ABRUPTO |
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30.9.04
16:10
(JPP)
Em frente ao Palacio dos Doges roda-se um filme sobre Casanova. Um pouco a frente de onde ela costumava estar, - entre as colunas de S. Marcos e S. Teodoro -, ergueu-se uma forca de brincar. Uma centena de figurantes vestidos a epoca acenam. Uma carruagem dourada esta parada em frente a um palanque com dignatarios - talvez do Conselho dos Dez. Aparato de gruas e microfones e maquinas de filmar. Os turistas a volta, as centenas. Acho que nem que o filme fosse genial o ia conseguir ver, depois de o ter visto assim. (Sem acentos)
16:00
(JPP)
Na noite, tarde, debaixo de uma Lua total, coberta apenas por um v�u ligeiro de humidade, com tudo silencioso, num pequeno barco. O canal desdobra-se num cen�rio quase impossivel de beleza morta, palazzo atras de palazzo. Esta terra verdadeiramente n�o existe. N�o pode existir. 29.9.04
07:21
(JPP)
Aubade (Philip Larkin) Labuto ao dia e � noite me embebedo. Acordo �s quatro e fito o mudo v�o. Clareia a f�mbria das cortinas cedo. Sempre ali est�, vejo por ora, e � m�o, a morte inquieta, um dia j� mais perto, a impedir de pensar salvo por certo em como, e quando e onde hei-de morrer. Bem �rida a quest�o: pavor absorto de morrer e 'star morto, lampeja ainda e prende a estarrecer. A mente esvai-se a olhar. N�o em remorso (bem por fazer, amor por dar, mal gasto o tempo) ou em perf�dia, porque o esfor�o de uma s� vida � longo a largar lastro dos erros do come�o, e talvez falhe; mas no v�cuo total que sempre calhe � segura extin��o indo em jornada e para todo o sempre. N�o 'star c�, n�o ser algures e j�; nada � mais certo e mais terr�vel nada. � um modo de ter medo que n�o passa com truques. Bem tentou a religi�o, vasto brocado musical com tra�a, para nunca haver morte uma fic��o, e o sofisma que diz, N�o pode um ente que � racional temer o que n�o sente, sem ver que � isso o que tememos - sem ver, provar, ouvir, tactear, cheirar, nada a pensar, a amar, ligar, o amorfo do qual n�o ningu�m. E assim fica no fio da vis�o um leve desfocar, o que arrefece mais cada impulso at� � indecis�o. Muita coisa n�o chega: esta acontece e quando vem, � s� medo em tamanha furna, quando sem gente nos apanha, e sem beber. Coragem n�o vale nada: s� n�o assusta os outros. P�r-se � prova n�o nos livra da cova. A morte � igual, gemida ou enfrentada. J� devagar o quarto a luz destapa. Qual roupeiro se pode pressentir, sempre a saber, saber que n�o se escapa, e a recus�-la. Um lado ter� de ir. Eis telefones prestes nos fechados escrit�rios e acorda sem cuidados o intrincado mundo que se apraza. C�u branco como gesso; sol, nem v�-lo. Trabalho, h� que faz�-lo. Carteiros, quais doutores, de casa em casa. (Tradu��o de Vasco Gra�a Moura, cortesia do pr�prio tradutor) * Bom dia! 28.9.04
08:28
(JPP)
What Almost Every Woman Knows Sooner or Later Husbands are things that wives have to get used to putting up with. And with whom they breakfast with and sup with. They interfere with the discipline of nurseries, And forget anniversaries, And when they have been particularly remiss They think they can cure everything with a great big kiss, And when you tell them about something awful they have done they just look unbearably patient and smile a superior smile, And think, Oh she'll get over it after a while. And they always drink cocktails faster than they can assimilate them, And if you look in their direction they act as if they were martyrs and you were trying to sacrifice, or immolate them, And when it's a question of walking five miles to play golf they are very energetic but if it's doing anything useful around the house they are very lethargic, And then they tell you that women are unreasonable and don't know anything about logic, And they never want to get up or go to bed at the same time as you do, And when you perform some simple common or garden rite like putting cold cream on your face or applying a touch of lipstick they seem to think that you are up to some kind of black magic like a priestess of Voodoo. And they are brave and calm and cool and collected about the ailments of the person they have promised to honor and cherish, But the minute they get a sniffle or a stomachache of their own, why you'd think they were about to perish, And when you are alone with them they ignore all the minor courtesies and as for airs and graces, they uttlerly lack them, But when there are a lot of people around they hand you so many chairs and ashtrays and sandwiches and butter you with such bowings and scrapings that you want to smack them. Husbands are indeed an irritating form of life, And yet through some quirk of Providence most of them are really very deeply ensconced in the affection of their wife. (Ogden Nash) * Bom dia! 27.9.04
23:54
(JPP)
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16:18
(JPP)
"No fundo, a intelig�ncia humanista - as belas-artes e as letras - n�o sofreram durante o fascismo; a intelig�ncia humanista p�de singularizar-se, aceitar cinicamente o jogo. Onde o fascismo esteve vigilante foi nas rela��es entre a intellighentsia e o povo; manteve o povo no obscurantismo. O problema que se p�e agora � o de sair do privil�gio - servil - de que goz�vamos, e n�o o "ir para o povo" mas "ser do povo", viver numa cultura que tenha as suas ra�zes no povo e n�o no cinismo dos libertos romanos." (Cesare Pavese, enviado por MCP)
13:06
(JPP)
Como � que � poss�vel haver muitas centenas de pessoas a assistir �s corridas ilegais, em estradas que toda a gente sabe quais s�o, sem a pol�cia o impedir, prender os condutores, tirar-lhes a carta e os carros? Expliquem-me. * "Em primeiro lugar quero manifestar alguma preplexidade pelo facto de ultimamente ter publicado alguns coment�rios dos seus leitores manifestamente superficiais e de baixa qualidade e que, pior, n�o resistem a simples leitura atenta, contrariamente ao rigor que nos habituou durante tanto tempo. (...) Mas vamos aos factos. Em primeiro lugar o facto n�o � novo. O JPP deve lembrar-se de na nossa adolescencia j� haver os Cooper S, Datsun 1600 SSS, BMW e quejandos, de abas abolachadas, jantes de aluminio de 12 polegadas, "bolantinhos de pau", "baquets" de competi��o para conduzir no banco de tr�s, aillerons que n�o faziam nada, etc que tanto faziam as delicias dos meninos da linha, da Foz ou de Almada para competir at� � Costa da Caparica. Na altura n�o se chamava "tunning" mas era e servia para o mesmo. Em segundo lugar n�o � verdade que estes meninos andem sempre no mesmo s�tio. Variam, exactamente para fintar a policia. No caso vertente o sitio � conhecido mas � uma estrada particular (o que quer que isto queira dizer) o que obviamente n�o serve de desculpa. A policia n�o tem meios, nem materiais nem humanos, para vigiar todos este sitios ao mesmo tempo (nenhuma policia tem). Tomemos por exemplo a ponte Vasco da Gama que � um dos lugares preferidos. Normalmente os meninos reunem-se nas imedia��es (lugar e hora sempre diferentes e combinados por telemovel), arranjam previamente a corrida e dirigem-se para a partida de forma ordeira. At� a� nada a dizer e muito menos a fazer. Chegados ao lugar da partida esta � dada rapidamente e os 16 quilometros da ponte s�o precorridos em cerca de 4 minutos (a 250 km/hora). Quando o alerta � dado j� est�o muito para l� de Alcochete. Acrescente-se ainda que � minima desconfian�a de uma espera, mandam um "batedor" para ver se o caminho est� livre. Quer isto dizer que s� por sorte a policia os agarra em flagrante, sendo que, neste caso, a �nica alternativa � uma presegui��o em via p�blica com os riscos inerentes. (...) Parece-me isso sim que estas situa��es constituem aquilo a que Martim Amis qualifica, quer termos dos factos quer em termos das palavras que usamos para os descrever, de "obsceniza��o do quotidiano". E a prop�sito que tal falarmos um pouco dos "tunnings" encapotados dos pr�prios constructores de automoveis, que � revelia das legisla��es da esmagadora maioria dos pa�ses (limites de velocidade) anunciam carros cada vez mais potentes e velozes? Aqui j� n�o � preciso "tunning". Qualquer Mercedes, BMW, AUDI etc vem de f�brica com as caracteristicas necess�rias. Legalmente." (Fernando Fraz�o) * "Tirarem-lhes a carta? O autor do acidente deste fim de semana, que vitimou n pessoas, n�o tinha carta!!! Como se lhe pode tirar uma coisa que ele n�o tem?" (Rui Aguiar) * "Por onde tem andado, com quem tem falado? Porque s� com ordem explicita, sen�o t�m medo! A saber: a) de levarem pancada; b)encontrarem um "grande" das F.A.; c)provocarem um acidente ou terem de agir com firmeza contra um desordeiro, e ent�o, � o berreiro de jonalistas, defensores do D.H.,etc; d) baterem com o carro da policia e t�m de pagar o arranjo; e) se prendem algu�m t�m de ir atribunal e n�o ganham o dia....? f)etc,etc,..........." (C. Indico) * "Acho que a raz�o � a mesma de haver tanta droga a circular t�o livremente nas pris�es. Passou a ser considerado normal e inevit�vel. Entrou na rotina: as pessoas amolecem e resignam-se em vez de resolverem o problema." (Tiago Azevedo Fernandes) * "Eu explico: Nalguns casos, eles s�o pol�cias. Noutros, tamb�m gostava de saber a raz�o de tamanha impunidade." (JCB)
11:51
(JPP)
"(...) Bunting �, a meu ver, um dos melhores poetas ingleses do s�c. XX, mas tamb�m um dos mais injustamente esquecidos, talvez por ter vivido demasiado na sombra de Ezra Pound e por lhe ter sido colado, de forma acr�tica, o r�tulo de "ep�gono". O mesmo se pode dizer em rela��o a outros poetas esquecidos, como David Jones, Hugh MacDiarmid ou Roy Fisher. Enfim, � todo um mundo de poesia inovadora a descobrir - mas, de prefer�ncia, bem longe dos meios acad�micos conservadores e cinzentos! Muito provavelmente j� conhece, mas envio-lhe uns versos de um dos poemas de Bunting que mais gosto (a seguir a "Briggflatts"), "Chomei at Toyama". � uma "tradu��o"/adapta��o comovente do c�lebre texto "H�j�ki" ("The Ten Foot Square Hut", na v. inglesa) do poeta japon�s Kamo-no-Chomei (1154-1216): I know myself and mankind. . . . . . . . . I dont want to be bothered. (You will make me editor of the Imperial Anthology? I dont want to be bothered.) You build for your wife, children, cousins and cousins' cousins. You want a house to entertain in. A man like me can have neither servants nor friends in the present state of society. If I did not build for myself for whom should I build? Friends fancy a rich man's riches, friends suck up to a man in high office. If you keep straight you will have no friends but catgut and blossom in season. Basil Bunting, "Chomey at Toyama", Collected Poems (Oxford: Oxford University Press,1978) 70." (Daniela Kato)
11:32
(JPP)
"Para o adepto das luzes, o termo e o conceito �povo� conservam sempre qualquer tra�o de arcaico, inspirador de apreens�es, e ele sabe que basta apostrofar a multid�o do �povo� para induzi-la � maldade reaccion�ria. Quantas coisas n�o aconteceram diante dos nossos olhos, em nome do povo, e que em nome de Deus, da Humanidade ou do Direito nunca se deveriam ter consumado! Mas, � um facto que, na realidade, o povo permanece sempre povo, pelo menos em determinada camada da sua �ndole, que � precisamente a arcaica, e que habitantes e vizinhos do Beco dos Fundidores, pessoas que no dia das elei��es votavam no Partido Social-Democr�tico, eram ao mesmo tempo capazes de vislumbrar algo demon�aco na pobreza de uma velhinha, que n�o tinha recursos suficientes para pagar uma habita��o acima do solo, de modo que quando ela se aproximava, pegavam nos filhos, a fim de os proteger contra o mau-olhado da bruxa. Se na actualidade se voltasse a entregar � fogueira uma mulher deste tipo, o que, com leves modifica��es da justificativa, hoje n�o � absolutamente inimagin�vel, eles iriam plantar-se atr�s das barreiras erguidas pela municipalidade e olhariam, embasbacados, mas provavelmente n�o se revoltariam. Falo do povo, por�m aqueles impulsos populares, de natureza arcaica, existem em todos n�s, e para diz�-lo bem claramente, assim como penso, n�o considero a religi�o o meio mais adequado para reprimi-lo com seguran�a. Isso consegue-se, a meu ver, unicamente por meio da literatura, da ci�ncia human�stica, do ideal do homem livre e belo." Thomas Mann, Doutor Fausto, enviado por Paulo Almeida
09:21
(JPP)
Further Instructions Come, my songs, let us express our baser passions. Let us express our envy for the man with a steady job and no worry about the future. You are very idle, my songs, I fear you will come to a bad end. You stand about the streets, You loiter at the corners and bus-stops, You do next to nothing at all. You do not even express our inner nobilitys, You will come to a very bad end. And I? I have gone half-cracked. I have talked to you so much that I almost see you about me, 1Insolent little beasts! Shameless! Devoid of clothing! But you, newest song of the lot, You are not old enough to have done much mischief. I will get you a green coat out of China With dragons worked upon it. I will get you the scarlet silk trousers From the statue of the infant Christ at Santa Maria Novella; Lest they say we are lacking in taste, Or that there is no caste in this family. (Ezra Pound) * Bom dia! 26.9.04
23:39
(JPP)
"A prop�sito dos textos de Jos� Lu�s Pinto de S�, Filipe Pereira e Alvelos e Ac�cio Costa, gostaria de lembrar alguns aspectos t�cnicos que foram ignorados por estes especialistas. 1� Na realidade n�o existe um concurso de professores mas v�rios perfeitamente independentes que decorrem simultaneamente. Suponho que o n�mero de concursos anda perto dos quarenta. Isto �, h� um concurso para os educadores de inf�ncia, outro para os professores do 1� ciclo, outro para os professores de ci�ncias do 2� ciclo, outro para profs de geografia do 3� ciclo, e por a� fora. Estes concursos processam-se de um modo independente ainda que um candidato possa s�-lo em mais do que um destes concursos. A complexidade em alguns destes concursos � muito baixa dado o n�mero reduzido de candidatos e das suas prefer�ncias (nem � preciso fazer a coloca��o � m�o, basta fazer o trabalho a olho). N�o se compreende porque � que o minist�rio insiste em n�o dividir o problema e avan�ar com as coloca��es, por exemplo, dos professores do 1� ciclo, que em nada interfere com professores de outro grau. 2� � consensual que o problema da elabora��o de uma lista ordenada �, em termos computacionais, canja. O que aconteceu no entanto, nesta 1� fase do concurso foi um grande flop. Ora aqui n�o pode haver a desculpa do P e do NP ou seja l� o que for. Portanto, ao come�ar houve incompet�ncia de quem fez e burrice e ignor�ncia por parte de quem tinha de decidir o que fazer da� para a frente. 3� Parece-me que o problema s� entra na categoria da grande complexidade quando o n�mero e qualidade das vagas n�o pode estar rigorosamente definido antes do processo de coloca��es propriamente dito come�ar. Isto s� acontece quando se est� a colocar candidatos que, se forem colocados numa das prefer�ncias indicadas abrem uma vaga na escola onde estavam e no caso de n�o terem lugar em nenhuma das prefer�ncias indicadas mant�m-se no lugar anteriormente ocupado. Estando estes candidatos todos colocados pode-se passar a usar o tristemente c�lebre �algoritmo da ministra�: �Pega-se no primeiro da lista coloca-se no hor�rio pretendido, risca-se essa vaga e passa-se ao 2�. Em termos computacionais isto entra no dom�nio da �canja� uma vez que � um processo completamente linear. Assim o n�mero de candidatos e vagas que entram no processo na fase complexa n�o gera uma situa��o significativamente diferente daquela que aconteceu nos anos anteriores e por isso n�o implica uma solu��o computacional mais complexa do que aquela que foi usada com resultados positivos anteriormente." (C�ndido Pereira, Professor de Ci�ncias) * "O grande n�mero de atestados m�dicos apresentados pelos professores nos novos concursos deste ano indicia ilegalidades e adultera a lista de gradua��o profissional, pois todos os docentes que os apresentaram t�m prioridade sobre os outros na coloca��o, bem como prejudica aqueles que de direito re�nem as condi��es para tal. O n�mero de pedidos de destacamentos por condi��es espec�ficas (doen�a incapacitante) apresentados fala por si: em Vila Real, Chaves e Portalegre cerca de 80% dos candidatos, em Bragan�a mais de 50%, em todo o pa�s 8985 docentes (P�blico 14 de Setembro), quase um quinto de total de 50 000 que concorrem nos quadros de zona pedag�gica est�o incapacitados. Est� posta em causa a justi�a na coloca��o dos docentes, h� ind�cios fortes de fraude e poder-se-� concluir que deixou de ser necess�rio o m�rito, pois bastar� este expediente manhoso. A eventual utiliza��o fraudulenta da figura do destacamento deveu-se a diversos factores que contribu�ram para a trapalhada geral que presidiu � implementa��o do novo articulado legal de coloca��o de professores. 1. Os processos foram apresentados nos agrupamentos que aceitaram todas as situa��es, mesmo aquelas que a legisla��o n�o contempla. Se tivesse havido aqui uma primeira triagem, muitos casos seriam imediatamente indeferidos. 2. O destacamento para obter condi��es espec�ficas contempla os docentes que sejam portadores de doen�a incapacitante nos termos do Despacho Conjunto n.� A-179/89-XI, de 12 de Setembro, publicado no Di�rio da Rep�blica, II s�rie, n.� 219, de 22 de Setembro de 1989. A nova legisla��o abriu o leque de crit�rios para pedir o destacamento por condi��es espec�ficas, o Decreto-Lei 35/2003 (que legisla sobre os concursos) permite, nomeadamente, pedir o destacamento tamb�m no sentido do apoio a ascendentes, enquanto anteriormente estava limitado aos descendentes. 3. O conjunto de doen�as invalidantes � ele prop�cio a duplos sentidos, a saber: - Sarcoidose; - Doen�a de Hansen; - Tumores malignos; - Hemopatias graves; - Doen�as graves e invalidantes do sistema nervoso central e perif�rico e dos �rg�os dos sentidos; - Cardiopatias reumatismais cr�nicas graves; - Hipertens�o arterial maligna; - Cardiopatias isqu�micas graves; - Cora��o pulmonar cr�nico; - Cardiomiopatias graves; - Acidentes vasculares cebrais com acentuadas limita��es; - Vasculopatias perif�ricas graves; - Doen�a pulmonar cr�nica obstrutiva grave; - Hepatopatias graves; - Nefropatias cr�nicas graves - Doen�as difusas do tecido conectivo; - Espondilite anquilosante; - Artroses graves invalidantes. Muitas das enfermidades referenciadas, como ouvimos noticiado, reportam a doen�as de coluna, hipertens�o, otites, asma, dist�rbios do sistema nervoso e outros tais que contabilizados e aberto o leque a familiares perspectivariam ser inclu�dos a quase totalidade da popula��o docente portuguesa." (...) (Jos� Alegre Mesquita) * "N�o me parece que se possa formar alguma opini�o sobre o valor do contrato do Minist�rio da Educa��o com a Compta sem conhecer mais dados. O "output" esperado (ou melhor, desesperado...) � conhecido, mas qual foi o "input"? Que tipo de valida��o era suposto existir (ou n�o) antes da entrega dos dados � Compta? E que dados ao certo foram esses? Como � que foram passadas � Compta as regras para coloca��o de professores? Deram-lhe apenas a legisla��o ou j� um algoritmo? Que prazo lhes foi imposto? Vale a pena esperar um pouco por explica��es oficiais para opinar melhor." (Tiago Azevedo Fernandes)
20:54
(JPP)
Na RTP, a prop�sito do crime algarvio, entrevista-se uma crian�a de oito ou nove anos sobre o que ela acha que aconteceu. Nem vale a pena dizer que n�o h� manual de deontologia que explicitamente n�o condene esta pr�tica em termos taxativos. N�o vale mesmo a pena, porque a selvajaria do nosso atraso cultural une num mesmo la�o os �populares� que v�o em excurs�o, os jornalistas que os ati�am com os directos televisivos, e a mis�ria de tudo aquilo que aconteceu.
