações, revelaram um genuíno ímpeto de libertação, uma alegria pelo fim de um regime que não suscitava qualquer simpatia. O segundo factor, o envolvimento nos excessos do PREC, debilitou seriamente a legitimidade política da oposição, salvo de uma pequena minoria de socialistas e liberais que, exactamente por isso, acabou por, a prazo, dominar os primeiros anos de democracia e vencer o PCP. Enquanto na transição espanhola foram os excessos passados na Guerra Civil que voltaram para assombrar o PCE, em Portugal, o PCP e os esquerdistas que acompanharam o seu projecto revelaram que uma parte da luta contra o regime de Salazar não era uma luta pela liberdade e a democracia, mas sim pelo totalitarismo comunista. À luz do PREC, do PREC real e do PREC imaginário, surgiu uma equivalência entre meia dúzia de dias de prisão ilegal pelo Copcon com 48 anos de tortura e prisões de anos e anos, o que é, de todo, absurdo, mas o PREC fez nascer uma democracia manca, que demorou muito a endireitar-se. Por último, há uma razão muito simples, que ninguém quer admitir, e que tem a ver com a permanência nos valores mentais, nos hábitos da nossa democracia, dos quadros do Portugal de Salazar. Valores como o "respeitinho", a hipocrisia pública, a retórica antipolítica, a tentação de considerar que o suprapartidário é bom, a obsessão pelo "consenso", o medo da controvérsia, a cunha e a clientela, mesmo a corrupção pequena, a falta de espírito crítico desde as artes e letras até à imprensa e Igreja, tudo vem do quadro do salazarismo e reprodu-lo. O medo do conflito, essa tenebrosa herança de 48 anos de censura, permanece embrenhado na vida política da democracia e isso dá vida à nostalgia da pasmaceira vigiada de Salazar. Já várias vezes o escrevi, a censura foi um instrumento decisivo de conformidade psicológica, cultural e social muito mais poderoso do que político. A título de exemplo, alguns cortes da censura de 13 de Julho de 1935: ![]() ![]() ![]() Por tudo isto não espanta a censura do nome de Salazar, por medo de um resultado inconveniente num programa da "televisão pública" da democracia (ela própria fundada por Salazar), como não me espantaria que Salazar pudesse ganhar o concurso. Vejo nisso poucos inconvenientes e até vantagens. Para além do aspecto catártico, talvez isso suscitasse uma discussão a sério do que significou Salazar na nossa história do século XX onde ele é a personagem principal, goste-se ou não. Uma das cegueiras desta censura é não ver que o salazarismo explícito é bem menos importante que o salazarismo implícito, mais importante e perigoso para a democracia. Pouco se me dá que os "portugueses", que, insisto, não são os portugueses, votem no senhor presidente do Conselho num concurso televisivo. Salazar, ele mesmo, se estivesse vivo e regressasse do Brasil uns anos depois do 25 de Abril, não ganharia nenhuma eleição no Portugal de hoje e teria tantos votos como o general Kaúlza de Arriaga. O que me interessa é recensear que atitudes, nostalgias, hábitos, costumes, práticas, que ninguém associa a Salazar, mas vêm directamente dele e do Estado Novo, continuam vivos, adoecendo a nossa democracia. Isso sim, é importante. (No Público de 12 de Outubro de 2006, acrescentado e anotado.) * Concordo inteiramente com a análise que fez ao "Mas". Podia-se acrescentar: - Salazar nunca leu Keynes; foi sempre mais a favor de orçamentos equilibrados. - Salazar não criou nada que se parecesse com o Estado de Bem Estar que desenvolveu a Europa de 1945 a 1973; por isso a situação social era a que era em 1974; - Salazar recusou o Plano Marshall; - Salazar desbaratou o dinheiro do volframio; - Salazar criou condições para uma emigração massiva para a Europa nos anos 60; - Salazar não deu o poder a Delgado e levou-nos à Guerra Colonial. Etc. (Eduardo Tomé) * (...) já reparou que a frase que o