| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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14.8.06
AS VÁRIAS COISAS QUE ESTÃO A ARDER [Actualizado] ![]() Os incêndios prestam-se a demagogia, responsabilizando-se com facilidade os governos de culpas que muitas vezes ou lhes são injustamente atribuídas, ou devem ser partilhadas por vários executivos. Nos tempos recentes, últimos dez anos, ninguém fez mais demagogia com os incêndios do que o PS, em particular pela voz de António Costa, em intervenções na Assembleia quando do governo de Durão Barroso. É um facto indesmentível. O PSD e o CDS também caíram algumas vezes em declarações demagógicas mas parecem meninos de coro comparados com a ofensiva que o PS fez sobre os incêndios. Ontem. (Nuno Margarido) Este lastro do passado deve ser lembrado, porque se vive este ano uma situação peculiar que não pode nem deve continuar: se no ano anterior seria insensato culpar o governo da situação dramática dos fogos, agora não tem sentido iludir as suas responsabilidades, na exacta medida em que as tem. Como medimos essa responsabilidade? Pelas declarações feitas pelos membros do governo antes e depois dos incêndios. É por essas declarações, cujo objectivo tem sido essencialmente propaganda das medidas governativas ou desresponsabilização pela sua ineficácia, que se devem pedir contas. O Ministro da Administração Interna é um dos ministros mais protegidos por alguma comunicação social, independentemente do seu mérito, que o tem, e da sua intuição política e ambições, que as tem. Alguns jornais e televisões deram-lhe títulos e manchetes que nenhum outro ministro teve, sem escrutínio, que pareciam vindas directamente do gabinete do ministro para as redacções. Excelente trabalho dos seus assessores que merecem tudo quanto ganham, mas também resultado das relações de simpatia política que alguns jornalistas próximos dos socialistas têm com o ministro. Com António Costa dá-se um feito que também já se deu com António Vitorino, a “protecção do sucessor”, preservar sempre a imagem da alternativa ao actual poder do PS. É um efeito político que só existe para o PS, mas existe. Seria, no entanto, injusto limitar a este efeito, o que se passa com Costa e os incêndios. O governo tem beneficiado de uma cobertura jornalística que tem minimizado a importância dos incêndios este ano, e consequentemente, não confronta a realidade com o que foi prometido e anunciado. Parte desta situação vem dos compromissos que a comunicação social, em particular as televisões, assumiram quanto à cobertura dos fogos, corrigindo os excessos do ano passado. Mas, como quase sempre acontece, a correcção do excesso foi desequilibrada e neste ano, a não ser os atingidos pelos incêndios, não há percepção pública da gravidade do que se está a passar. Isso ajuda à desresponsabilização do governo e impede o debate sobre a eficácia das suas medidas e sobre o modo como está a reagir à situação, assumindo uma atitude de de muito mau agoiro para o futuro. No Abrupto têm sido recebidas muitas colaborações dos leitores sobre os fogos, de que tenho apenas publicado uma pequena parte e evitado as fáceis responsabilizações do governo, que ainda me pareciam prematuras. Agora está aberto o debate. * Não sei de quem é culpa mas lavra um incêndio em Arcos de Valdevez há MAIS DE UMA SEMANA... O incêndio consome uma das mais sublimes paisagens do Parque NACIONAL Peneda-Gerês, a única área protegida em Portugal digna desse estatuto (todas as outras são Parques Naturais), no entanto dos holofotes da imprensa pouca voz dão a esta catástrofe. Se calhar é demasiado longe de Lisboa... (Alberto Fernandes) * Devo começar por fazer uma 'declaração de interesses': sou neste momento adjunto de um presidente de Câmara, depois de década e meia de jornalismo em Leiria (ou a partir de Leiria...).Creio que conheço um pouco da realidade, quer através do meu trabalho enquanto jornalista quer agora, mercê das funções que desempenho. E sem entrar em 'condenações' ou 'absolvições', há algo que desde que