| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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22.12.06
COISAS DA SÁBADO: RESSUSCITAR UM MORTO Parece que há um plano de, a prazo, ressuscitar a dita Constituição Europeia. Parece que os europeus nestas matérias só tem um voto considerado válido: o “sim”. Se dizem “não”, esse “não” tem sempre que ser provisório. A Constituição na sua primeira tentativa era suposto ser votada por todos os países da União. Não o foi em dois países e não seria em mais se o processo tivesse continuado. Esses países são a Holanda e a França, dois países nucleares do projecto europeu. Em vez de concluir que o modo como a fizerem, o seu conteúdo e o processo foi rejeitado, logo a Constituição está morta, mesmo à luz da legalidade europeia, volta-se a insistir. Vai ser brilhante o resultado.Também em Portugal regressaram as manobras de condicionamento para o “sim”, entre as quais mais um fabuloso Eurobarómetro que diz que o “sim” à Constituição Europeia “cresce” uns espantosos 17 pontos, certamente resultado do grande debate sobre a dita Constituição que domina a nossa vida pública. Os resultados são globalmente fabulosos: “ 60 por cento dos portugueses apoiam a Constituição europeia numa média de 53 por cento de europeus. O número de respostas favoráveis em Portugal aumentou 17 pontos percentuais em relação a um inquérito realizado na Primavera e o país apenas é agora ultrapassado pela Polónia (63 por cento). Em todos os Estados-membros, uma maioria de cidadãos apoia a Constituição europeia, com uma percentagem de respostas positivas menor dadas no Reino-Unido (40 por cento), República Checa (50) e Suécia (50).”Foi com ilusões como esta que se chegou ao actual impasse europeu. A tentativa de ressuscitar a Constituição Europeia é das mais fúteis e pouco imaginativas maneiras de agravar a crise da Europa, e como tal é perigosa. Os cadáveres enterram-se ou cremam-se, não se ressuscitam para que não tenhamos um mundo à Stephen King, ou problemas de saúde pública. (url)
© José Pacheco Pereira
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