ABRUPTO

19.7.07


LENDO
VENDO
OUVINDO

ÁTOMOS E BITS

de 19 de Julho de 2007


Na edição em linha do Público, que reproduz a edição em papel, num artigo sobre o aniversário da descoberta da Pedra de Roseta esta está reproduzida de forma invertida (e quando se clica na imagem fica outra vez na posição correcta). O autor da nota repete o erro: "só a passagem inicial, em grego arcaico, era compreensível. Os hieróglifos egípcios que preenchiam o resto da pedra eram ainda um mistério para os historiadores de então." Nem a passagem inicial é em grego, mas sim com hieróglifos, nem há apenas dois scripts na pedra, mas sim três. Mais abaixo há outro erro: "os três textos, em línguas diversas, significavam o mesmo". Ora o demótico neste caso não é uma"língua diversa" mas uma forma diferente, vulgar, de escrever o antigo egípcio. Por isso na pedra há três scripts e duas línguas e o egipcío escrito em hieróglifos está em cima.

Isto é o que dá andar a ler coisas sobre as linguas antigas decifradas e não decifradas. Agora vou no Rongorongo, mas é pouco provável ter que comentar o Público sobre isso.

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Já que estou nas línguas, anoto, em relação a chamadas de atenção dos meus leitores, que "cota" é o mesmo que "quota", segundo o Dicionário de Houaiss que uso para estas dúvidas.

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© José Pacheco Pereira
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