11:28
(JPP)
Esta �not�cia� do P�blico (Justino Incomoda PSD, mas Pode Beneficiar Governo) � um perfeito exemplo de como n�o se deve fazer jornalismo, e tamb�m um perfeito exemplo de como ele se faz. Tudo est� condensado no t�tulo e no primeiro par�grafo: �As entrevistas do ex-ministro da Educa��o, David Justino, n�o ca�ram bem no PSD, mas dentro do Governo h� quem pense que podem beneficiar a actual equipa da Educa��o, j� que, pelo menos nos pr�ximos dias, as aten��es estar�o centradas na "guerra" entre Justino e o seu ex-secret�rio de Estado, Ab�lio Morgado.� Comecemos pelo �PSD�, mais um caso de utiliza��o abusiva de uma entidade colectiva, habitual em outros t�tulos em que a �GNR�, �os magistrados�, os �funcion�rios do SEF� aparecem como sujeito de ac��es ou opini�es, a maioria das vezes atribu�veis a um ou outro �magistrado�, ou �s estruturas sindicais, ou apenas � fonte que falou com o jornalista. O que se cont�m nesta not�cia � apenas uma opini�o pol�tica dada anonimamente , transformada em fonte contra todas as regras � porque raz�o uma opini�o pol�tica pura tem que ser protegida pelo anonimato das fontes? � e que depois � transfigurada como sendo a �opini�o� de uma institui��o. Se tomarmos � letra o que l� se diz, tr�s pessoas poderiam, no limite, envolver o PSD: o Presidente do partido, o secret�rio-geral, ou um porta-voz autorizado por um dos dois, e, nestes casos, a autoria da opini�o deveria ser p�blica. Tudo o resto � treta e cumplicidade entre o jornalista e a fonte para passar um �recado� O t�tulo d� ao �recado� a chancela do jornalista e do jornal, ou seja um grau de veracidade mistificadora que esconde o �recado�, ou seja, engana os leitores. Depois h� a opini�o em si mesma, que vale pelo que representa de degrada��o da pol�tica. Vale por ser t�pica do grau zero da politiquice, mesquinha, mostrando um desprezo total pelos portugueses. Se h� �no Governo� quem pense que tudo isto pode �beneficiar� a governa��o de Portugal, ou seja que este grau zero de politiquice, pr�prio de uma escola de intriga e habilidades, infelizmente muito comum nos partidos e nos jornais, revela mais que cabe�as mal formadas e sem car�cter, estamos muito mal. Como de costume o �nico verdadeiro interesse informativo desta �not�cia� era saber quem �acha� isto no Governo, para se pedirem responsabilidades e sa�da pela porta baix�ssima.
10:55
(JPP)
Actualizadas as notas O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: COM OS DEDOS OU COM AS M�OS (5� s�rie) e OS "POPULARES"
09:45
(JPP)
What the Chairman Told Tom Poetry? It's a hobby. I run model trains. Mr. Shaw there breeds pigeons. It's not work. You dont sweat. Nobody pays for it. You could advertise soap. Art, that's opera; or repertory-- The Desert Song. Nancy was in the chorus. But to ask for twelve pounds a week-- married, aren't you?-- you've got a nerve. How could I look a bus conductor in the face if I paid you twelve pounds? Who says it's poetry, anyhow? My ten year old can do it and rhyme. I get three thousand and expenses, a car, vouchers, but I'm an accountant. They do what I tell them, my company. What do you do? Nasty little words, nasty long words, it's unhealthy. I want to wash when I meet a poet. They're Reds, addicts, all delinquents. What you write is rot. Mr. Hines says so, and he's a schoolteacher, he ought to know. Go and find work. (Basil Bunting) * Bom dia! 25.9.04
21:28
(JPP)
Mas que espect�culo deprimente este o dos �populares� � volta do cen�rio do crime algarvio, gritando vingan�as, avan�ando teses e hip�teses, contando boatos, fazendo vir ao de cima o mesmo ambiente de viol�ncia e mis�ria que rodeia o pr�prio crime, que abominam em palavras, mas em que participam como mirones, e voyeurs! A pol�cia tamb�m actua sem qualquer cuidado e discri��o. As televis�es, babadas pelo crime que aumenta as audi�ncias, servem de chamariz para, de todo o lado do Algarve, uns homenzinhos, que n�o tem nada que fazer, possam dizer ufanos que v�o l� todos os dias �ver�. � volta, aquelas mulheres com os filhos ao colo, que acham que este � o melhor espect�culo que lhes podem dar. Muitos a falar ao telem�vel, rindo-se. Todos valent�ssimos, contrastando com o mutismo e a fuga das c�maras quando se trata de um assalto com os criminosos � solta. Enfim, sub-mundo l� dentro e sub-mundo c� fora. * "O que significa, e qual � a origem deste atributo "populares"? Podiam dizer "pessoas", "cidad�os" ou "indiv�duos" ( tamb�m n�o gosto), ou "homens e mulheres". A mim soa-me como uma forma mais gentil de "a maralha". Ainda estou para ler uma not�cia a anunciar que "os populares" participaram em qualquer coisa remotamente civilizada." (Pedro Jorge) * "A prop�sito de "os�populares�" n�o pude deixar de me questionar sobre o seu coment�rio. N�o percebi se o que era deprimente era o espect�culo em si ou o facto de as televis�es o terem proporcionado ao pa�s. Em meia d�zia de linhas o senhor "cascou" nos populares, na policia, nos vizinhos e nos jornalistas. Penso que n�o sobrou ningu�m. � lament�vel que estes epis�dios tenham este tratamento por parte dos media mas n�o � novidade. Essa falta de crit�rio nas noticias � uma coisa comum. Agrada a todos e pelos vistos at� a si. Pouco serve o seu coment�rio aos populares, aos policias e aos jornalistas. Os primeiros s�o aqueles a quem o pa�s vai negando uma exist�ncia com alguma dignidade. Aos poucos o acesso aos mais elementares direitos vai estando apenas reservado ao "utilizador-pagador". Esse espect�culo deprimente a que assistiu apenas aconteceu porque os que podem fazer algo por este pais se sentam em frente ao televisor e pensam que vivem em Bruxelas. A realidade do nosso pa�s � a de uma sociedade que tem a preocupa��o de se distanciar do povinho, das feiras e dos centros comerciais. Comenta os an�nimos e dist�ncia-se. Mas na realidade nada faz por essa gente - a maioria." (Carlos Br�s) * Vale tamb�m a pena ler a excelente reportagem de Ricardo Dias Felner intitulada "O Drama Familiar por Tr�s da Morte da Pequena Joana" no P�blico de hoje.
20:00
(JPP)
"O coment�rio dos meus colegas do Minho Filipe Pereira e Ac�cio Costa � totalmente correcto e resume tudo o que j� foi dito neste blog sobre o caracter t�cnico do assunto. J� quanto ao caracter pol�tico do problema, acrescentaria: O ex-ministro Justino explicou agora a candura da sua decis�o. Visava, de facto, eliminar os mini-concursos e a 2� fase das coloca��es que, como j� foi aqui explicado, davam ao problema uma natureza sequencial que lhe eliminava a dificuldade computacional (de cariz matem�tico, claro). Toda a classe pol�tica ratificou a referida decis�o pol�tica. De boas inten��es est� o Inferno pol�tico cheio� Confiou o ex-ministro no seu secret�rio de Estado e na funcion�ria Orvalho para a execu��o T�CNICA do problema. Infelizmente, ningu�m sabia que a referida e bem-intencionada decis�o era tecnicamente infaz�vel!... Mas estamos em Portugal, n�o � de admirar�! Onde � que se ensina c� o teorema de Godel? Talvez a COMPTA o soubesse, mas � prov�vel que n�o. A maioria dos inform�ticos mais velhos formou-se pela �pr�tica�, e nunca aprendeu teoria da computa��o, esse ramo da matem�tica que trata de coisas como a indecibilidade, infazibilidade, etc. E a COMPTA tem todos os sintomas de uma empresa desse tipo, dada a sua idade e estado de crise. Mais: o pr�prio or�amento irris�rio que foi contratado � 200 mil euros n�o � nada para um problema inform�tico desta complexidade � denota a prov�vel incapacidade da COMPTA em avaliar aquilo a que se comprometera. Mas � t�pico: o vendedor vende o servi�o, acicatado pela press�o desesperada da Administra��o em aumentar as vendas para salvar a empresa, julgando que os programadores depois executar�o a encomenda, sem os ouvir primeiro, ou ouvindo o seu chefe, formado na �pr�tica� e sem forma��o te�rica� (...)" (Jos� Lu�s Pinto de S�) * "Como � do conhecimento p�blico, o processo de coloca��o de professores �correu mal�. Aqui levanta-se uma hip�tese de explica��o sobre o sucedido. A descri��o a seguir efectuada � propositadamente gen�rica, mas, de acordo com a informa��o dada pelos org�os de comunica��o social, n�o nos parece que desvirtue os aspectos fundamentais do problema da coloca��o de professores. Analisar o problema aqui descrito, facilitar� o esclarecimento do problema com que se depara o Minist�rio da Educa��o. Consideremos que existe um conjunto de professores que se pretende afectar a um conjunto de coloca��es, de acordo com as suas prefer�ncias. A ordena��o dos professores, de acordo com os crit�rios estabelecidos no concurso, � trivial. Independentemente do n�mero de professores, em alguns segundos num computador vulgar resolve-se o problema. No entanto, para resolver o problema, n�o basta ordenar os professores e atribui-los �s coloca��es existentes de forma sequencial. Isto porque alguns desses professores encontram-se j� colocados e pretendem alterar a sua coloca��o, o que implica a liberta��o de novas coloca��es que s�o postas a concurso. O problema complica-se. Um problema deste tipo � essencialmente um problema matem�tico e n�o de sistemas inform�ticos. O dif�cil � o desenvolvimento de um algoritmo eficiente para o problema e n�o a sua implementa��o ou a capacidade de processamento do computador. Pior, por estranho que pare�a a muitas pessoas, pode provar-se que n�o existe nenhum algoritmo eficiente para resolver um determinado problema - na linguagem da Teoria da Complexidade Computacional (porque � disso que se trata) a menos que P=NP, o que � actualmente aceite como improv�vel. Claro que se o problema tiver dimens�es muito reduzidas poder� ser resolvido, mas um pequeno aumento nas suas dimens�es implica um gigantesco aumento na dificuldade da sua resolu��o. Chegados aqui, a hip�tese levantada � a seguinte: nenhum dos intervenientes do processo de coloca��o de professores teve a no��o do problema que tinha em m�os: quem originou o problema, quem encomendou a sua resolu��o e quem disse que o resolvia. Resta a sugest�o: por que n�o abrir o problema a todos os que por ele se interessem (nomeadamente investigadores), mantendo o anonimato dos intervenientes? Bastaria disponibilizar os dados e aproveitar o conhecimento das pessoas. Seria uma forma de abrir a Ci�ncia � Sociedade e a Sociedade � Ci�ncia. Mais, poderia contribuir para se ouvir com menos frequ�ncia a pergunta: �para que serve a matem�tica?� Pois... para os anos lectivos poderem come�ar." (Filipe Pereira e Alvelos / Docente e Investigador- Departamento de Produ��o e Sistemas / Universidade do Minho Ac�cio Costa / Engenheiro Inform�tico - Departamento de Produ��o e Sistemas / Universidade do Minho)
08:09
(JPP)
De la brevedad enga�osa de la vida Menos solicit� veloz saeta destinada se�al, que mordi� aguda; agonal carro por la arena muda no coron� con m�s silencio meta, que presurosa corre, que secreta a su fin nuestra edad. A quien lo duda, fiera que sea de raz�n desnuda, cada sol repetido es un cometa. �Confi�salo Cartago, y t� lo ignoras? Peligro corres, Licio, si porf�as en seguir sombras y abrazar enga�os. Mal te perdonar�n a ti las horas; las horas que limando est�n los d�as, los d�as que royendo est�n los a�os. (Luis de Gongora) * Bom dia! 24.9.04
18:23
(JPP)
"Quem tem experi�ncia em projectos de desenvolvimento de software estranhar� toda esta situa��o sobre a coloca��o de professores, assim como os coment�rios que s�o feitos sobre deste. � que a express�o �falha t�cnica� � muito redutora para tentar descrever o que se pode ter passado. J� assisti a projectos bem sucedidos e a projectos que foram insucessos; tamb�m tenho conhecimento de projectos mal sucedidos em diferentes �reas. Um aspecto comum a estes projectos classificados como fracassos � que a origem do problema raramente � uma falha t�cnica. Os motivos da maior parte dos insucessos dos projectos inform�ticos devem-se a quest�es relacionadas com a gest�o do mesmo. Como os pr�prios inform�ticos dizem, o problema raramente � hardware ou software; as ra�zes do problema est�o no �Peopleware�. (Marco Oliveira) * "Creio que o assunto j� morreu no �Abrupto� mas, depois de ter sido elucidado de que com o actual sistema se pretenderia aproveitar as vagas disponibilizadas pelos transferidos AINDA NO MESMO CONCURSO, o que seguramente n�o sucedia no anterior sistema, ocorre-me o seguinte problema bem ilustrativo da infazibilidade computacional da quest�o: Suponhamos os professores X e Y, detentores dos lugares x e y. X concorre � vaga y, e Y � vaga x. Ou seja, pretendem trocar de lugar. Obviamente, um algoritmo simples como os que se usavam at� h� anos, n�o transferir� nenhum deles, porque n�o encontrar� nenhuma vaga dispon�vel para o 1� a considerar, nem portanto para o 2�. Um algoritmo que fa�a coisas do g�nero: �supor que Y liberta o lugar pretendido por X e efectuar a sua coloca��o provis�ria, prosseguindo e quando chegar a Y logo ver se ele realmente muda de s�tio, se sim tudo ok, se n�o voltar ao in�cio�, � obviamente f�cil mas requerer� um tempo c�smico, quando se tratam de 50 mil professores. Obviamente, � um problema de tipo NP, ou em termos simples, infaz�vel. Contra a infazibilidade computacional existe uma terap�utica: intelig�ncia artificial (IA). Em geral produz resultados bons mas tem, por�m, um problema: os resultados s�o bons mas n�o perfeitos, e portanto s�o sempre impugn�veis pelo rigor da l�gica jur�dica. Neste caso, n�o se vai resolver o problema com IA mas sim com intelig�ncia natural (� m�o). Mas como esta sofre das mesmas limita��es da IA, preparemo-nos para o chorrilho de impugna��es com que o Minist�rio vai ser invadido quando sairem as listas� Claro que a solu��o est� em descentralizar (responsavelmente) as coloca��es pelas escolas. Como nas empresas. Como na Holanda. Como�" (Pinto de S�) * "No meio desta confus�o de "NP�s", "Programa��es lineares" e afins subsiste-me uma pergunta: -se se podia fazer "manualmente" a coloca��o, porque � que n�o se tomou essa decis�o em devida altura, at� para servir de termo de compara��o com o computador? Talvez seja ingenuidade minha, mas eu suponho que quem ocupa um cargo de ministro deve ter uma capacidade de resolver problemas e pensar alternativas, ou ter alguem perto que fa�a isso esta ministra poderia ter tomado essa atitude quando tomou posse, e neste momento o problema estaria resolvido. Bem sei que esta trapalhada n�o teve origem na actual titular do cargo, mas esta falta de agilidade em resolver a quest�o parece-me uma raz�o suficiente para ap�s a resolu��o do problema a ministra apresentar a demiss�o." (Jo�o Gundersen) * "Acabo de ler mais no Abrupto sobre os problemas inform�ticos ligados � listagem de coloca��o de professores do que o que esperava vir a aprender. N�o tenho qualquer pretens�o de acrescentar mais informa��es (ainda estou a digerir as que li) mas, j� que foi levantada a quest�o de o problema ser ou n�o NP, n�o quero perder esta oportunidade de mencionar um dos mais famosos problemas em aberto da Matem�tica, que � o problema P versus NP. No site do Clay Mathematics Institute pode ler-se uma descri��o do problema. E aquele instituto d� um pr�mio de um milh�o de d�lares � primeira pessoa que o resolver." (Jos� Carlos Santos)
08:45
(JPP)
LOS FORMALES Y EL FR�O Qui�n iba a prever que el amor ese informal se dedicara a ellos tan formales mientras almorzaban por primera vez ella muy lenta y �l no tanto y hablaban con sospechosa objetividad de grandes temas en dos vol�menes su sonrisa la de ella era como un augurio o una f�bula su mirada la de �l tomaba nota de c�mo eran sus ojos los de ella pero sus palabras las de �l no se enteraban de esa dulce encuesta como siempre o como casi siempre la pol�tica condujo a la cultura as� que por la noche concurrieron al teatro sin tocarse una u�a o un ojal ni siquiera una hebilla o una manga y como a la salida hac�a bastante fr�o y ella no ten�a medias s�lo sandalias por las que asomaban unos dedos muy blancos e indefensos fue preciso meterse en un boliche y ya que el mozo demoraba tanto ellos optaron por la confidencia extra seca y sin hielo por favor cuando llegaron a su casa la de ella ya el fr�o estaba en sus labios los de �l de modo que ella f�bula y augurio le dio refugio y caf� instant�neos una hora apenas de biograf�a y nostalgias hasta que al fin sobrevino un silencio como se sabe en estos casos es bravo decir algo que realmente no sobre �l prob� s�lo falta que me quede a dormir y ella prob� por qu� no te quedas y �l no me lo digas dos veces y ella bueno por qu� no te quedas de manera que �l se qued� en principio a besar sin usura sus pies fr�os los de ella despu�s ella bes� sus labios los de �l que a esa altura ya no estaban tan fr�os y sucesivamente as� mientras los grandes temas dorm�an el sue�o que ellos no durmieron. (Mario Benedetti) * Bom dia!