Público retirou do seu texto para servir de legenda à foto de Salazar e companheiros é uma escolha SINTOMÁTICA daquilo mesmo que o senhor denuncia no artigo: o incómodo irritado e “preconceituoso” em relação ao ditador? (Carlos David Botelho) * Ainda me lembro do COPCON a carregar sobre mim aquando da manifestação para a libertação do Arnaldo de Matos. Pouco diferiu daquela em que na Faculdade de Ciências, no fim dos anos sessenta, me levaram a saltar pela janela, quando a PIDE entrou para calar o Zeca Afonso...Se os 30 anos de democracia podem causar essa nostalgia no povo, aos políticos que a vem construindo se deve. Parte da culpa cabe ao Pacheco Pereira. Que em lugar de se preocupar com uma Fundamentação Social Democrata Democrata se preocupou mais com a história do Dr.Cunhal. (desabafo) Depois da estratificação e reposição do comunismo no seu devido lugar (num museu, obviamente, sem desrespeito para aqueles que ideologicamente e por convicção no seu tempo, foram lutando, com tudo, inclusivé a vida, por aquilo que acreditaram ser melhor para o povo -ou para uma classe do povo), penso ser mais importante a procura do Caminho e bem que dele carecemos. Não podemos ficar só com a memória das caravelas. Há que repensar o futuro e olhar a Ciência de frente. É que na ausência de uma filosofia objectivamente social democrata (que susbstitua a imanente procura do Homam por uma sociedade melhor) ou na ausência de valores filosóficos, ao Fado, Futebol e Fátima juntou-se a Telenovela. Com o branqueamento das ideias de programas como o Big Brother ou tipo Fiel e Infiel e afins, só pode resultar a passividade que muitas vezes descamba no regresso ao passado quando a crise financeira é persistente e a vida continuamente difícil. Repito : A culpa tem sido dos políticos pós 25 de Abril. Compreendo que Portugal não se iniciou numa democracia pura, mas antes tentou conformar o assalto do comunismo ao poder. E que as quintinhas persistem nas corporações da resistência. Mas tantos anos depois, que vemos ainda? Uma democracia sem valores de Justiça e que a deixou afundar, até perder a sua expressão, (com alguns rasgos penais para calar a voz do povo). Do desastre de Camarate o que resultou ? Prescrição. De facto este Instituto Juridico, que caminha como a sombra da Justiça, perseguindo-a, não tem sido mais que o obscurantismo da memória, numa aparente tolerância provida pelo tempo que mais não esconde que a incapacidade dos políticos de adequar o Sistema Judicial à resposta atempada e célere que a Constituição e o Direito Natural obrigam, mas que não respeitam.. Mas ninguém parece estar interessado de fundo, a resolvê-la. (...) (Alberto Pontes) * Agora que acabei de dar uma aula e estou com mais tempo, gostaria de lhe manifestar a minha concordância geral com o seu artigo, excepto num ponto: a sua referência branqueadora às “meias dúzias de dias prisão do PREC”. Trata-se, a meu ver, de um erro típico de perspectiva histórica. Com efeito, se considerarmos o que acabaram por de facto ser as prisões do PREC, é verdade que não passaram de “meia dúzia de dias de prisão”. Ou mais exactamente, ano e meio; mas sem torturas nem violência física. Porém, daí não pode resultar nenhuma atenuante para os revolucionários do PREC, por que se essas prisões foram assim suaves não foi graças a eles, mas sim graças à contra-revolução democrática que os derrotou! Na verdade, os revolucionários do PREC não tencionavam ser menos brandos para com os presos políticos da época do que fora Salazar, e é conveniente recordar os seus contantes protestos de então contra “as condições de chocante privilégio” em que estavam os presos sob tutela militar, pelo simples facto de não estarem nem sujeitos a trabalhos forçados nem a condições de cela fechada. Para já não mencionar que tencionavam aplicar, caso a revolução vencesse, os