| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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14.12.06
LENDOVENDO OUVINDO ÁTOMOS E BITS de 14 de Dezembro de 2006 ![]() Ouvindo Abdel Halim Hafez, numa interpretação ao vivo de Kariat Al Fengan. * ![]() Enquanto muitas das nossas editoras produzem toneladas de livros irrelevantes, lixo traduzido aos montes, a Cotovia faz a diferença com excelentes edições. Dois exemplos: Um, a série que Abel Barros Baptista organizou de livros de autores brasileiros com o título provocatório de "Curso Breve de Literatura Brasileira" e que chega agora ao fim dos seus dezasseis volumes prometidos (mas que raio de número que nem sequer é pitagórico, bem podiam acrescentar mais quatro para satisfazer a nossa vontade hegeliana de repousar o "espírito" na calma das décimas). Outro, é o terceiro volume do teatro de Brecht que inclui algumas das suas mais famosas "peças didácticas", uma das quais eu traduzi para o TEP já há muitos anos. Já não leio Brecht há muito tempo, faço mal claro. Agora com o descanso das exaltações que o tempo dá, vejo o "grego" que há neste teatro, por exemplo no Coro Instruído na Peça Didáctica de Baden Baden Sobre o Acordo, uma que só li agora. * Não sei o que quer dizer quando afirma que dezasseis não é um número pitagórico. Isto prende-se, é claro, com a questão «O que é um número pitagórico?», a qual tem várias respostas possíveis. É frequente chamarem-se (erradamente) números pitagóricos a tripletos (a,b,c) de números naturais tais que a^2 + b^2 = c^2. Mas acontece que 16 aparece num destes tripletos, nomeadamente em (12,16,20) (bem como em (16,12,20), obviamente). Por outro lado, designam-se por vezes por números pitagóricos os números obtidos pelo seguinte processo: parte-se de um polígono regular (por exemplo, um triângulo regular) e considera-se a sucessão de conjuntos de pontos (url)
© José Pacheco Pereira
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