19:14
(JPP)
A DEMOCRACIA, A LIBERDADE, A ORDEM PÚBLICA, A INTELIGÊNCIA, O GOVERNO E OS "VERDEUFÉMIOS" 18
NÃO NOS TIREM O SUBSÍDIO POR FAVOR, A GENTE DIZ, ESCREVE, ASSINA TUDO O QUE FOR PRECISO

O
"comunicado final" do GAIA é pura e simplesmente patético (substitui vários outros que entretanto foram apagados da Rede mas que se podem encontrar no Abrupto também assinados pelo GAIA e de teor completamente diferente).:
O GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental não se responsabiliza pela acção de corte de milho transgénico na Herdade do Lameiro em Silves, sexta-feira 17 de Agosto. O GAIA não organizou a acção. Não houve qualquer discussão ou decisão, nem portanto qualquer acta de Reunião Nacional, que desse origem a uma acção assumida pela organização.
(...)
O GAIA e a EYFA negam qualquer envolvimento na realização da acção de 17 de Agosto. Além disso, a acção não foi assumida pelo colectivo de participantes no Ecotopia, não sendo por isso uma acção do Ecotopia. O GAIA assume-se como organização proponente de acções directas. Todas as acções directas realizadas pelo GAIA têm sido e serão devidamente anunciadas e assumidas. O GAIA não realiza acções directas de carácter destrutivo.
(...)
o GAIA e a EYFA não se responsabilizam pelos encontros e reuniões que ocorrem no período do evento. O GAIA não tem conhecimento da ocorrência de reuniões visando o corte de transgénicos na Herdade do Lameiro, embora reconheça a ocorrência de reuniões fechadas no Ecotopia. O GAIA não tem conhecimento do aluguer de autocarros do Ecotopia para Silves no dia 17 de Agosto e nega a entrada de qualquer autocarro no terreno do Ecotopia nessa data. O GAIA não tem conhecimento sobre a identidade e a quantidade de participantes do Ecotopia presentes na acção de corte de transgénicos e desconhece igualmente a proporção relativa a manifestantes de fora do Ecotopia.
(...)
Houve no período anterior ao Ecotopia um apelo a uma acção contra os transgénicos para dia 17 de Agosto da parte do GAIA, de acordo com os pârametros de acção do GAIA. No entanto, o GAIA não acompanhou o processo que decorreu depois da proposta de acção, e que parece ter sido liderado pelo movimento Verde Eufémia. O GAIA desconhece a origem deste movimento e de como se introduziu na dinâmica do Ecotopia. Daqui se conclui que qualquer participante do Ecotopia presente na acção da Herdade do Lameiro agiu a título individual, não representando o colectivo do Ecotopia nem qualquer uma das organizações proponentes.
(...) o GAIA considera que os direitos à saúde pública e a um ambiente são, consagrados na Constituição Portuguesa, estão ameaçados e compete aos cidadãos fazer cumprir os primordiais direitos comuns dos Portugueses. Por esta razão o GAIA apoia a acção do movimento Verde Eufémia, considerando que a destruição de 2% da plantação de um agricultor transgénico constitui um gesto simbólico cujo impacte económico é reduzido trazendo, no entanto, o assunto para a discussão pública como é importante nesta fase de proliferação dos campos de milho transgénico em Portugal. Apesar de manifestar o seu apoio devido ao impacte final para a discussão do tema dos OGMs, o GAIA não desenvolve este tipo de acções e não se reconhece na acção de destruição do campo de milho transgénico da Herdade da Lameira em Silves.
*
O comunicado do GAIA faz-me lembrar os anúncios que há em algumas garagens pagas onde se avisa que os proprietários da garagem não se responsabilizam por danos ou furtos nas viaturas estacionadas. Não se responsabiliza. Não tem conhecimento. Não acompanhou o processo posterior. Desconhece a origem e como se introduziu. Desconhece.
Porém, manifesta o seu apoio.
(R)
Etiquetas: OGMs, Verdeufémia