| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
|
11.7.04
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: O HOMEM EM ECLIPSE
O homem em eclipse Ora foi que certo dia o homem eclipsou-se a data digam a data a datazinha faz favor qual data foi por decreto que a gente se eclipsou foi só manobra espertice um dois três e pronto é noite que nem a lua apareça seja de que lado for Uns seguraram-se logo eram espertos bem se viu outros cairam ao mar com cabeça pernas e tudo quanto a mim perdi a calma fiquei desaparafusado tradição cultura estilo certeza amigos fatiota tudo fora do seu sítio um desaparafuso terrível Segurem-me camaradas sinto pernas a boiar cheiro fantasmas enxofre estou aqui mas posso voar o parafuso da língua vai partido vai saltar agarrem-me! agarra! pronto pari o mais leve que o ar Mário Cesariny, nobilíssima visão, Colecção Poesia e Verdade, Guimarães & C.ª Editores, 1976 Enviado por Jorge Daniel Carvalho. (url)
© José Pacheco Pereira
|