First daylight on the bittersweet-hung sleeping porch at high summer : dew all over the lawn, sowing diamond- point-highlighted shadows : the hired man’s shadow revolving along the walk, a flash of milkpails passing : no threat in sight, no hint anywhere in the universe, of that
apathy at the meridian, the noon of absolute boredom : flies crooning black lullabies in the kitchen, milk-soured crocks, cream separator still unwashed : what is there to life but chores and more chores, dishwater, fatigue, unwanted children : nothing to stir the longueur of afternoon
except possibly thunderheads : climbing, livid, turreted alabaster lit up from within by splendor and terror —forked lightning’s ---------------------split- second disaster.
When getting my nose in a book Cured most things short of school, It was worth ruining my eyes To know I could still keep cool, And deal out the old right hook To dirty dogs twice my size.
Later, with inch-thick specs, Evil was just my lark: Me and my coat and fangs Had ripping times in the dark. The women I clubbed with sex! I broke them up like meringues.
Don't read much now: the dude Who lets the girl down before The hero arrives, the chap Who's yellow and keeps the store Seem far too familiar. Get stewed: Books are a load of crap.
O erro da Ota vai custar mais 200 milhões de euros, a que se somam os muitos milhões que foram deitados para o lixo, de estudos, prospecção, promoções. Até os filmes de propaganda que acompanharam as várias sessões em que o Primeiro-ministro falava, com os aviões a levantar voo do aeroporto simulado, como nos jogos de vídeo, custaram dinheiro, bom dinheiro. Pode-se dizer que este “custar” dos 200 milhões não tem pleno sentido porque é o valor dos investimentos compensatórios à zona Oeste pelos prejuízos das expectativas frustradas e indemnizações pelo que não pode ser feito devido ao congelamento da construção na zona prevista para o aeroporto.
Esse valor vai ser pago “em novas acessibilidades”, um eufemismo para estradas, e fica sempre alguma coisa de útil. Mas há qualquer coisa de absurdo na rede estreita de estradas que vai passar a existir no Oeste, que tem mais a ver com reivindicações locais do que com o interesse nacional. Posso-me enganar, mas, todas as semanas, atravesso a região por uma nova auto-estrada que já lá está e serve muitas das áreas referidas e o trânsito é quase nulo. Agora vão ser feitos os estudos prévios do IC 2 entre o Carregado e Vendas das Raparigas, (variantes ao Carregado e a Vila Nova da Rainha e ligações à EN 366 em Aveiras de Cima, a Rio Maior e à Plataforma Logística de Castanheira do Ribatejo, onde se prevê a construção de um nó de ligação à A1), mais o do IC 11 entre o Carregado e a A8, em Pêro Negro (ligações e variantes a Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço e a articulação ao IC2 e à A10), a beneficiação da EN3, entre o Carregado e a Azambuja, obras na EN9, entre Torres Vedras e Alenquer, lançamento das obras entre S. Pedro da Cadeira/Torres Vedras, e o troço Torres Vedras / Merceana está em fase de projecto, mais o estudo prévio de Merceana / Alenquer, requalificação do traçado, e novas variantes às localidades por ela atravessada e a ligação à A1.
O próprio facto de tudo isto ser considerado “compensatório” sugere a overdose e mais uma vez o excesso e o erro. Eu compreendo que os autarcas queiram uma auto-estrada à porta da sua aldeia, mas já não compreendo que o governo pague um erro por outro erro.
Ahora, en New England, sé que ha muerto. Sentí como otras veces, la tristeza de comprender que somos como un sueño. Pensé en el hombre y en el cuadro perdidos. (Sólo los dioses pueden prometer, porque son inmortales.) Pensé en un lugar prefijado que la tela no ocupará. Pensé después: si estuviera ahí, sería con el tiempo una cosa más, una cosa, una de las vanidades o hábitos de la casa; ahora es ilimitada, incesante, capaz de cualquier forma y cualquier color y no atada a ninguno. Existe de algún modo. Vivirá y crecerá como una música y estará conmigo hasta el fin. Gracias, Jorge Larco. (También los hombres pueden prometer, porque en la promesa hay algo inmortal).
"Crise" é a palavra que mais se ouve por estes dias. As análises e os vaticínios mais negros quanto à dimensão da "crise" são o pão-nosso de cada dia. Quem nos ouve fica com a impressão de que o mundo caiu num buraco monumental, de que não se consegue sair, e com o mundo todos nós atrás. E, no entanto, não é verdade. O mundo não está em "crise". Somo nós, países industrializados ocidentais, na Europa e nos EUA, que estamos em "crise", não é o mundo. Bem pelo contrário, o mundo está bem e recomenda-se.
