| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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10.4.07
LENDOVENDO OUVINDO ÁTOMOS E BITS de 10 de Abril de 2007 O "caso" Esmeralda é outro exemplo de todos os absurdos que passam por normalidades no nosso quotidiano e um retrato de como esse quotidiano está hoje devastado de qualquer consideração de valor ético. É um espectáculo, como quase tudo, com actores e espectadores cumprindo o seu papel numa encenação trágico-cómica que deixará as suas vítimas na obscuridade quando o circo se levantar e for para outra freguesia. Neste caso tudo impressiona (impressiona? mas será que alguma coisa ainda impressiona?) na moldagem da "justiça" a um resultado previamente estabelecido pela percepção popular (ela própia mediática) dos "bons " e dos "maus". Como peça absurda deste teatro, este relatório que faz notícia hoje e que (supunha eu, que ainda não aprendi) seria (deveria ser) o mais confidencial dos documentos, aqui posto a público concerteza pela colaboração prestimosa da "justiça". Este relatório é mais um elemento da trama da peça, com o eco exacto na voz de uma criança daquilo que aprendeu e foi ensinada pelos adultos, da rede afectiva em que foi envolvida, a que não falta o "homem do saco".Repito a pergunta que mais faço hoje, uma variante de uma pergunta muito mais antiga e idênticamente sem resposta: who cares? Mas quem é que quer saber desses miseráveis detalhes do espectáculo? Ninguém, respondeu o outro. * Não sei se teve oportunidade de ver, mas há algumas semanas preparava-me para observar o serviço noticioso das 13h00 e apanhei o final de um destes programas altamente culturais que os precedem. Qual o meu espanto, e à mistura com o genérico, imediatamente antes do início do serviço noticioso, aparece, com efeitos gráficos, em jeito de nossa senhora, a imagem do pai adoptivo, fardado como sempre, vendo-se por baixo uma frase que se não estou enganado dizia “preso há xx dias”, como se tivesse sido alvo de rapto por terroristas no Iraque ou coisa semelhante. Chego a ter medo de estar a ficar louco ou de estar um país fantástico que não consigo compreender! (url)
© José Pacheco Pereira
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