02:04
(JPP)
"Relativamente ao coment�rio do leitor Manuel Jo�o B�ia e em jeito de resposta recomendo vivamente a leitura atenta dos posts do Paulo Querido , bem como dos diversos artigos para que apontam os links que ele l� tem. Talvez o leitor chegue � conclus�o que ofertas de colabora��o e an�lises diversas n�o faltaram. Talvez tenha havido, isso sim, autismo dos nossos governantes." (Dion�sio Leit�o) * "Sobre a quest�o dos problemas NP, P, e afins, queira verificar o seguinte link Eu n�o tenho muita experi�ncia em lidar com aplica��es de software que tenham uma dimens�o que n�o possam ser globalmente compreendidas por uma s� pessoa. Sei no entanto o suficiente para dizer que num quadro destes, a solu��o miraculosa do programador sobredotado � algo que, salvo melhor opini�o, enferma de alguma ingenuidade. Ainda neste contexto, s�o muitos os exemplos, mesmo em pa�ses com outras posturas de controlo dos seus processos de desenvolvimento, de projectos de software que ou ultrapassam o prazo inicialmente previsto, ultrapassam o or�amento, uma combina��o das duas, ou n�o chegam sequer a ver a luz do dia. Portanto, n�o � novidade este tipo de acontecimentos. Normalmente, a principal raz�o atribu�da como causa para esse descarrilamento � a subestima��o dos problemas e dificuldades associados ao projecto. Mas sinceramente, e isto � pura especula��o porque n�o disponho de dados concretos, o problema estar� mais ligado � pr�pria especifica��o da aplica��o. Pergunta: com a actual legisla��o (leia-se regras de ordena��o) a frase "o professor A est� colocado � frente do professor B" � verdadeira, ou falsa? Ou n�o se consegue responder de todo? Se n�o se conseguir responder a estas perguntas para todos os professores (e esta � uma fase muito anterior sequer a come�ar-se a modelar a aplica��o) de forma consistente e completa, ent�o n�o h� solu��o inform�tica para o problema. Ser consistente significa que, com o conjunto de regras definido, de forma alguma a frase atr�s referida pode ser simultaneamente verdadeira e falsa, e completa significa que deve ser sempre poss�vel atribuir um dos valores l�gicos (verdadeiro ou falso). Como referi no inicio, este coment�rio n�o passa de especula��o, mas este � um problema comum quando se pretende automatizar um conjunto de processos, regras e procedimentos, isto �, constatar-se que essa doutrina n�o � completa ou � inconsistente. Noutro �mbito, mas ainda sobre o mesmo tema, � de certeza uma bricadeira dizer-se que nunca antes houve problemas nos concursos de professores. Este ser� concerteza o problema mais grave, mas da� a dizer-se que os concursos nos anos anteriores foram modelos de perfei��o vai uma grande dist�ncia? Acima de tudo, est� a procurar-se uma solu��o t�cnica para um problema pol�tico de organiza��o social. Ainda ningu�m me conseguiu explicar porque � que um Conselho Directivo que seja respons�vel por 3000 alunos, uma s�rie de professores e funcion�rios, n�o tenha a compet�ncia e autonomia para ser ele a contratar o seu corpo docente. Obviamente que isso implicaria uma responsabiliza��o relativamente aos resultados (dos alunos) e, relativamente a esses, � sempre muito mais f�cil responsabilizar os malandros dos pol�ticos em geral e o governo em particular. Mas acredito que ainda vir� o tempo..." (Jos� Coelho) * "Tem raz�o Miguel Gon�alves Sousa. O problema da coloca��o dos professores �, de acordo com as regras definidas na lei dos concursos, um problema NP. E podia ter ido mais fundo na explica��o da complexidade do problema. Tomo a liberdade de seguir o seu racioc�nio: se o �ltimo professor da lista, a ser colocado, libertar uma vaga que interesse ao primeiro da lista, o baralho vai ser novamente distribu�do. Esta redistribui��o deve-se, portanto, a uma causa bem identificada, a coloca��o do �ltimo professor da lista numa determinada escola. Mas que garantia h�, no fim da segunda distribui��o, de que esse �ltimo professor vai ficar colocado? Nenhuma. E se n�o ficar? Ent�o j� n�o liberta a vaga para o primeiro da lista. A quest�o pode expor-se de outra forma. Suponhamos que um computador potent�ssimo disponibilizava todas as combina��es poss�veis de coloca��o dos professores. Googles de hip�teses diferentes. Algures nesse palheiro h�-de esconder-se a agulha, isto �, a melhor de todas as solu��es. Mas � poss�vel, � prov�vel, que at� essa solu��o borgesiana esteja ferida de ilegalidade. Mesmo na agulha pode haver uma vaga ocupada por um professor que estava atr�s de outro, ambos concorrentes a essa vaga. � por isso que JPP tem raz�o quando repetidamente defende a import�ncia das ci�ncias exactas. Um legislador avisado daria conta da subtileza que distingue a �solu��o ideal� da �melhor solu��o� e, no corpo da lei, estabeleceria os contornos matem�ticos dessa diferen�a. Um t�cnico competente dominaria heur�sticas, como os algoritmos gen�ticos, que integradas no software fizessem aparecer, num computador normal, a solu��o �ptima. O problema maior � que est�o criadas as condi��es para alterar o car�cter nacional dos concursos. Por ignor�ncia, porque d� trabalho tentar perceber o que realmente aconteceu, porque toda a gente decidiu que isto n�o funciona, mais cedo ou mais tarde, v�o cumprir-se os des�gnios de Jos� Manuel Fernandes: os concursos ter�o car�cter municipal. Ao abrigo da fixa��o dos docentes � est� por provar que seja coisa boa �, ao abrigo da liga��o ao meio � est� por provar que seja coisa boa �, ao abrigo do desejo de descentralizar � est� por provar que seja coisa sempre boa �, as escolas v�o cair nos bra�os das autarquias � est� por provar que n�o seja coisa ruim. E como o escrut�nio dos processos municipais � quase nulo, nunca mais a coloca��o dos professores far� cair ministros ou far� abrir telejornais. Pode ser que algu�m se lembre de que a regionaliza��o do pa�s garante as virtudes do centralismo e rejeita os defeitos do municipalismo. Eu votei sim no referendo da regionaliza��o. Mas cada dia que passa mais me vai parecendo que fui o �nico." (Francisco Queir�s) 23.9.04
15:39
(JPP)
"Tive oportunidade de verificar com agrado que a discuss�o t�cnica em torno da coloca��o dos Professores est� a acontecer. Este � um papel que caberia primariamente ao Minist�rio da Educa��o e aos seus t�cnicos efectuar com transpar�ncia, secundados pelos respons�veis pol�ticos no que � pol�tica diz respeito, mas enfim... Uma pequena nota relativamente �s anota��es pertinentes surgidas entretanto no Abrupto, n�o esquecendo que n�o sou nem pretendo vir a ser um perito em optimiza��o e conhe�o s� superficialmente o processo de coloca��o (ver legisla��o aqui): - (Pinto de S�) Como diz, e bem, na parte final da sua nota, a solu��o que preconiza seria a mais f�cil de implementar e provavelmente a mais correcta; s� que n�o me parece ser essa a que o Minist�rio definiu na legisla��o e implementou pelos motivos referidos por Miguel Sousa!!! A coloca��o � um problema de optimiza��o e como tal deve ser conceptualizado e tratado; - se entre pessoas, com um "background" que lhe permite perceber as dificuldades de um processo a este n�vel, se gerou uma saud�vel discuss�o de argumentos, imagine-se a dificuldade da parte da popula��o em compreender o que se est� a passar! E n�o � por este facto que os intervenientes (pais, alunos e professores) perdem o direito a serem informados cabalmente pelo Minist�rio dos problemas t�cnicos existentes. E muito menos serem presenteados com solu��es simpl�rias �com os dedos�... Algu�m se divertiu hoje a calcular (pe�o desculpa mas n�o me lembro da fonte), em termos muito b�sicos o tempo que demoraria a colocar um dos supostos cerca de 50.000 professores pela equipa �com os dedos� do Minist�rio no tempo anunciado para a conclus�o, 24 sobre 24 horas... o resultado apresentado sugere que teriam que colocar 1 professor a cada 15 segundos... Concluindo, n�o � �com os dedos� que v�o perceber e resolver o problema... PS � pena que os sindicatos envolvidos, que t�m nos seus quadros �ptimos especialistas, n�o contribuam para o esclarecimento t�cnico do problema e n�o alertem para os perigos da estrat�gia manual. Estar�o � espera de beneficiar com a confus�o emergente?" (Manuel Jo�o Boia) * "N�o sendo um inform�tico j� trabalhei v�rias vezes com programadores e pessoas da �rea. Usando uma express�o mais popular e deixando de lado as programa��es lineares e afins eu diria que este � um problema do tipo "entra porco e sai salsicha". Ou seja, � um problema que n�o admite duas solu��es; no entanto, podem ser necess�rios um n�mero enorme de iterac��es para que este seja resolvido. Para que este problema seja correctamente resolvido - ou seja para haver uma salsicha de qualidade - � necess�rio que o "porco" seja bom e o processo de fabrico tamb�m. Aparentemente nada disto acontece. Traduzindo a analogia culin�ria o que se pode dizer � que: a) os dados de entrada n�o eram de qualidade o que leva a erros (h� professores "nascidos" em 2004, etc). b) o processo por ter v�rias fases dependentes entre si (o que o torna complexo) devia ter um acompanhamento e um controle de qualidade permanente, o que tamb�m n�o aconteceu. A solu��o de passar o trabalho para manual parece-me grave porque significa sem margem para duvidas que ou vai ser mal feito ou, ainda mais grave - ESTE PROBLEMA J� PODIA ESTAR RESOLVIDO. Vamos ent�o � inform�tica: correndo o risco de ser contra-corrente, os 600 mil euros parece-me pouco, muito pouco para escrever e implementar de raiz um sistema inform�tico novo. � um trablaho que demora cerca de um ano e 50000 euros por m�s para pagar a uma equipa que o desenvolva DE FORMA COMPETENTE e admitindo que a empresa quer ter lucro parece-me sinceramente barato. Temos ent�o a prova provada que o barato sai caro. Muito caro neste caso.Subscrevo o que a respeito deste tema diz o leitor Pinto de S� e atrevo-me a pensar que acima de um problema de qualidade de programa��o esteve um problema de especifica��o, o tal problema homem-homem. Por fim, o mais importante. � crucial para a higiene social deste pa�s que os culpados n�o passem impunes. A COMPTA tem de ser levada a tribunal at� �s �ltimas consequ�ncias. Os t�cnicos do minist�rio tem de ser responsabilizados, despedidos se for caso disso. Os professores que meteram atestados falsos para arranjarem destacamento tem de ser severamente punidos (lembram-se dos alunos de Guimar�es?). Neste p�ntano em que acabou este processo ningu�m sai ileso. Prejudicados alem dos professores que de uma forma s�ria querem exercer o seu trabalho, temos tambem alunos e pais. Como JPP bem nota, os sindicatos que nada fizeram para melhorar o processo, alem de de verificar as falhas que eram �bvias, saem refor�ados. Talvez seja altura de se envolverem e comprometerem mais do que fazer "refresh" das p�ginas da Internet." (Pedro Costa Lima) * "Li no seu blogue uma mensagem assinada por Pinto de S� onde se escreve: "O problema computacional da coloca��o de professores, pelo contr�rio, � extremamente simples, ou "linear". Cada professor � ordenado numa lista em fun��o da sua qualifica��o em diversos itens que por sua vez t�m prioridades relativas bem definidas." N�o tem raz�o o seu leitor e quem tem efectivamente raz�o era o especialista que falou na SIC que afirmou que este � um problema NP. Talvez n�o tenha sido muito bem entendido qual � o problema deste m�todo. Quando se coloca um professor na primeira vaga dispon�vel da sua prefer�ncia, este liberta uma vaga numa outra escola. Essa vaga, anteriormente inexistente, poderia ter sido uma prefer�ncia de um qualquer professor que estivesse acima no ranking e que teria sido colocado nesse lugar se a vaga estivesse dispon�vel. � por isso necess�rio percorrer toda a lista acima para ver se algum professor j� "colocado" desejava essa vaga. Se por acaso tal acontece, a situa��o repete-se. Liberta-se uma nova vaga e por a� fora. Suponha que o �ltimo professor colocado liberta uma vaga no lugar desejado pelo primeiro. O primeiro sai de onde estava e passa a ocupar esta vaga. O baralho vai ser novamente distribu�do. Se a isto juntar uma enorme quantidade de outros factores que afectam as coloca��es, como prefer�ncias, prioridades, professores com habilita��es para mais do que uma disciplina... tem um verdadeiro problema NP. A coloca��o � m�o vai criar milhares de protestos. � imposs�vel optimizar a coloca��o de 30.000 professores sem aux�lio inform�tico. Os sindicatos v�o ter muito com que se entreter nos pr�ximos meses." (Miguel Gon�alves de Sousa) * "Sendo electrot�cnico e interessando-me pelas quest�es da indecibilidade e complexidade computacionais, por um lado, e tendo por outro lado preenchido muitas vezes os boletins de candidatura da minha mulher, professora do secund�rio, escandalizou-me um coment�rio feito na TV por um "especialista em inform�tica da SIC", que disse que o problema era informaticamente do tipo NP, e que vai no mesmo sentido de um comentador do seu site que fala em "problema de programa��o linear". � que h� que fazer os seguintes esclarecimentos, que procurarei serem claros e simplificados: Um problema NP ou de optimiza��o (requerendo programa��o linear), � um problema para o qual h� muitas solu��es poss�veis, em princ�pio. Um exemplo cl�ssico � o do "caixeiro viajante": escolher o percurso que soma a menor dist�ncia total a percorrer na visita a n cidades. � partida h� que come�ar por qualquer uma das n cidades, depois escolher, para cada uma delas, as n-1 seguintes, e depois para cada uma dessas as n-2 seguintes, e assim sucessivamente. No final, comparar todas as dist�ncias e escolher a menor. Eventulamente h� heur�sticas que permitem acerlerar o problema, mas ele � "complexo". Complexo para o computador, mas n�o para o programador!!!! O problema computacional da coloca��o de professores, pelo contr�rio, � extremamente simples, ou "linear". Cada professor � ordenado numa lista em fun��o da sua qualifica��o em diversos itens que por sua vez t�m prioridades relativas bem definidas. Uma vez a lista definida, o 1� professor, que se candidatou a uma lista de escolas ordenada pela sua prefer�ncia, v�, pela ordem que ele indicou, se h� vaga nessa escola. Se sim, a vaga �-lhe atribu�da, deixa de estar dispon�vel para os seguintes, e o algoritmo passa ao professor seguinte da lista. O problema � linear, portanto. Mas para o computador, n�o para o programador!!! E isto porque h� imensos itens de ordena��o, acrescendo que h� casos em que o professor concorre a uma "zona", deixando portanto ao "computador" a prioritiza��o das escolas da zona a escolher. Por conseguinte, onde houve problemas foi na defini��o dos itens!!! Isto �, no di�logo homem-homem. E depois, quem trabalha nestas coisas sabe que se a empresa n�o tomar certas precau��es (mas � para isso que serve a "certifica��o"), basta que o programador n�o tenha documentado o seu programa e se tenha despedido para que o seu trabalho seja imposs�vel de corrigir!" (Pinto de S�) * "Uma das belezas do mundo � que tudo tem um lado bom. O lament�vel exemplo da coloca��o de professores, sendo muito grave, tem contudo um enorme valor como demonstra��o do que est� mal e de como falta compet�ncia na gest�o t�cnica de assuntos que n�o deveriam justificar nenhuma dificuldade especial. De entre os muitos factos que agora se tornaram absolutamente indesment�veis, destaco os seguintes. 1) O sistema de gest�o das vagas de professores no Minist�rio da Educa��o � pat�tico (e isto n�o tem nada a ver com Inform�tica). 2) N�o tem sido dada responsabilidade de gest�o t�cnica a quem tem perfil adequado para isso. 3) As muitas iniciativas de difus�o das Tecnologias de Informa��o promovidas pelo Governo deveriam ter tido segunda prioridade por compara��o com a revis�o completa dos sistemas inform�ticos estatais que � suposto ajudarem o pa�s a funcionar. 4) Os procedimentos normais de controlo e auditoria ao trabalho que � feito (seja por funcion�rios p�blicos ou por entidades externas) n�o s�o aplicados pelo Estado. 5) Se o sistema de Justi�a estivesse a funcionar saudavelmente, seria vi�vel recorrer a ele para corrigir "� for�a" em tempo �til muita coisa errada. N�o partilho da opini�o de que tudo s�o "m�fias" e m� vontade. H� tamb�m disso, mas mais graves s�o os problemas de incompet�ncia de Gest�o e de falta de maturidade de pessoas a quem t�m sido atribu�das responsabilidades de chefia. (Uma delas chegou ao topo da hierarquia, n�o nos esque�amos!) � altura de as substituir em larga escala. � altura de tornar a Justi�a a prioridade das prioridades. Fomos todos n�s que permitimos que a situa��o chegasse onde chegou, cabe-nos a n�s todos corrigir os erros." (Tiago Azevedo Fernandes)
11:41
(JPP)
![]() ![]() e t�o perto ainda. Trajectos marcianos da Spirit e da Opportunity, duas senhoras caminhantes cheias de vida. Uma subiu aos c�us e outra desceu aos infernos, onde parece haver mais vida. Bad girls go to hell... Come�a-se a perceber as diferen�as: Good girls loosen a few buttons when it's hot./Bad girls make it hot by loosening a few buttons." V�, divirtam-se.
