ABRUPTO

18.11.08


LIVROS DE QUATRO GERAÇÕES (86)

De todas as colecções populares francesas da primeira metade do século XX estes "livres de demain" da Arthème Fayard são os meus favoritos. Li nestas edições, Colette e penso que um livro de Jules Romains de que não me lembro nada. Mas são as capas, o papel e as gravuras de madeira originais que sempre me atraíram para os belos livros desta colecção que começou em 1924. O papel é bastante mais grosso que o costume e absorve a tinta da impressão de uma forma clara, de modo que a tipografia dos livros lhes dá uma leitura quase brilhante do negro contra o branco. Depois da capa com aquele amarelo torrado, e com uma vinha estilizada, nada há mais de cor. Todos os livros continham gravuras em madeira originais e de grande qualidade. Já reproduzi aqui uma delas, mas podia todos os dias colocar magníficas peças de uma arte hoje em desuso, que a colecção da Fayard suportaria todas as provas. Depois, há as surpresas dos livros, como este separador no volume do Sem, com um reclame a um perfume






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© José Pacheco Pereira
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