ABRUPTO

12.8.03


INVENÇÕES (Actualizado)

A Polícia da Escrita do suplemento Indígena do Independente faz todas as semanas uma contabilidade dos “mas” , “todavia” e “contudo”, incluídos nos artigos publicados na imprensa. Eu lá venho em lugar de destaque e, por curiosidade, uma ou duas vezes, já tinha verificado quão criativa é a contabilidade. Só que agora, mais do que criativa é imaginativa – na semana passada no artigo do Público eu teria 50 dessas “muletas”. Sucede que eu, nessa semana, não escrevi qualquer artigo no Público

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Leonardo Ralha editor do Indígena do Independente enviou-me a seguinte precisão:

Respondendo ao post “Invenções”, permita-me esclarecer um ponto. Apesar de tudo não passar de uma brincadeira do que considera ser a “polícia da escrita do Indígena”, a contabilidade está longe de ser criativa e imaginativa. Os seus 50 pontos não dizem respeito à última semana - em que, de facto, não escreveu nenhum artigo para o “Público” -, mas sim aos “pontos” acumulados desde o início do jogo. Aliás, na próxima edição do Indígena será ultrapassado pelo José Manuel Fernandes, que somou mais alguns pontos enquanto a sua nova falta de comparência levou a que mantivesse a mesma pontuação.”

Embora o autor do Abrupto não seja da escola de que sempre tem razão e que mesmo errando se acerta, neste caso entende que continua a ter razão. Primeiro, quem lê a coluna semanal não percebe nenhum dos seus critérios cumulativos , e tende a lê-la como uma avaliação semanal; segundo, qualquer comparação resulta injusta se os autores citados não escreverem textos com o mesmo tamanho e periodicidade. Bom, fica a afirmação de que é uma “brincadeira” e um “jogo”. O problema é se a gente fica a olhar para aquele jornal todo e o entende como uma sucessão de brincadeiras e jogos …

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© José Pacheco Pereira
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