ABRUPTO

3.11.12


“REFUNDAR” O ESTADO, OU SEJA, MOLDÁ-LO AO “AJUSTAMENTO” 

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 A frase que ele queria, mas não teve coragem de dizer, é que é preciso “refundar” o estado ao serviço do “ajustamento”. E “refundar” o estado, ainda menos coragem teve de o dizer, significa despedir pessoas na função pública, reduzir significativamente prestações sociais, cortar na educação, na saúde, nas forças armadas, na segurança. Tudo a um nível muito superior ao que já está previsto e foi anunciado, ou seja mais e mais pacotes de austeridade, neste caso sobre a função pública, o eterno bombo de festa. Redefinir as funções do estado é necessário, e algumas mudanças implicam alterar a Constituição. Na verdade, há um ano e meio era por aí que tudo se deveria iniciar, com o PS desde o primeiro minuto, porque sem ele não é possível fazer reformas constitucionais. Escrevi aqui há um ano que mais valia ter feito uma revisão constitucional a sério, do que andar sempre nos limites da inconstitucionalidade e da ilegalidade, o caminho que foi seguido e ameaça ser seguido, o caminho de um desastre maior ou de um governo que actua fora da lei, uma espécie de golpe de estado manso. 

(Continua.)

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© José Pacheco Pereira
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