| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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12.10.06
JOGANDO COM GARY KASPAROVe perdendo. Mas Kasparov, que já deve ter jogado milhares de jogos, tem uma espécie de tique: antes de começar o jogo, roda as peças do xadrez com as duas mãos simetricamente, como se se apoiasse nas peças. Fez isto nos vinte tabuleiros, muitas vezes nos peões, torres e bispos, pelo que não é a orientação das peças (como nos cavalos) que estava arrumar. Na jogada que virou o "meu" jogo, Kasparov bateu a peça com mais força, como se dissesse, "acabou". E acabou mesmo. Havia alegria e uma espécie de grito de guerra naquele golpe. O homem pode ser profissional até à medula, mas gosta mesmo de ganhar. Ainda bem, assim dá gosto jogar. Recordando-se dos tempos em que era considerado um dos melhores "investigadores" de xadrez, um conhecedor profundo de jogos e jogadas, lembrou o trabalho que tinha a recortar artigos de jornais e revistas com os jogos. Agora "faz-se tudo no computador", "há menos trabalho". Era inevitável. É Portugal e mesmo na mais tecnológica das assistências tinha que vir o Mourinho. Kasparov não o tem em boa conta: "quando se tem recursos ilimitados não custa ganhar" e acrescentou "os recursos ilimitados do Chelsea que são roubados ao meu país".
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© José Pacheco Pereira
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