ABRUPTO

23.9.07


O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: E-GOV 2



A imagem (1 e 2)mostra um dos inúmeros quiosques INFOCID espalhados pelo país... e que não funcionam. Para este (que, por sinal, está no edifício do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social - na Av. de Roma, n.º 1, em Lisboa) foi instituído há tempos - e ainda não atribuído... um prémio de 50 euros para quem, até às 24h do dia 31 de Dezembro de 2007, o mostrar a funcionar durante 10 minutos.

O que aqui (3) se vê é um dos inúmeros quiosques Netpost (que foram financiados pelo FEDER e pelo Programa Operacional para a Sociedade do Conhecimento) para acesso à Internet que ainda se podem ver em muitas estações dos CTT. Ora, para tentar "despertar" estas maquinetas do seu sono profundo, foi instituído há tempos um prémio de 50 euros para quem seja capaz de indicar UMA ÚNICA que funcione normalmente. Escusado será dizer que ainda não foi atribuído.

(Carlos Medina Ribeiro)

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15.2.07


O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: AVISOS DE RECEPÇÃO


Fui alertado para isto por um jovem autor. Leia, por favor, este regulamento (está disponível, na íntegra, em PDF no site da FNAC.pt:

PRÉMIO LITERÁRIO FNAC/TEOREMA 2007
Regulamento
1 - Âmbito e aplicação
Ao Prémio Literário FNAC/Teorema 2007 podem concorrer todas as obras inéditas de autores que não possuam qualquer obra de ficção publicada, seja romance ou colectânea de contos.
2 - Formato dos trabalhos
Cada trabalho deve ter entre 150 e 200 páginas em formato A4, 1800 caracteres por página, impressas a duplo espaço entre linhas e encadernadas. Devem ser entregues 5 exemplares do manuscrito, acompanhados do nome e contacto telefónico e, se possível, electrónico (não são aceites pseudónimos).
3 - Prémio
O prémio consiste na publicação da obra vencedora pela Editorial Teorema, reservando-se, no entanto, o direito de o mesmo não ser atribuído, caso se conclua não existir o nível de qualidade mínima exigido pelo júri. O premiado aceita como condição a celebração de um contrato de utilização da obra nos termos do artigo 41o do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos.
4 - Entrega dos textos
Os trabalhos devem ser enviados com aviso de recepção para a seguinte morada: Prémio Literário FNAC/Teorema Acção Cultural Fnac Amoreiras Plaza R. Prof. Carlos Alberto Mota Pinto, 9 1070-374 Lisboa
Prazo limite para recepção dos trabalhos: dia 15 de Fevereiro de 2007.
5 - Composição do júri
O júri é composto por 5 elementos:
Nuno Júdice, poeta e professor universitário
Rui Zink, escritor e professor universitário
Isabel Coutinho, crítica literária
Dóris Graça Dias, crítica literária
Carlos da Veiga Ferreira, editorial Teorema
(etc., etc., etc.) (os "bold" são meus)

Vamos, então, imaginar um jovem autor que concorre: trabalhou o seu livro até à exaustão. Dirige-se com um mínimo de 150 páginas A4 à loja das fotocópias para mandar fazer 5 cópias encadernadas. Gasta perto de 100 € e sai de lá com 750 folhas A4. Dirige-se ao posto dos Correios para enviar REGISTADO COM AVISO DE RECEPÇÃO. O funcionário dos CTT responde-lhe, paulatinamente, que isso é impossível: registos com aviso de recepção só até 2 Kg. Estão ali mais de 5 Kg de papel. O nosso jovem autor fica na dúvida. Enviar sem aviso de recepção é atropelar o regulamento. Das duas uma: ou volta para casa com 750 folhas de A4 ou envia registado por EMS (cerca de mais 100 €).

O clima surrealista adensa-se: o nosso jovem autor liga para a FNAC, esgotando praticamente o saldo do seu telemóvel. A menina arrogante que o atende diz que a FNAC não aceita o envio de manuscritos por EMS. Aconselha os jovens autores a enviarem os seus manuscritos repartidos por 5 envelopes. Isto, se cada manuscrito tiver 150 páginas e, portanto, com a encadernação não ultrapassar os 2 Kg. Mas se o manuscrito tiver 200 páginas ultrapassa os 2 Kg. e aí já ninguém sabe o que fazer. O jovem autor expedito com um manuscrito de 200 páginas fará um último, derradeiro e desesperado telefonema para a FNAC perguntando se pode enviar a sua obra dividida por capítulos. Ou terá que a imprimir em papel de bíblia?

Coragem, portugueses. Só vos faltam as qualidades.

(Paiva Raposo)

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O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES:
QUE FAÇO EU COM OS MEUS CARTÕES?


Eu, se tivesse oportunidade, gostaria de aproveitar o entusiasmo de José Sócrates com o lançamento do novo Cartão de Cidadão para lhe perguntar se ele conhece alguém que me diga o que sucedeu aos cartões Net-Post e Portamoedas-Multibanco de que tenho vários exemplares.

Todos eles ainda têm algum saldo de que não consigo ver-me livre; por isso, para comemorar o lançamento deste novo cartão, ofereço-os com muito gosto à primeira pessoa que me indicar uma maquineta de venda de selos ou um quiosque Net-Post... que funcione.

(C. Medina Ribeiro)

*
O texto do seu interessante leitor Medina Ribeiro trouxe-me à memória o Porta-moedas Multibanco. Ainda de me lembro do slogan da campanha de lançamento em 1994: «Passe um grande Verão sem um tostão!». Obtive um desses cartões e achei que era muito prático, mas em conversa com os comerciantes apercebi-me de que havia um problema: estes tinham que depositar no banco pelo menos uma vez por semana os pagamento que recebiam. Como era um novo meio de pagamento, os utentes ainda eram poucos e os pequenos comerciantes sentiam que o depósito semanal não compensava o trabalho envolvido. Já agora, para quem não saiba, o
Porta-moedas Multibanco já não está a uso.

Quanto ao facto de Medina Ribeiro ainda ter vários exemplares, sugiro que faça como eu: devolva-os ao banco. Fiz isso e, ao fim de algumas semanas, o respectivo saldo foi-me depositado na conta.

(José Carlos Santos)

*

Como achega à abordagem aqui feita a propósito dos "flops" dos cartões «Porta-moedas Multibanco» e «Net-Post», gostaria de esclarecer que a sugestão dada pelo leitor José Carlos Santos (devolvê-los aos bancos) só é válida para os primeiros, dado que os outros foram emitidos pelos Correios.
Por sinal, numa altura em que tanto se fala em reciclagem, não seria mau que os CTT retirassem as inúmeras maquinetas Net-Post que ainda decoram as suas estações pois, não funcionado uma única (que eu saiba), são um confrangedor monumento à incúria e à incompetência, além de uma mostra eloquente de como, demasiadas vezes, é gasto o nosso dinheiro.

(Eduardo Rivera)

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