ABRUPTO

23.1.09


COISAS DA SÁBADO: A VITÓRIA DE ISRAEL E A OPORTUNIDADE PARA A EUROPA


Israel ganhou de um ponto de vista táctico e, muito mais importante, do ponto de vista estrategico, uma batalha contra o Hamas, ou seja o Irão. Como todas as coisas no Médio Oriente, os resultados podem ser voláteis a prazo, mas não precisam necessariamente de o ser se houver uma genuína vontade de paz. A batalha táctica foi o enfraquecimento militar do Hamas, mas a vitória estratégica foi o envolvimento da União Europeia e do Egipto na segurança da fronteira com Gaza. Isto é muito mais importante: os estados que se sentaram à mesa no Cairo não aceitam que a fronteira possa servir para armar o Hamas, e por extensão, que este não dispara mísseis contra Israel,. Israel, por seu lado, permite a abertura da fronteira para Gaza. No seu conjunto, estas medidas podem favorecer o processo de paz, cujo boicote é o prinicipal objectivo dos radicais patrocinados pelo Irão.

A partir de agora, países como a França e Alemanha não podem fazer de conta que o lançamento de mísseis para território israelita é questão alheia, ou que o contrabando de armas se possa fazer debaixo dos seus olhos. Podem vir a violar este compromisso, mas não podem depois queixar-se que Israel defenda unilateralmente os seus cidadãos numa guerra com o Hamas que terá inevitáveis vítimas civis.

Esta é uma oportunidade para a Europa, mas para não a perder não se pode ir para lá brincar aos observadores, tem que se estar disposto a disparar e a ser disparado se preciso for. Se os países europeus correrem esse risco, de ajudar a tornar seguras as fronteiras de Israel, podem contribuir e muito para que os palestinianos tenham o estado nacional, a prosperidade e paz que desejam. E para a Europa é o retorno a uma política consequente numa área do mundo que é do seu imediato interesse estratégico.

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© José Pacheco Pereira
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