conceitos de “justiça popular” que tiveram em Cuba um bom exemplo do que significavam. É por isso que os revolucionários do PREC ficaram na memória colectiva do povo como não melhores que os salazaristas. Por isso, pelos quinze mil despedimentos por razões políticas e pela sanha persecutória que mostraram para com os outros. Se não foram mais longe, não foi graças a si próprios mas sim a quem os derrotou no “Verão quente” e no contra-golpe de 25 de Novembro de 1975. É um exercício de manipulação da História esse que agora fazem de, na linha geral de se branquearem de “lutadores pela liberdade”, tentarem recuperar esse bom final que os PREC teve como devendo-lhes alguma coisa! Eu sei que você sabe isto, JPP. Mas parece-me que a sua memória também já está contaminada por esses democratas “reciclados”... (Pinto de Sá) * Obviamente um reality show não é sitio próprio p/ se debater história. Estamos mais em presença de figuras mediaticas (não vejo a importância histórica de Quim Almeida ou Luís Figo)do que históricas. Talvez por isso mesmo não vejo porque não por nelas Salazar ou Adolfo (na versão alemã) ou Estaline (na versão Russa) ou Franco (na versão Espanhola)ou MUssolini (versão Italiana). Para o bem e para o mal (mais p/ o mal claro) fazem parte da história e são referências p/ os respectivos povos e mesmo internacionais. São mediaticas. Não conviver c/ elas é estalinismo puro, isto é, é querer rever a história e apagar os maus das fotografias (mesmo s/Photoshop Estaline fazia-o eximiamente como se sabe). Aproveitando a ocasião, e sem querer lavar a história, para fazer um desafio. Pergunta-se “o que seria Portugal se Salazar não tivesse existido?” Os 30 anos que o antecederam foram uma balburdia entre o fim da monarquia (com um rei a dizer a majestática frase “esta choldra é ingovernável”) e uma 1ª república que não foi um primor de democracia. Entre Sidonismos, deportações e um país falido onde havia fome e racionamento de bens essenciais a necessidade de por ordem na casa era obvia. Tal como ninguém considera Afonso Henriques um humanista (hoje seria considerado um dos causadores do terrorismo Islâmico) nem D João II ou o Marquês de Pombal democratas mas reconhece-lhes os méritos e o estatuto histórico, está na altura se de fazer o mesmo a Salazar. Por muito que nos custe em 1926 o país não tinha condições económicas e sociais para se democratizar. Como exemplo, basta lembrar que um dos muitos ocupantes do Palácio de Belém até 1926 era um assumido pedófilo e não viu a sua carreira política prejudicada por isso. E ninguém, tirando umas “alminhas c/ boa memória” como Vasco P. Valente, se escandalizou quando Jorge Sampaio escolheu como ultimo acto do seu mandato uma viagem a Argel expressamente p/ homenagear tão democrática figura. A estabilização económica e social à força trazida por Salazar foi um mal necessário p/ o país sobreviver nessas condições. Se Salazar tivesse tido a visão de preparar a democratização do país após o fim da 2ª Guerra Mundial, aderido ao plano Marshall e saído em meados dos anos 50 seria hoje um herói nacional. A sua falta de visão transformou-o numa figura mal querida, fez esquecer o trabalho necessário feito e atrasou o país 30 anos. E pior que tudo incutiu em muita boa gente uma atitude de pasmaceira, horror ao conflito, mais importância ao estatuto do que ao mérito e imobilismo que ainda hoje está impregnada na nossa sociedade e na nossa democracia. E esta “pesada herança” prejudica-nos muito mais e ao nosso futuro que a memória da “longa noite fascista”. E continua presente nos comportamentos, mesmo privados ou não politicos, de muita gente. Termino c/ mais uma pergunta “como conseguiu a longa noite fascista durar 50 anos quando todos queriam a luz do dia democrático?” Foi só porque a PIDE assusatava muito? Duvido. Comparado c/ outras ditaduras