Há países a ganhar com a "crise", com o aumento do preço do petróleo, com o aumento do preço dos alimentos, ou seja, há países que não estão em crise, ou, pelo menos, não estão na nossa "crise". Nesses países, muitos dos ganhos vão para dirigentes políticos corruptos, para déspotas cruéis e a sua corte, para elites plutocratas, mas também há muita gente comum que está a ganhar com a "crise". Pessoas até há pouco tempo muito, muito pobres, estão a deixar de ser pobres, a terem acesso a bens e recursos que eram impensáveis até há pouco tempo, com uma qualidade de vida que nunca tiveram. Na verdade, há uma gigantesca transferência de recursos entre os ricos do passado e os pobres do passado. Essa deslocação não se faz sem sobressaltos, sem que muito não fique pelo caminho e sem que muito vá parar a mãos pouco recomendáveis, mas nem por isso deixa de se estar a dar uma verdadeira revolução na qualidade de vida de milhões e milhões de pessoas, a começar pela China e pela Índia.
É isto que muito do discurso sobre a "crise" não quer admitir, à direita porque isso significaria reconhecer que o centro do mundo já não está em Washington, nem em Paris, nem em nenhuma capital ocidental (e se estiver é em Berlim e Londres) e à esquerda porque o discurso sobre a globalização é miserabilista, tem que ser miserabilista mesmo contra as evidências, e é difícil engolir que o capitalismo comunista chinês está a tirar milhões da pobreza e a fazê-los entrar no mercado mundial, como Marx desejava. E que a turbulenta Índia, da fome mais extrema, onde milhões de pessoas vivem na imundície, onde os extremos de degradação convivem com um programa espacial, esteja a seguir o mesmo caminho. O que acontece é que o nosso discurso sobre a "crise" ocidental tem muito de europocentrismo e de complacência e, o que é mais perigoso, muita fuga à realidade, estando muito longe de nos dar uma verdadeira dimensão da crise.
Deste ponto de vista, a "crise" é ainda muito pior do que se pensa. A "crise" nos EUA e na Europa não é apenas económica - aliás, nada é apenas económico -, mas sim social, cultural, política, civilizacional e, só quando se vê neste conjunto, se percebe a sua importância e profundidade. Como de costume, embora não comecemos habitualmente por aí, a crise é em primeiro lugar uma crise do poder ocidental, do poder das grandes democracias ocidentais, dos EUA e da Europa. No âmago dessa crise está a da força, a do poder militar, a do poder de projectar as políticas pela força armada, caso tal se verifique necessário e nas condições em que as democracias o fazem.
A Europa conta pouco para este aspecto da crise, porque é irrelevante no plano militar, com excepção do Reino Unido, mas os EUA contam muito. O mais preocupante dos nossos dias é que a grande democracia armada ocidental se encontra manietada, por erros próprios, pela divisão das alianças a que pertencia e pela dificuldade cada vez maior das democracias prosseguirem políticas com custos em vidas e bens, face às opiniões públicas e face aos ciclos eleitorais. O fim atribulado da presidência Bush e as políticas derrotistas do candidato democrático Obama aumentam ainda mais esse efeito de impotência, que dá aos inimigos dos EUA e dos seus aliados oportunidades que exploram até ao limite. É o que o Irão está a fazer, sem resposta convincente americana, o que colocará de novo Israel na frente do combate, porque para Israel é uma questão de sobrevivência sem opção. A conjuntura iraquiana constituiu uma sombra poderosa, mas só é um problema gravíssimo porque o centro de decisão geoestratégico está a ceder.
Quanto à Europa, a crise afecta outra forma do poder ocidental que tomávamos por adquirido, o poder político-económico. A UE, uma potência económica global, conhece outro tipo de crise, que está rapidamente a minar aquela que foi uma resposta inicial poderosa à globalização: o mercado livre e a moeda única. Ameaçada nas suas fronteiras por uma competição vinda da Ásia, a que se soma os impasses e os atrasos face aos EUA em áreas de inovação tecnológica, que já eram evidentes, na década anterior, com um modelo a que chama "social" insustentável face à pressão combinada da baixa de natalidade, do aumento da população idosa, e da competição global, a UE perdeu a direcção e tornou-se conservadora. Tenta manter a riqueza e o poder que teve, ao mesmo tempo que assiste à sua contínua erosão. Os impasses institucionais dos últimos anos, com tratado após tratado recusado pelos eleitores quando para tal têm oportunidade, são também um revelador de uma decadência do impulso unificador que desde o pós-guerra fizera a Europa.
