ABRUPTO

16.3.06


NUNCA É TARDE PARA APRENDER

Há poucos limites para a crueldade da guerra, e poucos têm a ver com o direito. Na II Guerra Mundial ninguém aplicou a Convenção de Genebra como devia, embora a sua existência tivessse impedido a morte ou a tortura de muitos soldados, porque muitos oficiais do Eixo e dos Aliados a respeitavam e faziam respeitar. Apesar de tudo, apesar de tudo, no essencial as suas medidas foram aplicadas.

Uma notória excepção foi o combate em Creta, a inédita invasão por tropas aerotransportadas, iniciada pelo maior ataque de paraquedistas da história, contra a ilha onde se tinham refugiado os sobreviventes da força expedicionária britânica que viera da Grécia. Os soldados e oficiais ingleses, neo-zelandeses, australianos, maoris, que constituiam o grosso das tropas em Creta, mataram paraquedistas que se rendiam, mataram feridos, executaram oficiais e soldados. No mar, os barcos ingleses afundaram pequenos barcos com tropas que tinham hasteado a bandeira branca e teriam (o único facto controverso, os outros não são) deitado cargas de profundidade para matar por concussão os soldados que estavam na água. Os pilotos alemães responderam á letra metralhando homens na água e um navio hospital, mas foi do lado dos aliados que se deram as maiores violações às leis da guerra.

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© José Pacheco Pereira
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