11:08
(JPP)
"(...) secundo as observa��es do leitor Tiago Fernandes, temendo mesmo que seja pouco o que ele diz. Isto porque tenho visto a meu lado muitos acidentes de outsourcing inform�tico na fun��o p�blica que apenas n�o se tornam conhecidos porque n�o h� um prazo de tornar p�blico um servi�o. Digo-lhe portanto que o que se passou agora com a coloca��o dos professores � o que � bastante frequente, incrivelmente frequente. Vale por isso a pena insistir na quest�o. Uma das quest�es que causa os problemas � a fraca compet�ncia de ambos os lados- os inform�ticos e os funcion�rios. Numa sess�o de trabalho, em que o inform�tico faz uma pergunta trivial do g�nero, "� A e B ou A ou B", a resposta mais prov�vel do funcion�rio � "depende". A partir da� e como o "depende" precisa de esclarecimento, tudo pode come�ar a complicar-se." (Maria Jo�o Pereira) * "Para uma aplica��o inform�tica necessitar de 17 horas a processar uma lista de professores, e mesmo assim com erros de processamento, como � possivel (partindo do pressuposto que o modelo � o mesmo) o mesmo trabalho demorar 1 semana executado � m�o ? poderemos n�s garantir a fiabilidade dessa lista ? " (Luis Miguel Silva) * "Ser� que algu�m pode explicar porque � que se contratou a tal compta para criar meis inform�ticos, ao que tudo indica sofisticados (uma vez que ningu�m os consegue p�r a funcionar) para fazer um trabalho que manualmente pode ser feito numa semana." (Rosa) * "Sem ser um especialista na mat�ria, suspeito que todas estas quest�es em torno da listagem de coloca��o de professores resultam de um t�pico problema de "Programa��o Linear", estudado e ensinado nas nossas Universidades h� muitas d�cadas. N�o tenho conhecimento directo da legisla��o que estabeleces as regras (restri��es e vari�veis) para esta coloca��o, mas suspeito que no af� de todos -Minist�rio e Sindicatos- juntarem a sua vontade �s "regras", criaram um problema matematicamente insol�vel, i.e. sem uma solu��o �nica. Ningu�m parece ter tido a preocupa��o de testar a validade matem�tica da legisla��o... Parece-me que, quando muito, poder-se-� utilizar m�todos de "Programa��o Linear" para obter uma "solu��o �ptima local", que responde parcialmente ao problema sem o tempo de c�lculo (seja �� m�o� ou por m�todos computacionais) tender para infinito... Assim, qualquer solu��o manual, como o Tiago Azevedo Fernandes descreve, ser� sempre �parcial� e trar� o descr�dito ao processo por n�o ser compreendida e explicada." (Manuel Jo�o Boia)
09:30
(JPP)
I Saw a Peacock, with a fiery tail, I saw a Blazing Comet, drop down hail, I saw a Cloud, with Ivy circled round, I saw a sturdy Oak, creep on the ground, I saw a Pismire, swallow up a Whale, I saw a raging Sea, brim full of Ale, I saw a Venice Glass, Sixteen foot deep, I saw a well, full of mens tears that weep, I saw their eyes, all in a flame of fire, I saw a House, as big as the Moon and higher, I saw the Sun, even in the midst of night, I saw the man, that saw this wondrous sight. (An�nimo, anterior a 1655, e pode ser lido de duas maneiras, como dois poemas, um antes e outro depois das v�rgulas) * Bom dia! 22.9.04
09:12
(JPP)
Everybody Tells Me Everything I find it very difficult to enthuse Over the current news. Just when you think that at least the outlook is so black that it can grow no blacker, it worsens, And that is why I do not like the news, because there has never been an era when so many things were going so right for so many of the wrong persons. (Ogden Nash) * Bom dia! 21.9.04
22:31
(JPP)
![]() Do digital para o anal�gico, da base de dados para a caixa das fichas, do processador de texto para o l�pis e o papel, do processamento de dados para as contas de cabe�a, do software para o hardware mais caro que h�, as pessoas. * "Se o processamento vai ser feito "� m�o" para 50.000 professores, ent�o verifica-se uma de tr�s situa��es: a) qualquer programador competente consegue em um ou dois dias fazer um programa que execute automaticamente aquilo que agora vai ser feito manualmente ou b) esse "processamento manual" implica "interpreta��es" caso a caso de uma lei que estar� eventualmente mal feita (e que portanto n�o permitir� extrair um conjunto inequ�voco de regras de coloca��o suscept�vel de ser traduzido fielmente em software) ou c) as regras a utilizar ser�o uma "vers�o simplificada" das que est�o previstas na lei, que portanto n�o seria integralmente cumprida. � _muito_ importante perceber o que se passa, afinal." (Tiago Azevedo Fernandes)
13:30
(JPP)
![]() o do Primeiro-ministro de Portugal. (Publicidade paga no Di�rio de Not�cias de 20 de Setembro de 2004)
11:37
(JPP)
vai ser o refor�o dos Sindicatos dos Professores, contrariando as tend�ncias para a crise gen�rica do sindicalismo em Portugal. Os efeitos ser�o observ�veis a curto e m�dio prazo, e tornar�o ainda mais dif�cil �governar� a educa��o, onde os sindicatos s�o poderosas m�quina da resist�ncia � mudan�a e controlam cada vez mais o minist�rio. V�o sair desta crise a mandar muito mais.
11:13
(JPP)
![]() Um importante mapa marciano, e uma descoberta europeia: as zonas onde h� �gua e onde h� metano sobrep�em-se em Marte. Duas hip�teses: processos geotermais produzem o metano; ou h� actividade bacteriana nas �guas subterr�neas de Marte. Para se ler mais, aqui.
10:29
(JPP)
Ouve-se e n�o se acredita. �lvaro Barreto diz que � �precipitado� dizer que a refinaria de Le�a vai ser encerrada. Quem se precipitou? O primeiro-ministro. Diz tamb�m que todos os estudos anteriores conclu�ram que a refinaria n�o deve ser encerrada. Quem se precipitou n�o sabia, ou n�o se informou antes de falar? N�o parece um governo, parece um ajuntamento.
09:43
(JPP)
![]() � ter jornais assim. Primeira p�gina do Di�rio de Not�cias de hoje, num cantinho em baixo, not�cia sobre a coloca��o dos professores e o bloqueamento do in�cio do ano lectivo, intitulada "guerra de nervos na lista de professores". "Guerra de nervos"?
09:15
(JPP)
Ozymandias. I MET a Traveler from an antique land, Who said, "Two vast and trunkless legs of stone Stand in the desart. Near them, on the sand, Half sunk, a shattered visage lies, whose frown, And wrinkled lip, and sneer of cold command, Tell that its sculptor well those passions read, Which yet survive, stamped on these lifeless things, The hand that mocked them and the heart that fed: And on the pedestal these words appear: "My name is OZYMANDIAS, King of Kings." Look on my works ye Mighty, and despair! No thing beside remains. Round the decay Of that Colossal Wreck, boundless and bare, The lone and level sands stretch far away. (Shelley) * Bom dia! 20.9.04
22:51
(JPP)
Pessoas com qualidades acima do comum, politicamente activas, que dizem o que pensam sem grandes c�lculos, independentemente de se concordar com o que pensam e o que dizem, s�o raras nos dias de hoje. Por isso � um prazer ver Silva Lopes, ontem, e Manuel Alegre hoje, no programa do P�blico / Renascen�a na 2. Pessoa normais, que n�o s�o constru�das pelo marketing, nem pelo seu pr�prio espelho - que al�vio! Ar puro.
17:00
(JPP)
Marcelo Rebelo de Sousa acha que esta semana foi �desastrosa� em termos de �coordena��o pol�tica e comunica��o�; eu acho que foi desastrosa em termos de governa��o. O problema nunca est�, ou est� minimamente, na �comunica��o� ou na sua falta. Est� sempre mais em saber se se est� a governar mal ou bem, com compet�ncia ou sem ela, em fun��o do interesse p�blico ou do jogo pol�tico e eleitoral. � para mim claro (eu sei que n�o � para muitos) que h� um problema estrutural de compet�ncia no governo, compet�ncia pol�tica e t�cnica, e que isso as habilidades n�o resolvem. Podem minimizar, podem enganar, mas n�o resolvem o fundo. � at� prov�vel que, � custa de muito dinheiro para as empresas de rela��es p�blicas, de marketing e de publicidade, a �comunica��o� melhore. Algum �bom governo� pode ser comprado, embora custe muito caro e dure o tempo da encomenda. Agora, o que � chumbo n�o se muda em ouro l� porque est� dentro do cadinho de alquimista que � o poder. Pode brilhar, � custa de muito spin, mas ouro n�o �.
09:02
(JPP)
1951 Alone at night in the wet city the country's wit is not memorable. The wind has blown all the trees down but these anxieties remain erect, being the heart's deliberate chambers of hurt and fear whether from a green apartment seeming diamonds or from an airliner seeming fields. It's not simple or tidy though in rows of rows and numbered; the literal drifts colorfully and the hair is combed with bridges, all compromises leap to stardom and lights. If alone I am able to love it, the serious voices, the panic of jobs, it is sweet to me. Far from burgeoning verdure, the hard way in this street. (Frank O'Hara) * Bom dia!
01:37
(JPP)
Escrito aqui em princ�pios de Agosto: "Existe em certos sectores da direita e da esquerda intelectual portuguesa a ilus�o que um governo Santana Lopes ser� um governo que prosseguir� pol�ticas liberais, ou, como pejorativamente agora se diz, �neo-liberais�. Enganam-se completamente. Se h� coisa que em Portugal sofrer� com o populismo � o discurso genuinamente liberal. O populismo � nacionalista, defensor da closed shop, �social� e clientelar. O populismo ser� alicer�ado em duas coisas muito pr�ximas na vida pol�tica portuguesa: um discurso social, que pode mesmo chegar a ser socializante, e na gest�o de clientelas. � uma f�rmula muito eficaz em Portugal, potenciada agora pela forma como actuam os media." Como se est� a ver. 19.9.04
21:55
(JPP)
Num governo que fala imenso, mergulhado numa logomaquia completa, que s� revela incompet�ncia e falta de estudo das medidas que anuncia, houve hoje uma novidade: temos dois primeiros-ministros, o A e o B. Na entrevista de Paulo Portas � RTP, na sequ�ncia da de Santana Lopes ontem � SIC, cobrindo as mesmas mat�rias e �mbito governativo, tivemos um exemplo (at� pela linguagem do �n�s�: �n�s� governamos em conjunto, �n�s� decidimos) de diarquia governativa. Aprende-se todos os dias.
11:47
(JPP)
Eu s� conhe�o duas ab�boras c�lebres na hist�ria, mas verifico agora, com espanto e choque, que n�o sei nada de ab�boras. (By the way, a ab�bora c�lebre n�mero um � a que se transforma em coche � meia-noite e que leva a Cinderella ao baile; a n�mero dois � aquela a que devemos muito da carreira de Richard Nixon, a ab�bora onde Whittaker Chambers, membro do aparelho secreto ligado ao PC dos EUA, escondia os documentos que Alger Hiss trazia do Departamento de Estado para dar � espionagem sovi�tica. Existe, porque a Am�rica � o que �, um "Whittaker Chambers Pumpkin Patch National Historical Landmark", que tem o recorde do menor n�mero de visitas.) ![]() S� que, encontrando-se ao sol, a coisa come�ou a crescer exponencialmente, deitando umas flores amarelas que logo desapareciam para mostrarem uma intumesc�ncia suspeita. Pensei para comigo que vida animal, ali � volta, j� tinha sido. A tr�fide devia comer tudo o que passasse. Crescer, continuava a crescer, folhas cada vez maiores, mas a gravidade pregava-lhe algumas partidas. Quando as intumesc�ncias come�avam a pesar, o caule n�o as suportava e partiam. O ch�o era pedra e n�o a terra do canteiro, e a rigidez do solo impedia uma acomoda��o que a terra mole dava. A tr�fide come�ava a sofrer pela sua ambi��o. Mas, sendo a selec��o natural o que �, sempre h� um caule mais poderoso e que resiste, at� que a intumesc�ncia verde pousa no ch�o suportando-se. Aconteceu. Ent�o deu-se um processo que todos os dias mais me convence do car�cter alien�gena da coisa: aquilo cresce a uma velocidade n�o-biol�gica. N�o-biol�gica terrestre. L� no fundo do espa�o n�o sei. Se me sentar em frente e olhar com aten��o, aquilo vai-se enchendo, cent�metro a cent�metro, e eu vejo os cent�metros a somarem-se. Oblonga, verde, pintada de ocasional amarelo, obsessiva, fascinante, imponente, estranha, a ab�bora. Se continuar assim, fujo. * "As ab�boras s�o mesmo assim... (Imperdo�vel ;-) n�o haver uma terceira ab�bora no seu imagin�rio... a gigantona de Aquilino Ribeiro). Leitura obrigat�ria : Mestre Grilo Cantava e a Giganta Dormia (Arca de No�, III Classe), de Aquilino Ribeiro." (Manuela D.L. Ramos) * Excerto de Mestre Grilo Cantava e a Giganta Dormia (Arca de No�, III Classe), de Aquilino Ribeiro, enviado por Manuela D.L. Ramos: �---Compadres, aquela ab�bora � o meu pesadelo. Se avan�a mais um madinha para o meu lado ou fico sem casa ou morro l� dentro emparedado. N�o sei o que h� de ser de mim. �De vizinho danoso morreu Barroso�. Os insectos quedaram recolhidos um momento a cismar no problema. E a cigarra, que � esperta e espevitada, disse: ---Tem raz�o, mestre grilo. Mas aqui que ningu�m nos ouve, confesse l�: al�m do dano que a ab�bora lhe faz, voc� tem por ela uma especial antipatia... hem, c� de dentro? O grilo soltou duas risadinhas como que a acentuar a finura da comadre cigarra e respondeu: --� verdade. Embirro solenemente com a pega massa. Como podem cacular vim fazer aqui a casa induzido pela beleza da flor. Tanto reluzia que disse comigo: ali , naquelas touceiras de erva tenra e serradela. Com t�o espl�ndido p�lio de seda contra o sol, ficas que nem um mandarim da China. Sou poeta, � o meu fraco. Afinal, foi uma desilus�o cruel; da flor doirada e aberta como o c�lice dos senhores bispos saiu este monstro! --N�o admira-- disse uma abelha que se metera na conversa --Mestre grilo e a ab�bora menina s�o diferentes como noite e dia. Enquanto ele � vivo, espiritual, pequenino, se desfaz em cantorias, ela queda mat�ria bruta: comer, comer, dormir, e mais n�o lhe pe�am.� * �Tamb�m tenho uma hist�ria de ab�boras na minha vida. Elas em Africa subiam pelas �rvores, o fruto acomodava-se num ramo e l� crescia. Ent�o tinhamos laranjeiras, limoeiros, etc. a dar ab�boras. Eram uma boa companhia para mim, as ab�boras, porque eu passei a inf�ncia em cima das �rvores l� no quintal. Era eu, as ab�boras e uma macaquinha de nome Chita. A mangueira era a minha �rvore favorita, a maior. S� desci das �rvores quando os rapazes me come�aram a atrair a aten��o. Mais valia ter l� ficado!" (M.)
11:43
(JPP)
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11:32
(JPP)
No VERITAS FILIA TEMPORIS est� a Lagartixa e o Jacar� 4 (da semana passada) sobre a coloca��o dos professores, a Festa do Avante!, o massacre de Beslan e o "pior artigo da semana", que � de Tabucchi.
10:07
(JPP)
Dois blogues, de um mesmo autor, na categoria de �blogues de gostos�. Falam de s�tios e de m�sicas, com nomes certos Cuore Matto e Soy un Perro Callejero, sobre It�lia e Espanha. Como transportam um pouco da diversidade do mundo, aprende-se. Exemplos? Um, espanhol: esta letra de Candelario Frias cantada por Paquita la del Barrio e a pr�pria personagem da cantora Tr�s veces te enga�� Dices que me quieres, y que me perdonas Pero lo que tu hagas, no me importa ya Hoy me siento viva, me siento importante Y de lo que pase, yo me encargar� Tres veces te enga�� Tres veces te enga�� Tres veces te enga�� La primera por coraje La segunda por capricho La tercera por placer Tres veces te enga�� Tres veces te enga�� Tres veces te enga�� Y despues de esas tres veces Y despues de esas tres veces No quiero volverte a ver Outro, italiano: uma lista de melhores can��es italianas dos anos sessenta. Nem eu imaginava que me lembrava de tantas, reflexo de um mundo que, antes de 1968, em Portugal, era, nas r�dios, italiano e franc�s. O dom�nio anglo-sax�nico � s� posterior. Antes havia Quando Quando Quando (Tony Renis, 1962) , In Ginocchio Da Te (Gianni Morandi, 1964), e Modugno, Rita Pavone, Celentano, Marino Marini, Pepino di Capri e tutti quanti. A prop�sito: SCRITTI VENETI para breve e notas vulc�nicas.
09:21
(JPP)
in spite of everything which breathes and moves,since Doom (with white longest hands neatening each crease) will smooth entirely our minds -before leaving my room i turn,and(stooping through the morning)kiss this pillow,dear where our heads lived and were. (e. e. cummings) * Bom dia! 17.9.04
02:58
(JPP)
UN LECTOR Que otros se jacten de las p�ginas que han escrito; a m� me enorgullecen las que he le�do. No habr� sido un fil�logo, no habr� inquirido las declinaciones, los modos, la laboriosa mutaci�n de las letras, la de que se endurece en te, la equivalencia de la ge y de la ka, pero a lo largo de mis a�os he profesado la pasi�n del lenguaje. Mis noches est�n llenas de Virgilio; haber sabido y haber olvidado el lat�n es una posesi�n, porque el olvido es una de las formas de la memoria, su vago s�tano, la otra cara secreta de la moneda. Cuando en mis ojos se borraron las vanas apariencias queridas, los rostros y la p�gina, me di al estudio del lenguaje de hierro que usaron mis mayores para cantar espadas y soledades, y ahora, a trav�s de siete siglos, desde la �ltima Thule, tu voz me llega, Snorri Sturluson. El joven, ante el libro, se impone una disciplina precisa y lo hace en pos de un conocimiento preciso; a mis a�os, toda empresa es una aventura que linda con la noche. No acabar� de descifrar las antiguas lenguas del Norte, no hundir� las manos ansiosas en el oro de Sigurd; la tarea que emprendo es ilimitada y ha de acompa�arme hasta el fin, no menos misteriosa que el universo y que yo, el aprendiz. (Jorge Luis Borges) * Bom dia! 16.9.04
23:45
(JPP)
"Temos o objectivo [controlar o defice], mas n�o temos a obsess�o", est� Bag�o F�lix a dizer na RTP. J� se percebeu. � que sem a "obsess�o" n�o se consegue o objectivo. Todo o discurso (at� agora) � de uma hesita��o surpreendente, num homem que costuma ser muito afirmativo. Parece estar a ser for�ado a falar de mat�rias em que n�o tem a certeza de obter apoio pol�tico.