a de Salazar até terá sido bastante "suave", mas não pode ser branqueada por causa disso, mas tem de ser enquadrada no respectivo tempo economico, social e político do país em que se fundou e em que durou quase 50 anos (conseguiu sobreviver vários anos à morte mental e física do seu fundador, porquê?). (Miguel Sebastião) * Acho que o problema mal resolvido com Salazar prende-se ao facto de o dito (problema) ter sido resolvido por uma cadeira e não pela mão lusitana. Fosse-o como foi o regicídio (e não se entenda que o apoio) e acho que a democracia há muito lidaria melhor com a existência da figura. Assim ainda vai demorar uns anos. Pelo menos até que estejam sepultados todos os que podem falar dele sem ser por interposta pessoa (Nuno Magalhães) * (...) sugerir-lhe uma visita ao site , onde se revelam os resultados alcançados por diversas personalidades nas várias versões nacionais do programa televisivo cujo modelo a RTP importa. No Reino Unido, por exemplo, vemos a Princesa Diana à frente de Darwin, Shakespeare e até do genial Newton! Nos EUA, Elvis Presley e Oprah Winfrey precedem Frankin D. Roosevelt. A memória de um povo parece estar sempre condicionada ao politicamente correcto de cada momento da História e aos valores dos "vencedores". Não existe nada de mais subversivo do que alguém ter a ousadia de tentar "encontrar a terceira margem do rio" e colocar em causa os unanimismos, que - para mim - são sempre suspeitos. Salazar está bem vivo no pensamento, na prática e nos gestos dos políticos portugueses, em especial nos da nova geração. Um vislumbre pelo que se passa na maioria das autarquias resulta numa reprise do filme de terror que foi o Estado Novo. E não há partido imune a este cromossoma do Estado Novo. O "salazarismo implícito" - como tão bem referiu - parece encravado no código genético de cada português, talvez mais ainda naqueles que com maior alarde proclamam cobras e lagartos contra o velho ditador. E o fim da censura não é sinónimo de liberdade de Imprensa. Se antes se impedia que os jornais publicassem o inconveniente, agora garante-se - até pelos meios mais sórdidos - que apenas publiquem o conveniente. (Carlos Robalo) * Devo começar por dizer que só por falácia se pode comparar Salazar com Hitler ou Pol Pot. Aliás, sobretudo por falácia porque é assim que a nossa memória colectiva representa Salazar, ou seja, através de uma falácia de raciocínio desconcertante. Vamos ver se nos entendemos. Eu não vivi nos tempos do Estado Novo mas parece-me que esses tempos se tornaram, de alguma forma, numa espécie de alibi para os falhanços do projecto democrático pós-25 de Abril. É que Salazar passou a ter culpa de tudo. E eu, sendo por natureza um neurótico, desconfio sempre destas perturbações da personalidade que culpam os outros mas que nunca desculpam. Por outro lado, em termos historiográficos não deixa de ser interessante que a manipulação para uma história oficial do Estado Novo tenha dado lugar a uma manipulação deliberada para uma história oficial do regime democrático que através da anulação do passado nos quer fazer crer que agora, sim, é que estamos bem. E tudo isto tem consequências muito graves para a nossa democracia. Concordo em parte com o José Pacheco Pereira (JPP) quando diz que o que interessa «é recensear que atitudes, nostalgias, hábitos, costumes, práticas, que ninguém associa a Salazar, mas vêm directamente dele e do Estado Novo, continuam vivos, adoecendo a nossa democracia». E digo em parte porque também é verdade que hoje, como sempre, há por aí muitos potenciais ditadores que só não o são por falta de circunstância. Ou seja, nem tudo vem directamente de Salazar e do Estado Novo. Há tiques considerados típicos da ditadura que são transversais no tempo e no espaço. Antes e após o Estado Novo. Talvez o mais evidente, o mais implícito e sobre o