ABRUPTO

1.1.09


O ANO A CAMINHO DO FIM (6):

PCP

O PCP está bem e recomenda-se. A política identitária de Jerónimo de Sousa deu ao partido uma nova alma e mobilização. Não chegará para crescer muito, mas chega para travar a decadência e mostrar, principalmente através dos sindicatos, que é muito mais uma realidade social e política a contar em períodos de crise, do que um BE na moda, mas socialmente confinado à burguesia chique radical.

BE



O BE é o nana da comunicação social que o trata como se fosse um grande partido nacional e que não escrutina nada do que lhe diga respeito. Encontra-se numa encruzilhada entre os partidários de um PS radical e um PCP que o impede de ir para as fábricas e os sindicatos, onde só a parte da UDP ainda sobrevive.



PP



O PP tem com Portas a sua razão de existência e a sua razão de inexistência. Com ele, permanece activo no sistema do “aparecer” mediático, a que se acrescenta uma agenda política em 2008 com mérito nalgumas questões, como a fiscalidade. Mas também com ele, os limites para o seu crescimento estão inscritos a fogo

PS

O PS é hoje o “partido do governo”, ou seja, não existe politicamente. A questão central está em saber se também Alegre vai ajudar o PS a ser o “partido do governo” dando-lhe um escape retórico à esquerda, ou se se toma a sério e cria uma novo partido socialista de esquerda, ao exemplo de outras cisões já ocorridas em partidos socialistas europeus. Se o fizer abre um ciclo de mudança no sistema partidário, que se pode estender a outros partidos.

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© José Pacheco Pereira
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