ABRUPTO

15.3.06


O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES:
CAVACO SILVA E A CAMISARIA PITTA


Ainda em relação ao post de ontem sobre a "Camisaria Pitta" e Aníbal Cavaco Silva, fui descobrir há minutos, ali na estante, um livro - edição do Jornal "Expresso" com coordenação do seu jornalista Alexandre Coutinho - intitulado "50 Lojas com Histórias", onde a "Camisaria Pitta" está, não por acaso, incluída (sabia que tinha o livro mas, sinceramente, não me lembrava se nele se incluía a loja). Passo a transcrever alguns excertos do texto assinado por por Conceição Antunes, também ela jornalista do "Expresso":

"Abriu as portas em 1885 na Rua de S. Julião... mas decorridos quatro anos a elegante camisaria mudaria para a Rua Augusta. Celebrizado pelos seus dotes de camiseiro, o fundador, A. M. Pitta, atraiu desde cedo para o estabelecimento uma clientela seleccionada, formada pela nobreza e a alta sociedade da época, acabando por tornar-se fornecedor da Casa Real. Entre esta ilustre clientela, contava-se a família dos Duques de Bragança, o rei D. Carlos e o seu filho D. Luis" ( aka D. Luis Filipe, acrescento eu). Diz, mais adiante, o actual gerente: "é a camisaria mais antiga da Península Ibérica, com estas características de confeccionar camisas à "mão". Continua o texto: "a camisaria manteve-se na família do seu fundador até 1977, altura em que, no rescaldo do 25 de Abril, passava tempos particularmente difíceis"... "as camisas continuam a ser inteiramente confeccionadas à mão, desde as casas dos botões aos monogramas bordados. Só são utilizados materiais naturais, como botões de madrepérola e linhas cem por cento em algodão". E por aí fora...

Em Londres, ostentaria pois, orgulhosamente, um, dois ou três royal warrants, mas em Portugal não conhecemos, nem sabemos cuidar do nosso património. Que diria o Senhor D. Carlos?

(João Cília)

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