qual se tornou politicamente incorrecto falar é o tique da censura. É claro que sintetizada numa nova fórmula ela faz parte do nosso quotidiano. E até arrisco a dizer (até porque não é um risco muito grande) que muito mais perigosa do que a censura do Estado Novo. Acima de tudo porque passámos a ter dentro da nossa cabeça os tais homenzinhos de fato e gravata (qual consciência!) a fazer-nos lembrar os tais valores do "respeitinho" e do politicamente correcto, da hipocrisia pública e da retórica antipolítica. A censura, como diz o JPP, «foi um instrumento decisivo de conformidade psicológica, cultural e social muito mais poderoso do que político». É absolutamente verdade. Ainda hoje, sobretudo hoje, é assim que funciona. E todos nós sabemos disso porque todos nós temos histórias para contar. Vejamos um exemplo: há uns tempos, uma amiga minha que trabalha num hospital veterinário de uma faculdade pública contou-me que o pessoal da cirurgia anestesiou um animal mas que depois não pode prosseguir porque alguém tinha roubado o kit cirúrgico (daqueles de especialidade e caríssimos) e, portanto, teve de ser cancelada. Inventou-se uma história para disfarçar o embaraço e marcou-se a cirurgia para outro dia. Pior. A história terminou mesmo por aqui pois parece que é normal! Depois de tudo isto, que me foi contado num tom de voz muito circunscrito, quando eu lhe disse que ia escrever sobre isso ela disse-me, muito ofendida e incomodada: oh, nunca mais te conto nada! Para terminar, quanto ao concurso, há alguns aspectos a ter em conta. É verdade que o perfil de público da RTP não é exactamente o mesmo da SIC ou da TVI (ou seja, de facto não são os portugueses mas sim os "portugueses"). Isto irá condicionar decisivamente as escolhas. Por outro lado, parece-me manifestamente insensato pedir aos "portugueses" que escolham entre Vasco da Gama e Luís Figo. Esqueçamos por enquanto o facto de Manuel Alegre ter cantado Figo como o novo Vasco da Gama e vejamos o seguinte: nenhum destes "portugueses" conheceu Vasco da Gama. Apenas sabem que foi um grande navegador que realizou a primeira viagem marítima para a Índia nos finais do século XV. É o que aprendem no ciclo preparatório. Por outro lado, todos os portugueses, ou quase todos, conhecem Luís Figo, um craque do futebol que nasceu em 1972 (cinco séculos depois de Vasco da Gama) e que delicia o país com as suas habilidades, ora não fosse este rectângulo uma futebolândia. Haverá consciência suficiente para a escolha não ser tão apaixonada? Eu não acredito. E por isso é que acho que este programa é uma imbecilidade. (Ricardo S. Reis dos Santos) * Ao leitor Vasconcelos, que pergunta se será de relevar o papel dos ditadores na História, perguntaria duas coisas: 1) que pensa da importância do Marquês de Pombal e de D. João II na nossa história? 2) Acha realmente que Salazar foi um político do tipo de Hitler, Estaline ou Pol Pot? Não que eu pense que Salazar é comparável a D. João II ou ao Marquês, mas a questão é de princípio. Mais afim seria compará-lo a Mazarino ou a Richelieu... (Pinto de Sá) * A questão colocada pelo leitor Luis Vasconcelos Guimarães sobre a inclusão de ditadores em listas de “grandes”, parece-me ser uma falsa questão. Teria razão de ser a questão se a lista fosse uma lista de “bons”. Não tenho dúvidas de que Mao, Hitler e Staline são grandes. Grandes mas maus (e Mao com toda a propriedade, inclusivamente a onomástica.) (RM) * 1) Parece-lhe que numa sondagem feita na Alemanha ou em Itália ou em Espanha, sobre os "grandes" cidadãos desses países, deveriam ser incluídos os respectivos três ditadores dos anos 30/40? E que dizer, por exemplo, de Estaline, Pol Pot ou Mao? Isto é - e pergunto com curiosidade e sem provocação - será Salazar um "grande" (sentido abonatório) português, ou um "influente" (sentido neutro) português? Penso