| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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21.12.06
PERGUNTAS ENTRE O ESPAÇO E O CIBERESPAÇO 7 Texto em movimento, V. 1 . .. suddenly a White Rabbit with pink eyes ran close by her. Por que é que o tempo passa tão depressa? Por que é que eu estou sempre atrasado? Por que é que no ciberespaço todo o tempo é rápido, todo o tempo é novo, todo o tempo é pouco? Por que razão no ciberespaço o rio de Heraclito corre tão depressa? [e ao contrário: por que razão o tempo no ciberespaço não é o do Chapeleiro Louco, o de Parménides? It's always six o'clock now.'Antes de chegar lá dentro (ao ciberespaço) o tempo rápido já existia cá fora há pelo menos 200 anos, desde a Revolução Industrial. [Nessa altura interpelo a sala, o anfiteatro, as pessoas sentadas nas cadeiras: no vosso corpo, o primeiro instrumento da "sociedade de informação" que lhe está colado é o relógio. Nesta sala quase todos têm na sua roupa, no seu corpo, pelo menos três instrumentos que têm a ver com a informação: uma caneta ou qualquer outra coisa para escrever, um relógio e um telemóvel. O iPod, ou outro leitor de MP3, também pode estar num casaco ou numa mochila, e o telemóvel pode agrupar funcionalidades de vários instrumentos: GPS, televisão, computador. Mas o primeiro instrumento da "sociedade de informação" que todos têm, que "manda" mais em nós, é o relógio. ] (Projecto arquitectónico para uma fábrica centrada na torre do relógio.) O relógio, o instrumento número um da modernidade. Começou no topo das fábricas para "mandar" numa população arrancada aos campos e que só conhecia o sol a sol. Os historiadores do movimento operário sabem como foi conflitual a imposição do tempo, de horários de entrada e saída, uma das mudanças coercivas mais difíceis de fazer no início da Revolução Industrial. Significava mudar de vida, mudar de "tempo". Depois nunca mais parou, o tempo nunca mais se atrasou. O tempo começou a acelerar-se quando cada um o pode medir no seu relógio e, desde essa altura, um minuto, um segundo - que são, bem vistas as coisas, tão pouco tempo - , contam. (Por exemplo: ![]() (Continua, em breve, devagar.) * Quando se dá uma aula, um relógio é fundamental. Por boas razões há salas com relógio na parede. Um professor sabe que tem um determinado tempo (uma hora, duas, três, para "dar" uma determinada quantidade de matéria). É preciso saber fazer a gestão do tempo, e controlar o ritmo. Geralmente tenho as aulas preparadas em folhas A4, e sei que um determinado numero de folhas (1 em computador a 1 espaço, 2 a dois espaços ou meia duzia escritas à mão) correspondem a uma hora de aula, por isso, é possível modular o andamento de quarto em quarto de hora, pelo menos. Etiquetas: Alice no País das Maravilhas, relógios, Revolução industrial, tempo (url)
© José Pacheco Pereira
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