| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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27.8.07
NUNCA É TARDE PARA APRENDER: GÉNIO, "INSACIÁVEL CURIOSIDADE", PESSIMISMO (2) As guerras são boas para a ciência, o que, como é evidente, é a pior das razões para as fazer. Só os futuristas italianos ligados ao fascismo é que tomavam a sério esta afirmação, que arrepiaria Norbert Wiener, que passou as últimas décadas da sua vida a escrever exactamente contra a relação entre a ciência e a guerra. Mas a formulação daquilo que mais tarde viria a nomear de "cibernética", - abençoados conhecimentos de grego! -, nasceu de um prosaico problema militar: como fazer uma tabela de tiro, de preferência que pudesse ser automatizada, para as armas antiaéreas. Reconhece-se neste problema o âmago de todos os problemas de comando e controlo, assim como do tratamento da informação e do feedback. A arma antiaérea não podia disparar para onde se via o avião (ou nos olhos dos artilheiros ou do radar) mas sim para onde estaria segundos depois, tendo em conta que os aviadores procediam a manobras de evasão, seguindo trajectórias erráticas, apenas limitadas pelas capacidades físicas dos aviões em responder a viragens bruscas de direcção. Quando o seu "papel" conhecido como "Yellow Peril" (Extrapolation, Interpolation and Smoothing of Stationary Time Series with Engineering Applications) foi desclassificado depois da guerra, as suas implicações para um vasto número de ciências começaram a tornar-se evidentes, desde a neurocirurgia, à robótica, à computação, à Inteligência Artificial, à antropologia, às "ciências cognitivas", etc., etc. Wiener veio a fornecer-nos um dos verdadeiros instrumentos científicos para perceber como a informação, usando uma sua metáfora, nada na direcção contrária do caos.(Continua) Etiquetas: cibernética, Norbert Wiener (url)
© José Pacheco Pereira
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