16:04
(JPP)
"Embora me agrade geralmente o que escreve Vital Moreira, concordo consigo quando diz que um referendo que pedisse �s pessoas para se pronunciarem sobre a pergunta que ele (de certeza, penosamente) imaginou seria uma farsa. Tamb�m concordo em que a principal raz�o para apoiar o referendo neste caso concreto � a necessidade de recuperar alguma democraticidade para um processo que andou depressa demais e deixou para tr�s os principais interessados: os cidad�os, a popula��o europeia. Mas aqui em Bruxelas, � dif�cil convencer algu�m (falo principalmente da administra��o comunit�ria e das entidades que gravitam em torno dela) de que esta falta de legitimidade constitui problema. J� ouvi perguntas como �porque vamos confiar a gente que nada percebe destas coisas (leia-se: as popula��es) o poder de decidir sobre mat�rias t�o complexas (leia-se: a Constitui��o)?� Balelas. Se s�o assim t�o complexas, isso � mais uma raz�o para que n�o sejam deixadas � indecis�o e falta de vis�o pol�tica tradicionais nas administra��es internacionais. E para mais, verdade � que n�o deviam ser assim t�o complexas essas quest�es que comprometem o futuro de todos n�s; porque o que se pretende � congregar esfor�os, � definir um destino partilhado e isso faz-se atrav�s de ideias simples descritas em palavras simples. Ali�s, mais do que dif�ceis em si mesmas, penso que muitas s�o complicadas de forma artificial para satisfazer gregos e troianos e garantir que uma parte do poder fique nas m�os da tecnocracia e burocracia europeia. Temo que a incapacidade de compreender que � indispens�vel apelar aos cidad�os para legitimar o projecto europeu traga como consequ�ncia, a prazo, a morte ou a irrelev�ncia desse projecto." (Jos� Pedro Pessoa e Costa)
14:17
(JPP)
Actualizada a nota COMO, N�O SE PODENDO FAZER UMA SIMPLES PERGUNTA QUE TODA A GENTE ENTENDE, SE FAZ UMA COMPLICADA QUE NINGU�M ENTENDE
11:18
(JPP)
Podemos marcar o que j� foi marcado? Tatuagem, ferro em brasa, marca de vacina, rasg�o de faca, sa�da de meninos, permuta de org�os, n�o. Nos selos, sim. A perten�a � uma, vem a sobrecarga e passa a ser outra. ![]() ![]() ![]()
10:51
(JPP)
![]() Este � o meu conhecido Fuego, um distinto vulc�o guatemalteco que tamb�m est� a cumprir as suas fun��es vitais, s� que � um pouco longe para ser visitado nestes dias. � mais perigoso, jovem e violento do que muitos outros. A "aranha" do mapa retrata a vermelho as zonas de risco.
10:28
(JPP)
A nota Campanha "Super 95" num Hiper perto de si! no Office Lounging Toda a Rua da Judiaria .
10:19
(JPP)
�Ali jant�mos deliciosissimamente, sob os ausp�cios do Melchior � que ainda depois, pr�vido e tutelar,- nos forneceu o tabaco. E, como ante n�s se alongava uma noite de monte, volt�mos para as janelas desvidra�adas, na sala imensa, a contemplar o sumptuoso c�u de Ver�o. Filosof�mos ent�o com pachorra e fac�ndia. Na Cidade (como notou Jacinto) nunca se olham, nem lembram os astros � por causa dos candeeiros de g�s ou dos globos de electricidade que os ofuscam. Por isso (como eu notei) nunca se entra nessa comunh�o com o Universo que � a �nica gl�ria e �nica consola��o da Vida. Mas na serra, sem pr�dios disformes de seis andares, sem a fumara�a que tapa Deus, sem os cuidados que, como peda�os de chumbo, puxam a alma para o p� rasteiro � um Jacinto, um Z� Fernandes, livres, bem jantados, fumando nos poiais de uma janela, olham para os astros e os astros olham para eles. Uns, certamente, com olhos de sublime imobilidade ou de sublime indiferen�a. Mas outros curiosamente, ansiosamente, com uma luz que acena, uma luz que chama, como se tentassem, de t�o longe, revelar os seus segredos, ou de t�o longe compreender os nossos... � Oh Jacinto, que estrela esta, aqui, t�o viva, sobre o beiral do telhado? � N�o sei... E aquela, Z� Fernandes, al�m, por cima do pinheiral? � N�o sei. N�o sab�amos. Eu, por causa da espessa crosta de ignor�ncia com que sa� do ventre de Coimbra, minha M�e Espiritual. Ele, porque na sua Biblioteca possu�a trezentos e oito tratados sobre Astronomia, e o Saber, assim acumulado, forma um monte que nunca se transp�e nem se desbasta.�
09:07
(JPP)
Uma das raz�es porque falta democraticidade ao processo europeu est� claramente expressa nesta nota de Vital Moreira no Causa Nossa, respondendo a uma quest�o de um leitor, sobre que pergunta deve ser feita no referendo sobre a Constitui��o Europeia: �No caso da Constitui��o europeia, o referendo n�o pode, portanto, versar sobre a aprova��o/rejei��o do Tratado em si mesmo (tal como n�o poderia incidir globalmente sobre um projecto de lei). Est� exclu�da portanto uma pergunta deste tipo: �Concorda com a aprova��o e ratifica��o do Tratado constitucional da UE por parte do nosso Pa�s?�. Tem de ser uma pergunta (ou mais) sobre as principais inova��es de fundo contidas no tratado, sobretudo as mais controversas, a come�ar pela pr�pria ideia de uma Constitui��o Europeia. Sem preju�zo de melhor elabora��o, poderia ser, por exemplo, algo como isto:O direito constitucional devia estar ao servi�o das pessoas e da transpar�ncia da causa p�blica e do pleno exerc�cio da soberania popular. Eu tamb�m defendo um regime parlamentar e entendo que nem tudo se pode referendar. Defendo o referendo sobre a Constitui��o Europeia, em grande parte porque ser� uma maneira de mitigar, (mitigar apenas), o prolongado d�fice de democraticidade que o processo europeu tem tido nos �ltimos anos, em Portugal e em toda a Europa. Tenho poucas ilus�es sobre como vai ser feito, dado o falso �consenso� que vai do PS ao PP sobre a mat�ria. Mas um referendo que tivesse esta pergunta, ou uma sua variante, seria uma farsa. * Veja-se um primeiro coment�rio de Vital Moreira na Causa Nossa, que transcrevo: "Comentando este post, J. Pacheco Pereira afirma que �um referendo que tivesse esta pergunta, ou uma sua variante, seria uma farsa�. Mas n�o explica porqu�, nem por que � que um referendo sobre a Constitui��o em geral, abrangendo por atacado todo o seu longo e prolixo texto (centenas de artigos), j� n�o seria uma farsa." * A minha objec��o: em ambos os casos o que se referenda � "todo o seu longo e prolixo texto (centenas de artigos)", ou com uma pergunta de forma simples e que permite a polariza��o (podemos discutir porque � que � necess�ria), ou com uma pergunta complicada que deixar� as pessoas entregues aos conselhos partid�rios. As poucas pessoas. * "Mas um referendo que tivesse esta pergunta, ou uma sua variante, seria uma farsa." � o velho h�bito portugu�s de criar as regras e arranjar logo uma maneira "de lhes dar a volta". (Tiago Azevedo Fernandes)
08:39
(JPP)
Yozgad IV: How like an ocean is existence here How like an ocean is existence here, Whose waves are days and moving follow on; Each seventh wave looms larger than the rest, As Sabbaths mark the passing of the weeks: Each wave's uplift is as the rise of day, And lifted high we look around and find Nor ship, nor shore, nor bound, but only sky; Then to the trough of night the day descends, As the wave sweeps from under plunging down, And passes onward leaving us still here. So the waves pass, while we remain like hulks Whose means of self-propulsion are all gone That once rejoiced to chase them passing by. Thus derelict we lie, time passes on, And we shall see nor home, nor friend, nor love, 'Til, as the tides of ocean cast their dead Spewed forth among the jetsam of the shore, We too return, -- the flotsam of the war. So now heave-to my argosy and bear Thee up into the eye of this chill wind, And like a skilled experienced mariner I'll now ride out the storm of this vile war. (Stanley de Vere Alexander Julius) * Bom dia! 15.9.04
16:09
(JPP)
![]() (foto aqui) O Etna est� de novo a trabalhar. Aqui perto. Est� na altura de voar outra vez.
13:30
(JPP)
A nota Diz-me o que fazes, dir-te-ei quem �s no Acidental. Acrescento: o p�ssimo trabalho jornal�stico feito pelas televis�es que filmaram o espect�culo do protesto (de um grupo que ocupou casas num bairro social do Porto destinado � demoli��o) sem se darem ao trabalho de investigarem o m�nimo sobre o que se estava a passar, dando cobertura a uma tentativa de fraude do sistema de atribui��o de casas sociais, atrav�s de ocupa��es selectivas por grupos marginais. Se fossem seguidos os crit�rios a que a opera��o de propaganda do Bloco de Esquerda deu cobertura, Lisboa e arredores ainda estariam cheios de barracas, como antes do Plano de Erradica��o das barracas. Uma das obras do cavaquismo, diga-se de passagem.
13:24
(JPP)
�Veritas�, de facto, esse post sobre o �dia sem carros�. Veio-me um arrepio pela espinha de lembrar t�o vividamente os tempos da sorridente tirania de Guterres e Jo�o Soares. Lembra-se seguramente melhor do que eu de como o �nico contradit�rio que passava na comunica��o social era o debate sobre o Benfica e Vale de Azevedo. Tudo o resto era ignorado ou silenciado (na comunica��o social dominada pela esquerda sempre h� a distin��o entre os que s�o parciais espontaneamente e os que o s�o com dolo). Estaremos muito melhor? N�o me parece. Bag�o F�lix � t�o querido e ouvido porque o que lhe aproveitam do discurso vem muito do ba� da esquerda, tem muito do ingrediente da �justi�a social�. Eu, que n�o sou pobre nem riqu�ssimo,s� lendo blogs descomprimo deste novo sufoco da �solidariedade� e desta ideia de Estado benfeitor e omnipresente. Recebo s� 60% do que ganho para que o resto alimente funcion�rios indolentes, mal-criados, e que me tratam como um aborrecimento intoler�vel quando tenho que pagar, por exemplo, algumas centenas de contos de imposto imobili�rio. E quando sou obrigado a financiar em geral um Estado que quer fazer por mim o que eu faria melhor e mais barato, que se mete em tudo, desde secretarias na Goleg�, a educa��o sem n�vel, a ONG`s representativas de nada, a sa�de ris�vel, a experi�ncias culturais sem esfor�o nem talento nem p�blico. Em cada sucessivo discurso governativo � sempre isto: espero um vislumbre de preocupa��o sobre como deixar a popula��o activa trabalhar, investir e poupar em paz e por sua iniciativa e risco privados; em vez disso repete-se a preocupa��o paternalista e bacoca de ir buscar ainda mais dinheiro, de ficalizar e tolher ainda mais, para tornar �a sociedade� que eles imaginam ainda mais justa, e �os portugueses� ainda mais felizes. Carvalhas dir� �os trabalhadores�, Bag�o dir� �as fam�lias�, mas no fundo � o mesmo pa�s que v�em: um conjunto de gente sem grande ambi��o ou futuro, que � preciso proteger com o dinheiro dos �capitalistas� (diria Carvalhas), dos �privilegiados� (diria Bag�o), mas que cada vez mais se parecem com a classe m�dia. Depois debatem-se muito com o d�fice " (Jos� Cruz)
10:32
(JPP)
Por que vos parece que apareceu o Esp�rito Santo hoje sobre os ap�stolos, n�o s� em l�nguas, mas em l�nguas de fogo? Porque as l�nguas falam, o fogo alumia. Para converter almas, n�o bastam s� palavras: s�o necess�rias palavras e luz. Se quando o pregador fala por fora, o Esp�rito Santo alumia por dentro, se quando as nossas vozes v�o aos ouvidos, os raios da sua luz entram ao cora��o, logo se converte o mundo. Assim sucedeu em Jerusal�m neste mesmo dia. Sai S. Pedro do cen�culo de Jerusal�m, assistido deste fogo divino, toma um passo do profeta Joel, declara-o ao povo, e, sendo o povo a que pregava aquele mesmo povo obstinado e cego, que poucos dias antes tinha crucificado a Cristo, foram tr�s mil os que naquela prega��o o confessaram por verdadeiro Filho de Deus e se converteram � f�. Oh! admir�vel efic�cia da luz do Esp�rito Santo! Oh! not�vel confus�o vossa e minha! Um pescador, com uma s� prega��o e com um s� passo da Escritura, no dia de hoje converte tr�s mil infi�is, e eu, no mesmo dia, com cinco e com seis prega��es, com tantas Escrituras, com tantos argumentos, com tantas raz�es, com tantas evid�ncias, n�o posso persuadir um crist�o. Mas a causa � porque eu falo e o Esp�rito Santo, por falta de disposi��o nossa, n�o alumia. Divino Esp�rito, n�o seja a minha indignidade a que impida a estas almas, por amor das quais descestes do c�u � terra, o fruto de vossa sant�ssima vinda: Veni Sancte Spiritus, et emitte caelitus lucis tuae radium: Vinde, Senhor, e mandai-nos do c�u um raio eficaz de vossa luz � n�o pelos nossos merecimentos, que conhecemos qu�o indignos s�o, mas pela infinita bondade vossa, e pela intercess�o de vossa esposa sant�ssima.
09:35
(JPP)
Sobre o Dia Europeu sem Carros escrevi em Setembro de 2000, era ministro Jos� Socrates, este SEM CARROS E SEM CABE�A que est� na VERITAS FILIA TEMPORIS. Esta humilde intend�ncia � a minha nota 2001 desde que comecei o Abrupto. Daqui a tr�s notas estou em 2004.
08:54
(JPP)
Coronemus nos Rosis antequam marcescant LET us drink and be merry, dance, joke, and rejoice, With claret and sherry, theorbo and voice! The changeable world to our joy is unjust, All treasure's uncertain, Then down with your dust! In frolics dispose your pounds, shillings, and pence, For we shall be nothing a hundred years hence. We'll sport and be free with Moll, Betty, and Dolly, Have oysters and lobsters to cure melancholy: Fish-dinners will make a lass spring like a flea, Dame Venus, love's lady, Was born of the sea; With her and with Bacchus we'll tickle the sense, For we shall be past it a hundred years hence. Your most beautiful bride who with garlands is crown'd And kills with each glance as she treads on the ground, Whose lightness and brightness doth shine in such splendour That none but the stars Are thought fit to attend her, Though now she be pleasant and sweet to the sense, Will be damnable mouldy a hundred years hence. Then why should we turmoil in cares and in fears, Turn all our tranquill'ty to sighs and to tears? Let's eat, drink, and play till the worms do corrupt us, 'Tis certain, Post mortem Nulla voluptas. For health, wealth and beauty, wit, learning and sense, Must all come to nothing a hundred years hence. (Thomas Jordan) * Bom dia! 14.9.04
23:57
(JPP)
Publicados na VERITAS FILIA TEMPORIS dois textos: um Em Defesa do Servi�o Militar Obrigat�rio, que j� tem uns anos, mas de que n�o tenho agora a data exacta: outro, a Re-Nacionaliza��o da Comunica��o Social , que me parece �til lembrar a prop�sito da recente nomea��o de Luis Delgado, escrito em Dezembro de 2000.
19:46
(JPP)
Anunciei o primeiro programa da nova s�rie para esta semana. Afinal, devido ao impedimento de um dos participantes, o programa come�a s� na pr�xima semana e tem um novo hor�rio, � quarta-feira �s 23 horas.
16:32
(JPP)
Passa-se qualquer coisa com Bag�o F�lix, que est� demasiado convencido de si pr�prio. Fica-lhe mal a ele, que � sem d�vida um dos membros mais capazes deste governo, como j� o era do anterior, tanta soberba. Ele � o primeiro a saber que, do ponto de vista substantivo, a conversa televisiva que teve ontem s� tem duas mensagens pol�ticas: uma, prevenir-nos de que n�o vai controlar o d�fice; outra, que este governo vai romper com a pol�tica do anterior. O resto � inexistente, descontando j� o paternalismo um pouco insuport�vel de nos virem dizer, do alto do governo, como � que se governa uma fam�lia. � pouco, ou ent�o � propaganda. Esta tend�ncia de Bag�o F�lix come�ou com a hist�ria da carta, a que se deu pouca aten��o. Bag�o F�lix apareceu na televis�o a fazer um n�mero. Nos dias em que o governo se estava a formar e n�o se sabia quem ficava do governo anterior, apareceu a deitar uma carta no correio para a sua fam�lia, dizendo-lhe qual era o seu destino. Repetiu v�rias vezes que sabia muito bem o que ia fazer. A �nica interpreta��o poss�vel era a de que iria abandonar o governo, porque era a �nica circunst�ncia que dependia exclusivamente da sua vontade. Pareceu-me um exerc�cio de auto-afirma��o, como quem diz, eu sou dono de mim pr�prio e decido o meu destino. Naqueles dias, em que andava tudo muito caladinho, a ver o que acontecia, pareceu-me saud�vel. Quando, dias depois, apareceu como Ministro das Finan�as, o epis�dio da carta j� tinha uma luz muito diferente. Para al�m do pormenor de, ou ele, ou o primeiro-ministro, nos estarem a enganar com as datas dos dias do convite, havia ali, j� n�o inteireza, mas soberba e vaidade.
15:52
(JPP)
"Ille vos docebit omnia quaecumque dixero vobis: O Esp�rito Santo � diz Cristo � vos ensinar� tudo o que eu vos tenho dito. � Notai a diferen�a dos termos, e vereis quanto vai de dizer a ensinar. N�o diz Cristo: o Esp�rito Santo vos dir� o que eu vos tenho dito; nem diz: o Esp�rito Santo vos ensinar� o que eu vos tenho ensinado; mas diz: O Esp�rito Santo vos ensinar� o que eu vos tenho dito, porque o pregador, ainda que seja Cristo, diz: o que ensina � o Esp�rito Santo. Cristo diz: Quaecumque dixero vobis; o Esp�rito Santo ensina: Ille vos docebit omnia. O mestre na cadeira diz para todos, mas n�o ensina a todos. Diz para todos, porque todos ouvem; mas n�o ensina a todos, porque uns aprendem, outros n�o. E qual � a raz�o desta diversidade, se o mestre � o mesmo e a doutrina a mesma? Porque, para aprender, n�o basta s� ouvir por fora: � necess�rio entender por dentro. Se a luz de dentro � muita, aprende-se muito; se pouca, pouco; se nenhuma, nada. O mesmo nos acontece a n�s. Dizemos, mas n�o ensinamos, porque dizemos por fora; s� o Esp�rito Santo ensina, porque alumia por dentro: Ministeria forinsecus adjutoria sunt, cathedram in caelo habet, quia corda docet, diz Santo Agostinho. Por isso at� o mesmo Cristo, pregando tanto, converteu t�o pouco. Se o Esp�rito Santo n�o alumia por dentro, todo o dizer, por mais divino que seja, � dizer: Quaecumque dixero vobis; mas se as vozes exteriores s�o assistidas dos raios interiores da sua luz, logo qualquer que seja o dizer, e de quem quer que seja, � ensinar, porque s� o Esp�rito Santo � o que ensina: Ille vos docebit. "
09:57
(JPP)
"Continuando, inspirada pelo �Pasmo de Triana�, breve nota agora retirada de Hist�ria, cultura y mem�ria del arte de torear de Jos� Maria Moreiro: �(...) el consejo de Juan Belmonte a aquel aprendiz: - Si quieres torear bien, olvida-te de que tienes cuerpo. Y es que el torero, el buen torero, ha de transformar-se en un fantasma por entregas, como corresponde a su sue�o inmortal de soberbia rebeldia a la materia de que est� conformado. El dia que se d� por vencido, habr� que repetir-lo, la tarde que comience a cosechar l�stima, nada est� pintado ya donde se pone, porque h� comenzado a ser la contrafigura de s� mismo: la antitesis del valor que representa� (RM)
08:34
(JPP)
recome�a esta semana (respondo assim �s perguntas dos leitores). Bravado, bragadoccio, confus�o, vale tudo menos tirar olhos, pontinhos a ganhar e a perder, a� est� de novo, num ano particularmente interessante. Pela primeira vez toda a gente em simult�neo no programa est� um pouco de mal com os seus partidos (com a maioria nos seus partidos), e o pa�s pior que um problema intrat�vel da geometria grega. O bom do Carlos Andrade tem que ter paci�ncia.
