ABRUPTO

10.8.03


VER A NOITE - CORUJAS

Recebi quase de imediato, a meio da noite, alta madrugada, após escrever sobre a minha coruja caçadora, esta carta de Miguel Nogueira:

"Umas semanas atrás enquanto conduzia pela noite, em Porto Corvo, na estrada que liga à Ilha do Pessegueiro, avistei uma coruja em frente ao carro, pousada na estrada. A coruja olhou-me com os seus negros olhos, ao ouvir o ruído do automóvel, para de seguida olhar na direcção oposta, quase como analisando o ar por onde iria voar, e abrindo as brancas asas, pairou pela estrada fora fugindo do meu campo de visão e também de um provável impacto.
O curioso é que em todas as acções, atrás referidas, a ave manteve sempre um imperturbável manto de calma, nunca se mostrando assustada. O meu caro Pacheco Pereira observou uma caçadora. A mim o sentimento com que fiquei, foi que tinha partilhado uns segundos da minha existência com um ser mitológico."


Será que olhando uma coruja nos olhos aprendemos alguma coisa que nunca saberiamos de outra maneira? Talvez.


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© José Pacheco Pereira
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