Enquanto a crise nos EUA se faz através de uma pressão isolacionista em matéria de política externa, deixando as democracias desarmadas perante inimigos violentos, na Europa ela manifesta-se através de uma pressão proteccionista. Com pretexto nas condições de trabalho existentes na Ásia, em particular na China e na India, onde vê apenas "dumping social", a Europa vai começar a repor a sua "fortaleza" face ao mundo global. Mais: vai repor essa fronteira fora e inevitavelmente vai repô-la dentro, começando cada país a tentar "proteger" a riqueza dos seus da competição dos outros. A recusa da liberalização do mercado de serviços, da directiva Bolkenstein, foi apenas o sinal mais evidente da solução fácil: manter o "modelo social europeu" através de fronteiras que mantenham de fora não apenas os têxteis chineses, como os canalizadores polacos. O problema é que em breve não vão ser apenas os têxteis chineses ou as bugigangas das lojas de trezentos, mas também os carros, os electrodomésticos, os navios, a electrónica toda, quase tudo. Já viram quantos engenheiros estão a ser formados na China?
Há muitos pés de barro do lado dos que não estão em crise, na China em particular. O regime político conhecerá convulsões. Os donos do petróleo também não vão ter um futuro manso. Mas, dito tudo isto, a globalização, a entrada final de todo o mundo no mercado, só prejudica quem fica de fora, como é o caso de África, ou quem vai pôr o dedo no dique como o menino holandês, a tentação europeia. Como todas as grandes mudanças, é turbulenta, há quem ganhe e quem perca. Na actual "crise" estamos nós a perder, mas muito mais gente a ganhar e por isso convinha dobrar a língua quando falamos de crise. A nossa lamentação sobe aos céus, mas para muitos milhões de homens são palmas que se ouvem. A vida é cruel, como todos sabemos.
*
O seu artigo A NOSSA "CRISE" E A (R)EVOLUÇÃO DELES revela uma vertente do tempo que vivemos que é muito pouco discutida no Ocidente, mais preocupado em analisar a queda diária dos mercados: o enriquecimento galopante das potências emergentes e o seu efeito entre os países desenvolvidos.
De facto, tem razão - sob o ponto de vista global, o que está a acontecer é uma redistribuição de riqueza, ou, na linguagem dos mercados, uma correcção. O que me preocupa é que os centros de poder, a capacidade de influenciar política, económica e militarmente, fique nas mãos de regimes (porque não dizê-lo: civilizações) sem tradição nem prática democráticas, principalmente no que têm de mais precioso: o respeito pela pessoa humana.
Hoje em dia, tornou-se "correcto" não diferenciar, em valor, as civilizações. Só que a verdade é que o grande adquirido da civilização ocidental é o respeito pelo indivíduo, a pessoa, o que trouxe os avanços nas liberdades e nos direitos, na prevalência do indivíduo sobre o colectivo e no contrato social. Com a perda da importância e da liderança mundial, é tudo isto que é colocado em causa para "nós".
(PM)
*
Talvez tenha falhado completamente em entender o seu texto. Não percebo a que se deve este súbito optimismo e considero que está a falhar rotundamente em ver a "big picture".
Se a sustentabilidade do sistema "social" lhe parece tão evidentemente, a entende e teoriza sobre ela, não entendo como a sustentabilidade dos recursos não lhe parece urgente e/ou nem a vê. Pelo menos já deu pelo facto do petróleo ser um recurso finito e já estar quase nos $150 USD.
Também noto uma evolução relativamente à situação norte-americana no Iraque e as suas consequências. "Erros próprios" é um eufemismo tão bom como outro qualquer. É um erro descomunal.
Mas não é o único. Hoje já só se fala no intervencionismo, para "salvar" uma economia em colapso -- que na minha opinião só não é total porque se trata de um continente com muitos países. Até se aprendeu uma palavra nova -- "subprime".
Outro erro descomunal? Ter colocado a China onde está.
Ouvem-se palmas? Aqui não ouço nada, mas vamos ver até quando se ouvem aí.