08:19
(JPP)
![]() na fotografia, cinco pintinhas de branco acinzentado no escuro do espa�o: Dione, Enceladus, Tetis, Mimas e Rea . Uma parte pequena da fam�lia.
07:53
(JPP)
The Lawyers Know Too Much The lawyers, Bob, know too much. They are chums of the books of old John Marshall. They know it all, what a dead hand wrote, A stiff dead hand and its knuckles crumbling, The bones of the fingers a thin white ash. The lawyers know a dead man's thought too well. In the heels of the higgling lawyers, Bob, Too many slippery ifs and buts and howevers, Too much hereinbefore provided whereas, Too many doors to go in and out of. When the lawyers are through What is there left, Bob? Can a mouse nibble at it And find enough to fasten a tooth in? Why is there always a secret singing When a lawyer cashes in? Why does a hearse horse snicker Hauling a lawyer away? The work of a bricklayer goes to the blue. The knack of a mason outlasts a moon. The hands of a plasterer hold a room together. The land of a farmer wishes him back again. Singers of songs and dreamers of plays Build a house no wind blows over. The lawyers--tell me why a hearse horse snickers hauling a lawyer's bones. (Carl Sandburg) * Bom dia! 12.9.04
13:58
(JPP)
"Levado S. Pedro � divindade pela revela��o do Padre, vejamo-lo segunda vez elevado ou confirmado nela pela elei��o do Filho: Et ego dico tibi, quia tu es Petrus, et super hanc petram �dificabo ecclesiam meam. O imperador Nerva, como refere Pl�nio, elegeu por seu sucessor a Trajano, e Trajano em agradecimento colocou a Nerva entre os deuses, e pagou-lhe a sucess�o com a divindade. Muito melhor Pedro que Trajano, e muito melhor Cristo que Nerva. Pedro disse a Cristo: Tu es Chistus Filius Dei vivi: e Cristo disse a Pedro: Tu es Petrus, et super hanc petram �dificabo ecclesiam meam. Pedro na sua confiss�o deu a divindade a Cristo, e Cristo na sua sucess�o n�o s� deu a Pedro a sucess�o, sen�o tamb�m a divindade. Assim foi e assim havia de ser; porque nem a Pedro seria digno sucess�o de Cristo, nem seria digna de Cristo a provid�ncia de sua Igreja, se Pedro fora somente homem, e n�o fora juntamente Deus."
13:28
(JPP)
�Rafael �El Gallo�, tras almorzar con Jos� Ortega Y Gasset y Cossio, pregunta al �ltimo: - Oye, Jos� Maria, este se�or tan amable que com�o com nos otros, quien �s? - Hombre, Rafael � le respondi�-, t� simpre tan despistado; es Ortega Y Gasset. -Eso lo s�, que �s lo que hace? -Es el fil�sofo m�s grande de Espa�a. Y Rafael �El Gallo� vuelve a mirar Coss�o, diciendole: -Qu� barbaridad! Hay gente pa t�o!� (Luis Nieto Man�n, Anecdotario Taurino, enviado por RM )
13:23
(JPP)
logo a pol�tica, logo o mundo. Veja-se a controv�rsia da autenticidade dos documentos sobre a carreira militar de Bush neste artigo do Slate, e sigam-se as liga��es.
10:03
(JPP)
Home I didn't know I was grateful for such late-autumn bent-up cornfields yellow in the after-harvest sun before the cold plow turns it all over into never. I didn't know I would enter this music that translates the world back into dirt fields that have always called to me as if I were a thing come from the dirt, like a tuber, or like a needful boy. End Lonely days, I believe. End the exiled and unraveling strangeness. (Bruce Weigl) * Bom dia!
01:44
(JPP)
�O �Pasmo de Triana� condensou recentemente, em poucas palavras, uma das gandes m�ximas do toureio. (...) "El riesgo iminente que ve el publico tiene que ir associado, aunque pare�a paradojo, con una grande sensacion de dominio y de arte, de lado del torero." (Juan Belmonte) � preciso, pois, dominar. O dom�nio � a base indispens�vel do toureio. E dominar � saber dispor dos instintos do toiro, mediante a pr�tica inteligente dos meios t�cnicos da lide, segundo a defini��o concisa de Jos� Maria de C�ssio. Quanto mais dom�nio h�, mais seguran�a existe. � do conjunto destas circunst�ncias que resulta a beleza do espect�culo. E se, a essas duas, acrescentarmos a arte, a gra�a o ritmo, teremos ent�o a Festa em toda a sua plenitude.� (Cr�nicas Taurinas por Saraiva Lima, publicadas no Di�rio Popular durante a temporada de 1944 e enviadas por RM).
01:42
(JPP)
"Neste terceiro anivers�rio do 11 de Setembro assisto aos debates que t�m passado na CNN sobre o Outsourcing na India e as transforma��es que tem provocado. Sobressai destas discuss�es o choque entre uma jovem gera��o empowered por uma nova economia, livre nas suas escolhas, e um pensamento que rejeita e resiste desesperadamente �s mudan�as que considera amea�arem o seu mundo. Deste pensamento a ideia que fica � a da convic��o de que a sociedade americana � essencialmente imoral, degradante e empestada pela ignor�ncia e a incultura, que a sua influ�ncia � deliberada transformando jovens em consumidores sem consci�ncia nem vontade pr�pria. Diga-se o que se disser este pensamento com todas as suas clivagens � antigo, est� amplamente espalhado e � muito anterior a G.W.Bush. � um pensamento capcioso, profundamente injusto e espantosamente ingrato. Este 11 de Setembro, para variar, fa�amos um esfor�o para perceber a Am�rica e n�o o seus inimigos. " (Jo�o Santos Lima) 11.9.04
19:07
(JPP)
O Adufe reproduzia h� uns dias esta placa colocada nas muralhas da cidade castelhana de �vila. ![]() Toda ela � um tratado do �politicamente correcto� e uma falsidade hist�rica. N�o � verdade que a muralha tenha sido uma �constru��o colectiva�, no sentido de que o �colectivo� para que a placa aponta � mu�ulmanos, judeus, crist�os � nunca existiu enquanto tal. Ser� que a muralha n�o foi constru�da contra ningu�m, mesmo que os que est�o �dentro� e os que estavam �fora� tivessem mudado desde o s�culo XI? Para que � que se fazem muralhas? Para comemorar a amizade entre os povos e religi�es? Para comemorar a sociedade sem classes (os �homens livres� e os �servos� que nela trabalharam)? Esta maneira de pensar, - a mesma que levou a UNESCO a n�o querer publicar a Peregrina��o de Fern�o Mendes Pinto numa sua colec��o de textos universais � � pateta e perigosa.
18:47
(JPP)
"Esta cena passou-se hoje num restaurante chin�s (�) - Oh m�e, deve ser giro ir � China e ver os chineses todos com farda! - Com farda? - Sim com aquelas batas (- Os gestos eram expl�citos e qualquer pessoa pensaria nos casacos �� Mao�.) - Mas os chineses n�o usam farda, eles, vestem-se como querem e as chinesas adoram a moda ocidental. - Mas as fardas? - � verdade que dantes eles tinham um vestu�rio mais normalizado e o que se vendia nas lojas era muito igual e parecia farda, disse eu, achando que e ideia da farda e da China j� estava demasiado firme para que pudesse ficar sem uma explica��o. - E quando � que isso foi e porqu�? (N�o estava � espera de uma pequena incurs�o na hist�ria da China contempor�nea. Falei brevemente de Mao e da ditadura.) - Vou estudar isso em Hist�ria? - N�o me parece, (disse e pensei como era pena nunca se abordar os temas de Hist�ria Contempor�nea na escola. Depois pensei tamb�m como � dif�cil num universo n�o Anglo-Sax�nico abordar friamente, sem paix�o nem demagogia os temas da Hist�ria Contempor�nea.) - Mas eu gostava, e queria saber quem era esse Mao o qu�? - Mao Tse Tung. O que quiseres saber, perguntas-me e tanto quanto possa eu digo-te ou vemos em casa nas enciclop�dias. (E ent�o eu falei da China feudal de Imperadores, dos ideais da luta de classes importados da Europa, das revolu��es, de Mao e de uma (falsa) ideia de igualdade que perseguiam obrigando a uma uniformidade a todos os n�veis�) ~ - Por isso � que tinham as fardas? � o que d� ir almo�ar aos restaurantes chineses!" (J.)
09:50
(JPP)
DEL PASADO EF�MERO Este hombre del casino provinciano que vio a Carancha recibir un d�a, tiene mustia la tez, el pelo cano, ojos velados por melancol�a; bajo el bigote gris, labios de hast�o, y una triste expresi�n, que no es tristeza, sino algo m�s y menos: el vac�o del mundo en la oquedad de su cabeza. A�n luce de corinto terciopelo chaqueta y pantal�n abotinado, y un cordob�s color de caramelo, pulido y torneado. Tres veces hered�; tres ha perdido al monte su caudal; dos ha enviudado. S�lo se anima ante el azar prohibido, sobre el verde tapete reclinado, o al evocar la tarde de un torero, la suerte de un tah�r, o si alguien cuenta la haza�a de un gallardo bandolero, o la proeza de un mat�n, sangrienta. Bosteza de pol�tica banales dicterios al gobierno reaccionario, y augura que vendr�n los liberales, cual torna la cig�e�a al campanario. Un poco labrador, del cielo aguarda y al cielo teme; alguna vez suspira, pensando en su olivar, y al cielo mira con ojo inquieto, si la lluvia tarda. Lo dem�s, taciturno, hipocondriaco, prisionero en la Arcadia del presente, le aburre; s�lo el humo del tabaco simula algunas sombras en su frente. Este hombre no es de ayer ni es de ma�ana, sino de nunca; de la cepa hispana no es el fruto maduro ni podrido, es una fruta vana de aquella Espa�a que pas� y no ha sido, esa que hoy tiene la cabeza cana. (Antonio Machado) * Bom dia! 10.9.04
23:25
(JPP)
Filipe Vieira de Castro, A Nau de Portugal. Os Navios da Conquista do Imp�rio do Oriente 1498-1650, Lisboa, Pref�cio, 2003 ![]() Depois h� muitas outras surpresas como esta: �Por vezes n�o se consegue ler estas listas de provimentos sem sentir crescer �gua na boca. As provis�es da viagem do capit�o-mor Ant�nio de Saldanha em 1631 d�o uma boa ideia da abund�ncia, qualidade e sofistica��o da cozinha portuguesa setecentista. Al�m de p�o, biscoito, farinha, cuscus e bolos de v�rias naturezas, Ant�nio de Saldanha levava uma quantidade apreci�vel de carne: presuntos conservados em azeite dentro de barris, chouri�os, m�os de porco e l�nguas de vaca, tamb�m guardados em barris entre camadas de sal, lombos de vaca, pernas sem osso e veados que eram colocados em barris com vinagre, sal, mostarda e or�g�os; perdizes e coelhos, assados no forno e passadas depois por azeite a ferver e conservados no azeite, com vinagre e especiarias. A estas carnes juntava-se ainda a carne viva: galinhas (Ant�nio de Saldanha levou 600 galinhas para bordo), perus, carneiros e vitelas. Esta dieta era completada por peixe: pescada, arenque e salm�o, a primeira salgada e os segundos fumados ou salgados; lit�es (ca��es) secos ao sol e chocos, linguados, lampreias, mexilh�es e ostras conservados em escabeche. Embora dif�ceis de conservar, os legumes tamb�m faziam parte da dispensa: couves e nabos conservados ou em sal ou de escabeche e temperados com cardamomo, pimenta e mostarda, alfaces e outra hortali�a em vinagre. A lista dos legumes era completada com as imprescind�veis cebolas e alhos. Seguiam-se as frutas: uvas, ameixas e figos secos, am�ndoas e laranjas, lim�es, peros e melancias frescos; e uma quantidade apreci�vel de doces: ginjas, a��car rosado, ameixas, marmelada, p�ssegos e peras cobertos de a��car, p�ssegos, mel�es e ameixas em a��car ordin�rio, rosado e mascavado, confeitos e mel, al�m de varias panelas de ovos-moles, num total de 600 arr�teis (275,4 kg!). Agua, vinho, azeite e vinagre, mais v�rias d�zias de ovos dentro de frascos com sal ou com azeite, azeitonas, conservas de vinagre (alcaparras), queijos e manteiga de vaca completavam a lista.� * "Sobre este tema e dado o seu manifesto interesse, sugiro: Jean Merrien, A Vida Quotidiana Dos Marinheiros No Tempo Do Rei Sol, Lisboa, Livros Do Brasil. A� aprendi, entre outras coisas o significado de "pacotilha". Como rodap�, posso dizer que, na d�cada de 90, como Oficial a bordo de um navio "da pesca do bacalhau", a dieta era muito mais mon�tona." (Jo�o Silva)
17:07
(JPP)
Publicados no VERITAS FILIA TEMPORIS : A LAGARTIXA E O JACAR� 2 (Setembro 2004) A LAGARTIXA E O JACAR� 3 (Setembro 2004)
12:22
(JPP)
![]() A minha refer�ncia ao �Reizinho� trouxe uma s�rie de mem�rias nost�lgicas nos nortenhos (e nos sulistas que pediam aos pais o �Janeiro� por causa do �Reizinho��). Aqui fica um refrig�rio para essas nostalgias. * "Escreveu, a prop�sito d'O Primeiro de Janeiro, que cresceu com o �Reizinho� na �ltima p�gina. Espero que A Dona Gira, A Cara Metade e o Pr�ncipe Valente n�o lhe tenham desaparecido da mem�ria, bem como os contos de Natal da Walt Disney que eram publicados todos os anos na quadra adequada." (Jos� Carlos Santos)
11:25
(JPP)
"Tinha encomendado o livro (sugest�o do Economist cuja cr�tica li) e fui ontem busc�-lo. (�) � feito para fan�ticos de Jane Austen, nos quais eu me incluo, e chama-se The Jane Austen Book Club. Tem, na capa, um cesto de morangos inclinado com alguns morangos espalhados, e no topo uma frase de algum cr�tico que diz �If I could eat this novel, I would�. (�) Sobre Jane Austen fica uma nota talvez mais junguiana que freudiana, que percebi ap�s ter lido estes dois excertos do livro que a seguir reproduzo, (uma cita��o e um peda�o de texto). (A vantagem das mulheres, algumas pelo menos, � que reparam e falam sobre estas �coisas� e dizem o que n�o se deveria dizer e confessam o inconfess�vel, e claro, divertem-se com tudo isto!) �Jane Austen is weirdly capable of keeping everybody busy. The moralists, the Eros-and-Agape people, the Marxists, the Freudians, the Jungians, the semioticians, the deconstructors - all find adventure playground in six samey novels about middle-class provincials. And for every generation of critics, and readers, her fiction effortlessly renews itself.� (Martin Amis, � Jane�s World�, The New Yorker) �Wasn�t it Kippling who said, �Nothing like Jane Austen when you�re in a tight spot ?� Or something like that?� (JCD)
09:28
(JPP)
o DETECTOR DE SPIN do Bloguitica. Com gosto me desobriga de manter as notas que tinham o t�tulo COMO IDENTIFICAR A M�O DA CENTRAL DE INFORMA��ES NAS NOT�CIAS.
08:55
(JPP)
PAR�BOLAS VII Dice la raz�n: Busquemos la verdad. Y el coraz�n: Vanidad. La verdad ya la tenemos. La raz�n: �Ay, qui�n alcanza la verdad! El coraz�n: Vanidad. La verdad es la esperanza. Dice la raz�n: T� mientes. Y contesta el coraz�n: Quien miente eres t�, raz�n. que dices lo que no sientes. La raz�n: Jam�s podremos entendernos, coraz�n. El coraz�n: Lo veremos. (Antonio Machado) * Bom dia! 9.9.04
11:31
(JPP)
Actualizados: OS NOVOS DESCOBRIMENTOS: O SOL FALHOU O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: VARIA��ES SOBRE A LAGARTIXA E O JACAR�
09:16
(JPP)
EL SONETO DE RIGOR "Las rosas est�n insoportables en el florero" (Jaime Sabines) Tal vez haya un rigor para encontrarte el coraz�n de rosa rigurosa ya que hablando en rigor no es poca cosa que tu rigor de rosa no te harte. Rosa que est�s aqu� o en cualquier parte con tu rigor de p�talos, qu� sosa es tu f�rmula intacta, tan hermosa que ya es de rigor desprestigiarte. As� que abandon�ndote en tus ramos o dej�ndote al borde del camino aplicarte el rigor es lo mejor. Y el rigor no permite que te hagamos liras ni odas cual floreros, sino apenas el soneto de rigor. (Mario Benedetti) * Bom dia! 8.9.04
17:25
(JPP)
![]() por causa de um miser�vel paraquedas. Tudo que � complexo resultou, um simples paraquedas explosivo estragou a c�psula. Vamos ver se alguma coisa se aproveita. * "o Sol � demasiado pesado para um p�ra-quedas o mais simples parece que � o mais complicado nestas quest�es do espa�o e n�o s� o Space Shuttle explodiu por causa de umas m�seras borrachas e houve um foguet�o europeu que teve o mesmo caminho por causa de umas quantas linhas de c�digo inform�tico que n�o foram adaptadas ao novo engenho" (Jos� Fialho)
16:25
(JPP)
![]() ![]() Entre as coisas que continuo a encontrar, numa gaveta perdida duma casa familiar, em que quase de certeza ningu�m mexe desde, mais ou menos, 1950, est� este prospecto de um Ford para a �cidade� e para o �campo�, como se pode ver pela id�lica fotografia junta. Como um carro era ent�o muito caro, o folheto descreve em pormenor a mec�nica do carro, os materiais, tudo. ![]() ![]() H� tamb�m uma s�rie de recortes com surpresas. Uma s�rie sobre o teatro na Palestina, em Telavive, publicada no Primeiro de Janeiro em 1947, e o romance Tempestade de Ferreira de Castro em folhetim no mesmo jornal. Os recortes tem as indica��es de onde foram tirados, mas mesmo que tal n�o acontecesse, o azul, amarelo e vermelho identificaria sem d�vida o Suplemento Cultural do �Janeiro�, de excepcional qualidade e colabora��o. Os dois recortes apontam socialmente o an�nimo recortador, porque o Primeiro de Janeiro era o jornal de refer�ncia da burguesia nortenha, do Porto em particular. Foi, durante muitos anos, o jornal que se comprava na minha fam�lia e eu cresci com o "Reizinho" na �ltima p�gina e depois, na perversa adolesc�ncia, com o Suplemento Cultural�O Jornal de Not�cias tinha m� fama, dizia-se que se se espremesse, saia sangue.