que é importante fazer esta distinção de conceitos. E os outros ditadores de que falo acima, o que são nos seus países? "Influentes" por certo. Mas "grandes"? Com tanto sangue nas mãos? Em suma: Será um ditador, seja qual for a sua influência histórica e a sua obra construída, passível de ser considerado um "grande" cidadão de um país? 2) Se sim, até que nível de "ditatorialidade" (chamemos-lhe assim) poderá um ditador ser incluído? Ou seja, se defende a inclusão de Salazar na lista dos grandes portugueses, até que ponto iria na defesa dos outros ditadores? Chegaria ao ponto de considerar Hitler um dos possíveis "grandes" alemães? E Pol Pot no Cambodja? Se incluísse alguns destes mas não incluisse outros, qual o critério de considerar uns "grandes" no seu país e outros não? O número de pessoas que foram assassinadas sob os seus regimes? (Luís Vasconcelos Guimarães) (url) EARLY MORNING BLOGS ![]() 885 - La libertad, Sancho ... Cuando don Quijote se vio en la campaña rasa, libre y desembarazado de los requiebros de Altisidora, le pareció que estaba en su centro y que los espíritus se le renovaban para proseguir de nuevo el asumpto de sus caballerías , y volviéndose a Sancho le dijo: —La libertad, Sancho, es uno de los más preciosos dones que a los hombres dieron los cielos; con ella no pueden igualarse los tesoros que encierra la tierra ni el mar encubre; por la libertad así como por la honra se puede y debe aventurar la vida, y, por el contrario, el cautiverio es el mayor mal que puede venir a los hombres . Digo esto, Sancho, porque bien has visto el regalo, la abundancia que en este castillo que dejamos hemos tenido; pues en mitad de aquellos banquetes sazonados y de aquellas bebidas de nieve me parecía a mí que estaba metido entre las estrechezas de la hambre, porque no lo gozaba con la libertad que lo gozara si fueran míos, que las obligaciones de las recompensas de los beneficios y mercedes recebidas son ataduras que no dejan campear al ánimo libre . ¡Venturoso aquel a quien el cielo dio un pedazo de pan sin que le quede obligación de agradecerlo a otro que al mismo cielo ! —Con todo eso —dijo Sancho— que vuesa merced me ha dicho, no es bien que se quede sin agradecimiento de nuestra parte docientos escudos de oro que en una bolsilla me dio el mayordomo del duque, que como píctima y confortativo la llevo puesta sobre el corazón , para lo que se ofreciere, que no siempre hemos de hallar castillos donde nos regalen, que tal vez toparemos con algunas ventas donde nos apaleen. En estos y otros razonamientos iban los andantes, caballero y escudero ... (Cervantes, Dom Quixote) * Bom dia! (url) 12.10.06
JOGANDO COM GARY KASPAROVe perdendo. Mas Kasparov, que já deve ter jogado milhares de jogos, tem uma espécie de tique: antes de começar o jogo, roda as peças do xadrez com as duas mãos simetricamente, como se se apoiasse nas peças. Fez isto nos vinte tabuleiros, muitas vezes nos peões, torres e bispos, pelo que não é a orientação das peças (como nos cavalos) que estava arrumar. Na jogada que virou o "meu" jogo, Kasparov bateu a peça com mais força, como se dissesse, "acabou". E acabou mesmo. Havia alegria e uma espécie de grito de guerra naquele golpe. O homem pode ser profissional até à medula, mas gosta mesmo de ganhar. Ainda bem, assim dá gosto jogar. Recordando-se dos tempos em que era considerado um dos melhores "investigadores" de xadrez, um conhecedor profundo de jogos e jogadas, lembrou o trabalho que tinha a recortar artigos de jornais e revistas com os jogos. Agora "faz-se tudo no computador", "há menos trabalho". Era inevitável. É Portugal e mesmo na mais tecnológica das assistências tinha que vir o Mourinho. Kasparov não o tem em boa conta: "quando se tem recursos ilimitados não custa ganhar" e acrescentou "os recursos ilimitados do Chelsea que são roubados ao meu país".
