ABRUPTO

16.9.12


COISAS DA SÁBADO:  CRIMINALIZAR O ANTI-EUROPEÍSMO


As declarações recentes de Monti e Rompoy sobre a necessidade de fazer uma cimeira contra o “anti-europeismo” e abrir um combate ao “populismo”, entendido como as atitudes críticas contra o actual curso da União Europeia, abre uma nova fase no caminho suicidário que os dirigentes europeus têm seguido nos últimos anos. Agora há uma espécie de preâmbulo à criminalização do eurocepticismo e do anti-europeísmo. São considerados atitudes “extremistas”, “nacionalistas” e “populistas”, que merecem a mesma condenação do que o racismo ou a xenofobia. Ou seja, quem critica a União Europeia passa a ser uma espécie de radical estremado, nazi em potência ou um Poujade provinciano. 

Monti e Rompoy são dois produtos da União Europeia dos nossos dias, tecnocratas quanto baste, desconfiados da “política” e da democracia parlamentar, filhos do directório, estimados pela burocracia bruxelense, e co-responsáveis na primeira linha do curso irresponsável da Europa. Não percebem o que fizeram e apertados pela realidade, acusam os outros daquilo que ajudaram a criar.

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© José Pacheco Pereira
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