A DEMOCRACIA, A LIBERDADE, A ORDEM PÚBLICA, A INTELIGÊNCIA, O GOVERNO E OS "VERDEUFÉMIOS" 14
A FUGA ÀS RESPONSABILIDADES
Começou a operação de desresponsabilização do GAIA com aspectos de pura fraude, em particular a tentativa de apagar documentos e tomadas de posição, substituindo textos na Rede por outros, apagando páginas, numa tentativa de nos enganar. Onde antes esteve isto (entretanto apagado)
DIA DE ACÇÃO CONTRA OS TRANSGÉNICOS - 17 Agosto - NÃO À COEXISTÊNCIA, SIM À RESISTÊNCIA!
17 de Agosto tem lugar um dia de acção contra os transgénicos, no âmbito do Ecotopia, um dos maiores encontros de activismo pelo ambiente da Europa. "
e depois isto (entretanto apagado)
"O GAIA apoia a acção do Movimento Verde Eufemia, por considerar o uso de desobediência civil e acção directa não violenta uma estratégia válida na luta pelos direitos sociais e ambientais da população. "
"O GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental) e a EYFA (European Youth For Action), organizações coordenadoras do ECOTOPIA 2007 em Aljezur, desmentem qualquer envolvimento na acção promovida pelo Movimento VERDE EUFÉMIA no passado dia 17 em Silves. A Organização do evento desconhecia a ocorrência da acção, sendo por isso desresponsabilizados pela sua ocorrência nem pela mobilização d@s manifestantes.
Dada a natureza democrática do ECOTOPIA, onde qualquer cidadã@ é convidad@ a participar, ambas as associações rejeitam qualquer responsabilidade pelo eventual envolvimento de alguns d@s participantes na colheita do milho transgénico. Assim sendo são totalmente falsas e infundadas as alegações, feitas na comunicação social, de que as entidades envolvidas na concretização deste evento, nomeadamente no apoio à divulgação, junto d@s jovens portugueses, de um evento absolutamente idóneo, como o ECOTOPIA, tenham apoiado a acção de corte do milho. As associações organizadoras do Ecotopia manifestam o seu profundo desgosto e desagrado pela desacreditação injustificada do evento 2007, que se está a gerar na cobertura mediática." (sublinhados meus)
As "causas" são muito bonitas até que a cobardia obriga à abjuração. Vão ver que ainda vão receber o subsídio este ano.
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O GAIA ainda não percebeu que o tiro saiu pela culatra. Na próxima que quiserem "acção directa", "criativa" e até "estética", podiam organizar-se, com o dinheiro dos subsídios comprar um terreno ao desbarato, pegar nas sacholas e cultivar milho biológico. Depois visitam o Abrupto e aprendem a ceifar.
Dito isto, é razoável notar que o cultivo de milho biológico ou convencional é um direito em vias de extinção. Infelizmente o milho transgénico não é cultivado dentro de caixas de acrílico e a contaminação não só é inevitável como tolerada pela comissão europeia. Muito mais haveria a dizer mas a macro-causa não é essa.
Entretanto, ficamos a saber que o Abrupto tem um leitor tripeiro a viver em Ottawa o que sem dúvida é importante. É bizarro que tenha merecido publicação graças ao link para o "movimento de extinção humana voluntária", uma introdução insuportável de ruído (se a questão é o extremismo, arranja-se para todos os gostos). Não perdi lá 20 segundos, o título diz tudo, mas o excesso de natalidade é um grave problema e como uma imagem vale por mil palavras fica o Breathing Earth.
A informação sobre as ZLAN é uma das muitas que faz o Abrupto interessante. No entanto acabo por não entender se a associação às ZLT é assim tão linear. A natureza do problema é tão diferente que só a "estética" do título não chega para me convencer. Independentemente disso, basicamente o que diz, e outros blogues com muito menos categoria e até sem categoria nenhuma, é que qualquer causa ambiental e quem as defende é de extrema-esquerda ou na melhor das hipóteses de esquerda. Não vos reconheço esse direito.
Na minha visão simplista das coisas, pelo menos alguns destes temas ambientais na Wikipedia são transversais à sociedade e consequentemente aos partidos. Mas aparentemente não. É óbvio que numa altura destas o PSD, a braços com eleições entre dois carismáticos líderes, não tem tempo para minudências ambientais. Já o PS anda ocupado a tirar o ambiente do caminho das auto-estradas, eólicas, camas para o Allgarve, engorda de peixe em Rede Natura e de tudo que o país obviamente necessita. Para o CDS, o cúmulo ambiental é um verdejante campo de golfe. Passou-se o mesmo na cultura. A "cultura de direita" é uma coisa que não existe, graças aos "marketeers" de esquerda e à ausência da direita.
Mas daqui a uns anos, podemos sempre vir aqui ao Abrupto ler nostalgicamente sobre os últimos dias de paisagem natural em Portugal. É uma pena, isto e o resto.
(José Rui Fernandes)
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Gostava de esclarecer à acusação que faz ao GAIA de fuga de responsabilidades na acção em Silves que se pode ler no seu blog. Houve membros individuais do GAIA que participaram da acção organizada pela Verde Eufémia, como, quem sabe, se calhar também haviam membros do PSD. A mudança de comunicado foi porque foi feito um comunicado por uma pessoa em cima da hora, e após foi feito outro com uma opinião mais consensual relativamente ao grupo.
Não é discutido na imprensa a questão dos transgénicos e andam tod@s à guerra a mandar a acusações para aqui e para ali. É o jogo da política retórica onde o essencial é completamente ignorado e o debate torna-se estéril.
Parece que tod@s se preocupam mais com a destruição de um hectar de 70 hectares de terreno de um agricultor do que a verdadeira questão que os OGM estão a ser impostos às populações sem elas quererem, a maioria está contra os OGM. A carne que foi alimentada com OGM não é rotulada, logo quem come carne não sabe se a carne foi alimentada soja transgénica. As plantações OGM contaminam os campos vizinhos (não será também invasão de propriedade alheia?). O Algarve declarou-se zona livre de transgénicos e o agricultor em questão preferiu ignorar o desejo da comunidade e plantou OGM.
Aqui, em Portugal, e talvez em muitos sítios, vivemos revoltados contra quem luta pelo direito a um ambiente e uma sociedade justa e saudável e apáticos relativamente as constantes abusos feitos às populações e ao meio ambiente. No Algarve estamos repletos de campos de golfe a consumir quantidades exorbitantes de água e em alguns sítios por vezes no verão temos pessoas a percorrer kms para conseguir lavar os pratos do almoço. Isto sim é vandalismo, é abuso. Não vou percorrer a quantidade de injustiças que ocorrem todos os dias, mesmo à frente dos nossos narizes, às quais estão a maioria dos portugueses estão indiferentes...
a verdade mesmo, o verdadeiro vandalismo foi o que aconteceu em Silves realmente... esses hippies drogados deviam ser corridos a tiro...