| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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9.7.06
NUNCA É TARDE PARA APRENDER: OLHAR SOBRE NÓS MESMOS João Leal, Antropologia em Portugal. Mestres, Percursos, Transições, Livros Horizonte, 2006Excelente, excelente livro para ler nestes dias em que os portugueses oferecem ao antropólogo (e ao sociólogo) do futuro muitos materiais de análise! Quando quase nada um curioso podia encontrar sobre Portugal, havia sempre as recolhas de contos e lendas, os estudos de Jorge Dias, os desenhos de Galhano, os livros desirmanados (faltava sempre um volume) de Leite de Vasconcelos. Era por eles que se ia a Vilarinho das Furnas, era por eles que se ia a Rio de Onor. Por eles e pelo mito de que havia comunismo primitivo, como os clássicos descreviam e nós acreditávamos. Em Rio de Onor, em Guadramil (por onde atravessei a fronteira clandestinamente), mais tarde no Barroso. Foi por um destes "mestres", Cutileiro, que me interessei pelos trabalhadores rurais alentejanos. Encontrá-los todos numa história da génese da antropologia em Portugal e perceber os seus passos contraditórios, mas seguros, é o mérito deste livro. Eles, sim, eram patriotas. (url)
© José Pacheco Pereira
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