(url) RETRATOS DO TRABALHO NA COSTA DA CAPARICA, PORTUGAL ... hoje às 16:30 na Costa da Caparica (...) os pescadores devolvem ao mar o peixe com menos interesse comercial, neste caso a cavala, para gáudio das gaivotas num ritual que se repete todos os dias. (Santos Pereira) Etiquetas: trabalho - retratos (url) O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: MAIS UMA LEI DA TRETA? ![]() Já que perguntar não ofende: quantas pessoas foram multadas, este ano, por terem ido ao banho indevidamente nas praias onde estavam hasteadas as bandeiras de proibição? (C. Medina Ribeiro) (url) 10.10.06
RETRATOS DO TRABALHO EM OLHÃO, PORTUGAL O bagageiro dos barcos que fazem a ligação entre Olhão e as ilhas a largo - Armona, Farol e Culatra ajuda os passageiros a colocar os sacos das compras no "telhado" do barco. (Luis Cunha) Etiquetas: trabalho - retratos (url) LENDOVENDO OUVINDO ÁTOMOS E BITS de 10 de Outubro de 2006 Mais uma para a era dos engraçadinhos (vinda do Canadá, sem acentos) Estava eu no Sabado de manha a ver a SIC Internacional, quando deparo com um programa chamado Extase, e’ basicamente composto por um bando de engracadinhos, armados em espertos que falam com algumas celebridades, enfim tudo muito parvinho do meu pontos de vista, mas suponho que haja pessoas interessadas neste tipo de programas. * Restos de um LENDO/VENDO/ OUVINDO de há alguns dias: Sobre a crescente politização dos telejornais da estação pública é digo de nota o tempo que o jornal 2: da passada sexta-feira dedicou a acções do governo: sem muita precisão, os primeiros 15 a 20 minutos forão dedicados quase inteiramente a anúncios governamentais de vários sectores ou sobre o prórpio PS. Apercebi-me desta situação quando uma notícia, onde o primeiro-ministro discursava, teve uma duração bem superior ao normal apanhado de frases que é costume fazer-se, mas antes parecia que iriam transmitir o discurso na íntegra e onde certamente por dois minutos (bastante tempo em televisão e num noticiário) o discurso foi transmitido sem interrupção. Nunca senti tão claramente um excesso de notícias sobre o PS relativamente à importância das próprias notícias como neste noticiário. (url) RETRATOS DO TRABALHO NO PASSADO, MOÇAMBIQUE, PORTUGAL ... fotografia da minha mãe nas suas funções de secretária/ dactilógrafa em Moçambique, Lourenço Marques, nos anos sessenta. Tudo nesta foto nos remete para um tempo de que nos lembramos ainda: a máquina de escrever, a folha de stencil. Hoje teria um teclado e um monitor. (Madalena Santos) Etiquetas: trabalho - retratos (url) EARLY MORNING BLOGS ![]() 884 - Fazer pouco fruto a palavra de Deus no Mundo ... Fazer pouco fruto a palavra de Deus no Mundo, pode proceder de um de três princípios: ou da parte do pregador, ou da parte do ouvinte, ou da parte de Deus. Para uma alma se converter por meio de um sermão, há-de haver três concursos: há-de concorrer o pregador com a doutrina, persuadindo; há-de concorrer o ouvinte com o entendimento, percebendo; há-de concorrer Deus com a graça, alumiando. Para um homem se ver a si mesmo, são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo, há mister luz, há mister espelho e há mister olhos. Que coisa é a conversão de uma alma, senão entrar um homem dentro em si e ver-se a si mesmo? Para esta vista são necessários olhos, é necessária luz e é necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre com os olhos, que é o conhecimento. Ora suposto que a conversão das almas por meio da pregação depende destes três concursos: de Deus, do pregador e do ouvinte, por qual deles devemos entender que falta? Por parte do ouvinte, ou por parte do pregador, ou por parte de Deus? (Padre António Vieira) * Bom dia! (url) 9.10.06
