ABRUPTO

16.8.07


DIÁRIO DA CRISE NO PSD ESCRITO EM RONGORONGO (28)


Tudo na festa do Pontal foi montado. A inocência deveria andar por lá perdida à procura de uma outra inocência para haver dois à mesa. O espectáculo mil vezes treinado, mil vezes ensaiado, feito para as câmaras, para os jornalistas, resulta sempre. No fundo, o que é que há para ver senão o espectáculo? E quando o espectáculo é um concurso em que só um fica à frente, como é que não pode deixar de haver "vencedores" e "vencidos" quando o mundo é uma arena? Triste representação para um triste jornalismo, feitos um para o outro. Enquanto no PSD não se compreender que tudo isto é um sinal de decadência, que dali não pode sair nada que aumente a sua credibilidade, a ferida quase mortal que o partido arrasta desde os tempos de Barroso-Lopes, não se vai a lado nenhum.

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© José Pacheco Pereira
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