| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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24.8.07
O caso Somague é um típico caso de financiamento ilegal de um partido político e como tal deve ser cabalmente esclarecido e as responsabilidades apuradas. Não tenho nada mais a acrescentar ao que já muitas vezes escrevi sobre o assunto, em particular sobre esta "estranheza" da apetência das empresas de construção civil pelo financiamento partidário do PSD e do PS. Nem sequer vou fazer a pobre rábula de atirar pedras aos outros para dizer que "somos todos iguais", embora não ficasse mal lembrá-lo ao porta-voz do PS Canas, um dos eminentes membros do "partido de Macau". Infelizmente "somos todos iguais" no mal, e não é uma espécie de justiça salomónica, agora bato num, depois bato noutro, que resolve o problema. O que o resolve é face a cada caso concreto, levar tudo até às últimas consequências. Desse ponto de vista, é bom como pedagogia que o PSD "leve" a ver se aprende que não se brinca com estas coisas. Pode ser que aprenda primeiro. Seria bom.
* Numa primeira fase pareceu-me que no PSD se estava a responder bem ao "caso Somague", mas agora já não estou certo disso, em particular no que diz respeito aos responsáveis pelo partido na altura. Pode-se perceber a tentativa indirecta de atirar as culpas a José Luís Vieira de Castro, tanto mais sabendo que ele não se pode defender. Mas José Luís Vieira de Castro tem amigos que o conhecem bem, que o acompanharam no exercício de funções no PSD e no Governo, e esses amigos, entre os quais me conto, podem falar por ele. E aqui fica a minha fala para dizer que ele como governante nunca, repito nunca, faria um favor em troca de um financiamento partidário. E digo isto, entre outras coisas, porque ele muitas vezes discutiu comigo esses problemas enquanto era Secretário de Estado e muitas vezes me disse como tudo estava "armadilhado", (não só estava, como tinha recebido tudo "armadilhado" do governo anterior do PS) e como o único processo que encontrava para não se deixar envolver era enviar os processos de que desconfiava à Procuradoria e nunca decidir de forma diferente do que resultasse do seu parecer . Foi o que fez no processo da Somague, como em muitos outros. Uma análise à sua acção como Secretário de Estado revelará com clareza esse modus operandi, e não se lhe conhece decisão contrária aos pareceres que recebeu. Não é por aí que chegam lá. Etiquetas: PSD (url)
© José Pacheco Pereira
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