ABRUPTO

23.7.06


PIRATARIAS 4



A pirataria (como é que eu chamo a alguém apropriar-se do trabalho de outrem?) continua. Entre ontem e hoje o falso Abrupto esteve em linha em vez do verdadeiro. A investigação do que se passa continua e já tem alguns frutos.

Como muitas vezes acontece na mesquinhez colectiva, as vítimas são os culpados. Pelos vistos nada aconteceu, nada acontece e se acontece é o acaso a funcionar,. Entre dois mil ou três mil blogues portugueses foi o Abrupto a vítima, certamente porque tem uma culpabilidade "objectiva". Em vez de palavras de preocupação (pode vir a suceder a outros...) e condenação com o que acontece, é o Abrupto que criticam. Por existir, presumo. Eu devia ter-me calado caladinho.

Pouca sorte, meus amigos, enquanto não me explicarem a razão porque foi comigo e que se saiba, não há um surto de ataques do mesmo tipo um pouco por todo o lado (a maioria dos exemplos que me são dados, aliás escassíssimos, ou nada tem a ver com o que se passou, ou foram há muito tempo, ou ocorreram em circunstâncias – roubos de password, ou apagamentos de blogues reclamados por outrém, por exemplo – que não se aplicam ao Abrupto), eu não posso dexar de pensar que o Abrupto foi o alvo deliberado. Devo dizer aliás que há mais racionalidade em pensar assim do que em imaginar que me calhou o azar entre quarenta e cinco milhões de blogues. Muitos dos falsos exemplos que me são dados são aliás um exercício de má fé pura, apenas para enganar quem não vai ler as explicações sobre o que aconteceu. Este afã de dizer que o que aconteceu ao Abrupto é normal, legitima o autor da pirataria, porque alguém a fez, não é verdade? Um qualquer hacker da Tailândia que encontrou uma falha no Blogger e escolheu ao acaso um blogue português, não é do que me querem convencer?

Devo ignorar que numa certa lama da blogosfera, se houvesse um botão miraculoso como a campainha do Mandarim que matasse o chinês na China, já havia há muito uma sinfonia de toques e empurrões para chegar ao botão. Aliás a campainha não parava, tantos eram os candidatos a quererem "matar" o Abrupto. Basta ler alguns blogues, entre a pura má fé, até ao enorme contentamento e festejos pela "morte" anunciada. Não terão muita sorte, mas é uma atitude reveladora do incómodo que a mera existência de um blogue como o Abrupto traz à mediocridade invejosa. O mundo para eles seria muito mais aceitável se tudo fosse medíocre, igual na lama. Compreendo bem, mas sigo a regra de George Bernard Shaw: "Never wrestle with a pig. You get dirty and besides the pig likes it".

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© José Pacheco Pereira
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