acompanho o 'fenómeno' mais de perto muito me faz imensa confusão: por que razão (ou razões) não se investe mais na prevenção/vigilância, quando se conhecem alguns casos de (relativo) sucesso? Há dois ou três anos (talvez quatro), o então governador civil do Distrito de Leiria teve a iniciativa de mobilizar os militares do Regimento aqui aquartelado para acções de vigilância nas áreas mais florestadas do Distrito. Todos os dias, quatro equipas partiam sem conhecimento antecipado do respectivo itinerário e, durante todo o dia, 'mergulhavam' em pinhais e matas... A campanha foi devidamente divulgada pelos media regionais e o facto é que nesses anos ardeu pouco (e, em alguns casos, o que ardeu foi mais por deficiências de comando dos bombeiros...). Também desde há três anos, a Câmara Municipal de Leiria, com os agrupamentos de escuteiros e outros voluntários oriundos dos programas do IPJ, montou uma operação de vigilância de todo o território que permite a 'detecção precoce' e o imediato alerta dos bombeiros. É verdade que o ano passado houve uma situação muito complicada (três fogos em pontos distintos e bastante afastados num período de 15 minutos), mas a verdade é que o sistema ajuda a atacar os fogos na fase 'emergente'. Isto custa dinheiro, é verdade, mas custa muito menos do que o combate que, já se sabe, está condenado ao insucesso: com os meios que Portugal tem, com bombeiros voluntários insuficientemente preparados e equipados, com comandos deficientes e dispersos, com o clima, a orografia e a 'porcaria' em que se tornaram as matas... já se sabe o resultado. Culpar os proprietários (como agora fez o ministro), as autarquias, o clima e sei lá que mais não resolve coisa alguma. Propagandear o que se vai fazer, muito menos. 'Enterrar' dinheiro em mais meios de combate, pode ser necessário, mas não resolve nada, como se tem visto. Enquanto os fogos de um ano não começarem a ser combatidos em Setembro do ano anterior... nada feito! Apenas mais uns segundos de fama na televisão, se possível a 'desoras' e com um ar bastante compungido. (Francisco M. Figueiredo) * Não me pretendo alongar muito sobre o desafio que lançou no Abrupto sobre um debate em redor dos incêndios florestais - nesse aspecto, escrevi durante meio ano o livro «Portugal: O Vermelho e o Negro», (...), mas gostaria somente de fazer algumas considerações rápidas. a) Responsabilizar o partido que, conjunturalmente, ocupa o Governo pelos incêndios soa sempre a demagogia. Mas, claro, choca-me ainda mais a forma demagógica (e irresponsável) como estas questões são tratadas pelas classe política. Os problemas são demasiado estruturais e de longo prazo - e aí não se vê nada de concreto, além de legislação, que é cópia da que tem saído desde os tempos de Marcelo Caetano), passando pelo modo como deixámos o mundo rural ao abandono, como se liquidou a agricultura (que permitia a presença de população no interior e funcionava como zona-tampão à progressão dos fogos), como não se incentivou a gestão em espaços florestais descapitalizados, como os PDM permitiram a construção de casas dentro das florestas, como não se faz vigilância (para a detecção rápida dos incêndios), como se permitiu a manutenção do status quo das corporações de bombeiros (com um voluntariado que nos custa muito dinheiro e de eficácia fraca), etc., etc., etc.. Na verdade, perde-se demasiado tempo a tentar identificar responsáveis (mas em Portugal, isso dá em nada...), quando, na verdade, a culpa é de todos os políticos que passaram pelos Governos nas últimas, pelo menos, duas décadas. Isto pode ser visto como uma crítica demagógica, mas não é. Qualquer primeiro-ministro que continue a insistir no actual modelo é culpado por um ano calamitoso de incêndios, independentemente de este ocorrer durante ou após o seu mandato. E isto porque a contabilidade não deve ser vista a curto prazo (um ano pode arder pouco ou muito por razões conjunturais, como a chuva; ou por em anos imediatamente anteriores ter ardido muito e as zonas mais críticas estarem em «pousio», como é