A list of some observation. In a corner, it's warm. A glance leaves an imprint on anything it's dwelt on. Water is glass's most public form. Man is more frightening than its skeleton. A nowhere winter evening with wine. A black porch resists an osier's stiff assaults. Fixed on an elbow, the body bulks like a glacier's debris, a moraine of sorts. A millennium hence, they'll no doubt expose a fossil bivalve propped behind this gauze cloth, with the print of lips under the print of fringe, mumbling "Good night" to a window hinge.
(Joseph Brodsky)
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O seu poema de Brodsky trouxe-me à memória a seguinte transcrição (que pode ver aqui) de parte do julgamento dele por parasitismo, em 1964:
juiz: E qual é a sua profissão em geral?
Brodsky: Poeta e tradutor.
juiz: Quem o reconheceu como poeta? Quem o inscreveu na lista dos poetas?
Brodsky: Ninguém. Quem me inscreveu como ser humano?
juiz: Estudou isto?
Brodsky: Isto?
juiz: Como tornar-se poeta. Não tentou terminar o liceu, onde se ensina, onde se prepara?
Brodsky: Não acho que se possa aprender isto na escola.