| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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14.8.06
LENDOVENDO OUVINDO ÁTOMOS E BITS de 14 de Agosto de 2006 Isabel do Carmo escreve hoje no Público um artigo intitulado "Resposta a Esther Mucznik" com que não concordo nem com uma linha. Mas não é isso que vem ao caso, mas sim a bizarra nota da redacção que foi acrescentada no fim: NR - O PÚBLICO não alterou a grafia deste texto, designadamente o facto da autora escrever Holocausto com caixa baixa.Esta agora, então num artigo de opinião o seu autor não pode escrever "holocausto" com minúscula? Usar maiúsculas ou minúsculas, aspas ou outros mecanismos com significado é parte indissociável da liberdade de opinião. Não percebo por que razão escrever "holocausto" em minúscula justifica uma nota da redacção, nem me parece que o Livro de Estilo (que não posso consultar agora, nem sei se se aplica) se sobreponha sobre a intencionalidade valorativa da opinião. De facto, independentemente do artigo de Isabel do Carmo, eu também escolheria escrever "holocausto" e não Holocausto se tivesse percebido o sentido interpretativo e ideológico que lhe dá a redacção do Público que de todo recuso - a transformação do holocausto numa identidade a-histórica impossível de interpretar fora do quadro de uma determinada leitura disfarçada de intangibilidade moral. (url)
© José Pacheco Pereira
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