o caso deste ano). Permita-me, por outro lado, discordar de se conceder o direito de um Verão de «estado de graça» aos novos Governo. Temos tido demasiadas desgraças por causa desses anos de graça. b) Quanto à «boa sorte» de António Costa, de facto há um excelente trabalho dos assessores de imprensa, com mais uns pozinhos de manipulação da informação à mistura (o caso mais evidente passa-se com o número de fogos - para ver como, consulte um texto que saiu hoje publicado no DN, da minha autoria) e de aproveitamento de alguns desconhecimento da generalidade dos jornalistas (ardeu 900 mil hectares nos últimos três anos, nas zonas de maior risco e com maior manchas florestal em contínuo; nessas circunstâncias, é quase impossível termos este ano incêndios de mais de 10 mil hectares). Na verdade, a situação é mais grave do que aparenta, pois os maiores incêndios estão a ocorrer em zonas que pouco arderam na última década, o que mostra estar a intensificar-se a «globalização» do fogo em Portugal. b) A minha opinião sobre a eficácia das medidas deste Governo é de que, para já, se confirmam erros que detectei desde o início e não me admiram os resultados actuais (muito maus...). Por exemplo, na localização das brigadas helitransportadas de primeira intervenção, colocar duas em Sines e em Faro foi um absurdo. Primeiro porque metade da sua área potencial de intervenção é no mar (onde é suposto não haver incêndios); segundo porque, sobretudo no Algarve, não haverá grandes problemas nos próximos 2-3 anos, porque ardeu quase tudo nos últimos três. Onde era preciso, e não havia, era no Alentejo interior (p.ex., na zona da serra de Ossa), onde os rácios de eficácia de primeira intervenção foram, pelo menos no ano passado, deploráveis; ou então nas área protegidas, onde se torna fundamental extinguir os fogos nascentes, sob risco de acontecer os desastres do Parque Nacional da Peneda-Gerês (uma autêntica vergonha...) ou no Parque Natural da serra de Aire e Candeeiros. A estratégia de combate apenas assente na protecção das casas (onde não são feitas limpezas em redor) é também uma das causas para arder tanto em Portugal. É uma auntêntica bola de neve, perigosíssima: salva-se uma casa, continua a arder floresta; continua a arder mais floresta, colocam-se mais casas em perigo. Em suma, temos bombeiros para as casas; não temos para a floresta. (sobre estas questões, o livro aborda uma possível solução...). De resto, tenho tentado, na medida do possível, dar o meu contributo. Além do livro, tenho acompanhado estas questões no meu blog Estrago da Nação . Lá poderá encontrar alguma informação, eventualmente útil. (Pedro Almeida Vieira) * Os fogos de Verão são um exemplo brilhante, pela pior da razões, da forma como quando não queremos nada funciona. Fatalmente este é daqueles casos em que a culpa é de todos. E por isso não é de ninguém. Mas há culpados. Na minha opinião são os responsáveis governamentais. Precisamente aqueles que tendo autoridade para, negaram sempre uma realidade bem real na expectativa que no próximo ano o vento e o calor fossem mais brandos com a nossa tragédia colectiva. Precisamente aqueles que deviam há muito ter tido a coragem para, depois da casa arrombada, colocar trancas na porta. Mas as prioridades políticas deste governo do politicamente correcto e da propaganda política que nos faz acreditar que vivemos no país das maravilhas, ou a caminho dele, estão sempre invertidas. É demasiado fácil culpar os bombeiros. É demasiado fácil culpar os incendiários. É demasiado fácil culpar os proprietários que não fazem a limpeza dos seus terrenos e dos terrenos adjacentes à sua propriedade mesmo não sendo seus. É demasiado fácil culpar o vento e o calor. E todos eles, à primeira vista, têm culpa. Os bombeiros porque são poucos e os poucos que são não servem. Como não servem as latas vermelhas a que chamam «carros de bombeiros» e as ridículas mangueiras de quintal. Os incendiários, por outro lado, são a escumalha sem rosto. Nunca ninguém os viu a não ser em número. E mesmo assim gritam-lhes sentenças de morte em espectáculos de regozijo público propagandeado como a vingança do bem contra o mal. Seguem-se os proprietários. Esses inconsequentes que constróem casas ao pé de árvores. E que não cumprem com os seus deveres na limpeza da mata e dos terrenos adjacentes à sua propriedade porque as Câmaras Municipais não têm nem dinheiro nem pessoal para o fazer. E finalmente o clima. Essa fatalidade dos deuses que não param de nos atazanar. Tudo isto é irónico. E verdadeiro. O assunto dos fogos é complexo. Vejamos o que falha e porque falha. 