15:08
(JPP)
Faltam duas horas e seis minutos. Pode ser acompanhada a chegada aqui.
08:58
(JPP)
To Autumn Season of mists and mellow fruitfulness, Close bosom-friend of the maturing sun; Conspiring with him how to load and bless With fruit the vines that round the thatch-eves run; To bend with apples the moss'd cottage-trees, And fill all fruit with ripeness to the core; To swell the gourd, and plump the hazel shells With a sweet kernel; to set budding more, And still more, later flowers for the bees, Until they think warm days will never cease, For summer has o'er-brimm'd their clammy cells. Who hath not seen thee oft amid thy store? Sometimes whoever seeks abroad may find Thee sitting careless on a granary floor, Thy hair soft-lifted by the winnowing wind; Or on a half-reap'd furrow sound asleep, Drowsed with the fume of poppies, while thy hook Spares the next swath and all its twined flowers: And sometimes like a gleaner thou dost keep Steady thy laden head across a brook; Or by a cider-press, with patient look, Thou watchest the last oozings, hours by hours. Where are the songs of Spring? Ay, where are they? Think not of them, thou hast thy music too,-- While barred clouds bloom the soft-dying day, And touch the stubble-plains with rosy hue; Then in a wailful choir the small gnats mourn Among the river sallows, borne aloft Or sinking as the light wind lives or dies; And full-grown lambs loud bleat from hilly bourn; Hedge-crickets sing; and now with treble soft The redbreast whistles from a garden-croft, And gathering swallows twitter in the skies. (John Keats) * Bom dia! 7.9.04
22:47
(JPP)
Fa�am figas, tor�am os dedos, pe�am a santos e deuses especializados no espa�o, St� B�rbara por exemplo, para que corra bem, amanh�, a chegada de um bocado do Sol que nos alumia.
18:50
(JPP)
- Fui e sou cr�tico de muitos aspectos do debate pol�tico-ideol�gico no seio do PS, particularmente quando ele se faz � volta das vacuidades abstractas que s�o hoje o �pensamento da esquerda�. Por�m, j� me interessam as quest�es de condu��o pol�tica concreta de um partido t�o importante como o PS. Da� que o debate de ontem dos candidatos a secret�rios-gerais do PS, de que vi excertos na televis�o, � positivo, porque clarifica junto de todos os portugueses diferen�as de condu��o pol�tica que s�o significativas. - O governo at� hoje praticamente n�o governou, o que �, entre outras coisas, uma resultante da massa cr�tica de ministros e secret�rios de estado que n�o sabem nada das suas pastas. Por�m, se se verificar que a nova Lei do Arrendamento muda � e essa mudan�a � a reapari��o do mercado de arrendamento nas cidades, o �nico crit�rio pelo qual se pode medir o alcance da lei para n�o ser cosm�tica � isso � m�rito do governo que tomou uma medida necess�ria e corajosa. Se.
08:15
(JPP)
" No que se refere ao prov�rbio �Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacar� (com o qual eu embirro por sugerir predestina��o), aproveito para fazer notar que o Rifoneiro Portugu�s, de Pedro Chaves, n�o lhe faz refer�ncia mas menciona diversas variantes, entre as quais: - Quem nasceu para burro, nunca chega a cavalo. - Quem nasceu para dez r�is, n�o chega a vint�m. - Quem nasceu para porco, nunca chega a porqueiro." (Jos� Carlos Santos) * "Deveras interessante o seu coment�rio sobre o prov�rbio �Quem nasceu para lagartixa��etc�. Com o qual, a seguir, estabelece analogia com algumas variantes do Rifoneiro Portugu�s de Pedro Chaves. Em que, inevitavelmente, � associada a lagartixa ao �burro�, a �dez reis� e ao �porco�. E em que o jacar� �, tamb�m inevitavelmente, associado ao cavalo, ao vint�m e ao porqueiro. Acontece que a lagartixa � muito mais inteligente, digna, simp�tica, benfazeja, pac�fica (e, portanto, globalmente, mais civilizada) que o jacar�. Mas, pelos vistos, o Sr. Dr. J.P.P. parece preferir, dadas as suas analogias, o jacar�. Pronto. Est� no seu direito. Ainda bem que avisa." (Nuno Calvet)
08:03
(JPP)
Canto XLV With usura hath no man a house of good stone each block cut smooth and well fitting that design might cover their face, with usura hath no man a painted paradise on his church wall harpes et luthes or where virgin receiveth message and halo projects from incision, with usura seeth no man Gonzaga his heirs and his concubines no picture is made to endure nor to live with but it is made to sell and sell quickly with usura, sin against nature, is thy bread ever more of stale rags is thy bread dry as paper, with no mountain wheat, no strong flour with usura the line grows thick with usura is no clear demarcation and no man can find site for his dwelling Stone cutter is kept from his stone weaver is kept from his loom WITH USURA wool comes not to market sheep bringeth no grain with usura Usura is a murrain, usura blunteth the needle in the the maid's hand and stoppeth the spinner's cunning. Pietro Lombardo came not by usura Duccio came not by usura nor Pier della Francesca; Zuan Bellin' not by usura nor was "La Callunia" painted. Came not by usura Angelico; came not Ambrogio Praedis, Came no church of cut stone signed: Adamo me fecit. Not by usura St. Trophime Not by usura St. Hilaire, Usura rusteth the chisel It rusteth the craft and the craftsman It gnaweth the thread in the loom None learneth to weave gold in her pattern; Azure hath a canker by usura; cramoisi is unbroidered Emerald findeth no Memling Usura slayeth the child in the womb It stayeth the young man's courting It hath brought palsey to bed, lyeth between the young bride and her bridegroom CONTRA NATURAM They have brought whores for Eleusis Corpses are set to banquet at behest of usura. (Ezra Pound) * Bom dia! 6.9.04
19:57
(JPP)
"Era fim de Janeiro, tempo ventoso e frigid�ssimo. Deixou o abrigo e chamin�s dos seus pa�os, foi-se experimentar os maus caminhos e piores gasalhados das aldeias... Mas queixavam-se os seus que n�o podiam aturar a continua��o do trabalho, dos caminhos, das invernadas; ele s�, com trabalhar mais que todos; sofria desassombradamente todas as incomodidades; e nos caminhos, por fragosos e �speros que fossem, era o primeiro que os acometia, pondo-se na dianteira. Passavam um dia de um lugar para outro. Salteou-os uma chuva fria e importuna, que os n�o largou na maior parte da jornada; e corria um vento agudo e desabrigado, que os congelava. Tinha-se adiantado o Arcebispo, segundo seu costume, que era caminhar quase sempre s� pera se ocupar com mais liberdade em suas contempla��es; e ia fazendo mat�ria de tudo quanto via no campo e na serra, para louvar a Deus. Ofereceu-se-lhe � vista, n�o longe do caminho, posto sobre um penedo alto e descoberto ao vento e � chuva, um menino pobre e bem mal reparado de roupa, que vigiava umas ovelhinhas que ao longe andavam pastando. Notou o Arcebispo a est�ncia, o tempo, a idade, o vestido, a paci�ncia do pobrezinho: e viu juntamente que ao p� do penedo se abria uma lapa, que podia ser bastante abrigo para o tempo. Movido de piedade, parou, chamou-o, e disse-lhe que se descesse abaixo pera a lapa e fugisse da chuva, pois n�o tinha roupa bastante pera a esperar. � Isso n�o! � respondeu o pastorinho, � que, em deixando de estar alerta e com o olho aberto, vem logo o lobo e leva-me a ovelha, ou vem a raposa e mama-me o cordeiro! � E que vai nisso? � disse o Arcebispo. � A mi me vai muito � tornou ele, � que tenho pai em casa, que pelejar� comigo, e t�o bom dia se n�o forem mais que brados. Eu vigio o gado, ele me vigia a mim: mais vale sofrer a chuva... N�o quis o Arcebispo dar mais passo. Esperou que chegassem os da sua companhia, contou-lhes o que se passara com o menino e acrecentou: � Este esfarrapadinho inocente ensina a Frei Bartolomeu a ser Arcebispo! Este me avisa que n�o deixe de acudir e visitar minhas ovelhas, por mais tempestades que fulmine o c�u; que, se este, com t�o pouco rem�dio pera as passar, todavia n�o foge delas, respeitando o mandado do pai mais que o descanso, que raz�o poderei eu dar, se, por medo de adoecer ou padecer um pouco de frio, desemparar as ovelhas cujo cuidado e vigia Cristo fiou de mim, quando me fez pastor delas?" (Frei Luis de Sousa)
10:45
(JPP)
Hoje, h� sessenta e cinco anos, a guerra come�ava para Virginia Woolf, a primeira vez que ouvia as sirenes a anunciar um ataque a�reo. Virginia estava em baixo: n�o lhe apetecia ler nem escrever, e os jornais �n�o valia a pena l�-los porque a BBC dava as not�cias com um dia de anteced�ncia�. Tinha que ir a Londres a 7 e estava com medo. �I a coward? Physically I expect I am.� �Shall I walk? Yes. It's the gnats and flies that settle on non-combat. This war has begun in cold blood. One merely feels that the killing machine has to be set in action.�
10:23
(JPP)
"Quando vi Sun City senti emo��o, afinal gostava mais daquilo do que pensava. � como Joanesburgo, um lugar que muita gente considera horr�vel mas de que eu gosto. Lugares de dinheiro, competitivos, acelerados, energ�ticos, sem tempo ou considera��o para com o pr�ximo... a lei da selva. � bom quando se aprende a viver com a lei da selva, � o maior desafio." (MCP)
10:20
(JPP)
"A mais suave, pacata e mole das esta��es, o Outono, suplanta a anterior e instala-se com sobressaltos medrosos, temporais enormes, manh�s escuras, turbilh�es e massacres de folhas que fazem compreender quanta viol�ncia custa a maturidade." Cesare Pavese, in O Of�cio de Viver (cortesia de RM)
09:54
(JPP)
"Hoje, ao revisitar a velha amiga Mafalda, encontrei esta vinheta que liguei directamente �s suas palavras [na Sabado]. N�o � s� a televis�o a vender futebol como se fossem essas as grandes quest�es do mundo. Se bem me recordo, os grandes di�rios de refer�ncia, P�blico e DN, por alturas do Euro-2004 dedicavam a capa e a primeira dezena de p�ginas aos jogos e � espuma envolvente a eles. Os Ingleses e Irlandeses s�o grandes apreciadores de futebol, como � sabido, mas n�o t�m jornais desportivos. Falando sobre essa quest�o com um Irland�s, ele olhou-me com espanto e perguntou: "jornais s� de desporto? E h� pessoas que compram jornais assim?" Respondi afirmativamente, mas preferi omitir que s�o precisamente esses os jornais que mais se vendem por c�. Ser� s� responsabilidade dos meios de comunica��o ou n�s temos que assumir a nossa quota de responsabilidade? N�o seremos, enfim, um pouco como o pai da Mafalda? Ser� que n�o procuramos na televis�o, mesmo nos programas de informa��o, uma evas�o aos problemas reais do mundo? � muito mais f�cil comovermo-nos com trag�dias de estrada ou de pobreza do que tentar compreender os verdadeiros contornos do perigo do terrorismo, por exemplo. E � muito mais f�cil discutir futebol (um assunto universal e que todos julgam perceber) do que economia, pol�tica ou direito. E, da mesma forma, � mais f�cil para os jornalistas o tratamento de temas emocionais. Os temas reais, como a pol�tica, as finan�as, a defesa nacional e a seguran�a mundial (tal como a cultura, quase sempre ausente dos espa�os informativos), exigem uma longa e �rdua prepara��o, muitas vezes uma especializa��o, que a maioria dos jornalistas n�o quer ou n�o tem condi��es para adquirir. E estes temas n�o s�o realidades a preto e branco. Os temas emocionais s�o sempre vistos assim: h� v�timas e culpados; h� bons e maus; h� ricos e pobres (no futebol os bons e os maus s�o definidos pelo espectador, consoante a cor do seu clube). Ou seja, s�o f�ceis de tratar e transmitir pois n�o t�m a complexidade e as tonalidades de cinza da vida real." (Paulo Agostinho)
09:48
(JPP)
"John Kerry: ontem estava ele na televis�o quando apareceu o meu filho que disse �quem � m�e? Parece um vastama (� assim que ele diz fantasma, e como adoro quando ele, e a irm� tamb�m era assim, diz destas asneiras eu n�o corrijo contrariando a sabedoria dos especialistas; penso sempre que t�m toda a vida para dizer fantasma e �vastama� durar� muito pouco!). Mas ele tem raz�o: sempre achei que havia qualquer coisa de errado com Kerry e j� n�o era s� alguns disparates que disse e diz, � mesmo algo de errado com ele enquanto pessoa e acho que ele tem mesmo algo de fantasmag�rico." (J.)
08:36
(JPP)
Canci�n del pirata Con diez ca�ones por banda, viento en popa, a toda vela, no corta el mar, sino vuela un velero bergant�n. Bajel pirata que llaman, por su bravura, el Temido, en todo mar conocido del uno al otro conf�n. La luna en el mar r�ela, en la lona gime el viento, y alza en blando movimiento olas de plata y azul; y ve el capit�n pirata, cantando alegre en la popa, Asia a un lado, al otro Europa, y all� a su frente Stambul: �Navega, velero m�o, sin temor, que ni enemigo nav�o ni tormenta, ni bonanza tu rumbo a torcer alcanza, ni a sujetar tu valor. Veinte presas hemos hecho a despecho del ingl�s, y han rendido sus pendones cien naciones a mis pies. Que es mi barco mi tesoro, que es mi dios la libertad, mi ley, la fuerza y el viento, mi �nica patria, la mar. All� muevan feroz guerra ciegos reyes por un palmo m�s de tierra; que yo aqu� tengo por m�o cuanto abarca el mar brav�o, a quien nadie impuso leyes. Y no hay playa, sea cualquiera, ni bandera de esplendor, que no sienta mi derecho y d� pecho a mi valor. Que es mi barco mi tesoro, que es mi dios la libertad, mi ley, la fuerza y el viento, mi �nica patria, la mar. A la voz de ��barco viene!� es de ver c�mo vira y se previene a todo trapo a escapar; que yo soy el rey del mar, y mi furia es de temer. En las presas yo divido lo cogido por igual; s�lo quiero por riqueza la belleza sin rival. Que es mi barco mi tesoro, que es mi dios la libertad, mi ley, la fuerza y el viento, mi �nica patria, la mar. �Sentenciado estoy a muerte! Yo me r�o; no me abandone la suerte, y al mismo que me condena, colgar� de alguna entena, quiz� en su propio nav�o. Y si caigo, �qu� es la vida? Por perdida ya la di, cuando el yugo del esclavo, como un bravo, sacud�. Que es mi barco mi tesoro, que es mi dios la libertad, mi ley, la fuerza y el viento, mi �nica patria, la mar. Son mi m�sica mejor aquilones, el estr�pito y temblor de los cables sacudidos, del negro mar los bramidos y el rugir de mis ca�ones. Y del trueno al son violento, y del viento al rebramar, yo me duermo sosegado, arrullado por el mar. Que es mi barco mi tesoro, que es mi dios la libertad, mi ley, la fuerza y el viento, mi �nica patria, la mar.� (Jos� de Espronceda) * Bom dia! 5.9.04
17:44
(JPP)
Algu�m se lembrou do "Ajedrez" En su grave rinc�n, los jugadores Rigen las lentas piezas. El tablero Los demora hasta el alba en su severo Ambito en que se odiam dos colores Adentro irradiam m�gicos rigores Las formas: torre hom�rica, ligeiro Caballo, armada reina, rey postrero, Oblicuo alfil y peones agressores. Cuando los jugadores se hayan ido, Cuando el tiempo los haya consumido, Certamente no habr� cessado el rito. En el Oriente se encendio esta guerra Cuyo anfiteatro es hoy toda la tierra. Como el outro, este juego es infinito. (Jorge Luis Borges)
17:32
(JPP)
![]() Olhando para cima, Kerouac escreveu: "My witness is the empty sky." Olhando para o lado: �Houses are full of things that gather dust."
17:00
(JPP)
A nota IMPROVISA��O ORGANIZADA no Portugal dos Pequeninos. O Ant�nio Reis , sobre o cineasta, um exemplo de blogue que acrescenta.
