| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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24.7.07
O Diário de Notícias dá-nos menos recados e mais informações, o que permite suscitar uma questão relevante: o custo das campanhas eleitorais internas e a transparência dos seus financiamentos. Esta questão é relevante porque não tenho dúvidas sobre os montantes elevados que já estão em causa, da ordem de dezenas, senão de centenas de milhares de euros. Ora, quer Marques Mendes, quer Menezes, que são de há muitos anos políticos profissionais, não podem ter meios de fortuna para pagarem tudo do seu bolso, nem se espera que o façam. No Diário de Notícias descreve-se o profissionalismo da campanha de Menezes: "Foi tudo meticulosamente escolhido (...) O autarca de Gaia falou em simultâneo, cerca das 20.15, para os três canais televisivos. Passou pela maquilhadora para retocar a imagem e cinco minutos antes da hora de arranque dos telediários avançou sozinho, no primeiro andar de um hotel situado no Parque das Nações, em Lisboa, (...) Momentos antes, António Cunha Vaz - cuja agência de comunicação foi já contratada por Menezes após ter sido responsável pela campanha de Carmona Rodrigues na recente eleição de Lisboa - ultimava os pormenores logísticos na sala onde decorreu a conferência de imprensa. (...) Não havia um só "notável" na sala, que Menezes abandonou em passo acelerado. Minutos depois, entrava num Mercedes prateado que o conduziu à SIC, onde seria entrevistadoSó aqui, hotel, arranjos, carro, agência de comunicação, estão milhares de euros. O caso de Marques Mendes é igualmente complicado, porque a partir do momento em que é candidato não pode, nem deve usar os meios do partido numa situação de favorecimento e desigualdade, o que certamente já aconteceu nem que seja na conta telefónica do PSD. Ele terá que ter o máximo cuidado em separar as suas funções institucionais, com a campanha eleitoral e da sede do partido não deve vir nada que gere uma desigualdade. Aliás, a partir do momento em que há candidaturas, o secretário-geral do partido deve velar de imediato por uma utilização equitativa dos meios do partido. É uma matéria em que se deve ser muito exigente, até porque Menezes já pode ter aqui razões de queixa justas. Etiquetas: PSD (url)
© José Pacheco Pereira
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