1. PREVENÇÃO. A prevenção é aqui um caso bicudo e de difícil operância. Exigir a limpeza das matas não chega. A não ser que o princípio seja cimentá-las. Há um elo muito importante da cadeia que é a vigilância. Terrestre e aérea. Não no sentido de evitar o inevitável, porque o há, mas de actuar com rapidez e eficácia. Não se incendeia uma mata de centenas de hectares em meia dúzia de minutos. A prevenção falha sobretudo porque dá o alerta muito tarde, na maioria dos casos tarde demais. Desconheço o que a lei portuguesa reserva para os incendiários. E falo dos incendiários porque a teoria do vidrinho e do sol não me convencem. Há gente por aí gravemente doente. Em todas as frentes. Do lado de cá e do lado de lá. A comunicação social, involuntariamente, acaba por sustentar o motivo desta gentalha que delira, muito provavelmente no conforto do seu lar, com as magníficas imagens do fogo que consome, que destrói e que mata. 2. LUTA CONTRA O FOGO. Quando o alerta vem tarde demais, a luta contra o fogo torna-se tarefa particularmente difícil. Mais ainda quando os meios materiais e humanos são ineficientes e, na maioria dos casos, ignorantes quanto às formas de luta contra o fogo florestal. É deprimente ver as latas vermelhas de um lado para o outro a transportar homens cansados, exaustos, absolutamente frustrados. Precisamente os mesmos que o ministro, depois dos tempos de cólera, vai agradecer e homenagear em cerimónia pomposa. Chegamos então à parte do governo. Há, por parte deste, uma posição de fundo que me parece bem clara. Para este governo o património natural representado pela floresta não é uma prioridade. Ele diz que é. Mas não é. Senão vejamos a título de exemplo a mais recente trapalhada política: Nunes Correia, Ministro do Ambiente, afirmou ao Correio da Manhã que «não podemos ter uma econmia predadora das condições naturais, a biodiversidade e a paisagem são um dos principais patrimónios de Portugal». Curiosamente, no dia seguinte o Conselho de Ministros aprovava as alterações à Reserva Ecológica Nacional que vai permitir que os agricultores possam construir casas de habitação em áreas classificadas. O diploma abre também a possibilidade de se realizarem ampliações de empreendimentos turísticos, instalações de aquacultura, plantações de olivais, vinha e pomares, abertura de caminhos e implantação de projectos de energias renováveis. Este swing faz-me suspeitar das intenções do governo mas isso é matéria especulativa. Vamos ao que realmente interessa. E o que realmente interessa é o que o governo deveria ter feito e não fez. 1. É urgente criar um corpo de bombeiros profissionais. A imagem do «soldado da paz» é anacrónica. A luta contra o fogo é tão importante como a manutenção da ordem pública. 2. É urgente criar uma força (porque não militar?) de vigilância capaz de detectar e accionar imediatamente o alerta de fogo e intervir numa primeira frente. 3. É urgente dotar os bombeiros de meios materiais REALMENTE eficazes. Não basta lamentar as inacessibilidades que me parecem óbvias. É necessário um investimento sério em meios aéreos. 