10:46
(JPP)
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10:43
(JPP)
"Qualquer homem tem tr�s p�trias: uma da origem, outra da natureza e outra do direito. A p�tria da origem � aquela em que os nossos maiores foram e viveram; a da natureza � a terra ou lugar onde cada um nasce; a do direito � onde cada um � naturalizado pelas leis ou pr�ncipes, e onde serve, e merece, e costuma habitar: neste sentido disse T�lio de Cat�o que tivera a T�sculo por p�tria da natureza, mas a Roma por p�tria do direito. Quanto � p�tria da origem, todos os homens somos do C�u, porque ali est�, vive e reina o nosso pai celestial, que vai criando as almas e unindo-as a nossos corpos. Quanto � segunda p�tria, falando geralmente, todos homens somos da Terra; por isso dela falamos t�o frequentemente. Neste sentido todos os filhos de Ad�o somos compatriotas, sem diferen�a do rei ao r�stico. Neste sentido, tamb�m, os que desejavam negar as imperfei��es do amor a tal ou a tal terra em particular, ou por arrog�ncia e fasto filos�fico ou por mortifica��o religiosa e santa, disseram que todo o mundo era p�tria sua. Do primeiro temos exemplo em S�crates, que, perguntado donde era, respondeu: � Do mundo: porque de todo o mundo sou cidad�o e habitador. E em S�neca, que disse: � N�o encerramos a grandeza do �nimo nos muros de uma cidade, antes o deixamos livre para o com�rcio de todo o mundo, porque esta � a p�tria que professamos, para darmos campo mais largo � virtude. Do segundo temos exemplo em S. Bas�lio, que, amea�ado com desterro pelo prefeito do imperador Valente, respondeu que n�o conhecia desterro quem n�o estava adicto a certos lugares. Semelhante resposta foi a do v. p. frei Ant�nio das Chagas, que, avisado por certa pessoa n�o falasse t�o acremente nos serm�es da morte, porque se arriscava a ser desterrado, disse mui seguramente: � Desterrar-me? Para onde? Quem n�o tem aqui p�tria n�o pode ter daqui desterro. Mas, al�m desta p�tria do lugar comum, h� outra do particular, que � a terra onde cada um nasceu. Quanto esta � mais pequena, tanto une mais os seus filhos, de sorte que parece o mesmo ser compatriotas que parentes, especialmente quando se acham fora dela. E parece-se este amor com a virtude da erva t�psia, da qual escreve Teofrasto que, metida na panela com a carne a cozer, de tal modo conglutina os peda�os dela que, para os tirar, � necess�rio quebr�-la. Quanto, por�m, a p�tria � terra mais populosa, rica e ilustre, tanto costuma ser mat�ria de vaidade aos que p�em a sua gl�ria fora de si. Assim se esvaneciam os Arianos da sua Constantinopla, lan�ando em rosto a S. Greg�rio Nazianzeno a sua terrinha, que nem muros a cingiam. Por�m o santo doutor lhes respondeu que, se isso era culpa nele, tamb�m o seria no golfinho n�o haver nascido na terra, e no boi n�o haver nascido mo mar. E, pelo contr�rio, se neles era gl�ria, tamb�m o seria para os jumentos da cidade assoberbarem os do campo. Quanto � terceira p�tria, � esta o lugar onde estamos naturalizados, por merc� da rep�blica, ou rescrito dos pr�ncipes, ou habita��o continua, de modo que Sto. Ant�nio se chama de P�dua, n�o sendo sen�o de Lisboa, e S. Nicolau de Tolentino, sendo de Saint-Angel. Tomando, por�m, isto espiritualmente, onde cada um habita com o esp�rito e desejo, da� � natural. Por isso, Cristo disse a seus advers�rios que eles eram c� de baixo: Vos deorsum estis... vos de mundo hoc estis. E, pelo contr�rio, a seus disc�pulos, que eles n�o eram deste mundo: De mundo non estis."
09:02
(JPP)
Landscape With The Fall Of Icarus According to Brueghel when Icarus fell it was spring a farmer was ploughing his field the whole pageantry of the year was awake tingling near the edge of the sea concerned with itself sweating in the sun that melted the wings' wax unsignificantly off the coast there was a splash quite unnoticed this was Icarus drowning (William Carlos Williams) * Bom dia! 4.9.04
17:46
(JPP)
![]() Os primeiros selos checoslovacos de 1919, com o �castelo�, o Hradcany, uma s�rie para amadores da filatelia com a sua multiplicidade de variedades, papel, cor, denteado, datas de emiss�o, em suma, hist�ria. Depois, a ele subi v�rias vezes, primeiro lendo o Castelo de Kafka, que , tr�s anos antes destes selos aparecerem, vivia l� perto no 22 Zlata ulicka. Depois, subi l�, nos anos do fim do comunismo, trazido nos tanques sovi�ticos, pisando o mesmo ch�o que Hitler tinha pisado e que os comunistas tinham tornado no verdadeiro castelo de Kafka. Tudo estava impregnado do caracter�stico cheiro a carv�o que, naqueles anos, s� existia nos pa�ses comunistas. Ficou como um dos meus cheiros do estrangeiro, como a Coca Cola ainda hoje me sabe a estrangeiro. E mais tarde l� fui, durante a �revolu��o de veludo�, com a alegria e a tens�o das ruas por baixo. Primeiro nos selos, depois na vida.
17:32
(JPP)
"N�o assim Cristo. Porque quando disse Sitio, sabia mui bem que, acabados j� todos os outros tormentos, faltava s� por cumprir a profecia do fel: Sciens quia omnia consummata sunt, ut consummaretur scriptura, dixit: Sitio. E assim aquelas tibiezas que consider�vamos, parecia que n�o eram amor, e eram as maiores finezas; parecia que eram um desejo natural, e eram o mais amoroso e requintado afecto. Se Cristo dissera: � Tenho sede, � cuidando que lhe haviam de dar �gua, era pedir al�vio; mas dizer: � Tenho sede, � sabendo que lhe haviam de dar fel, era pedir novo tormento. E n�o pode chegar a mais um amor ambicioso de padecer, que pedir os tormentos por al�vios, e para remediar uma pena, dizer que lhe acudam com outra. Dizer Cristo que tinha sede, n�o foi solicitar rem�dio � necessidade pr�pria; foi fazer lembran�a � crueldade alheia. Como se dissera: Lembrai-vos, homens. do fel, que vos esquece: Sitio. T�o diferente era a sede de Cristo do que parecia: parecia desejo de al�vios, e era hidropisia de tormentos. De sorte que a ci�ncia com que obrava Cristo e a ignor�ncia com que obrava Pedro, trocaram estes dois afectos de maneira que o que em Pedro parecia fineza, por ser fundado em ignor�ncia, n�o era amor: e o que em Cristo n�o parecia amor, por ser fundado em ci�ncia, era fineza. E como a ci�ncia ou a ignor�ncia � a que d� ou tira o ser, e a que diminui ou acrescenta a perfei��o do amor, por isso o Evangelista S. Jo�o se funda todo em mostrar o que Cristo sabia, para provar o que amava: Sciens quiu venit hora ejus, in finem dilexit eos."
11:44
(JPP)
![]() ![]() Dois livros acompanhar�o alguns textos pr�ximos no Abrupto: Fatih Cimok, Biblical Anatolia From Genesis to the Councils, 2002 , e Nick Rennison (Ed,), Bloomsbury Reading Guide, Londres , Bloomsbury, 2001. Um sobre s�tios de ver, outro sobre s�tios de ler. Ambos um retrato de uma coisa que escrevi no princ�pio do Abrupto, numa fase de morte de blogues por depress�o umbiguista: o que interessa est� l� fora. E est�. S� um exemplo do Bloomsbury, voltando � conversa ouvida ontem sobre a �hist�ria da merda da baleia�, ou seja, do Moby Dick. Quer o leitor ler mais alguma coisa sobre peixes, mar e obsess�es, pois o Bloomsbury aconselha o Nigger of the Narcissus de Conrad e os Travailleurs da la Mer de Victor Hugo. Ecl�ctico. Querem os amadores dos comboios, que leram o soneto do Vasco Gra�a Moura e viram o quadro de Delvaux, mais comboios? Pois o Bloomsbury recomenda o �bvio Crime no Expresso do Oriente da Agatha Christie, o Stamboul Train de Greene (e por ele podemos chegar � Anat�lia), e um menos �bvio Bom Soldado Sejk de Hasek. Ou seja, uma coisa leva � outra e depois � outra e depois � outra. Acaba? Acaba � connosco, ou acabamos primeiro. Por isso, pode haver tudo, mis�ria, sofrimento, doen�a, alegria, poder ou morte, mas aborrecimento certamente n�o h�. Nunca percebi as pessoas que se d�o ao luxo de estar aborrecidas.
11:07
(JPP)
"Em todas as cousas que Cristo obrou neste Mundo, manifestou sempre o muito que amava os homens; contudo, uma palavra disse na cruz, em que parece se n�o mostrou muito amante: Sitio: �Tenho sede.� Padecer Cristo aquela rigorosa sede, amor foi grande; mas dizer que a padecia e significar que lhe dessem rem�dio, parece que n�o foi amor. Afecto natural, sim; afecto amoroso, n�o. Quem diz a vozes o que padece, ou busca o al�vio na comunica��o ou espera o rem�dio no socorro; e � certo que n�o ama muito a sua dor, quem a deseja diminu�da ou aliviada. Quem pede rem�dio ao que padece, n�o quer padecer; n�o querer padecer, n�o � amar: logo, n�o foi acto de amor em Cristo dizer: Sitio: �Tenho sede.� Contraponhamos agora esta ac��o de Cristo na cruz e a de S. Pedro no Tabor. A de S. Pedro, parece que tem muito de fineza; a de Cristo, parece que n�o tem nada de amor. Ser� isto assim?" (Continua)
09:32
(JPP)
The Naming Of Cats The Naming of Cats is a difficult matter, It isn't just one of your holiday games; You may think at first I'm as mad as a hatter When I tell you, a cat must have THREE DIFFERENT NAMES. First of all, there's the name that the family use daily, Such as Peter, Augustus, Alonzo or James, Such as Victor or Jonathan, George or Bill Bailey-- All of them sensible everyday names. There are fancier names if you think they sound sweeter, Some for the gentlemen, some for the dames: Such as Plato, Admetus, Electra, Demeter-- But all of them sensible everyday names. But I tell you, a cat needs a name that's particular, A name that's peculiar, and more dignified, Else how can he keep up his tail perpendicular, Or spread out his whiskers, or cherish his pride? Of names of this kind, I can give you a quorum, Such as Munkustrap, Quaxo, or Coricopat, Such as Bombalurina, or else Jellylorum- Names that never belong to more than one cat. But above and beyond there's still one name left over, And that is the name that you never will guess; The name that no human research can discover-- But THE CAT HIMSELF KNOWS, and will never confess. When you notice a cat in profound meditation, The reason, I tell you, is always the same: His mind is engaged in a rapt contemplation Of the thought, of the thought, of the thought of his name: His ineffable effable Effanineffable Deep and inscrutable singular Name. (T.S. Eliot) * Bom dia! 3.9.04
23:36
(JPP)
San Ant�nio bendito, d�de-me un home, anque me mate, anque me esfole. Meu Santo Ant�nio, daime un homi�o anque o tama�o ten� dun gran de millo. Daimo, meu santo, anque os p�s te�a coxos, mancos os brazos. Unha muller sin home� !santo bendito! � corpi�o sin alma, festa sin trigo. Pau viradoiro, que onda queira que vaia troncho que troncho. Mais en tendo un homi�o !Virxe do Carme! non hai mundo que chegue para un folgarse. Que zambo ou trenco, sempre � bo ter un home para un rem�dio. Eu sei dun que cobisa causa mirarlo, lanzali�o de corpo, roxo e encarnado. Carni�as de manteiga, e palabras tan doces cal mentireiras. Por el peno de dia, de noite peno, pensando nos seus ollos color do ceo. Mais el xa doito, de amori�os entende, de casar pouco. Face meu San Ant�nio que onda min ve�a, para casar conmigo, nena solteira, Que levo en dote unha culler de ferro catro de boxe, In irmancito novo que xa ten dentes, una vaqui�a vella que non d� leite... �Ai! Meu santi�o, fac� que tal suceda, cal volo pido. San Ant�nio bendito, d�de-me un home, anque me mate, anque me esfole. Que zambo ou trenco, sempre � bo ter un home para un rem�dio. (Rosalia de Castro)
23:25
(JPP)
Hoje, h� 59 anos, Noel Coward come�ava a convencer-se de que poderia haver paz, pelo menos uma �officialy declared peace�, com o mundo �num caos f�sico e espiritual�. Escreveu no seu di�rio: �History in the making can be most exhausting�. Tinha raz�o.
10:09
(JPP)
![]() Primeiro, nos selos do Estado croata, criado pelos alem�es e apoiado pelo Vaticano, durante a II Guerra, e depois aqui: "Milosevic acusou o Vaticano, tamb�m v�tima do �decl�nio moral� das grandes pot�ncias, de querer �destruir a S�rvia para assegurar a sua expans�o em direc��o ao Leste�. Palavras igualmente duras reservou para a Alemanha, pa�s que, nas suas palavras, �durante anos, fez tudo para destruir a Jugosl�via�.
09:59
(JPP)
�- Ele punha l� aquilo no blogue. Aquilo. A hist�ria da merda da baleia...� - O Moby Dick, n�o �?�
09:13
(JPP)
"Primeiramente s� Cristo amou, porque amou sabendo: Sciens. Para intelig�ncia desta amorosa verdade, havemos de supor outra n�o menos certa, e � que, no Mundo e entre os homens, isto que vulgarmente se chama amor, n�o � amor, � ignor�ncia. Pintaram os Antigos ao amor menino; e a raz�o, dizia eu o ano passado, que era porque nenhum amor dura tanto que chegue a ser velho. Mas esta interpreta��o tem contra si o exemplo de Jacob com Raquel, o de J�natas com David, e outros grandes, ainda que poucos. Pois se h� tamb�m amor que dure muitos anos, porque no-lo pintam os s�bios sempre menino? Desta vez cuido que hei-de acertar a causa. Pinta-se o amor sempre menino, porque ainda que passe dos sete anos, como o de Jacob, nunca chega � idade de uso da raz�o. Usar de raz�o e amar, s�o duas cousas que n�o se juntam. A alma de um menino que vem a ser? Uma vontade com afectos e um entendimento sem uso. Tal � o amor vulgar. Tudo conquista o amor, quando conquista uma alma; por�m o primeiro rendido � o entendimento. Ningu�m teve a vontade febricitante, que n�o tivesse o entendimento fren�tico. O amor deixar� de variar, se for firme, mas n�o deixar� de tresvariar se � amor. Nunca o fogo abrasou a vontade, que o fumo n�o cegasse o entendimento. Nunca houve enfermidade no cora��o. que n�o houvesse fraqueza no ju�zo. Por isso os mesmos pintores do amor lhe vendaram os olhos. E como o primeiro efeito ou a �ltima disposi��o do amor, � cegar o entendimento, daqui vem que isto que vulgarmente se chama amor. tem mais partes de ignor�ncia; e quantas partes tem de ignor�ncia, tantas lhe faltam de amor. Quem ama porque conhece, � amante; quem ama porque ignora � n�scio. Assim como a ignor�ncia na ofensa diminui o delito, assim no amor diminui o merecimento. Quem, ignorando, ofendeu, em rigor n�o � delinquente; quem, ignorando, amou, em rigor n�o � amante."
09:13
(JPP)
![]() � como estes an�is nas suas falsas cores. Quentes, vermelho, mais frios, azul e verde. Se jog�ssemos entre eles, procurando o objecto escondido, o Graal de Saturno, ter�amos que ir assim, medindo a temperatura, de frio em frio, at� encontrarmos o lugar quente, afinal apenas o menos frio. O anel vermelho est� a 110 K, muito, muito abaixo da temperatura em que a �gua gela.
09:02
(JPP)
Sinais que o PP, Paulo Portas e o seu grupo em particular, est�o a �evoluir� em mat�ria de aborto como aconteceu com a quest�o europeia: para se manterem no governo v�o moldando a sua �pol�tica de princ�pios�. Est�o a passar de �aborto-excitados� para �aborto-calmos�.
09:01
(JPP)
Sinais de condu��o pol�tica ca�tica por parte do governo em toda a quest�o do �barco do aborto�. (Ou interpreta��o alternativa: sinais de que o Primeiro-ministro faz governa��o por cabotagem, sempre � vista da costa que, neste caso, � a comunica��o social. Os resultados s�o os mesmos: caos e confus�o de mensagens.)
08:44
(JPP)
![]() E o meu preferido, o Piton de la Fournaise, l� o cumpre galhardamente como se v� nesta foto de ontem. Como de costume, n�o estou l� para ver, porque este tem o mau h�bito de entrar em erup��o quando eu viro as costas.
08:10
(JPP)
Dove Sta Amore Dove sta amore Where lies love Dove sta amore Here lies love The ring dove love In lyrical delight Hear love's hillsong Love's true willsong Love's low plainsong Too sweet painsong In passages of night Dove sta amore Here lies love The ring dove love Dove sta amore Here lies love (Lawrence Ferlinghetti) * Trezentas vezes. Bom dia! 2.9.04
21:26
(JPP)
![]() Pedro Homem de Mello, e ningu�m me conhecia. 60 Poemas escolhidos e apresentados por Manuel Alegre e Paulo Sucena, Porto, Poiesis, 2004 Este homem escrevia assim: CIDADE GRANDE Onde � que h� sombras como as destas casas? Onde � que h� noites como as destas luas? Onde � que as �guias abrem mais as asas Do que este vento, apunhalando as ruas?
21:16
(JPP)
![]() Os Penguin Books revolucionaram a edi��o inglesa e depois a mundial (uma hist�ria dos Penguin Books est� aqui). A ideia original era fazer livros ao pre�o de um ma�o de cigarros. Nos anos mais dif�ceis da guerra, os livros tinham reclames nas capas e contracapas como este de Maurice Collins de 1943. Os Norvic Shoes, o chocolate Mars e o Jif Shaving Stick , que s�o os reclames neste livro, n�o envergonhavam ningu�m e ajudavam o livro a permanecer barato. * "A prop�sito do seu post dedicado � Penguin e � maneira como revolucinou a edi��o, vale a pena acompanhar a sua mais recente ac��o de promo��o dos seus livros. Parece que a originalidade da Penguin n�o se esgotou no s�culo passado. Aqui." (Rui Amaral)
17:48
(JPP)
Sofreu de novo um atraso maior. Com pedido de desculpas, vou tentando responder mesmo com atraso.
17:33
(JPP)
n�o � uma frase desta s�rie do Abrupto, mas o t�tulo da nota da NASA sobre a pedrinha que estava a encravar a broca da Opportunity.
16:54
(JPP)
soneto pardacento estou em bruxelas de segunda a quinta: h� livrarias. n�o se come mal. dos avi�es, talvez eu me ressinta: voos por ano fa�o cento e tal. na europeia babel, rios de tinta correm em cada l�ngua oficial. um dia, quando os quinze forem trinta, deixa de haver europa ocidental. das v�nus que delvaux pintou, nenhuma entre os espelhos e a melancolia das gares e das luas, quando a cinza do dia a dia as almas desarruma em flamenga e franc�fona rezinza. burgu�s. � chuva. adeus. sem maresia. (Vasco Gra�a Moura) 1.9.04
07:18
(JPP)
HORSES AND MEN IN RAIN LET us sit by a hissing steam radiator a winter's day, gray wind pattering frozen raindrops on the window, And let us talk about milk wagon drivers and grocery delivery boys. Let us keep our feet in wool slippers and mix hot punches--and talk about mail carriers and messenger boys slipping along the icy sidewalks. Let us write of olden, golden days and hunters of the Holy Grail and men called "knights" riding horses in the rain, in the cold frozen rain for ladies they loved. A roustabout hunched on a coal wagon goes by, icicles drip on his hat rim, sheets of ice wrapping the hunks of coal, the caravanserai a gray blur in slant of rain. Let us nudge the steam radiator with our wool slippers and write poems of Launcelot, the hero, and Roland, the hero, and all the olden golden men who rode horses in the rain. (Carl Sandburg) * Bom dia!
� Jos� Pacheco Pereira
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