ABRUPTO

12.8.03


ACONTECE

Eu escrevi, publiquei e re-publiquei uma das mais duras (e raras) criticas feitas ao Acontece na altura em que o programa se auto-comemorou, com toda a fina flor do nosso establishment cultural diante das câmaras, governava o engenheiro. As minhas objecções de então são as mesmas de agora. O Acontece retratava bem o carácter almofadado e reverente da nossa cultura oficial, cheia de lutas surdas de turf e de salamaleques, vivendo das partilhas de vã glória e dos subsídios, onde todos os livros são bons e ninguém é mau poeta, mau romancista ou mau coisa nenhuma.

Mas eu tenho razões seguras para reconhecer em Carlos Pinto Coelho um mérito de fair play tão raro em Portugal, tão ausente dos nossos costumes culturais, tão pessoalmente estimável, que seria uma enorme injustiça não o dizer em público.

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© José Pacheco Pereira
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