4. É urgente assumir a luta contra o fogo florestal como uma prioridade política e de interesse nacional. Ao fim e ao cabo, é na intervenção que o governo deveria investir. E é na administração interna que o nosso ministro deveria investir. Em detrimento das suas transumâncias imbecis. Não chega rezar pelos tempos de bonança. É preciso agir. Nas várias frentes. E já. Antes que os nossos tempos se tornem tempos da terra queimada. (Ricardo S. Reis dos Santos ) * Qualquer análise que se faça à actuação de um governo PS, seja qual for a área de actuação governativa, terá de ter sempre em conta esta permissa básica da democracia portuguesa: o PS tem sempre razão. Sempre que alguém consegue convencer o eleitorado do contrário, lá temos nós o perigo para a democracia, a ditadura da maioria, o cartão laranja, os tenebrosos tráficos de influências, o nepotismo, a incompetência, a insensibilidade social, as políticas de direita, os atentados aos básicos direitos dos cidadãos... e a vaga e difusa impressão de que os eleitores são estúpidos. Concentrando-me nos incêndios, o resultado deste tipo de interpretação do mundo é simples: - se o governo for PS, a lei não é cumprida (coisa esotérica esta de a lei não ser cumprida), as pessoas são negligentes na limpeza das matas, as temperaturas são muito elevadas, há muito vento, o vento muda de direcção, quando muda de direcção muda sempre para a pior direcção possível frustrando as medidas tomadas pelo governo no combate aos incêndios... - se o governo for PSD, a lei não é cumprida porque o governo não quer, as pessoas são vitimas da negligência do governo que não impõe a limpeza das matas, as temperaturas são elevadas, o vento muda de direcção e quando muda muda sempre na pior direcção por incúria do governo que não soube planear a tempo a época de fogos... Isto aprende-se em qualquer faculdade de jornalismo em Portugal... digo eu. (Mário Almeida ) * Àcerca do seu post sobre demagogia e incêndios, permita-me que lhe diga o seguinte: O exercício de reflexão é coerente mas o resultado é igual às situações que critica, isto é, pura demagogia. Já é tempo de acabar com este tipo de raciocínio - os da Direita não foram maus mas estes da esquerda são muito piores porque são ... da esquerda. Esse parece ser o seu principal defeito. Já não há muita pachorra para esta conversa, basta pensar um bocadinho para ver que se os da Direita são maus é porque, de facto, quando estão no poder passam o tempo a fazer de conta que fazem alguma coisa e, mal de lá saêm, começam a clamar pelas reformas que não tiveram coragem de fazer. Se o ministro António Costa tem boa imprensa é porque tem algum mérito, pelo menos é assim que o senhor escreve quando o mimnistro é de Direita. Peço desculpa pela frontalidade mas já começam a passar das marcas estes "comícios" de má disposição só porque temos um governo qué não é da sua côr. Deixe os "comícios" para o Prof. Marcelo, o senhor já nos habituou a muito melhor que isso. E já agora uma sugestão, vá para fora cá dentro, este país que o senhor tanto desdenha tem coisas que valem a pena, mesmo os portugueses nos quais vê tantos defeitos também têm coisas boas. (...) tinha esta atravessada há muito tempo, só criticar pode não ser a melhor ajuda. (Jorge Silva) * Não sei quem constrói o Google News Portugal, mas deve ser alguém com experiência na TVI. Ontem a noticia da morte do Bombeiro encontrava-se na secção entretenimento. Hoje a noticia mantinha-se lá acompanhada por uma outra que relatava o ataque de um Pitbull a uma criança!!!!!! No meio das duas o concerto dos Rollinng Stones. Estranhos critérios (Luís Bonifácio) * Como deve saber, nas últimas 72 horas faleceram dois bombeiros em Portugal. Na sexta-feira de manhã, a operadora do CDOS de Leiria, Viviana Dionísio, foi encontrada morta no veículo que servia de posto de comando, estacionado perto da frente de incêndios de Porto de Mós, após ter trabalhado mais de 36 horas. No domingo à tarde, o bombeiro Joel Gomes morreu em consequência de um despiste da viatura de intervenção rápida onde seguia a caminho de um incêndio na serra da Aboboreira. Ontem, o ministro António Costa declarou "em nove dias, não houve mortos nem feridos graves em combate", frase que, podendo ser tecnicamente verdade, se entendermos que estas duas mortes não ocorreram na frente de fogo, escamoteia completamente a realidade. (Nuno M. Cabeçadas) (url)
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