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semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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20.4.09
COISAS DA SÁBADO: A “BOA IMPRENSA” NÃO ESTÁ IGUALMENTE DISTRIBUÍDA
Alguns políticos portugueses tiveram sempre, ponderados os prós e os contras, “boa imprensa” e quase todos do PS, vá-se lá perguntar porquê. Mário Soares, por exemplo, ontem, hoje e amanhã, mesmo contando alguns incidentes de percurso. Todos os sucessores putativos de qualquer liderança do PS em curso, têm de um modo geral, “boa imprensa”. António Vitorino, por exemplo, sempre foi incensado. Pedroso, até à sua queda, tinha “boa imprensa”. Até António José Seguro, imagine-se, tem “boa imprensa”. No PSD há também alguns casos, mas que só existem quando podem funcionar contra alguém que, no momento presente, tenha “má imprensa”. Passos Coelho tem “boa imprensa” na sua utilidade contra Manuela Ferreira Leite. Até Marques Mendes, que teve sempre “má imprensa”, tem agora “boa” pelas mesmas razões.Pode-se, em todos os casos individuais, perguntar porquê, mas a resposta é sempre pouco abonatória porque mostra redes de “razões” e de “interesses” que são quase sempre pouco conhecidos e pouco esclarecidos e nos quais a corporação nunca toca. Antes eram as amizades pessoais ou de grupo, as dependências, as ambições no “meio”, as afinidades ideológicas, as simpatias e antipatias. Hoje, esse mercado de relações está comercializado pelas chamadas “agências de comunicação” e para se ter “boa imprensa” conta muito pagar aos profissionais de “comunicação”. O jornalismo tornou-se “comunicação” e esta espectáculo, logo convém empregar os especialistas na matéria circense. Não se trata de conspiração nenhuma, como sempre tenho dito, mas de respiração e está à vista de todos os que queiram ver. Claro que se quiserem mesmo ver, terão inevitavelmente “má imprensa”. (Continua.) (url)
© José Pacheco Pereira
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