RETRATOS DO TRABALHO EM MIRAMAR, PORTUGAL Fotógrafo na praia. (Gil Coelho) Etiquetas: trabalho - retratos (url) (url) 8.10.06
RETRATOS DO TRABALHO NA PRAIA - SANTIAGO, CABO VERDE São sete da manhã no Mercado do Plateau na cidade da Praia, Ilha de Santiago, Cabo Verde (Nuno Castela Canilho) Etiquetas: trabalho - retratos (url) LENDOVENDO OUVINDO ÁTOMOS E BITS de 8 de Outubro de 2006 Quem já viu vários ciclos políticos sabe que uma das características da parte socialista do ciclo é que nunca a questão da manipulação dos órgãos de comunicação é considerada relevante para ser tratada pelos órgãos de comunicação. "Relevante" não significa uma ou outra notícia dispersa, mas sim um interesse permanente, preocupado, contínuo, investigativo. Como o que existiu no tempo do Governo Santana Lopes e das suas "centrais de comunicação" e bem. Como o que actualmente se exige com um governo maioritário, com longo tempo de decisões sobre toda a comunicação social, podendo moldar o sector, escolher provedores e "reguladores", definir direcções, nomear directores, demitir responsáveis, ou seja, mandar na comunicação social * Veja-se Eduardo Cintra Torres hoje no Público: "A blogosfera protestou: o Telejornal de 5 de Outubro remeteu para segunda linha o discurso de Cavaco Silva e a manifestação de professores. De facto, o jornal da RTP dedicou os primeiros 15m29s a um sequestro num banco em Setúbal; seguiu-se o aumento das taxas de juro; só aos 22 minutos do noticiário veio a maior manifestação de professores de sempre, que teve direito a 2m32s, isto é, metade do futebol e o mesmo que os 50 anos dos livros da Anita. O discurso do Presidente e a abertura do Palácio de Belém tiveram direito a 7m23s, mas só depois da primeira meia hora de Telejornal. Os protestos da blogosfera são correctos, porque o Telejornal deveria ser a janela do serviço público informativo. (...) Com uma blogosfera activa, torna-se mais difícil aos poderes e aos que vergam às pressões nos media tradicionais fazer passar propaganda e malabarismos informativos. Esta atitude activa da blogosfera é tanto mais importante quanto uma parte significativa da imprensa tradicional se alheia, incrivelmente, deste tipo de análise, fazendo um jornalismo sobre TV muito desviado da realidade: nas últimas semanas, recebi duas dúzias de telefonemas de jornalistas de outros media interessados em saber, ou sobre a minha carteira profissional de jornalista, ou a minha opinião sobre os Morangos, Floribella, Jura, "guerra" SIC-TVI... mas nada sobre o condicionamento político da informação - que é um tema de interesse activo para quem lê jornais, como se vê pela blogosfera." (url) EARLY MORNING BLOGS ![]() 883 - Dust in the Eyes If, as they say, some dust thrown in my eyes Will keep my talk from getting overwise, I'm not the one for putting off the proof. Let it be overwhelming, off a roof And round a corner, blizzard snow for dust, And blind me to a standstill if it must. (Robert Lee Frost) * Bom dia! (url)
© José Pacheco Pereira
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