ABRUPTO

18.7.06


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OUVINDO

ÁTOMOS E BITS

de 18 de Julho de 2006


No Público de hoje, sem ligação, Vital Moreira escreve um artigo exemplar da "má fé" de que falavam Fernando Gil e Paulo Tunhas em Impasses:

Quando um Estado, para responder a uma acção bélica inimiga, resolve atacar alvos civis, matar gente inocente a esmo, destruir estradas e pontes, portos e aeroportos, centrais eléctricas e bairros urbanos, isso tem um nome feio: terrorismo. No caso, terrorismo de Estado. Na vertigem da violência que é o interminável conflito israelo-palestiniano, Israel adopta decididamente a mesma lógica fatal de que acusa os seus inimigos, ou seja, transformar os civis em carne para canhão.

(Sublinhados meus.)

É difícil fazer melhor (pior).
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No Correio da Manhã, Ferreira Fernandes pergunta: George W. Bush merece sanção?


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Dava um Prémio Nobel da Paz imediato, excepcional, automático a quem inventasse um mecanismo eficaz para "farejar" explosivos a uma certa distância. Não resolvia os imensos problemas do Iraque, mas ajudava muito. E seria uma homenagem irónica ao inventor dos explosivos modernos, o senhor Alfred Nobel.

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© José Pacheco Pereira
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