ABRUPTO

17.8.07


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VENDO
OUVINDO

ÁTOMOS E BITS

de 17 de Agosto de 2007


Não sei se reparou, mas temos, em Portugal, uma nova unidade monetária: o “OTA”. (...) os nossos jornalistas, radialistas e pivots de TV, se um (ou dois) deles, utiliza duas vezes seguidas um adjectivo, um advérbio ou uma expressão qualquer – que por qualquer motivo está”na berra” - eis que todos os outros formam fila, para o repetirem ad nauseam. (...)

Agora é ”as bolsas perderam “n” milhares de milhões de Euros, o que dava para construir uma (duas, três, ¾ de…) OTA. O “Ota” passou a ser uma unidade monetária, equivalente (mais ou menos) à antiga e venerável “Pipa de massa”.

E todo o bicho careta, chamado a falar ou escrever sobre muito dinheiro (a fortuna do Soros, os rendimentos do Sultão do Brunei, o preço de um porta-aviões atómico, etc. etc) dirá, invariavelmente que “dava para pagar uma (duas, ¾ de…) OTA. É célebre!

Qualquer dia, vem nas cotações das moedas internacionais. “… e o Dolar desvalorizou 5% contra o OTA” ou “… o Yen mantem a paridade com o OTA”.

(Luis Manuel Rodrigues)

*
Para as áreas ardidas, certa Comunicação Social também prefere usar, em vez do velhinho "hectare", uma unidade de área muito especial, feita à medida da sua literacia: trata-se do "campo de futebol" que, na cabecinha dessa gente, deve ter, como submúltiplos, o "campo de andebol" e o "campo de ténis". Mas antes isso do que os "hectares quadrados", como há dias ouvi...

C. Medina Ribeiro

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© José Pacheco Pereira
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