| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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16.10.13
Embora ainda estejam longe de estarem resolvidos todos os problemas de importação das versões anteriores (faltam algumas imagens, problemas com os títulos dada a antiga codificação dos caracteres, etc.), abriu-se hoje a nova versão dos ESTUDOS SOBRE O COMUNISMO. A partir de agora é aí que se vão colocar as actualizações (já lá estão algumas), mas permanece em linha a versão anterior. Nos próximos dias continuará o trabalho na nova versão.
(url) 13.10.13
O NAVIO FANTASMA (42): SENTIDO DE ESTADO
Eu ia começar por escrever que mais uma vez se vê a completa falta de sentido de estado deste governo. Mas não é "mais uma vez", é sempre, todos os dias, sem respiração. A conferência de imprensa de Paulo Portas com a Ministra das Finanças ao lado (será castigo?) é um retrato de como este governo é apenas o palco das ambições e justificações políticas dos seus membros, em particular dos seus dois primeiros-ministros. Se tivessemos uma gota de ideia do que é o sentido de estado, ficariamos de cabelos em pé por coisas como esta conferência que se destina apenas a desculpar um seu membro, e punir os seus adversários, que, ou estão ao seu lado, ou lá dentro na parte de trás do pano.
Por que razão é que se permite uma conferência de imprensa de um membro do governo, em nome do governo, para se justificar a si próprio e anunciar de forma entaramelada uma medida única, cujos contornos, contexto e ligação com outras está longe de ser esclarecida? A única vantagem é ver Portas na patética situação de se entaramelar em explicações, sem sequer perceber até que ponto fica numa situação ridícula. Se há alguém no governo (e há) a querer ajustar contas com Portas está a consegui-lo na perfeição. Claro que à custa daquilo que antigamente , no tempo do Génesis, se chamava sentido de estado.
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Há dois anos quando tudo o que era prócere governamental falava, prometia, juarava pela privatização da RTP, eu escrevi sem ambiguidades: não vai acontecer. Não aconteceu, nem acontecerá com este governo, nem com o próximo, nem nunca a não ser que mudem os mecanismos de poder em Portugal.
Ou seja, posso garantir que o programa do governo não será cumprido. Como em quase tudo. (url)
© José Pacheco Pereira
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