ABRUPTO

18.4.08


HUBBUB


15.

Convém a Menezes dizer que foram os críticos que o derrubaram. Mas não fui eu que disse isto:
"Não disse nada diferente do que venho a dizer há largos meses: quando houvesse eleições para escolher o líder do meu partido, se as condições do País e as condições do PSD fossem as de agora, eu seria candidato. É verdade que esta afirmação, apesar de repetida muitas vezes, teve uma ênfase mais evidente por existir uma situação de alguma descrença em toda a oposição. O que pode ser um sinal de esperança, de vitalização, acaba por ter um enfoque muito maior. Mas também o fiz por pensar que devemos desdramatizar a ideia de que é negativo haver alternativas permanentes à liderança dentro dos grandes partidos. Essa é a realidade normal europeia. Só em Portugal esta questão costuma ser dramatizada: são tiques da ditadura que se perpetuam até hoje.

(...) Mas isso, repito, não é dramático: os líderes dos partidos democráticos têm de começar a viver com isto. Quando uma liderança é suficientemente forte cria à sua volta condições de vazio que não permitem que vozes dissonantes se afirmem. Portanto, quando as vozes dissonantes têm alguma audição é um sinal de que as lideranças não estão a afirmar-se."

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© José Pacheco Pereira
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