ABRUPTO

17.7.06


CONTRIBUTOS PARA
AS VINTE MELHORES OBRAS DE REFERÊNCIA EM PORTUGUÊS 1.0




O Dicionário de pintores e escultores portugueses ou que trabalharam em Portugal / Fernando de Pamplona ; pref. Ricardo do Espírito Santo Silva

Diccionário histórico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal / coordenado por Sousa Viterbo

Inventário artístico ilustrado de Portugal / José Correia de Azevedo

Inventário artístico de Portugal / [ed.] Academia Nacional de Belas Artes

História da igreja em Portugal / Fortunato de Almeida

Nobiliário de famílias de Portugal / Manuel José da Costa Felgueiras Gayo

História genealógica da casa real portuguesa / D. António Caetano de Sousa

Portugal antigo e moderno : diccionário geográphico, estatístico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguesias de Portugal e grande número de aldeias / Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de Pinho Leal

Dicionário de expressões populares portuguesas / Guilherme Augusto Simöes

Dicionário do cinema português 1962-1988 / Jorge Leitão Ramos

Dicionário do teatro português / dir. de Luís Francisco Rebello

Diccionario do Theatro portuguez / Sousa Bastos

Dicionário de história da Igreja em Portugal / dir. de António Alberto Banha de Andrade

Lello Universal : dicionário enciclopédico luso-brasileiro / José Lello e Edgar Lello

Descripção geral e histórica das moedas cunhadas em nome dos reis, regentes e governadores de Portugal / A. C. Teixeira de Aragão

(Isabel G)

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Lombadas da Europa Portuguesa do Manuel de Faria e Sousa

(
fotos de Ana Gaiaz)

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Uma sugestão para as "AS VINTE MELHORES OBRAS DE REFERÊNCIA EM PORTUGUÊS 1.0" (só vinte serão suficientes?):

Avelino de Jesus da Costa, Normas gerais de transcrição e publicação de documentos medievais e modernos, 3ª ed., Coimbra, 1993
Trata-se de um companheiro essencial para os Historiadores que queiram fazer um boa transcrição e edição de manuscritos medievais e modernos. E bem precisamos que essas transcrições e edições se façam, para acordarmos a nossa memória, adormecida no pó dos arquivos.

(Paulo Agostinho)

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Parecem-me certeiras as suas escolhas (desconhecendo, embora, duas ou três referências). Uma delas, porém, cuja selecção subscrevo inteiramente, apesar de conter inevitáveis erros e algumas omissões, a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, é comentada como sendo “(…) o título singular mais útil para qualquer investigação sobre o período anterior aos anos cinquenta do século XIX”. Eu tenho a “Portuguesa e Brasileira” e penso que apenas por equívoco baliza a sua utilidade até ao período que refere. Na verdade parece-me mais correcto afirmar “anterior aos anos cinquenta do século XX”.
[NOTA JPP: foi uma gralha que já está corrigida, é mesmo século XX.] Seja como for, é curioso reparar como muitas figuras do nosso burgo, quando entrevistadas em casa, fazem questão de se colocar para a fotografia, frente à estante onde a “Grande Enciclopédia” repousa. Já a vi no “lar” de muita gente “notável”. Esta recorrência comprova um mérito adicional da obra. Se há “lombadas” que dão caução cultural à nossa gente pública são estas, intermináveis e sólidas, imensas na latitude da estante, imponentes no seu vermelho e negro avivado a ouro. É como se se pudesse pensar: “Ah, este tem, este deve saber muito!”.

Uma curiosidade complementar, a propósito das omissões: eu moro na Rua Damasceno Monteiro e, pesquisando na Net e noutras fontes, não descobri em lugar nenhum quem foi o senhor. Até que me lembrei da “Grande Enciclopédia”. “Estou safo”, pensei. Enganei-me. Foi o primeiro grande desapontamento que a minha “luso-tropical” (nome carinhoso com que é tratada lá em casa) me deu. Até hoje não sei quem foi o cidadão homenageado com o seu nome nesta extensa rua de Lisboa.

(Manuel Margarido)
Para o seu leitor Manuel Margarido, milagres do Google.

(Tiago Azevedo Fernandes)
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O Dicionário de História dos Descobrimentos Portugueses (dir. Luís de Albuquerque)
o Índice Analítico do vocabulário de Os Lusíadas (dir. A. Geraldo da Cunha)
o Dicionário de Camilo Castelo Branco (Caminho)
o Dicionário de personagens da novela camiliana (Caminho)
o Elucidário de Fr. Joaquim de Santa Rosa de Viterbo
os "dicionários" e repertórios de Sousa Viterbo (p. ex., Trabalhos náuticos dos Portugueses, ou o diconário dos artistas...)
o Vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves (conquanto de 1940, é insuperável)
o Tratado das alcunhas alentejanas, de Francisco Martins Ramos e Carlos Alberto da Silva
a Bibliografia Geral Portuguesa
a "Tradução em Portugal", de Gonçalves Rodrigues
o Dicionário Etimológico de J. Pedro Machado
Nova gramática do Português contemporâneo, de Lindley Cintra e Celso Cunha
a Biblos, Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa
o Dicionário de Literatura Portuguesa de A. Manuel Machado
a Monarchia Lusitana de D. António Caetano de Sousa
a Enciclopédia Verbo (nova edição)
a Biblioteca Lusitana, de Barbosa Machado

... sem esquecer a Micrologia Camoniana, de João Franco Barreto, os Índices dos livros proíbidos em Portugal no século XVI (ed. Moreira de Sá) e a Bibliografia das obras impressas em Portugal no séc. XVI de António Joaquim Anselmo...
E há mais.

(Vasco Graça Moura)

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Uma sugestão: dentro das obras de referência, uma há da minha área profissional que julgo que não só em Portugal, como também no estrangeiro, é reconhecida como obra marcante e invlugar, que é a recolha feita por grupos de arquitectos nos anos 50 sobre a Arquitectura Popular Portuguesa, então da Associação de Arquitectos e agora Ordem dos Arquitectos. É uma obra fundamental, nos seus textos, desenhos e fotografias porque feita num momento anterior ao inicio da urbanização desenfreada de Portugal com o advento da entrada do dinheiro dos portugueses da diáspora iniciada nos anos 60 e onde podemos assim conhecer coisas que mais do que da "arquitectura" são da "cultura" e "tradições" portuguesas.

(Nuno Silva Leal)

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A propósito desta sua lista e dada a proposta do seu leitor Luís Manuel Rodrigues, lembrando o esquecido Cantu, permito-me enviar uma fotografia das lombadas da obra (tirada para um post que nunca cheguei a realizar).

(José Pimentel Teixeira)

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E claro. Como me fui esquecer disto?

Dicionário de literatura : literatura portuguesa, literatura brasileira, literatura galega, estilística, literária / dir. Jacinto do Prado Coelho

(Isabel G.)

(url)

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