| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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17.6.08
NUNCA É TARDE PARA APRENDER: AS PRIMEIRAS PALAVRAS (1) Frederico Lourenço (Organização, tradução e notas), Poesia Grega de Álcman a Teócrito, Lisboa, Livros Cotovia, 2006.Há companhias que nunca se perdem. Estão nos livros. Neste, por exemplo, recolhem-se algumas das vozes iniciais que nos fizeram como nós somos, límpidas e eternas. Deixo de parte Píndaro e Teócrito, que já têm teoria e perfeição a mais, e fico-me pelas palavras mais simples, aquelas que pela primeira vez foram ditas neste lado do mundo. Até aqui, no começo, nos iludimos, porque o que lemos hoje nunca foi escrito assim na maioria dos casos. Os poemas foram "partidos" por muitos séculos de esquecimento, que fizeram desaparecer os textos completos e deixaram os fragmentos. Mas, mesmo três mil anos depois, foram escritos ou cantados para gente como nós, ou melhor, para gente como nós quando os sabíamos ouvir. (Continua.) (url)
© José Pacheco Pereira
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