ABRUPTO

20.8.05


LER OS JORNAIS



Se, como diz Monjardino no Independente, "Soares quase não precisa de fazer campanha", porque se indigna tanto com a hipótese de "passeio" de Cavaco Silva, que classificou de "não-democrática"?

No Público de hoje, jornal mais pobre que os outros porque não se pode citar em linha, Luciano Alvarez escreve uma nota intitulada O que fazer com o PS intriguista? Não se perecbe bem, lendo apenas a versão electrónica para assinantes, se é uma opinião (nada a objectar) ou um complemento das notícias (vem na secção "nacional").

"Uma tarefa extra, ainda que esperada, surgiu para o primeiro-ministro durante as suas férias africanas. O PS intriguista está de volta."

Pressuposto: há dois PS, um o "intriguista", outro o que não é intriguista, que se presume está no governo, ou à volta de Sócrates (embora Sócrates, que já foi “intriguista", saiba isso bem.)

"Terá Sócrates, que já se viu obrigado a recuar algumas vezes perante a pressão do aparelho socialista, cabedal para lidar e matar esta fatalidade socialista, que no passado já fez várias vítimas?"

Pressuposto: o aparelho do PS "obrigou" Sócrates a tomar certas medidas que ele não desejava. De certeza? Não teria sido o próprio Sócrates a tomá-las, porque pensa como o aparelho, porque é do aparelho, sem ter havido qualquer "pressão"? Como é que se sabe? Esta dualidade PS (Jorge Coelho) versus Governo (Sócrates) é a mais cómoda que há e não é fundada em nenhum facto que se conheça. É uma presunção dos jornalistas, ou pode ser também uma "intriga" cómoda, spin útil para qualquer Primeiro-ministro?

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© José Pacheco Pereira
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